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Dicas valiosas para conciliar emprego e negócio próprio com tranquilidade

Se você está com uma boa ideia na manga para transformar em negócio, mas de alguma forma está ligado à um trabalho formal, saiba que há maneiras de conciliar as duas atividades. Esse dilema não é único, na verdade, ele aflige muita gente que por algum motivo não aguenta mais trabalhar para os outros, ou por querer ter uma expectativa de renda complementar.

Abrir o próprio negócio, mesmo que com pouco dinheiro, é possível. Por isso, vamos mostrar neste artigo algumas dicas valiosas para conciliar emprego e negócio próprio com tranquilidade. Possível é, mas é preciso uma dose extra de esforço.

A discussão é importante pois, para algumas pessoas, essa é uma situação que gera insegurança, mal-estar e para alguns chefes é motivo até de desconfiança, e não raramente, atritos no trabalho.

Geralmente, ter um emprego garantido ali nos primeiros meses do novo negócio é uma chance de manter uma renda para arcar com os investimentos iniciais. Já outras pessoas buscam essa situação por medo de que o negócio não prosperar, em especial quando falamos de uma época de economia desacelerada como a que estamos vivendo. Se tudo der errado na nova empreitada, pelo menos ainda existe a opção de continuar em seu emprego e com isso garantir uma renda mensal.

Se essa situação tem suas vantagens, em especial econômica, bem certo também que existam desvantagens no meio do caminho: sobrecarga, stress, sacrifício do lazer, cansaço e distanciamento dos amigos e família são alguns exemplos. Além disso, por não poder se dedicar em tempo integral a nova atividade, certamente aumentará o tempo da curva de aprendizado e plena operacionalização do negócio.

É importante ressaltar que alguns negócios exigem atenção exclusiva. Por isso, antes de tentar ter uma dupla jornada, analise sua situação e veja se é possível conciliar as duas atividades com tranquilidades. Se a resposta for sim, veja as dicas que separamos.

Vamos lá?

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Como conciliar o emprego e negócio próprio

A Revista Exame ouviu alguns especialistas que dão dicas. Veja só:

1. Tenha paixão pelo empreendimento

Ter iniciativa para manter o empreendimento é ainda mais difícil quando você não é apaixonado pela ideia. “A pessoa se dedica ao que ela gosta, porque arranja a energia necessária para lidar com o trabalho. Se é para tocar alguma coisa em paralelo, toque alguma coisa que você goste”, aconselha Marcelo Sinelli, consultor do Sebrae.

2. Invista em organização e eficiência

Para conciliar negócio próprio e trabalho, você tem que saber fazer várias coisas ao mesmo tempo sem se estressar. Segundo Leticia Menegon, da Incubadora de Negócios da ESPM, o futuro empreendedor deve conversar com outras pessoas e analisar os feedbacks no trabalho: se ele já não dá conta nem das suas atividades na empresa, deve repensar a ideia de ter um negócio.

Já Sinelli ressalta que é preciso otimizar o tempo ao máximo e que a necessidade do negócio não deve ser subestimada. “Você tem que afiar muito mais o machado do que alguém que se dedica integralmente”, diz.

3. Faça um planejamento

Assim como pedir demissão precisa de planejamento, ao se deparar com esse dilema também é necessário se planejar.

O negócio não nasce do nada, diz o professor Marcos Martins, do Ibmec-RJ. A fase de planejamento serve para que o empreendedor veja quanto de tempo e dinheiro deverá ser investido. Isso inclui, segundo ele, fazer pesquisas de mercado, viajar para contratar empresas e evitar determinado fabricante.

Para o consultor Sinelli, “quando o problema surge, o empreendedor em tempo integral já resolve na hora. Para quem concilia negócio e trabalho, o problema só será atacado quando der: no final da noite, no final de semana. O planejamento deve ser muito mais minucioso”.

Quando você trabalha em tempo integral em seu negócio, qualquer problema que surja, você está a frete do negócio para resolver. Se você tem um emprego, a solução terá que ser adiada para a noite ou finais de semana, por exemplo.

4. Não se esqueça da ética

Se você pretende cobrar compromissos éticos dos seus colaboradores, comece por você mesmo em seu emprego atual. O horário dedicado à empresa onde você trabalha deve ser exclusivamente dedicado às questões da empresa e nunca usado para resolver questões que envolvam o seu negócio próprio.

“Um grande obstáculo é a capacidade que a pessoa vai ter de separar os dois mundos. O empreendedor tem que lembrar que, enquanto trabalha as oito horas diárias, ele tem que se dedicar àquele tempo. Não pode usar para benefício próprio. É antiético”, diz Martins.

Já Leticia recomenda uma conversa franca. “É sempre importante conversar com o seu chefe e falar que você está abrindo sua empresa, além de assegurar que sua produção não irá diminuir com o novo negócio. Não deixe o chefe descobrir pelos outros”, explica.

Se não der para ser assim, saia do emprego e assuma full time o seu próprio negócio. É melhor sair de forma digna do que ficar marcado no mercado como um profissional que usava o tempo da empresa em que trabalhava para cuidar do seu próprio negócio.

Se o seu chefe vier a descobrir por vias transversas, sua situação ficará bastante prejudicada na empresa, podendo até mesmo rolar uma desconfiança. Por isso, a melhor alternativa é jogar limpo e deixar tudo muito claro.

5. Faça (e mantenha) contatos

Segundo o consultor Sinelli, você deve trabalhar de uma maneira inteligente e se cercar de pessoas que ajudam seu processo a caminhar. Se você não pode trabalhar com funcionários, faça parcerias, tenha uma rede de contatos muito bem estruturada e encontre gente que resolva os problemas da sua empresa. “Quando você se dedica aos dois, trabalho e negócio, você não deve ficar muito tempo procurando, mas já ter contatos na mão quando precisar”.

Já Martins ressalta que os contatos não dizem respeito só ao seu negócio. “Como manter isso de uma forma aceitável, profissional, sem que um trabalho toque no outro? Você precisa se relacionar bem com as pessoas envolvidas nesse novo negócio e se envolver também com a empresa onde está empregado”.

6. Treine adequadamente e confie nos outros

É fato que você não estará disponível para o seu negócio durante todo o dia. Por isso, talvez seja necessário treinar pessoas e terceirizar tarefas.

“Você vai ter que capacitar e confiar nas pessoas que estão à frente, e abrir mão de alguma gerência e da liderança ao longo do dia”, diz Martins. Ele também recomenda que, mesmo com o conforto de um emprego e de uma renda mensal, o empreendedor busque ajuda com consultores e com órgãos como o Sebrae.

7. Tenha muita disposição

Ter duas atividades vai requerir um cuidado com a saúde física e emocional. “Não ter isso pode acabar atrapalhando todos os seus trabalhos”, adverte Martins.

Para Sinelli, sua empresa só decola quando você cuida do negócio, e não dá para ficar esperando a empresa dar certo para investir seu tempo nela. “Conheço muitos que passaram por essa situação de trabalhar e ter um negócio e foram bem sucedidos, mas tem que ter muita vontade, ainda mais do que competência. Vai abrir mão do final de semana, da balada, de muitas coisas”, recomenda.

Para concluir a tarefa de conciliar emprego e negócio: apoio com sua família

Mesmo ciente que talvez alguns sacrifícios precisem ser feitos para conciliar emprego e negócio próprio, não deixe de contar com o apoio da família para essa tarefa. Essa sustentação certamente dará uma forcinha para tocar o negócio.

Tente envolver seus familiares neste desafio, pelo menos nos primeiros meses, até que você decida a hora de largar o seu emprego.

Os familiares são importantes, inclusive, para que você possa programar os momentos de descanso. Afinal de contas, ninguém é de ferro. Sempre é importante lembrar que não há sucesso profissional sem um bom equilíbrio com a vida pessoal. Por isso, reserve um tempo para descansar, seja em períodos curtos durante o dia, ou mesmo um momento na semana para um relaxamento total do corpo e da mente. O hábito de ler, praticar esportes, ou mesmo programar as refeições em família pode ajudar bastante.

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Resumo para finalizar

Você viu aqui neste artigo que:

1) A discussão sobre conciliar emprego e negócio próprio é importante pois, para algumas pessoas, essa é uma situação que gera insegurança, mal-estar e para alguns chefes é motivo até de desconfiança, e não raramente, atritos no trabalho;

2) Montar um negócio próprio é o tipo de coisa que você não consegue esconder durante muito tempo em seu trabalho. Não há como conciliar o emprego com um negócio próprio sem que ninguém saiba ou pelo menos desconfie, não é mesmo?

3) Para conciliar negócio próprio e trabalho, você tem que saber fazer várias coisas ao mesmo tempo sem se estressar;

4) Fazer um planejamento é fundamental para qualquer iniciativa de negócio, mas se você não estará à frente em tempo integral, esse planejamento precisa ser mais minucioso ainda.

E ai, o que achou do artigo? As informações que separamos foram úteis? Utilize o espaço dos comentários para dizer o que achou, e também para sugerir outras soluções e dicas importantes nesse processo todo. Até o próximo artigo!

 

Pedir demissão também precisa de planejamento

Se você recebeu uma boa proposta em outra empresa ou simplesmente quer partir rumo à novos desafios na carreira, chegou a hora de pedir demissão do emprego.

Essa é uma tarefa que também precisa ser planejada, assim como a sua expectativa antes de entrar na empresa é formada e, com o tempo, você cria metas de desenvolvimento pessoal.

Os últimos dias em uma companhia são fundamentais para consolidar a imagem que você tinha em seu antigo emprego e deixar as portas abertas com seus antigos gestores. Mesmo que você queria partir para outra área, trabalhar por conta própria ou algo do tipo, lembre-se que o mundo dá muitas voltas e você não sabe o dia de amanhã. Você pode estar em contato com aquela mesma equipe no futuro, ou pode cruzar com seu chefe em outra situação, outra empresa, em uma relação direta de trabalho ou mesmo como parceiro, fornecedor, cliente, e por aí vai.

No mercado de trabalho, seu nome, suas emoções e suas relações são simplesmente aquilo que irá garantir os melhores empregos. Neste artigo você verá um apanhado do que deve ser levado em consideração na hora de pedir demissão, e também se informar sobre direitos, obrigações, cuidados e atitudes a serem tomadas nessa hora.

Vamos lá?

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Seus direitos e deveres ao pedir demissão

Todo funcionário ao se desligar de uma empresa por vontade própria tem direitos.

Em geral, o empregado é quem deve o Aviso Prévio em caso de pedidos de demissão. Isso é, você tem que comunicar com 30 dias de antecedência seu pedido. Um empregador pode te dispensar de tal cumprimento, mas fica a cargo exclusivo de uma negociação entre você e ele.

Você terá direito:

  • Ao saldo de salário: proporcional aos dias trabalhados. Se você pediu demissão em um dia 10 de um mês e cumpriu até o dia 10 do outro, tem direito ao salário proporcional do mês seguinte até o dia 10;
  • Ao 13º proporcional: se você não esperar, terá direito ao benefício aos meses trabalhados;
  • A férias e 1/3: dependendo do caso, se forem férias já vencidas, você recebe o adicional de 1/3. Há outros cálculos necessários aqui que um contador pode fazer com maior exatidão, como proporcionalidade dos recebimentos. Caso você nunca tenha tido férias durante seu emprego, ele terá que pagar férias dobradas + 1/3.

Você não terá direito:

  • Ao saque do FGTS;
  • A multa de 40% por demissão sem justa causa;
  • Ao seguro-desemprego.

Em geral, depois de tudo isso considerado, o melhor dia para pedir demissão é o início ou fim de mês. Como são os momentos em que a empresa está pagando funcionários, é também o momento em que ela pode se organizar para sua saída – com relação ao fechamento de planilhas e até mesmo para considerar a reposição interna ou externa.

Aviso prévio – uma forma de se planejar

É bem importante que você converse com seu empregador sobre sua demissão. Pode ser que a oferta seja tão boa, ou que ele seja parceiro em entender sua necessidade de mudar, que a opção seja realmente a liberação do Aviso Prévio. Isso é difícil de prever, porque por mais camarada o seu chefe seja, algumas empresas possuem normas a serem seguidas. Existem empresas que liberam o aviso prévio de todos os funcionários, por entenderem que não faz sentido continuar com um funcionário com os pés em outro lugar. Mas também existem empresas que não abrem mão do cumprimento do aviso, até por uma questão de organização do posto de trabalho.

