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Empreendedorismo no ensino superior

Você, universitário, tente se enxergar em uma situação praticamente corriqueira no ensino superior: assuntos em discussão sobre empregos e recursos monetários de forma generalizada. Alguns contam um pouco de suas história, empregos que tiveram, que pretendem ter, assim que terminado o curso superior e muitos outros citam a possibilidade de um concurso público, sobre a maior fonte de segurança para uma vida saudável e teoricamente tranquila.

Essas discussões são bastante comuns em ambientes sociais, pois naturalmente as pessoas discutem porque seu emprego atual é ruim e como podem melhorar de vida se conseguirem outro. Mas e o estudante que empreende? Aonde ele se encaixa neste contexto? Claro que, com muito respeito, ouve a opinião dos colegas, mas quando lhe é dada a oportunidade de comentar sobre suas condições financeiras e seus anseios, na maior parte das vezes é visto com certa suspeita por seus colegas. Note obviamente que isto não demonstra ser o contexto geral de todas as situações aqui propostas e sim de grande parte da educação cultural e financeira que nós recebemos do sistema. O processo de segurança é praticamente instintivo e se alguém levantar a possibilidade do risco para outros que estão na caverna (Lembram-se do mito do Platão?) pode ter certeza que os olhares serão de suspeita.

Falamos do ponto de vista do corpo docente das instituições, mas e as próprias instituições, como é a sua  relação com o empreendedorismo e será que até mesmo incentivam os estudantes a seguirem o caminho da abertura de empresas?

Assumindo um papel empreendedor no ensino superior

Professor, eu quero ser empreendedor! Me ensina?

Em estudo conduzido por Danilo Xavier Saes e Fábio Henrique Soares Pita – ambos empresários e graduados em administração - através da Maringá Management: Revista de Ciências Empresariais de Dezembro de 2007 descobrimos como as instituições de ensino estão desfasadas no que se refere a competência de ensino de empreendedorismo para seus alunos. Segundo os autores: “A preparação e formação escolar no Brasil, geralmente, em sua maioria, é voltada para a estabilidade e segurança na empresa em que se irá exercer uma profissão, independente de qual seja. Em outros países, esta formação já está sendo focada na formação de um empreendedor a partir dos primeiros anos escolares, sendo que, em alguns destes países, Empreendedorismo não é apenas uma disciplina ou um módulo, mas sim um Curso Superior”. Segundo Filion(2007), referenciado pelos mesmos autores em comparação do Brasil com os Estados Unidos, “na América do Norte não existe mais praticamente nenhuma instituição de ensino superior que não apresente, em seu currículo, ao menos um curso de empreendedorismo”.

Os autores se utilizam de referências de grandes nomes para encorparem o seu trabalho, como exemplo o criador da palavra “empreendedorismo”, Josh Schumpeter que cita: “O empreendedor é aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos e materiais.”

O artigo está riquíssimo em conteúdo e aconselho a todos os leitores que façam uma leitura do material.

Outro país que incorre em problemas semelhantes é Portugal, conforme matéria composta pelo site universia.pt que anuncia:

“Aversão ao risco, baixa criatividade e pouca familiaridade com o processo de criação de novos negócios são alguns factores que inibem o empreendedorismo entre estudantes do ensino superior”.

Ensino superior

Empresários e parceiros de negócios

O que se pode fazer em relação a isso? A resposta simples. Persistir e evitar a ameaça negativa de criatividade que o meio (universidade, sociedade, amigos ou até mesmo família) exerce. Mas não é o caso de se permanecer em silêncio, é justamente o momento para se levantar questões de criatividade com colegas de universidade ou até mesmo parceiros de trabalho, desde que exista uma oportunidade viável para isto. Primeiro pela oportunidade de ajudar um possível empreendedor a desenvolver um negócio individual e segundo pela mais óbvia e simples consequência, um futuro parceiro comercial.

E você, como é o relacionamento da sua universidade no que se refere empreendedorismo?

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3 comentários

  1. Olá. Fiquei muito feliz em ver que meu artigo pôde ser útil para o seu estudo. Apenas uma pequena correção. Eu na verdade sou pós-graduado em Gestão Empresarial. Minha graduação foi em Processamento de Dados, mas meus estudos passaram a se concentrar nas áreas de gestão.
    Sucesso pra você!

    Danillo Xavier SAes

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