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Desafios do ensino da educação financeira para crianças

 

Todos nós conhecemos alguem que sofre por problemas financeiros que atingem não somente a sua vida profissional, mas também a sua vida pessoal,  no aspecto familiar. Este dilema que uma grande parcela da sociedade vive foi exposto no programa do Globo Repórter do dia 2 de setembro de 2011.  No programa, apresentaram um casal que possuiam mais de 20 cartões de crédito e que somadas as dívidas, chegaram ao valor de R$100 mil reais!  Este comportamento não é exclusivamente daquele casal, na verdade muitas pessoas adquirem mais cartões de créditos do que poderiam pagar, através de seu salário. Com a facilidade do acesso ao crédito exercido pelos bancos e pelo governo, frente a um Brasil em pleno crescimento, muitas pessoas estão embolando o caminho porque não possuem conhecimento de administração financeira.

Mas como esse comportamento surge? Quais são os indícios que identificam se uma pessoa não possui educação financeira ou instruções básicas de contabilidade? Veja bem, não há muito sentido em  apontar para pessoas com problemas financeiras e rotular as mesmas de irresponsáveis. Para todos os tipos de problemas, existem origens, e aqui iremos identificar um ponto extremamente importante, porém que ainda não tem a devida atenção no Brasil, a educação financeira no ensino infantil.

 

A importância do ensino de educação financeira para crianças

 

Em uma pesquisa do Sebrae divulgada em maio de 2011, descobrimos que as universidades Brasileiras estão em 50º no ranking do ensino de temas como empreendedorismo nas universidades. Aqui mesmo em nossa revista digital já discutimos a importância do ensino de empreendedorismo nas universidades, para que o aluno, quando atingir em definitivo o mercado de trabalho, possa desenvolver novos negócios. Mas e se fosse possível começar a aplicar conhecimentos básicos de contabilidade, ou seja, educação financeira, para jovens do ensino fundamental/médio?

Nossos amigos do Dinheirama escreveram um ótimo artigo demonstrando que, não adianta simplismente ensinar os jovens sobre educação financeira, seria preciso instruir os alunos em diversos pontos educacionais primeiro. Entendi lendo o artigo que se tratava do exercício do raciocínio crítico, para que assim fosse necessário não apenas entender sobre finanças, mas diversos outros assuntos que são pertinentes ao ser humano. Discordamos um pouco deste ponto de vista, pois demonstrar apenas acusações e despreparo do ensino educional  não resolveria o problema. Temos que ir mais fundo e descobrir pontos e soluções que possam ser viáveis no ensino da educação atual, implementando estes novos conceitos.

Não podemos esperar que outras camadas de ensino possam ser supridas para que se inicie os trabalhos da instrução financeira nas escolas, o estado e as instituições particulares devem, em conjunto, fomentar e desenvolver as outras competências que são necessárias a este tipo de ensino.

 

Metodologia do ensino

 

Se pensarmos na aplicação da educação financeira da maneira habitual no qual estamos viciados, é óbvio que chegaremos a simples conclusão de que as crianças não teriam capacidades lógicas para encontrar e entender as razões desse novo método. Por isso é importante que exista um planejamento dos órgaos governamentais(Federal, estadual e municipal) com foco no desenvolvimento direcionado  a segmentação do conteúdo por idade. Isso significa que, basicamente, uma criança na segunda série do ensino fundamental terá um nível totalmente diferente de ensino e aprendizado do que outra da oitava série. É importante que neste momento de criação de conteúdo e segmentação, existam neste processo de metodologia,  envolvidos: economistas, profissionais da área de contabilidade, professores das mais diversas áreas e psicólogos. Somente com essa formação de profissionais será desenvolvida uma metodologia eficiente de ensino para as crianças em suas diferentes idades.

 

 

Sendo mais específico, penso que um exemplo seria desenvolver um sistema de jogos e imagens para crianças mais novas, enquanto que para as mais velhas o conteúdo poderia ser mais teórico e dinâmico. Seria uma solução adequada para a aplicação tão necessária da instrução financeira que devemos ter, desde pequenos.

 

Benefícios

 

Pesquisadores do Banco Mundial(Bird) divulgaram no dia 9 de maio que o ensino de finanças no brasil pode ajudar o país aumentar a poupança interna e combater a inflação. Podemos prever que as consequências do aprendizado financeiro desde o ensino fundamental terá impactos tremendamente positivos na vida adulta do indivíduo. Nunca houve no Brasil, esse tipo de planejamento. Infelizmente nossas escolas ensinam as pessoas a serem funcionários, apáticos em relação a novos conhecimentos, que acabam se tornando estagnados em sua área. A solução para os problemas financeiros não é trocar o emprego ou buscar algo para o salário, é saber administrar o seu dinheiro e aplicar em novos projetos. Infelizmente, a classe média está “até o pescoço” em dívidas porque é alimentada por uma sociedade dos bens de consumo e o prazer envolvido na compra acaba sendo mais importante do que uma vida de qualidade a longo prazo: sem dívidas e com compras conscientes.  Uma opção viável para que as pessoas comecem a enchergar e controlar o seu dinheiro seria a educação financeira desde a infância.

Duas perguntas extremamente importantes a serem  feitas se o Brasil iniciar o processo de educação financeira para jovens:

  1. Como será o resultado da vida profissional de um indivíduo que estuda finanças desde pequeno?
  2. A sua vida financeira será melhor ou pior em relação a um trabalhor normal que nunca recebeu instruções nesse sentido?

Você consegue imaginar alguma resposta que não seja positiva?

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Apoios governamentais

 

O governo começou a mobilizar ações nessa área de maneira efetiva no inicio deste ano. Inovações como a escola de educação financeira que foi fundada no Rio de Janeiro são indícios que o estado mudou e quer incentivar as pessoas a entender melhor sobre finanças, bem como incentivar a criação de novos empreendimentos.  Também falamos aqui sobre o Empreendedor Individual, criação do estado, que superou a marca de 1 milhão de registros. Todas as instruções e o planejamento de negócios podem ser fornecidos ao pequeno empresário pelo SEBRAE. Acreditamos que os cursos praticados pelo SEBRAE são extremamente importantes na área educacional/financeira.

 

E qual é a sua opinião sobre a educação financeira nas escolas?

 

Queremos saber a sua opinião sobre o papel da instrução financeira para jovens. Vocês acham que  estamos preparados? Seria positivo a implementação desta metodologia de ensino nas escolas?

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