Se o chefe não te liberar, em geral não vale a pena pagar a multa e sair, a não ser que financeiramente isso não seja problema para você. Se você conseguir negociar com o novo empregador para aguentar um pouco, dá pra cumprir tranquilamente. Mas lembre-se: se a situação já não está muito boa no trabalho, será que vale a pena aguentar mais 30 dias ali dentro? Em alguns casos, pode ser que valha a pena pagar o aviso prévio, apesar dos altos custos. O ideal é que você coloque tudo numa balança antes de tomar sua decisão.

O período de cumprimento do aviso prévio pode ser um momento em que você irá planejar bem a sua entrada na nova empresa, sem correr. Em 30 dias, dá para pesquisar tudo sobre a nova negócio, fazer um curso, participar de workshops e se preparar melhor para um novo desafio que virá. Pense nisso. Ao pedir demissão, é fundamental listar as atividades e projetos que você realizará até a sua saída. Da mesma forma, ofereça ajuda na seleção de seu sucessor e indique as qualidades que este profissional precisa ter para ocupar o seu lugar – afinal de contas, quem melhor do que você para definir as características que você precisou lapidar para se sair melhor na rotina daquele trabalho?

Atitudes a serem tomadas ao pedir demissão

Mesmo que seu gestor ou a empresa não tenham uma cultura de feedbacks, é interessante você sair da empresa com uma boa conversa sobre aprendizados, situações que deixaram a desejar, e aquilo que poderia ter sido diferente. O bom gestor é aquele que está sempre a par dos seus objetivos e pretensões: numa dessas, ele pode até compreender melhor o motivo de sua saída, ao reconhecer que a empresa não atende suas necessidades naquele momento.

Outra questão importante é deixar o seu gestor a par das tarefas que você está realizando até a sua saída, e também as pendências que podem ficar, assim como você já deva ter feito quando saiu de férias em algum momento. Se for o caso de você estar cumprindo aviso prévio, tente informar seu gestor sobre suas atividades com mais frequência, para que ele tenha um panorama completo sobre como ficará o andamento das demandas sob sua responsabilidade.

Se você tiver oportunidade de se despedir da equipe, informe seus contatos e deixe claro que você está disponível para tirar dúvidas ou orientar algum processo depois que já tiver deixado a empresa. Mas se for necessário, imponha limites: pode acontecer do chefe pedir mais alguns dias além do combinado, ou pedir que você se dedique à alguma atividade mesmo depois do aviso prévio já ter sido cumprido. Seja transparente na hora de responder e lembre-se que a nova empresa está com expectativa de recebê-lo na data acordada – e com a cabeça inteiramente por lá.

No mais, mantenha o equilíbrio até o último dia. Não adianta realizar um bom trabalho ao longo dos anos e decepcionar sua equipe justo na reta final. Lembre-se que você depende deles para referências em trabalhos ou projetos futuros, e como dissemos, o mundo corporativo dá muitas voltas.

Arrependimento ou reconsideração

Se durante o período do cumprimento do aviso pintar uma dúvida sobre sua permanência, saiba que há possibilidade de reconsiderar o pedido de demissão. Neste caso, a parte arrependida deverá apresentar uma notificação à outra comunicando o ocorrido bem como o desejo de manter o contrato. Todavia o pedido de reconsideração pode ou não ser aceito. Caso seja aceito tudo volta ao estado anterior após o término do aviso prévio concedido como se nada tivesse acontecido.

“Ninguém é insubstituível”

Você certamente já ouviu essa frase alguma vez na sua vida. Dentro das corporações, isso é realmente levado ao pé da letra. Por isso, não se sinta na obrigação de colocar a empresa como vítima em um pedido de demissão. Não importa o quão competente você seja, e o quanto o seu chefe faz parecer que você tem uma importância vital na empresa – você é uma peça totalmente substituível.

A empresa em que trabalha provavelmente já existia antes de você chegar e vai continuar existindo depois que você sair, não é mesmo? Por mais que sua função seja de extrema relevância, haverá sempre alguém capaz de cumpri-la, e talvez melhor ainda do que você. Você sai e outro chega. A fila anda e a vida é assim.

A única forma de evitar “ser uma peça substituível” é fazer o que realmente gosta e seguir seu chamado pessoal. Cada pessoa é única e ao atender o chamado de fazer realmente o que ama, jamais outra pessoa será capaz de realizar esse trabalho tão bem e de forma tão verdadeira, afinal, sonhos são pessoais e intransferíveis. Os melhores e mais reconhecidos profissionais do mercado são aqueles que realmente amam o que fazem.

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Resumo para finalizar

Dúvidas sanadas? Ou há algo que ainda gera um questionamento? Vamos recapitular:

1) Você viu aqui que os últimos dias em uma empresa são fundamentais para consolidar a imagem que você tinha em seu antigo emprego e deixar as portas abertas;

2) No mercado de trabalho, seu nome e suas relações são simplesmente aquilo que irá garantir os melhores empregos;

3) É bem importante que você converse com seu empregador sobre sua demissão, até mesmo para definir e negociar a questão do aviso prévio;

4) Preze por feedbacks após o pedido e deixe o gestor ciente de cada passo que você der para garantir a continuidade do seu trabalho mesmo após a sua saída.

Se mesmo assim persistir alguma dúvida, deixe um comentário! Ajude-nos a continuar construindo artigos interessantes aqui no EmpreendedorX. Até a próxima!

Os sinais de que a vaga é sua ou não em um processo seletivo

Você acabou de sair de uma entrevista de emprego e bateu aquela dúvida sobre o seu desempenho. Mesmo atento à linguagem corporal do recrutador, e também de olho no que você demostrou com braços, mãos, olhos e a postura como um todo, sempre fica uma pulga atrás da orelha, não é mesmo?

Certamente a primeira pergunta que você faz ao sair da sala de recrutamento é “será que fui bem?”.

A questão aqui neste artigo é “como saber se fui bem em uma entrevista”, com argumentos e situações que podem demonstrar o sucesso de um processo ou o start para uma nova procura.

A intenção é mapear os sinais de que a vaga será sua ou não, e se o candidato foi (ou está indo) bem no processo seletivo. Aprenda a identificar esses sinais agora para saber se continua na expectativa de ser chamado ou parte para uma próxima

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Os sinais de que a vaga será sua

Vamos aos indícios de que o candidato está mais perto de conquistar a oportunidade profissional.

1. A entrevista foi longa – Para grande parte dos especialistas, o tempo é determinante. Se você percebeu que o recrutador quis colocar um ponto final na conversa logo no começo, isso é um péssimo indicativo. Por isso, quando acontece o contrário, é sinal de que o perfil do candidato se enquadra nas exigências do cargo.

Entrevista curta, com 30 minutos ou menos, não é boa notícia. Mas quando a conversa é de uma hora, ou mais, costuma ser um bom indício de uma futura contratação.

No entanto, não desanime por completo se entrevista foi curta, já que existem outros fatores que podem ter influenciado a pouca duração, como o estilo do recrutador, por exemplo.

2. As perguntas foram bem abrangentes – Outro fator que pode ser utilizado como termômetro é o conteúdo e a abrangência das perguntas, de acordo com os especialistas.

É bom sinal quando o candidato consegue relatar todos os pontos importantes da sua trajetória profissional, além de aspectos pessoais e objetivos de carreira. Alguns pontos podem ser determinantes para um desempate em caso de dúvida, por exemplo.

Quando a conversa flui e o entrevistador se interessa em saber mais sobre o candidato, isso é positivo. Se o recrutador sai do checklist técnico e parte para o lado do perfil pessoal, é um bom sinal. Um bate papo mais informal ao fim da entrevista também indica que houve uma identificação entre candidato e recrutador.

3. O recrutador indicou quais serão os próximos passos – Se, ao final da entrevista, o recrutador explicar com detalhes quais são e como serão feitas as próximas etapas do processo seletivo, comemore. Segundo os especialistas em coaching de carreira, este é um forte indício de que você está no páreo.

Quando ele se coloca à disposição, entrega o cartão de visitas e fala sobre o próximo passo, dizendo que é tal pessoa quem fará a próxima entrevista, por exemplo, é um ótimo sinal.

4. Tempo de retorno é curto – As empresas tomam o cuidado de não perder bons candidatos e por isso procuram mantê-los engajados nos processos seletivos.

Por isso, se você foi bem, o retorno certamente vai chegar logo logo. Se a entrevista foi boa, você deve receber retorno entre 1 semana e 15 dias. Se não receber neste período, deve diminuir as expectativas. Mas isso é muito variável, já que internamente há outros fatores que podem levar à demora no retorno.

O ideal é chegar sempre o prazo com o recrutador. Se ele perceber o seu interesse em manter-se informado sobre os próximos passos, irá avisa-lo caso haja alguma mudança na rota inicial.

5. O entrevistador mostra o escritório ou ambiente de trabalho após o término da conversa – Se o responsável pelo recrutamento gasta um tempo extra para mostrar as instalações da empresa para o candidato ou o apresenta para alguns colaboradores isso pode demonstrar que ele está pensando em realmente oferecer a vaga de emprego para esse candidato em questão.

Não se intimide a partir de bons sinais

É importante destacar que, mesmo identificando muitos sinais positivos para uma possível resposta afirmativa, não caia na tendência natural de desacelerar os esforços em novas buscas quando uma oportunidade em particular começa a parecer promissora.

Quase todo mundo já se viu vítima deste erro, pelo menos uma vez ao longo da caminhada profissional. No minuto em que começa achar que vai conseguir a vaga, você para de buscar oportunidades, assumindo que “dessa vez” é praticamente garantido.

Não deixe que esses sinais te desmotivem a continuar procurando, nem que olhe para novas oportunidades com o mesmo olhar de atenção que daria antes de ter essa primeira chance em vista. Imprevistos podem acontecer e até receber o sinal verde para começar em um novo emprego, tudo pode acontecer.

Os sinais de que a vaga não será sua

Agora, veja sinais que você pode ouvir de recrutadores de gerentes de RH durante a sua procura, e que podem indicar que a vaga certamente não será sua.

Todos eles têm um único significado: fuja do processo e invista seu tempo valioso na busca por oportunidades reais.

1. O entrevistador não fez muitas perguntas – Quando a conversa está interessante, normalmente desperta a curiosidade do entrevistador, que vai fazendo uma pergunta atrás da outra.

Muita gente tem a sensação de que não vai bem exatamente quando tem de responder muita coisa, mas é exatamente o contrário. A dica para o caso de faltar interesse (ou assunto) é tentar animar a conversa, dando respostas mais completas, com informações mais curiosas e tom mais envolvente.

2. As perguntas do entrevistador não tinha nada a ver com o que você estava falando – Se você notar que, quando termina de falar uma coisa, o entrevistador não faz gancho algum com o que você acabou de dizer e parte para um novo assunto, das duas uma: ou você respondeu tudo o que ele queria saber, e ele se deu por satisfeito, ou você não entendeu o que ele estava perguntando. Infelizmente a segunda alternativa é a mais provável.

3 – A roupa que você usou é de um estilo totalmente diferente da que o recrutador usava – Apesar de muita gente dizer que aparência não é tudo, é fato que ela influencia a impressão que as pessoas terão de você. Muita gente acha que se vestir bem é se vestir formalmente, mas não é. Vestir-se bem é estar vestido adequadamente para o contexto.

A dica, para amenizar a gafe, é se desculpar com o entrevistador. Se você está de terno e todos na sala estão de jeans, você pode dizer que depois da entrevista tem um evento formal e que não teve tempo de se trocar, por exemplo. Se a desculpa não colar, pelo menos você vai demonstrar que percebeu a gafe e soube ler o ambiente (ainda que com atraso). É melhor falar do que deixar quieto e fingir que não percebeu nada.

4. Você deixou escapar palavras de baixo calão no meio da conversa -  A falta é grave e dificilmente tem conserto. Você não vai ter tempo de mudar a impressão que o entrevistador teve de você porque não terá um grande convívio com ele. Vícios de linguagem, gírias e palavrões sempre dão conotação negativa. Claro que você pode, e deve, pedir desculpas imediatamente caso algo assim escape da sua boca. É menos pior do que não dizer nada. No entanto, o ideal – sempre – é evitar essas expressões, independentemente do quanto o entrevistador pareça gente boa ou amigão do peito.

5. Você falou mal do seu antigo chefe – Em hipótese alguma você deve criticar antigos gestores ou empresas por que passou. É um tipo de erro que não tem volta. Então, se você teve uma saída conturbada da empresa anterior e não quer ficar numa saia justa na hora de fala sobre ela, prepare o discurso em casa. Pense exatamente como você vai contar isso de forma discreta, sem falar mal de ninguém.

