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Uma breve consideração sobre lucro, custos e despesas

A empresa privada, assim como uma startup, é uma organização social orientada para prestação de serviço ou fabricação de determinado bem que vise atender a uma fatia específica do mercado. O lucro dentro da empresa privada é o resultado do esforço geral em todas áreas da Organização para atender às necessidades do clientes, o satisfazendo e tendo em vista os custos e despesas que são envolvidos na operação. Só isso? Não. Para o empreendedor que deseja abrir um negócio, é necessário entender os aspectos que circundam o lucro, um item exaustivamente tratado no mercado.

A ótica numérica

No aspecto contábil e econômico, o lucro é o resultado da diminuição de receitas menos os custos (L = R – C). Para que se tenha lucros, as receitas precisam ser maiores que os custos do serviço ou produção. Para conseguir obter um lucro, pressupõe que, além de vender com qualidade, é preciso ter consciência sobre os custos da produção ou do serviço. Esta consciência de custos vem do controle e da apuração dos itens de produção ou de serviço, e a isto se atribui empregados, matérias primas, custos diretos, indiretos e despesas tais como administrativas, comerciais e financeiras entre outras.

O controle contábil de toda as operações da empresa é um dos mais poderosos itens de decisão para medir se os custos estão ou não estão acima do que a empresa pode arcar, para identificar se está tendo muito custo com alguns itens de custo e para tirar uma métrica de qual seria o impacto nos próximos períodos (semanas, meses ou anos).

lucros, custos, despesas

Lucro = Receita – Custos

 

Os custos devem ser bem administrados

O corte de custos nunca deve ser feito pensando-se apenas em reduzí-lo para aumentar o lucro. O corte deve ser pensando do ponto de vista da inovação, pois o empreendedor precisa procurar no mercado alternativas melhores a um custo mais baixo. Um exemplo simplório é a substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes. Outro propósito é que não se deve medir a aquisição de certos equipamentos pelo seu valor imediato, mas pelo retorno que ele pode oferecer ao longo do tempo. Uma máquina de fabricação pode ser cara, mas, ao entrar em operação, ela acaba por produzir a receita suficiente para cobrir os custos de sua aquisição.

Produzir demais é outro quesito que o empreendedor deve compreender como preponderante no controle dos custos. Nem sempre aumentar a capacidade de produção acarreta em aumento dos lucros. Em uma fábrica, quando se coloca uma produção além das 8 horas por dia, a produção aumenta, mas os custos de produção podem aumentar muito mais por conta das horas extras e até adicional noturno. Sem contar que o esforço de produzir nem sempre se transforma em vendas. A necessidade de administrar bem a capacidade de produzir quanto à capacidade de prover serviço para o mercado é essencial. Não se pode oferecer mais do que o que se tem capacidade ou irá incorrer em erros gerenciais graves, podendo levar a empresa à bancarrota. O ideal é aumentar o limite na medida em que se cresce. Nada brusco e nada que a empresa não possa suportar.

Custos e Despesas

Existe uma diferença básica na definição sobre o que é custos e despesas. Ao longo do texto, foram citadas acima as duas palavras. Para o empreendedor que vai abrir a sua startup não incorrer em erro, é necessário entender o que cada palavra significa:

1. Custos: tudo aquilo ligado diretamente à atividade da empresa. Se você produz pneus, custos são a matéria-prima da borracha, o betume, os funcionários do chão de fábrica (custos de mão de obra). Custos são a soma de gastos incorridos para produzir um determinado bem que será convertido ou transformado em algo de valor agregado, algo que estará em condições de ser vendido.

Os custos também podem ser divididos em três tipos

a) Custos Fixos: Quando o custo não tem variação, isto é, quando há um valor constante. Esses custos são conhecidos por sua regularidade. Salários, por exemplo, são custos fixos, pois se alteram muito pouco com o tempo.

b) Custos Variáveis: São custos que possui um grau de variação diferente mês a mês. Em um momento é algo, em outro pode ser algo a mais.

Há também outra características dos custos que são os:

c) Custos Diretos: Todo custo ligado diretamente à produção ou o serviço. Mão de obra é um exemplo clássico, mas o custo direto de uma empresa startup fabricante de roupas é o tecido.

d) Custos Indiretos: Tudo o que participa indiretamente da atividade da startup e que está ligado ao processo de prestação do serviço ou produção. Em outras palavras, indireto é um custo que não pode ser apropriado diretamente no momento de sua ocorrência. Um exemplo são os materiais indiretos, os quais são empregados por departamentos auxiliares e que tenham pouca relação com o produto ou serviço.

2 – Despesas: Tudo aquilo necessário para a manutenção da empresa. As despesas administrativas são ligadas a compra de papel ofício, canetas, impressão, energia elétrica (vale dizer que eletricidade pode ser custo para outras empresas, como as distribuidoras de energia elétrica), telefone, etc.

Sabendo essa diferença, faz-se necessário alertar que o empreendedor deve saber o que corta e o que incrementa. Tendo essa divisão clara dos custos e despesas, o empreendedor agora deve se fazer as perguntas: o custo de aquisição de uma máquina ou programa hoje compensa no futuro? Quais são as despesas que eu teria de arcar com isso? No que o incremento deste custo pode acarretar em aumento da minha receita? O mais importante, diante da posse dos conceitos, é saber fazer as perguntas corretas.

Administrador formado pela Universidade Católica do Salvador com uma missão: popularizar o verdadeiro conhecimento em Administração e sua real relevância para uma vida com mais qualidade para se viver em sociedade e individualmente. Escreve no Blog http://www.tutusadministratus.com/

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