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Despedida com resumo

Vimos aqui que:

1) Identificar alguns sintomas de que você não está indo bem na entrevista de emprego é importante para tentar reverter a situação ou, pelo menos, evitar que os erros se repitam;

2) O tempo da entrevista diz muito: quanto mais longa, maior a chance de contratação;

3) Cuidado com o que diz! Nada de falar mal de antigos chefes e colegas (já que o mundo empresarial é um ovo e gira bastante), muito menos escapar aquela expressão chula que você utiliza em rodas de boteco.

E ai, está mais tranquilo(a) com os sinais de que a vaga de emprego será sua ou não? Certo é que, independente do que você concluiu, deve-se manter a calma, respirar fundo e aguardar um retorno oficial.

Se possível, peça um feedback e nunca feche as portas para uma oportunidade futura, naquela mesma empresa. Quem sabe ela não aparece?

Não deixe de ver um outro artigo que preparamos: o profissional do futuro – qual será o perfil exigido pelo mercado em 10 anos.

Se há algum outro indício contra ou a favor de uma resposta de emprego, deixe seu comentário logo abaixo. Até o próximo artigo!

Novas formas de promover e gerenciar seu negócio no Linkedin

Além de ser a rede social profissional mais popular no Brasil e no mundo, o LinkedIn também é uma ótima ferramenta para empresas expandirem sua relevância e estabelecerem sua autoridade no mercado digital.

Já falamos aqui recentemente sobre a funcionalidade da ferramenta para os profissionais, através de regras de etiqueta para redes profissionais como o LinkedIn.

Agora, vamos mostrar o outro lado: como as empresas podem se beneficiar do site para promover, divulgar a marca e fazer negócios. Não dá para negar todo o crescimento que essa rede social teve nos últimos anos: o site passou a ser acessível em mais de 20 idiomas, tem mais de 433 milhões de usuários e está presente em 200 países e territórios.

Muita coisa, né?

É lá que estão concentrados os profissionais mais antenados do mercado, com perfis segmentados por área de atuação, grupos e fóruns que discutem assuntos relevantes para o mercado de trabalho local, regional e global.

O LinkedIn já ultrapassou o número de 23 milhões de usuários só aqui no Brasil, e destacar a sua empresa nessa plataforma é, portanto, uma forma de encarar a interação virtual como um universo de oportunidades.

Durante muito tempo, o Linkedin foi conhecido apenas como uma plataforma para postar currículos e procurar emprego na internet. Muita coisa mudou e hoje ele se tornou uma rede social robusta, que oferece diversas oportunidades para marketing e vendas – quer prova maior que esses números que mostramos?

Diferente do Twitter e do Facebook, que são focados em relacionamento pessoal e, portanto, mais informal, o LinkedIn é uma plataforma líder em relacionamento voltado para negócios.

No entanto, um perfil no LinkedIn deve receber a mesma atenção que você dá à produção de conteúdo e interação de uma página no Facebook, perfil no Twitter e conta no Instagram, Snapchat, Youtube ou Periscope, por exemplo. Por isso, vamos mostrar passo a passo novas formas de promover e gerenciar seu negócio no LinkedIn.

É o marketing de conteúdo, mais uma vez presente para ajuda-lo(a) a promover sua presença na web. Essa presença da empresa no LinkedIn é importante para gerar consciência sobre a marca, e para isso, devemos enxergar a rede como uma chance de realizar um contato profissional mais aproximado com o público e com outras organizações atuantes no mercado.

Ações on-line podem ser complementadas por ações off-line, trazendo benefícios à construção da credibilidade da empresa. Basta que se conheçam as possibilidades existentes para integrar essas ações de marketing e alcançar bons resultados.

Vamos lá?

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Um resumo sobre a rede

O LinkedIn se tornou uma estratégia recorrente às empresas no processo de seleção, permitindo aos recrutadores, gestores e empresários a coleta de informações sempre atualizadas dos profissionais. Além disso, permite o alcance a um grande número de candidatos com base nas atribuições das vagas e permite a troca rápida de mensagens. Tudo isso traz ganho de tempo e assertividade nas informações obtidas, já que normalmente o movimento em bancos de currículos gira em torno de 6 a 8 meses. Esse tempo todo acaba gerando uma grande desatualização de documentos, ao passo que, em redes profissionais, as informações se dão em constante atualização.

Ter um perfil adequado no LinkedIn, e a forma como ele é usado, virou inclusive um dos principais critérios de desempate em processos seletivos, tamanha sua importância.

Por ser uma rede social com foco no mundo corporativo, o LinkedIn virou ainda um verdadeiro centro de promoção, divulgação e aperfeiçoamento profissional. O networking nessa rede tornou-se uma prática comum e cotidiana para quem busca evolução profissional e tem familiaridade com os recursos que o site apresenta.

A rede é focada em negócios, é mais popular entre pessoas com maior renda e nível superior de educação.

Por que investir no LinkedIn?

Para elaborar qualquer estratégia de marketing digital, que tenha como objetivo atrair seu público através de interesse, é essencial estar presente e ativo em diversas “casas” diferentes.

Pense o LinkedIn como uma dessas “casas” onde a reputação e credibilidade são recursos que pertencem aos vencedores. Lá, o marketing de conteúdo será a principal ferramenta que qualquer equipe de comunicação utilizará para obter o engajamento e relevância diante do seu público – para notar sua presença e converter conhecimento em vendas, principalmente.

As agências de social media já estão olhando com olhos abertos e atentos para o LinkedIn, que deixou de ser uma rede tão fechada há algum tempo.

E espia só um bom argumento para jogar sua empresa nesta rede: a Econsultancy constatou através de uma pesquisa que o LinkedIn envia aproximadamente 4 vezes mais pessoas para o seu site corporativo do que o Twitter e o Facebook.

Tá certo que o Facebook e o Twitter ainda são reis nessa história de compartilhamento. Mas em se tratando de tráfego direto para o site oficial da marca ou empresa, o LinkedIn é de, de longe, o maior gerador de tráfego de referência.

Segundo o próprio portal, as notícias a respeito dos produtos e serviços divulgadas na rede estão em 3º lugar na lista dos conteúdos mais populares, com um percentual de 43% de interessados nesse tipo de atualização.

Perfil x página

Antes de qualquer coisa, vamos explicar a diferença entre perfil e página para que você já não comece errando.

O perfil é voltado para a interação entre pessoas físicas e deve ser usado somente para isso. Já as páginas no LinkedIn têm a intenção de criar seguidores e fazer com que eles interajam com a empresa, através de postagens publicadas com uma certa regularidade que vamos detalhar mais à frente.

É como a diferença que existe entre perfil e fanpage no Facebook. Assim como acontece lá, no LinkedIn os perfis profissionais poderão ser futuramente vinculados à página, porém, somente a página será a principal representatividade da empresa na rede. É importante perceber a diferença e começar da maneira mais adequada para que seja gerado tráfego desde o princípio.

Para criar uma página é bem fácil: no menu, selecione Interesses -> Empresas e, depois, clique em “Criar” (botão amarelo). Em seguida, o sistema irá pedir os dados para cadastro e não tem mistério nenhum para seguir em frente.

O que esperar de uma página eficiente

As páginas organizacionais no LinkedIn são a principal maneira de entrar em contato com admiradores da empresa, futuros candidatos em processos seletivos, sócios, parceiros e clientes em potencial, interessados nos produtos ou serviços que a marca oferece.

Uma página verdadeiramente eficiente é aquela capaz de se transformar em uma vitrine digital: estando expostas diversas informações relevantes. Alguns exemplos dessas informações: missão, visão, valores, vagas em aberto, e a listagem de alguns produtos e serviços que a empresa oferece.

Um dos pontos mais importantes dessa presença é a possibilidade de criar um relacionamento com os usuários que gerará resultados, ou seja, venda de produtos ou aquisição de serviços. Esse relacionamento é criado através de uma correta interação virtual com seus leitores e clientes e através da produção de conteúdos relevantes.

Todas essas informações, quando bem dosadas e organizadas, acabam por criar uma comunidade ao redor repleta de seguidores engajados e qualificados. Além do mais, as páginas também servem para que todos os seus funcionários ou ex-funcionários tenham possibilidade de associar seu currículo à página oficial da empresa. Isso faz com que outras empresas possam ligar grandes profissionais ao seu quadro atual ou antigo de funcionários, fazendo com que muitas outras pessoas possam também conhecer o trabalho institucional da sua página no LinkedIn.

Estética da página: não devemos esquecer

Seu público precisa reconhecer facilmente a sua marca, isso é fato. Sendo assim, invista no banner principal no topo da página: ele deve ser bem feito e ter uma alta qualidade, assim como todas as peças gráficas da marca.

De preferência, o banner utilizado no LinkedIn deve ser diferente das fotos de capa usados no Twitter e no Facebook, por exemplo. Em se tratando de uma rede profissional, é interessante que ela seja exclusiva e adore uma postura mais sóbria e formal.

A imagem de capa é a primeira coisa que seus visitantes ou seguidores observam quando acessam sua página, então, ela deve ser adequada à sua identidade visual e ao conceito que deseja transmitir na rede. É importante que as imagens sejam feitas no tamanho ideal proposto pela plataforma para não ficarem distorcidas.

Já o perfil deve ser preenchido com todas as informações necessárias, como tipo de empresa, setor, número de funcionários, site, fundação, entre outras. Preencha todos esses dados e tenha certeza que eles estão corretos e atualizados – eles são a porta de entrada para seus consumidores saberem mais informações sobre você.

Não deixe essas informações em branco: quanto mais elas existirem, mais seus clientes irão confiar na sua marca.

A descrição também deve ser desenvolvida de uma forma bem objetiva e certeira, para que sua página possa ser encontrada facilmente nas ferramentas de busca. Use as palavras-chave certas, que mais tenham a ver com o seu negócio. Talvez seja interessante incluir uma versão em inglês também, caso a sua empresa tenha um alcance mais global (ou seja uma intenção futura).

Mas caso seu produto ou serviço não consiga ser explicado somente com um texto objetivo, dá para usar um recurso imagético como um vídeo institucional de curta duração. Essa pode ser uma estratégia perfeita para explicar quem é a sua marca, mesclando texto, locução, legendas e um punhado de boas imagens.

Aproveite também para customizar a URL da página, deixando-a mais personalizada.

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Estética de uma página: descrição, fotos, postagens e informações colocadas em seus devidos lugares.

Foco no conteúdo e na atualização

Sempre vimos falando aqui da importância de se dedicar à produzir conteúdos relevantes para seu público nas redes sociais. No Linkedin não é diferente.

Crie e compartilhe conteúdos que sejam interessantes para seu público, mesmo que eles não sejam de sua autoria – mas com o devido crédito, é claro. O conteúdo a ser compartilhado tanto pode ser original, gerado por profissionais ou serviços especializados, quanto pode ser composto de links ou notícias relevantes divulgados em outros meios de comunicação. E você não precisa ficar preso(a) a textos, podendo explorar também vídeos, imagens, PDF’s, links externos, e por aí vai.

Outra questão: se você quer alcançar um número maior de usuários com o seu conteúdo, faz mais sentido publicá-los em horários mais “populosos”, não é mesmo? No Linkedin os horários de pico são entre 8 da manhã e 5 da tarde, de segunda a sexta-feira. Isso significa que a grande visualização da rede se dá no horário comercial das empresas – ou seja, quem está acessando provavelmente está no trabalho.

O ideal mesmo é que você teste aquele horário que dê mais retorno e invista fundo.

Sobre a periodicidade, o Linkedin entende que aproximados 20 posts por mês podem ajudar sua empresa a alcançar 60% da sua audiência. Esse é o número ideal para não sobrecarregar a rede de conteúdos. No entanto, algumas páginas têm feito até o triplo disso, e também tem conseguido bons resultados. Esse tato, mais uma vez, vai de caso para caso, e a partir das respostas obtidas através da audiência. O importante é manter uma frequência e demonstrar que a página está ativa: novos produtos e novas vagas de emprego devem sempre representar o que há de mais atual na realidade corporativa.

Outro quesito a se pensar: no começo do trabalho no Linkedin, você pode compartilhar seu conteúdo com todos os seguidores, para manter crescente a sua base de público. Depois, você pode segmenta-los por grupos, e estabelecer uma comunicação diferente para cada um deles, direcionamento bem o que será compartilhado.

Para realizar todas essas tarefas com qualidade, talvez seja interessante pensar em uma pessoa da sua equipe para ficar responsável pelas atualizações e pela coordenação dos conteúdos postados, além de analisar se esses conteúdos possuem uma performance dentro das metas da empresa para esse canal. A depender do que você vende ou oferece, pode ser interessante dividir cada um dos segmentos entre profissionais diferentes, para deixar o processo de gerenciamento fica mais dinâmico e ágil.

Engajamento de funcionários no LinkedIn

Os funcionários são bem mais prováveis de curtir, clicar, compartilhar e comentar em uma atualização se comparado com um usuário típico do LinkedIn.

Por isso, que tal incentivar os colaboradores da empresa a se registrarem na plataforma e construírem seus perfis? Quanto mais pessoas se ligarem à página de sua empresa, mais confiável ela será. Não é preciso nem dizer que você não deve obrigar e nem coagir nenhum funcionário a tal comportamento – faça apenas um convite, mostre os benefícios e estimule a participação deles na rede.

Outra possibilidade que o LinkedIn oferece é a de fazer parte de um grupo de discussão. Para uma empresa, a estratégia é engajar os funcionários a participarem de grupos de discussão sobre temas ligados ao segmento de atuação da empresa (ou em grupos de interesse), debater novas ideias e práticas e mostrar expertise para lidar com o assunto do qual sua marca está envolvida.

Nos grupos do Linkedin é possível encontrar vários usuários que possuem interesses em comum que podem ser convertidos facilmente em seguidores da página. Você pode iniciar uma discussão sobre um assunto e então apresentar um conteúdo da empresa como adicional informativo.

Se os profissionais da sua empresa são ativos e contribuem positivamente nesses espaços, a visibilidade é aumentada por consequência, assim como a imagem associada a sua marca pode melhorar bastante.

Estimule essa participação dos funcionários nos grupos e peça para que eles escrevam recomendações positivas sobre a empresa. A página só tem a ganhar com isso.

Ferramentas de engajamento

Além de gerar tráfego qualificado para seu endereço, você pode (e deve!) acompanhar a aceitação do conteúdo por meio de métricas como impressões, curtidas, compartilhamentos e comentários. Essas mesmas métricas vão ajudar você a entender o que funciona melhor com seus seguidores e onde é possível melhorar.

Os administradores da página têm um ótimo recurso para medir o engajamento de seus seguidores. O recurso está disponível logo abaixo do avatar e nome da sua empresa, ao lado do link “Página Inicial” > “Análise”.

Na página que abre, você consegue visualizar informações gerais sobre as visitas, informações demográficas, nível de experiência dos usuários, quantas visitas são dos seus funcionários, entre outros dados interessantes.

A taxa de engajamento mensura o número total de interações, cliques e seguidores adquiridos em cada atualização que você publicou na sua página. Ou seja, a taxa de engajamento irá te dizer quantas e quais pessoas visualizaram a sua atualização e realmente se engajaram com o post (que é bem diferente de apenas passar o olho sem prestar muita atenção).

A análise do engajamento pode te mostrar quais são os pontos de melhoria e crescimento, além de ser um fator determinante para mudança daquilo que não está dando certo. A análise dessas informações podem ser bastante úteis para que seu próximo post seja mais otimizado e eficaz.

Aumente o alcance

O Linkedin oferece ainda alguns plug-ins sociais em HTML que podem ser adicionados ao seu site, postagem ou layout do blog e/ou até no e-mail marketing. O botão indica que você é um membro ativo dentro da rede e é um canal direto para conseguir novos seguidores.

Dá ainda para convidar os contatos que você possui em outras redes, como Twitter e Facebook. Aproveite essa ferramenta para chamar as pessoas até sua página.

Empresas-modelo no LinkedIn

Todo fim de ano o LinkedIn divulga uma lista das 20 melhores empresas para se trabalhar sob o ponto de vista dos brasileiros, usando como critério “alcance” e “engajamento”. Para chegar ao resultado, a rede analisa mais de 30 bilhões de interações dos usuários com as empresas e seus funcionários na rede social.

Todas as selecionadas merecem destaque por conseguiram utilizar seus perfis empresariais de maneira única para estabelecer contato, criar autoridade e fechar negócios.

Das 20 empresas mais bem classificadas, 9 nunca haviam aparecido em levantamentos anteriores. São elas: Google, Apple, Procter & Gamble, Bunge, Lojas Renner, Danone, Leroy Merlin, Pfizer e Facebook.

A Unilever Brasil ficou em primeiro lugar, e tem hoje mais de 2 milhões de seguidores.

Percebeu como são empresas de diferentes segmentos? Fato é que todas elas conhecem bem seu público-alvo, compartilham conteúdos relevantes e criaram um canal aberto de contato e permanente. Portanto, são modelos de inspiração para você estar sempre de olho.

Publicidade paga: LinkedIn Ads

Para finalizar, uma opção para as empresas que querem cortar alguns caminhos e atingir mais facilmente a visibilidade de milhares de usuários no Linkedin.

Os anúncios pagos são formas bastante interessantes de divulgação de produtos e serviços no LinkedIn. Embora não possuam ainda os recursos de segmentação que dispomos nos Facebook Ads, por exemplo, é possível ter um leque de opções de seleção do público que se pretende impactar.

Essa é uma ótima opção para alguns segmentos empresariais mais formais e menos populares, que não encontram um ambiente propício para veiculação de suas mensagens publicitárias em outras mídias sociais mais informais e populares.

Para mais detalhes sobre funcionalidades e preços, consulte esta página no site do LinkedIn.

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Para fechar

Como qualquer outro canal de comunicação, o LinkedIn funciona bem se você o levar a sério e fizer esforço para entender o que ele pode fazer por você. Se o objetivo é ver resultados reais, você deve incorporar o LinkedIn em sua estratégia mais ampla de marketing de mídia social com toda certeza.

Por isso, mantenha-se sempre atualizado(a) sobre as notícias e atualizações do LinkedIn, conheça seus recursos e ferramentas e navegue através de páginas empresariais e perfis pessoais para ver como os outros utilizam essa ferramenta.

Mantenha a equipe sempre engajada, seja no compartilhamento de conteúdos postados na página, ou com conteúdos postados em grupos. Como o sucesso na rede gira em torno de conteúdo de qualidade e recomendações, a cada profissional de sua empresa que compartilha uma publicação, o seu poder de alcance será certamente maior.

E ai, já tem uma página da sua empresa no LinkedIn e descobriu como otimizá-la com estas dicas? Percebeu como o LinkedIn tem se tornado importante para a gestão virtual de empresas como uma janela de oportunidades? Aproveite a área de comentários abaixo e compartilhe suas experiências com esta rede.

Também queremos conhecer as redes criadas por vocês. Comentem aí!

Como oferecer e encontrar vagas de emprego e estágio na internet

Há muito tempo não é mais necessário ir de porta em porta com o currículo debaixo do braço na busca por um emprego ou estágio. É bem possível encontrar vagas de emprego ou estágio na internet com apenas alguns cliques, no conforto da sua casa. Do mesmo modo, não é preciso ir muito longe para encontrar bons candidatos e currículos para preencher vagas em sua empresa, nem gastar muito dinheiro contratando serviços especializados (como as empresas de RH).

Atualmente, existem diversos sites especializados onde as empresas acessam e cadastram as vagas disponíveis.

Por isso, aprenda agora como este artigo a encontrar e oferecer vagas de emprego e estágio pela internet, sem custo.

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Como encontrar vagas de emprego na internet

Com a infinidade de opções disponíveis na internet (veja aqui uma relação de sites confiáveis para a busca de emprego), as vezes ficamos confusos sobre “como começar”.

A principal orientação é realizar buscas por palavras-chave: ao invés de simplesmente procurar pelo título de um cargo, faça uma lista de palavras-chave que representem o tipo de emprego que está procurando e o trabalho que você está qualificado a realizar. A lista deve ser composta de funções que você teve em empregos anteriores e as atividades que gostaria de executar em seu próximo trabalho, por exemplo.

Um dica: combine as palavras escolhidas usando os sinais de mais (+) e menos (-). Por exemplo, se você está à procura de um emprego onde o idioma inglês seja uma exigência, inclua esse termo seguido do sinal de (+).

Mantenha o seu currículo atualizado constantemente, para aumentar suas chances de conseguir um emprego. Preencha todos os campos da base de dados com palavras-chave (termos de sua área de atuação). As buscas por currículos são feitas por meio dessas palavras.

Não envie currículo fora do perfil desejado pela empresa: fique atento aos pré requisitos. Se você está empregado e não quer que sua empresa saiba que está à procura de outra oportunidade ative a opção “confidencial” ao se cadastrar nos sites de emprego. Assim, você tem toda a tranquilidade para usar a ferramenta.

Outra dica é utilizar as redes sociais para essa tarefa, seja consultando páginas ou grupos especializados (com vagas de emprego na sua área), a página da empresa (onde o setor de Recursos Humanos pode estar alinhado com a divulgação de vagas), ou através da construção de networking com profissionais em cargos estratégicos na empresa onde deseja trabalhar (líderes de equipe, gerentes, etc.). Construir uma rede de relacionamento profissional na internet pode aumentar bastante as suas chances de conseguir um emprego.

Agora, se você almeja trabalhar em uma empresa X (por afinidade ou simplesmente por proximidade), acesse diretamente o site oficial da empresa e busque informações sobre ela, tais como principal ramo de atuação, clientes, valores, missão e objetivos. Se possível, converse com pessoas que trabalham ou trabalharam nela para entender a cultura empresarial. Cadastre-se na seção “trabalhe conosco” e fique de olho nas oportunidades que possam surgir.

As orientações antes de ofertar uma vaga na internet

A grande maioria dos portais destinados à divulgação de vagas na internet possuem formulários próprios para o cadastro de oportunidades.

É só identificar qual (ou quais) portais deseja e mandar ver.

Fique atento na hora de redigir os pré requisitos e funções: seja formal e detalhe bem o que espera do candidato. Não adianta pedir algo que não irá cobrar, muito menos o contrário. A opção de divulgar o salário é opcional, e vai de empresa para empresa. A pretensão salarial é um recurso utilizado para filtrar quais profissionais serão chamados para a entrevista. Depois disso, geralmente existe uma avaliação para ver quais os candidatos podem trazer o melhor resultado por menos, com base nas suas competências, habilidades, experiências e valor informado no ato da candidatura.

Quanto mais detalhes da vaga forem informados, mais chances de entrevistar candidatos em conformidade com o que você procura: Informe os benefícios, horário de trabalho e regime de contratação.

Muitas vezes, um baixo salário pode ser compensado por um horário de trabalho flexível ou um bom plano de carreira.

Como encontrar vagas de estágio na internet

Como universitário, você já deve ter percebido a importância de um estágio para seu desenvolvimento profissional e certamente tem dúvidas sobre “onde procurar”.

Essa é uma oportunidade incrível para seu aprendizado, amadurecimento, descoberta de habilidades e competências e, claro, de uma graninha quando a vaga oferecer uma bolsa.

Portanto, não sofra se não estiver encontrando algo que, a princípio, deseja. E se ainda pintar a dúvida sobre a função ou a empresa ideal, esse é o momento de experimentar, errar, recomeçar, e aprender.

Na internet, é possível encontrar um bom estágio acessando sites especializados (como os que listamos aqui), que são expert em conduzir processos seletivos nesta categoria.

A maioria das empresas opta por conduzir as seleções de estagiários da mesma forma como se contrata profissionais formados. As etapas são as mesmas: análise de currículo, entrevista, e a resposta.

Portanto, capriche no currículo, colocando as experiências que você já teve (mesmo na faculdade, ou experiências que não tenham nada a ver com a carreira escolhida), e foque naquilo que você fez e/ou aprendeu nas experiências anteriores.

O ideal é que você demonstre ter facilidade e abertura para novos aprendizados – afinal, esse é o objetivo de um estágio.

Através das redes sociais (como LinkedIn, Facebook e Twitter) também é possível encontrar vagas. Procure os perfis empresas e organizações localizadas na região em que você estuda e quer atuar. Além de buscar oportunidades, você também poderá criar seu próprio perfil e estabelecer contato com pessoas de destaque, que podem ajudá-lo ou recomendá-lo no futuro. Só tome cuidado com as armadilhas do perfil social que te deixam queimado(a) com chefes e recrutadores!

Dá para encontrar boas oportunidades via Instituição de ensino, já que grande parte das universidades e faculdades possui uma central de estágios ou de carreira, em que são disponibilizadas vagas. As pessoas que trabalham neste departamento podem auxiliá-lo com dicas e macetes para preencher a burocracia de contratos e informações adicionais. Informe-se através do portal online da instituição que você estuda.

Mas se o estágio pagar pouco ou simplesmente não pagar?

Como dissemos, o estágio é uma experiência enriquecedora em diversos sentidos, principalmente para o crescimento na carreira e amadurecimento de suas convicções profissionais

Mas em que condições você pode aceitar uma oferta de estágio que não oferecer uma remuneração?

Nessas horas é importante se concentrar em outros benefícios como os citados acima para se sentir motivado e aproveitar a chance. Veja algumas vantagens de um estágio pouco remunerado ou sem nenhuma remuneração:

  • Aquisição de experiência para futuros processos seletivos – Quando você for buscar novas oportunidades de estágio ou mesmo o emprego pós formado, será possível competir com outros jovens tão ou mais qualificados que você. O fato de já ter vivenciado a dinâmica do ambiente de trabalho pode ser uma vantagem e motivo para que você se destaque. Pense nisso. Muitas vezes, só por ter aceitado tal oportunidade você já mostra para futuros empregadores o grau de comprometimento que possui com sua carreira e sucesso profissional.
  • Confirmação do curso que você escolheu – Se você ainda está em dúvida sobre sua escolha de carreira, o estágio pode ser uma ótima oportunidade de confirmar ou não essa opção. Nessa experiência você poderá vivenciar a prática (que é bem diferente da teoria), acompanhando a rotina do profissional que deseja se tornar depois da graduação.
  • Aprimoramento das habilidades e descoberta de competências – Elas fazem parte do perfil de cada profissional e devem ser trabalhadas desde muito cedo para que funcionem. Algumas delas são a liderança, comunicação, paciência, saber lidar sob pressão, ter responsabilidade e paciência.

O outro lado: o que você precisa saber antes de contratar um estagiário

De acordo com a Lei 11.788, as pessoas jurídicas de direito privado e os órgãos da administração pública direta, autárquica e fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como profissionais liberais de nível superior devidamente registrados em seus respectivos conselhos de fiscalização profissional, podem oferecer estágio.

A lei determina ainda que para ser considerado ato educativo, o estagiário deverá ter acompanhamento efetivo pelo professor orientador da instituição de ensino e por um supervisor da empresa contratante.

O estágio obrigatório é aquele definido como tal no projeto do curso, cuja carga horária é requisito para aprovação e obtenção de diploma. Já o estágio não-obrigatório é aquele desenvolvido como atividade opcional, acrescida à carga horária regular e obrigatória.

O estágio precisa ser compatível com as atividades universitárias do contratado, ou seja, com aquilo que ele encontrará no mercado de trabalho de acordo com o curso que escolheu.

Existem duas opções de horários para um estagiário trabalhar: 4 e 6 horas diárias. Uma empresa não pode contratar um estagiário por mais de dois anos, e o contrato de estágio não caracteriza vínculo empregatício com a empresa, bem como a concessão de benefícios (transporte, alimentação, plano de saúde) pode (ou não) ser incluso.

Ainda de acordo com a lei, é assegurado ao estagiário, sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a 1 (um) ano, período de recesso de 30 (trinta) dias, de preferência durante as férias escolares. Se o estagiário receber bolsa ou outras formas de remuneração as férias devem ser remuneradas. Agora, se o contrato de estágio for inferior a 1 ano, o funcionário tem direito a férias de maneira proporcional.

A empresa contratante é responsável por enviar à instituição de ensino, com periodicidade mínima de 6 (seis) meses, relatório de atividades, com vista obrigatória ao estagiário.

Para saber mais, é só conhecer a Cartilha do Estágio, publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

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Para finalizar

Você viu neste artigo que:

1) Faça buscas por palavras-chave em sites confiáveis;

2) Mantenha o seu currículo atualizado constantemente, para aumentar suas chances de encontrar vagas de emprego ou estágio na internet.

3) Ao oferecer uma vaga, atente-se aos detalhes e forneça o máximo de informações possíveis para entrevistar candidatos em conformidade com a vaga;

4) Com relação aos estágios, existem diversas maneiras de encontrar uma oportunidade via internet: sites especializados, redes sociais, ou através do portal da sua instituição de ensino;

5) Caso o estágio pretendido não ofereça bolsa ou o valor for muito abaixo da expectativa, existem motivos que podem tornar a oportunidade mais vantajosa.

E ai, pintou alguma dúvida? Utilize o nosso espaço de comentários para dizer o que achou do artigo e, assim, contribuir para que possamos produzir conteúdos cada vez mais relevantes para a sua carreira e desenvolvimento.

E não se esqueça: atualize seu currículo com novos cursos de qualificação e outras atividades que possam beneficiá-lo na conquista de um emprego ou estágio na internet. Isso pode ser um diferencial na concorrência com outros candidatos e até ser critério de desempate em processos seletivos.

Onde encontrar e oferecer empregos, estágios, freelas e vagas PCD na internet

Como complemento ao artigo sobre a oferta e a procura de estágios e empregos na internet, vamos destrinchar aqui onde encontrar e oferecer vagas. São quatro frentes: empregos, estágios, trabalhos freelancer e empregos destinados à pessoas com deficiência (PCD).

Selecionamos 15 ferramentas que podem ajuda-lo a encontrar e oferecer trabalhos de diferentes naturezas, sem pagar nada por isso.

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Onde encontrar e oferecer emprego na internet

Vai uma ajudinha para fazer a busca de emprego da maneira mais completa? Nada de procurar em jornais com letras minúsculas: hoje existem muitos serviços online que facilitam esse processo para os usuários de internet.

1 – Jobbydoo – www.jobbydoo.com.br

O Jobbydoo é um serviço bem simples e que ganha pontos pela seleção de informações que são mostradas na tela dos usuários. Ao acessar a página inicial, você poderá fazer buscas por vagas e também dizer a cidade em que deseja trabalhar — sendo que na parte inferior da interface há uma série de atalhos para ajudar na busca para os que estão menos decididos.

Ele permite a filtragem de diversas maneiras, incluindo os tipos de contrato (CLT, estágio, temporário ou terceirizado), cargas horárias e faixas salariais.

2 – Catho Online – www.catho.com.br

O Catho é um dos serviços mais conhecidos de todo o país, sendo considerado um dos grandes bancos de vagas do Brasil — o site promete mais de 280 mil vagas ativas. Este serviço promete ajudar os usuários a encontrarem postos de trabalho com bastante facilidade, tendo uma interface de buscas bem completa e que permite a pesquisa de um modo refinado.

Além de mostrar possíveis vagas, o Catho também é um classificado para cursos online e certificações de qualificação profissional para os usuários.

3 – InfoJobs – www.infojobs.com.br

Este serviço traz uma interface simples e funcional, que se divide em vários setores para facilitar a localização das informações mais relevantes. Permite que os usuários façam buscas por filtros e palavras-chave, por empresa, por formação e vários outros termos.

O InfoJobs se diferencia por possuir uma seção totalmente dedicada aos concursos públicos abertos no Brasil. Neste setor, ainda é possível fazer filtros por nível de escolaridade, instituições responsáveis pelos concursos e cargos.

4 – Sine – www.sine.com.br

Para quem não gosta de serviços que possuem funções exclusivas para assinantes, o Sine é a opção certa. O site não é governamental, mas deixa claro que oferece as funcionalidades de um modo totalmente gratuito por ser de utilidade pública. Promete quase 1 milhão de vagas, permitindo que candidatos de todo o Brasil tenham uma enorme gama de opções disponíveis.

Onde encontrar e oferecer estágio na internet

Se o seu negócio é a busca de estágio, há outros portais específicos para esse tipo de vaga. Veja só:

5 – Nube – www.nube.com.br

Se você é estudante, encontrará milhares de ofertas para fazer estágio e aprendizagem. As vagas são preenchidas em tempo real e você deve se cadastrar no portal para localizar a oportunidade mais voltada ao seu perfil e sua carreira. Tudo de graça.

Também são oferecidas dicas de profissionais da área de RH para você enfrentar com sucesso uma dinâmica e ainda saber as exigências do mercado para os profissionais do futuro.

Mas se você é uma empresa, o banco de dados tem 4,2 milhões de currículos cadastrados. Os serviços do Nube incluem a pré-seleção de estagiários e aprendizes. Além disso, oferecem a administração, seguros, programas de estágios, entre outros. Ao todo, eles têm cerca de 14 mil instituições conveniadas para oferecer estágio e programa de aprendizagem de qualidade a seus estudantes.

6 – Ciee – www.ciee.org.br

O CIEE (Centro de Integração empresa-escola) é um Site mantido pelo Governo, que assim como o Nube, oferece a maioria dos serviços listados e uma ampla área de vagas de estágios.

O programa de estágio do CIEE atua em conformidade com a lei n°11.788/08 e oferece vagas para estudantes maiores de 16 anos, cursando o ensino médio, curso técnico ou superior. Ele tem duração de dois anos, ocorrendo a renovação do contrato a cada seis meses.

Para se cadastrar em vagas, você precisa ter um cadastro ativo no site oficial deles e também estar estudando, após isso você confere a vaga e os requisitos para se candidatar. São diversas empresas que são interligadas ao CIEE, com isso você pode trabalhar em diversas áreas em diferenciados tipos de empresas.

7 – Super Estágios – www.superestagios.com.br

Um site que já tem ajudado muitos estudantes de diferentes níveis é o Super Estágios, que recruta estagiários, realizam processos seletivos, emitem termo de compromisso, aditivo e distrato, fazem renovações e prorrogações contratuais, além de emitir a apólice de seguro individual.

Acompanham ainda os relatórios e documentos do estágios, o período de recesso remunerado, disponibilizam o certificado ou termo de conclusão de estágio e têm o controle absoluto de estagiários ativos e rescindidos.

8 – Cia de Estágios – www.ciadeestagios.com.br

A Companhia de Estágios entrega para sua empresa verdadeiramente estudantes do país e até estrangeiros para fazer estágio na sua empresa.

São especialistas em captar, selecionar, gerenciar e desenvolver jovens talentos (estagiários e trainees). Além disso, prometem fazer alinhamento de perfil presencialmente ou por call, planejamento e divulgação de vagas, recrutamento e aplicação de testes e/ou jogos on-line, seleção via vídeo ou presencial, aplicação do DISC e elaboração do book dos aprovados e apresentação dos finalistas para etapa de painel e/ou entrevistas individuais finais com os gestores. Nada mal, né?

Onde encontrar e oferecer freelas na internet

Quem está com dificuldade de arrumar um emprego formal ou quer ter mais autonomia profissional, com a comodidade e as vantagens de trabalhar em casa, o trabalho freelancer (também chamado de freela) pode ser a solução. Veja:

9 – GetNinjas – www.getninjas.com.br

O GetNinjias é um site para anunciar serviços diversificados, que vão desde aulas de dança e serviços domésticos até consultoria de economia e finanças. O cadastro é super simples e leva poucos minutos. O prestador de serviços ganha uma página pessoal com as descrições, fotos e avaliações do trabalho, que pode ser encontrada por buscadores de internet.

Também é possível baixar um aplicativo do site (Android) para receber notificações quando clientes solicitarem novos orçamentos.

10 – Freelancer.com – www.freelancer.com

Esse é um dos maiores classificados online para encontrar trabalhos: está presente em mais de 248 países e regiões). São quase 13 milhões de usuários cadastrados, dos quais 20% empregadores, com cerca de 270 mil ofertas de trabalho. O valor médio de remuneração por projeto é de 200 dólares. É destinado para profissionais de todos os ramos, mas é bem forte para programadores, designers e profissionais de marketing digital.

11 – Logovia – www.logovia.com.br

Se a sua intenção é investir parte do orçamento de marketing na criação e desenvolvimento de produtos gráficos como logotipos, cartões e folders, o lugar é aqui. Os clientes preenchem o brinde e o orçamento disponível e os designers selecionam os projetos que desejam realizar. O site funciona com o sistema de concorrência criativa, o que permite que mais de um profissional realize o trabalho e, quem escolhe o ‘vencedor’ é o cliente. Existem pontos de contato ao longo do projeto em que o cliente manda feedbacks para os designers para orientar o desenvolvimento do trabalho. O site faz o intermédio do envio dos trabalhos e do pagamento.

12 – 99 designs – www.99designs.com.br

Essa opção aqui também é voltada para designers: no banco de dados estão cadastrados cerca de 320 000 usuários dessa área. O site tem uma política forte contra cópias que pode causar a suspensão da conta do designer que copiar trabalhos alheios. Alguns trechos do site ainda não apresentam tradução para o português. O site funciona de maneira semelhante ao Logovia, com o sistema de concorrência criativa, mas uma das vantagens é que ele oferece uma área restrita para trabalhar com clientes conhecidos.

Onde encontrar e oferecer vagas para PCD

Por fim, se a sua busca é por vagas para pessoas com deficiência (PCD), essas três opções são bem populares e perfeitas para a finalidade.

13 – Deficiente Online – www.deficienteonline.com.br

Essa é uma empresa especializada em banco de currículos para recrutamento de Pessoas com Deficiência para empresas. Contam com uma carteira de quase 1000 empresas fazendo o recrutamento e seleção utilizando o banco de dados com mais 40 mil currículos.

14 – Vagas.com.br – https://www.vagas.com.br/vagas-de-deficientes

O portal Vagas tem uma área específica para vagas destinadas à deficientes. Todos os serviços são gratuitos e são comuns à todos: busca por vagas, alertas por e-mail, cadastro, perfil comportamental, histórico de candidaturas e controle de privacidade.

15 – Oportunidades especiais – www.oportunidadesespeciais.com.br

O projeto “Oportunidades Especiais” nasceu com objetivo de reunir vagas de grandes empresas que tenham forte atuação com programas de inclusão e disponibilizá-las para o público deficiente.

Esse site tem uma forte atuação no Linkedin, e é responsável pela publicação de oportunidades em vários estados do Brasil, em especial a região Sudeste.

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Para fechar

Vimos aqui:

1) 15 opções de sites com objetivos ora semelhantes ora diferenciados, que em sua maioria fornece opções de divulgação gratuitas pra candidatos e empresas;

2) Se a busca é por um candidato, há sites com bancos de dados bem numerosos;

3) Mas se a busca for por uma vaga, há sites com atualização diária de novas oportunidades. Basta garimpar;

Tem alguma outra sugestão de onde encontrar e oferecer vagas que não está na lista que incluímos? Deixe um comentário e contribua com a qualidade do nosso artigo!

Não se esqueça de ficar de olho nas competências que o mercado exige (principalmente para o profissional do futuro). Boa sorte!

 

Como contratar pessoas com o perfil que sua empresa procura

Muitos empreendedores enfrentam dificuldades na hora de entrevistar um candidato, principalmente se eles não forem especialistas em Recursos Humanos. Por não possuírem o conhecimento técnico, estes profissionais têm um grande desafio pela frente: a de contratar pessoas que se adaptam e prosperam em um ambiente empresarial.

Não adianta querer preencher a vaga rapidamente com uma das primeiras pessoas entrevistadas ou querer contratar alguém que não seja qualificado só porque você deseja interromper o processo de seleção e voltar à administração dos seus negócios. A contratação de funcionários é um processo lento que exige muita paciência e energia.

Pensando nisso, preparamos este artigo com dicas e orientações valiosas para você não errar e contratar a pessoa certa para a sua empresa.

Uma das diferenças entre os negócios que prosperam e aqueles que fatalmente afundam são os bons funcionários. Como empreendedor em expansão, em algum momento você terá que encontrar bons funcionários, descobrir o que os motiva e colocá-los em cargos que tanto eles como a empresa prospere.

O processo seletivo realizado para avaliar os candidatos que concorrem à uma vaga deve ser bem elaborado. É preciso determinar quais são as habilidades exigidas desse futuro profissional e analisar se esse candidato será capaz de agregar valor e se adequar à cultura da empresa.

Será que você tem ciência disso? Vamos ver.

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Uma boa entrevista de emprego

É importante destacar que as pessoas se preparam para a parte técnica da entrevista, mas o comportamento de um candidato é uma parte que conta muito em um processo, pois em pequenas ações é possível perceber o engajamento.

Por isso, dê uma olhada também em um outro artigo que falamos sobre a linguagem corporal em entrevistas de emprego.

Lá falamos a respeito dos mecanismos mais comuns que são avaliados por outras pessoas numa relação direta, e quais as orientações para se sair melhor. Nem sempre é possível controlar tudo, mas conhecendo bem quais as principais armadilhas, fica mais fácil compreender o que é bem ou mal avaliado e aprender a fazer uma leitura de certas reações.

Afinal de contas, trabalhar com uma equipe que compartilha os mesmos valores e conceitos é fundamental para atingir o sucesso nas empresas.

Delegar tarefas a pessoas de confiança agiliza o dia a dia no trabalho, mas nem sempre é possível saber se o funcionário recém-contratado irá corresponder às expectativas e se adaptar à empresa.

A estrutura de um processo de seleção

Antes de qualquer coisa, defina bem as características do profissional para ocupar a vaga que está aberta. Nenhum processo de recrutamento é bem feito sem essa definição clara: qual é o perfil, as competências e as necessidades da empresa.

Depois, é hora de encontrar os perfis profissionais que tenham aderência ao que você busca. Selecione os finalistas (três a cinco) que realmente mereçam ser entrevistados e validados por todas as áreas que manterão relacionamento com eles no futuro.

Uma vez aprovado o candidato ideal, é necessário fazer uma checagem de referências completas do profissional, além de uma avaliação comportamental e psicológica, para minimizar erros possíveis.

Dicas valiosas para contratar pessoas

1 – Depois que tiver em mente o perfil que deseja, entre em contato com colegas, pessoas com que já trabalhou e amigos do ramo para obter orientação. Por exemplo: se estiver procurando um vendedor, converse com seus clientes para ver quem os atende melhor;

2 – Quando começar a receber os currículos, leia-os com atenção e rabisque suas dúvidas ou curiosidades a respeito do histórico que lhe é apresentado pelo candidato;

2 – Pense sempre nas características necessárias ao bom desempenho na determinada função. O funcionário precisará ter um raciocínio rápido? Terá que lidar com pressão e metas? É necessário que ele tenha habilidade para se comunicar com outras pessoas? São alguns exemplos;

3 – Seja cordial e tente deixar o candidato à vontade, sendo objetivo e fazendo com que a pessoa sinta que você está investindo tempo, pois acredita que ela valha a pena;

4 – Comece com perguntas despretensiosas para quebrar o gelo e deixar o candidato mais à vontade. Pode ser uma pergunta sobre o trânsito, o clima, alguma notícia que repercutiu muito no dia, etc. Fuja daquelas perguntas que podem fazer o candidato engasgar como “fale um pouco sobre você”, “como você trabalha sob pressão”, ou “como se vê daqui 5 anos?”.

5 – Pergunte ao candidato o que ele faz no final de semana, se pratica esportes, que tipo de filme prefere, que tipo de música, que tipo de comida… Estas perguntas podem parecer meio bobas, mas a pessoa sai da tensão ou da programação da entrevista e se solta mais. Aí você consegue perceber se gosta mais de ambientes de grupos, se é mais fechada, se é criativa, pragmática, refinada, etc.

6 – Desligue seu celular, avise seus colegas que estará em reunião importante (que não pode ser interrompido) e mantenha-se interessado no que o candidato tem a dizer, ao responder suas perguntas;

7 – Anote o que julgar importante para não esquecer os fatos ou características que lhe chamarem a atenção durante a fala do candidato;

8 – Fique atento para a coerência entre o que ele “diz” e o que ele “faz”. Se o candidato se diz organizado mas está com a camisa desabotoada, cabelos bagunçados ou camisa desbotada, alguma coisa está errada. Se o discurso não é alinhado, provavelmente o candidato trouxe a informação, pois acredita que seja importante para a função e não porque realmente o seja assim;

9 – Lembre-se de que perfis distintos trazem soluções mais ricas, pois conseguem ver o mundo de formas diferentes, o que traz ganhos para a sua empresa, amplia horizontes, melhora o ambiente e minimiza riscos pois vários ângulos serão analisados em cada tema;

10 – Se no meio da entrevista você perceber que o candidato não é o perfil que a empresa procura, reduza as perguntas, mas procure ouvir algo relacionado ao comportamento, pois, às vezes, sua opinião pode mudar. Sem dúvidas, é mais fácil aprender um conteúdo técnico que mudar um comportamento de alguém;

11 – O combinado não sai caro, não é mesmo? Deixe claro com os profissionais o tempo e o prazo do processo, mencione a data que pretende dar um feedback e a cumpra, tanto para o feedback positivo (aprovação ou próxima fase) ou de agradecimento pela participação. O importante é que a resposta seja dada, e de preferência, dentro do prazo informado;

12 – Se possível, realize diversas entrevistas. Conversar várias vezes com os candidatos faz com que você conheça mais esse profissional, e ainda pode contar com a opinião de terceiros (outros gestores, sócios e/ou futuros colegas de trabalho deste candidato);

14 – Se estiver procurando pessoas de alto nível e sua rede não tiver ninguém com este perfil, talvez seja necessário contratar os serviços de uma empresa de recrutamento e seleção. Eles são especializados em reter talentos;

Utilize as redes sociais contratar pessoas de alta performance

As redes sociais se tornaram bons locais para encontrar e verificar incoerências e atitudes de candidatos. O LinkedIn, por exemplo, é uma poderosa ferramenta para conhecer a vida profissional das pessoas. É possível realizar um processo seletivo inteiro através dele, analisando candidatos e seus currículos, como já é feito por muitas empresas. Lá estão os melhores profissionais do mercado, sem dúvida.

Já o Facebook, Twitter e Instagram também podem oferecer informações valiosas sobre os candidatos. Apesar de todo mundo dizer que é preciso separar vida pessoal e vida profissional, uma pessoa que apresenta comportamentos ofensivos, preconceituosos e desrespeitosos em seu perfil provavelmente levará estas atitudes para o cotidiano de trabalho.

Como desempatar um processo seletivo

Sabia que as redes sociais também podem servir como critério de desempate em um processo seletivo?

Pelo menos esse é o critério utilizado por muitas empresas que estão na dúvida entre dois ou mais candidatos que se assemelham nas competências técnicas, mas que ainda há duvidas sobre um prisma comportamental.

Hoje é comum que as empresas valorizem o comportamento do profissional e a facilidade de se relacionar, uma vez que a experiência e os outros conhecimentos técnicos podem ser adquiridos ou aprimorados no cotidiano.

Outros critérios bastante utilizados: envolvimento com trabalhos sociais, fluência em outros idiomas, visual condizente com a ocupação, senso de humor… Para mais detalhes, não deixe de dar uma olha neste artigo que preparamos.

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Resumindo

E ai? Achou menos árdua a tarefa de contratar pessoas? Vamos ao nosso resumo:

1 – Falamos sobre a importância de investir em um processo capaz de avaliar todas as competências e habilidades exigidas para um posto. Para isso, elas devem ser avaliadas antes mesmo de analisar os currículos;

2 – É preciso ter paciência para acompanhar a evolução do processo. A rápida contratação de um profissional pode trazer prejuízos futuros, uma vez que seus valores podem diferir da cultura do negócio;

3 – Analise o bom comportamento, a inteligência emocional e as ações e reações do candidato;

4 – Se ajudar, gaste um tempo analisando as redes sociais do candidato, ou tente encontra-los através de redes profissionais como o Linkedin;

5 – Por fim, se a dúvida persistir, tente estabelecer um bom critério de desempate condizente com o espírito da empresa e a natureza do cargo;

Pintou alguma dúvida ou tem alguma sugestão a dar? Utilize os comentários para contribuir com o desenvolvimento de artigos cada vez mais assertivos. Até a próxima!

 

O profissional do futuro – qual será o perfil exigido pelo mercado em 10 anos

Em uma década, muitas competências profissionais terão fator determinante para a entrada e a sobrevivência de profissionais no mercado de trabalho. O acesso à informação está mudando a forma como os negócios são fechados, e as relações corporativas andam cada dia mais fluidas.

Se pararmos para pensar, um intervalo de dez anos é “logo ali”: é bem possível que a concorrência até lá só irá crescer, com mais pessoas em idade economicamente ativa disputando vagas e a tecnologia caminhando ainda mais a favor do trabalho.

Todo esse cenário pode ser bastante preocupante para quem não estiver bem qualificado(a) para encarar novos conhecimentos, novos desafios, novas práticas.

Profissionais dos setores comunicação, consumo, saúde e energia têm sido mais afetados pelas novas exigências de suas atividades e pela informatização de processos. Já as áreas de finanças, mobilidade e infraestrutura deverão ter transformações mais profundas nos próximos anos.

Veja só esse exemplo: há dez anos, quem tinha conhecimento avançado em trabalhar com o Pacote Office do Windows era visto com profissional diferenciado no mercado de trabalho. Em 2016, isso nem de longe impressiona um recrutador, muito menos se mostra como critério de desempate em um processo seletivo.

Nos próximos anos, alguns fatores sócio econômicos, geopolíticos e demográficos terão impacto direto no mundo que gira em torno do trabalho. Outro exemplo? Muitas profissões que ninguém conhece hoje irão surgir ou certamente outras que são comuns na atualidade irão desaparecer. No fim, quem estiver preparado(a) para aproveitar novas oportunidades, certamente vai prosperar e sair na frente.

Cada vez mais a qualificação é o grande diferencial para lidar com a concorrência. Se hoje ela já é fundamental, no futuro será ainda mais. A tendência é que profissionais menos qualificados estejam sempre competindo por vagas em longos e desgastantes processos, enquanto os profissionais bem qualificados serão disputados pelas organizações.

Este artigo é na verdade uma análise sobre a necessidade de se adaptar ao futuro, e a importância de ter um planejamento bem definido sobre o profissional que você quer ser. Portanto, vamos descobrir quem é o profissional do futuro – qual será o perfil exigido pelo mercado em 10 anos.

Vamos lá?

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1 – Uma boa e compatível formação

Esse item no currículo é e continuará sendo avaliado pelos recrutadores ainda por muito tempo. Sabe aquele sonho do diploma que seus pais certamente fizeram questão que você corresse atrás? Não foi em vão: muitas empresas analisam os cursos e a tradição das instituições por onde o candidato passou. As melhores escolas e faculdades são aquelas que têm a fama de exigir muito de seus alunos, e consequentemente, possuem os candidatos mais bem preparados na parte teórica, que é fundamental.

No entanto, somente a graduação não será capaz de garantir a entrada ou permanência de um profissional em uma organização. Hoje o acesso à formação superior está mais democrática e já não é mais um diferencial nos currículos.

As especializações continuarão contando muitos pontos a favor. Seja mestrado, doutorado, cursos de idiomas, capacitações, participação em workshops, pós-graduação ou MBA. Esses são alguns elementos que podem agregar muito valor para as empresas. Tudo, claro, se for compatível com a vaga e as atribuições exigidas pela cultura da empresa.

2 – Valores compatíveis

Por falar em cultura, as empresas continuarão em busca de profissionais que estejam alinhados com seus objetivos de atuação.

Para isso, até mesmo os perfis sociais na internet têm entregado cada vez mais candidatos – será que você está atento ao que posta e compartilha em sua rede social?

Experiências relacionadas à responsabilidade social e ambiental também contam quando a empresa possui programas e ações voltadas para esse tipo de política.

Portanto, uma dica é procurar conhecer a missão e os valores da empresa em que trabalha ou quer ingressar. E mais importante, assimilar àquela cultura com situações e características que tenham a ver com você.

Essa será ainda mais uma preocupação importante em 10 anos na hora de avaliar candidatos – e também o contrário. No futuro, cada vez menos empresas vão contratar profissionais sem levar em consideração as afinidades pessoais e comportamentais.

3 – Carreira planejada

O que move a sua vontade de trabalhar todos os dias? Existe um propósito para estar no seu emprego atual? Ele irá te levar para outro patamar?

Essas são perguntas que o profissional com a carreira planejada sabe responder sem pestanejar. Ter em mente aonde quer chegar, e quais os meios e caminhos que pretende passar até chegar lá é muito bem visto no mercado de trabalho e continuará sendo. Ter um propósito de carreira é fundamental para agir com determinação, sabendo o que precisa ser feito para conquistar o que deseja.

Quem trabalha com metas a curto, médio e longo prazo, e em prol do próprio desenvolvimento pessoal e profissional (sem se preocupar tanto com salário, poder e benefícios), têm mais chances de se dar bem. Algumas pessoas que só mantém o foco no salário costumam não refletir se o cargo escolhido realmente traz satisfação, e isso pode ser bastante prejudicial.

Como parte desse desenvolvimento pensado para você, queira sempre se motivar através de desafios. A sede por aprender algo novo, não se acomodar e sair da zona de conforto está entre as qualidades mais procuradas por recrutadores e chefes hoje em dia. Em dez anos, isso já não será mais novidade, e sim, essencial para distinguir bons e ruins profissionais.

4 – Capacidade de liderança

Dentro dessa perspectiva de desenvolvimento, as empresas têm se concentrado em contratar profissionais que possam não apenas crescer em suas funções, mas também assumir outras responsabilidades e se tornarem líderes de times.

Um perfil tendência é o do líder global. Tratam-se de pessoas que, além de cumprir tarefas, são também capazes de motivar, inspirar e se relacionar bem com colegas de trabalho. Em geral, esses profissionais se interessem por novas culturas e injetam inovação para o seu ambiente de trabalho, além de estarem conectadas com o que acontece lá fora.

O mercado mundial está 100% conectado e integrado, fazendo com que alterações econômicas, políticas, sociais ou climáticas tenham influencias além do próprio país e por consequência respinguem dentro das corporações. É preciso enxergar além do nosso escritório para antecipar possíveis mudanças de rota, ameaças de estabilidade e/ou oportunidades de sair na frente.

5 – Boa capacidade de tomar de decisões

Ainda dentro da competência do líder, pessoas hábeis em analisar ambientes e dados, e tomar decisões a partir disso, já se destacam no mercado e tendem a ser ainda mais disputadas até a próxima década.

A agilidade na tomada de decisões será ainda mais exigida. Diante da pressão, muitos profissionais, por não terem experiência e familiaridade, ficam paralisados. A maior cobrança é em cima da “atitude” diante do risco. Portanto, trabalhe a sua confiança para tomar decisões mesmo sem ter todas as informações disponíveis. Um bom líder identifica os problemas, propõe soluções, age quando é necessário e lidera a equipe rumo ao sucesso.

Essa competência era a oitava mais demandada na lista de previsões levantadas por um relatório produzido pelo Fórum Econômico Mundial até o ano passado. Nas previsões até 2020, ela subiu para a sétima posição.

6 – Visão estratégica de mercado

Além de tudo isso que vimos falando, o mercado do futuro vai exigir ainda mais que os profissionais tenham uma visão estratégica do campo profissional em que atua.

As pessoas que têm se mantém sintonizados com o as oscilações econômicas e sociais, e são antenados com a dinâmica do ambiente corporativo passam na frente daqueles que esperam sentados(as) a orientação de um superior. Por isso, esteja sempre atento(a) às novidades, leia, se informe, e observe o que a concorrência anda fazendo – e como você pode se destacar!

7 – Abertura a mudanças

Um perfil profissional de sucesso e com maiores chances no futuro será aquele que conseguirá não apenas se adaptar às mudanças econômicas e sociais, mas também conseguirá enxergar oportunidades vindas delas. Isso é estar aberto ao novo, à capacidade de se reerguer e reinventar. Somado à uma atitude positiva e otimista, certamente esse profissional terá um merecido destaque até 2026.

O mercado de trabalho da próxima década certamente irá “empurrar” os profissionais para fora de sua zona de conforto, porque as mudanças ocorrem de forma cada vez mais repentinas. Principalmente em profissões que fazem uso de tecnologia.

Veja um exemplo que até pouco tempo não era observado: um garçom, para exercer sua função, precisava até 5 anos atrás das habilidades básicas manuais, escrita e atenção, para dar conta de recepcionar clientes, anotar pedidos, servir e recolher o pagamento, certo? Hoje, com o uso da tecnologia em muitos bares e restaurantes, precisou-se além dessas habilidades, saber manusear aplicativos específicos para anotar pedidos e fazer controle de comissões. Essa é uma habilidade que é desenvolvida através de treinamento, e quanto mais aplicada, mais eficiência o garçom terá no seu trabalho: os pedidos não terão erro e, a depender da velocidade de registro, podem sair mais rápido. O cliente ganha agilidade e precisão com isso.

Se essa adaptação aconteceu num intervalo tão curto, imagine como será daqui 10 anos? Provavelmente mais funções consideradas “básicas” e “não intelectuais” passarão a exigir profissionais mais qualificados e com familiaridade à outras novas competências.

Estar aberto às mudanças e não se conformar com o que você já sabe é uma tendência que não pode ser ignorada.

8 – Adaptação às novas formas de trabalho

Ainda falando sobre novidades, outra questão que já falamos em outros artigos é a mudança que o mercado passa nas formas tradicionais de se trabalhar.

O tradicional escritório e horário comercial (bem como as 40 horas semanais) estão com os dias contados.

O home office, com suas vantagens e desvantagens, tem se mostrado uma alternativa para empresas que passam por crises e precisam economizar, e no futuro, servirá cada vez mais para diminuir os problemas causados pelos grandes centros urbanos – como trânsito e mobilidade, além de agregar mais saúde física e mental para os funcionários.

No futuro, o profissional deverá estar mais adaptado a trabalhar sob diversas circunstâncias: em casa, hotéis, parques, aeroportos… e também em diferentes horários. Isso também inclui mais flexibilidade para jornadas de trabalho, já que horários fixos de trabalho também não farão mais sentido em algumas profissões. Com a popularização e apropriação da tecnologia, as pessoas estarão ainda mais conectadas 24 horas por dia nos próximos anos, ficando mais disponíveis para manter clientes mais próximos e para colocar as demandas em dia.

9 – Inteligência emocional

A gestão das emoções é um dos pontos mais avaliados e cobrados dos profissionais. Se hoje isso já é cobrado, em uma década certamente será ainda mais. Isso porque o “espírito de luta” é um atitude que faz os profissionais passarem por “sucessos” e “crises” com mais facilidade.

Para muitos especialistas na área de recursos humanos, essa é a competência do século 21, portanto, será um diferencial nos perfis profissionais ainda por muito tempo.

Algumas empresas têm criado simulações de tensão para verificar a reação de candidatos em processos seletivos. Por isso, é preciso focar não apenas no intelecto quando gerenciamos nossa carreira, mas dar atenção também ao bem-estar emocional. Aí entra uma boa rotina de exercícios físicos, alimentação saudável e um tempo separado para atividades de lazer. Afinal de contas, mente sã, corpo são.

Se quiser mais detalhes sobre essa competência, veja esse artigo que preparamos há algum tempo. Lá falamos sobre como usar a inteligência emocional para conquistar colegas e melhores salários.

10 – Mente criativa e inspiradora

Criatividade, desde sempre, não é algo que se compra ou adquire facilmente. É como cantar: muitas pessoas nascem com o dom, e outras aperfeiçoam com o tempo.

Um mercado competitivo necessita, sempre necessitou e sempre necessitará de profissionais criativos, que tragam ideias diferenciais para atrair público e converter isso em algo de sucesso – uma grande campanha, uma grande venda, um grande alcance… não importa.

Diante desse cenário, as empresas estão sedentas por mentes revolucionárias, capazes de criarem produtos e serviços que o consumidor ainda nem sabe que precisa. Os ideais de consumo, desde sempre e sempre, movimentarão boa parte das engrenagens trabalhistas no mundo.

Uma excelente formação técnica associada a habilidades pessoais criativas certamente apresentam melhorias para empresas e estratégias inovadoras diante da concorrência.

Profissionais criativos sabem como ninguém tirar vantagem de cenários em rápidas transformações. Não é à toa que os robôs não irão substituir a capacidade humana de ser criativo, ter ideias inusitadas ou desenvolver alternativas para resolver problemas.

11 – Capacidade de negociação

Estamos sempre negociando, não é mesmo? Quem atua no setor de compras ou suprimentos dentro de uma empresa então, lida com isso o tempo todo e mais do que ninguém aplica isso no dia a dia.

A negociação nada mais é que um processo pelo qual duas partes buscam um acordo mutuamente satisfatório, em que cada parte procura sair satisfeito.

Por isso, a arte de negociar e buscar o firmamento de bons acordos será exigido em todas as áreas, por se tratar de uma competência cognitivo comportamental. Quanto mais preparado(a) está, mais fácil ganhar uma negociação.

Em especial nas áreas de computação, matemática, artes e design, a exigência de negociação será ainda mais essencial nos próximos dez anos.

12 – Grande conhecimento sobre dispositivos móveis

Os smartphones ganharam uma popularidade absurda, mas a grande maioria das pessoas não conhece ou não sabe usar a maior parte das funções existentes no aparelho.

Mal mal fazem o básico: acessam seus e-mails, atendem e fazem chamadas. Em um futuro bem próximo, será necessário apropriar-se cada vez mais das possibilidades presentes nos smartphones e sua capacidade de integração com outros dispositivos móveis, como notebooks e tablets.

Como relatamos agora há pouco sobre a adaptação às novas formas de trabalho, é preciso ter consciência que plataformas de videoconferência e trabalho remoto irão depender ainda mais dos recursos tecnológicos de dispositivos móveis. No futuro, todos precisarão saber como se conectar e como usar sistemas de trabalho à distância.

A capacidade de desenvolver conteúdo que utilize novos formatos de mídia será essencial para alavancar uma comunicação mais persuasiva e assertiva. São coisas que caminham juntas.

13 – Familiaridade com a cultura digital

Quem conhece e sabe onde encontrar na internet algumas ferramentas, informações, e sistemas para cumprir as mais diferentes tarefas com precisão, tem uma cultura digital avançada.

O profissional que se diferencia em um mercado competitivo tem uma grande capacidade de responder rapidamente às mudanças, como falamos. Por isso é tão importante ter um bom repertório de referências tecnológicas para acompanhar esse ritmo com agilidade.

Existem diversas ferramentas gratuitas criadas justamente para facilitar a vida do profissional e aumentar a sua produtividade.

Exercite outras formas de comunicação e mantenha-se atualizado(a) em relação a blogs, redes sociais, internet, intranet, processos, sistemas de informação e transmissão de dados.

14 – Familiaridade com segurança de dados

Os benefícios do armazenamento de nuvem são muitos, e cada vez mais empresas tem aderido à essa nova forma de armazenar dados com segurança.

Em um futuro próximo, essa tendência afetará ainda mais a rotina de trabalho em diversos setores. É evidente que o mercado deve valorizar o profissional que entenda os fundamentos do processo de computação em nuvem e entenda a importância de manter dados em segurança.

A consciência sobre os riscos de vazamento de dados então, deverá fazer parte de treinamentos em diversas áreas, para profissionais de diferentes níveis hierárquicos. Com tantas ameaças virtuais (e armadilhas!), todos precisam estar atentos aos procedimentos de segurança dentro das empresas. Quem já possui familiaridade certamente sairá na frente.

15 – Noções de programação e análise de dados

Essa é uma habilidade que fará a diferença na hora de lidar com setores mais técnicos dentro e fora das empresas. Fato é que profissionais de áreas tão distintas quanto TI, RH ou vendas precisarão adquirir conhecimentos cada vez mais profundos de tecnologia para desempenhar suas funções de uma maneira mais assertiva.

Por mais que muitos profissionais não dominem linguagem de dados, um mínimo de conhecimento será útil para ir direto ao ponto ao fazer uma solicitação ou acompanhar uma demanda tecnológica.

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10 setores em crescimento

O site americano Business Insider publicou uma lista com alguns setores da economia que terão crescimento na próxima década, e certamente terão seu ápice em 2026.

Destacamos aqui os 10 mais promissores. São áreas em sua maioria com profissões ligadas a informática, indústria e prestação de serviços a idosos, já que a idade média da população mundial tende a crescer.

1 – Desenvolvedores de software – Com o boom dos aplicativos, os profissionais que criam e prestam suporte para programas mobile terão ainda mais espaço nos próximos anos.

2 – Serviços de apoio vocacional – O futuro mercado de trabalho será cada vez mais exigente do profissional, e por isso, serviços que orientem as pessoas sobre mudanças e adaptações em suas carreiras serão muito demandados.

3 – Aluguel de maquinário industrial e de comércio – Segundo o site, embora a mecanização tenha extinto empregos, empresas que alugam esse tipo de equipamento vão tirar proveito desse cenário, por medida de economia.

4 – Setor de construção – Após uma queda na produção nos dias atuais, a estimativa é que o setor se recupere na próxima década. Com isso, profissionais que atuam nessa indústria serão beneficiados com um novo respiro. Os investimentos na infraestrutura devem continuar, o que torna os engenheiros civis profissionais de destaque também nos próximos 10 ou 15 anos. É uma profissão clássica que deve continuar forte.

5 – Indústria de cimento e concreto – Com a recuperação da construção civil, essa indústria também terá uma grande demanda já na próxima década.

6 – Indústria de marcenaria – Também puxada pelo crescimento do setor de construção, empresas que trabalham com produção de objetos em madeira terão oportunidades expandidas.

7 – Prestação de serviços em edifícios – Porteiros, seguranças particulares e recepcionistas serão necessários com a prevista retomada do crescimento da economia na próxima década.

8 – Profissionais de saúde – O envelhecimento da população criará uma demanda maior para médicos, dentistas e profissionais de saúde em geral.

9 – Prestação de serviços de saúde em casa – Ainda nessa onda, e com a expansão das grandes cidades, o serviço de saúde doméstico tende a crescer ainda mais.

10 – Profissionais de laboratórios de análises clínicas – Desenvolvimento e maior acesso a serviços de diagnóstico cenários certeiros para procura de profissionais que trabalhem em laboratórios.

Para finalizar

E ai, conseguiu identificar o profissional do futuro – qual será o perfil exigido pelo mercado em 10 anos?

Fique à vontade para compartilhar suas experiências e apontar outras características essenciais no profissional do futuro.

Linguagem corporal em entrevistas de emprego e reuniões de trabalho

Os nossos aspectos comportamentais dizem tanto quanto nossas palavras. Gestos, expressões, posturas e atitudes do corpo podem mostrar credibilidade, segurança, ansiedade, e uma série de características que muitas vezes estão fora do nosso controle. Essas são formas de linguagem não-verbal, e passam mensagens tão importantes quanto aquilo que estamos falando.

Para ter sucesso em uma entrevista de emprego ou em uma reunião de negócios, não é necessário somente preparar a oratória. É preciso ainda estar atento às outras formas de comunicação que são relevantes para um receptor, e que entregam mesmo que inconscientemente uma ação ou resposta.

Muitos gestores e recrutadores são treinados para compreender esta linguagem, e através disso, interpretam informações que podem não ter sido passadas verbalmente.

Por isso vamos explorar neste artigo alguns dos mecanismos mais comuns que são avaliados por outras pessoas numa relação direta, e quais as orientações para se sair melhor. Nem sempre é possível controlar tudo, mas conhecendo bem quais as principais armadilhas, fica mais fácil compreender o que é bem ou mal avaliado e aprender a dominar certas reações.

Ter ciência da forma como você é interpretado pelos outros é fundamental para se relacionar melhor e trabalhar a sua inteligência emocional.

Algumas pesquisas na área de neurociência dizem que a sua linguagem corporal pode afetar os hormônios, que por consequência acabam afetando atitudes e sendo determinantes para a tomada de decisões. Em outras palavras, a forma como dizemos as coisas é importante assim como o conteúdo.

Vamos lá?

Four different poses of one woman waiting for interview. Sitting

Situação 1: entrevista de emprego

Para começar, vamos visualizar a situação de um processo seletivo, onde além do currículo e das experiências profissionais, o comportamento do candidato também é avaliado – em muitos casos, com peso até superior e critério de desempate.

Quando você tem uma linguagem corporal boa, o entrevistador consegue conhece-lo com mais facilidade. Isto não quer dizer que o entrevistado deva ficar imóvel durante a seleção, longe disso.

É preciso que você saiba reagir bem a cada questionamento, e usar os movimento do corpo a seu favor.

O próprio recrutador conhece cada situação que causa nervosismo e ansiedade nos profissionais, e ele bate exatamente nessa tecla. Como você reage ali na seleção, pode ser a maneira que você irá reagir em uma situação de emergência ou crise, caso venha ser contratado(a).

Mas nem tudo é levado tão ao pé da letra, já que rotular um profissional por conta de um ou dois movimentos durante a entrevista pode ser uma péssima opção no recrutamento. No final, é o conjunto de ações e reações que conta e determina o avanço ou não no processo.

Então, saia de casa preparado para o que pode vir, e comece a se observar desde o momento em que estiver à espera do início da entrevista. Existem empresas que começam a avaliar o candidato desde a sala de espera, para ver quem você é realmente antes de entrar – se interage com os outros candidatos, como se porta ao sentar, se não se atrasou, se está ofegante, se é educado com a secretária… e por aí vai.

O comportamento fora e dentro da sala de seleção deve ser, no mínimo, coerente. Não adianta nada se sentar de qualquer jeito e falar alto enquanto espera e só se preocupar com a linguagem do corpo quando estiver lá dentro.

O primeiro contato entre um candidato e seu entrevistador é quase sempre o visual, não é mesmo? Por isso, ao entrar na sala, sorria. Ao fazer isso, o profissional transmite a mensagem de que está tranquilo e seguro em relação à entrevista, pois confia em seu potencial – além de demonstrar que é simpático.

Depois, como segundo contato, vem o aperto de mão. Como aquela velha expressão “a primeira impressão é a que fica”, é importante apertar a mão do recrutador com a mesma intensidade que ele aperta a sua – nem mais forte, nem mais fraco. O importante é transmitir vontade de apertar a mão. Isso mostra de alguma forma que você quer “estar igual a ele”, de uma forma bem sinérgica.

Culturalmente, o aperto de mão é como o fechamento de contrato entre duas partes. Ao fazer isso em uma entrevista, você está passando a mensagem de que é uma pessoa confiável e que também confia no entrevistador.

A empatia numa entrevista de emprego é construída através da descoberta de semelhanças. Então, uma boa maneira de começar com uma “ótima primeira impressão” é se deixar ser absorvido dentro do espaço proposto pelo entrevistador.

Aproximação é a palavra-chave para aumentarmos a conexão nesse momento, e deixar que nossas emoções e comportamentos fluam mais naturalmente.

Sente-se com uma boa postura. O ideal é manter-se com as costas eretas, sem reclinar ou inclinar demais. Se você senta de qualquer jeito, como se estivesse em casa, dá a ideia de que não está tão interessado naquela vaga. Por isso, mantenha-se direito mas evite estar muito rígido durante a entrevista. Movimente-se um pouco para enfatizar pontos importantes, e gesticule as mãos com moderação para demonstrar dinamismo (e evitar o tédio!).

Linguagem aberta

Pratique sempre a máxima do “olho no olho”, mas com ressalvas. Seja no primeiro olhar, durante a elaboração de perguntas ou enquanto responde a cada uma delas, tente manter contato visual com aquele ou aqueles que te entrevistam. O simples ato de desviar o olhar constantemente pode parecer que você está tentando se esquivar da resposta, por não ter domínio do que fala.

Se você for entrevistado por mais do que uma pessoa, tenha o cuidado de distribuir o olhar por todos eles, dedicando-lhes a mesma atenção. Mas cuidado: não tirar os olhos de cima de quem te entrevista também pode ser ruim. É bem normal olharmos para cima ou para os lados de vez em quando, porque enquanto você fala seu cérebro está processando as informações e lembranças. No entanto, não se deixe distrair demais quando o entrevistador estiver falando.Mesmo que um dos recrutadores faça mais perguntas e se mostre mais interessado (ou tenha se apresentado como seu futuro chefe), é importante que não se esqueça que você está sendo avaliado por todos. Quando há algum psicólogo ligado ao setor de Recursos Humanos então, essa avaliação comportamental é ainda mais detalhista.

Esse é o primeiro passo para transparecer uma linguagem corporal aberta.

Caso você se pegue em uma situação de nervosismo, provavelmente irá cruzar os braços ou apertar as próprias mãos sem perceber. É do ser humano fazer isso inconscientemente.

Fique atento! A princípio, esses gestos podem nos fazer sentir mais confortáveis naquela situação, mas acabam por mostrar que estamos na defensiva e nos distanciam dos outros. Por isso, descruze braços e pernas, e evite gestos de tensão – como roer as unhas, mexer no cabelo, esconder as mãos embaixo das pernas, agarrar-se na cadeira ou estalar os dedos. Esses são gestos que transmitem nervosismo e preocupação, podendo atrapalhar a boa avaliação do recrutador sobre você. Evite também brincar com a caneta ou outros objetos que tenha à mão. O ideal mesmo é manter as mãos abertas, repousadas sobre o joelho ou sobre a mesa, em sinal de sinceridade e transparência.

Fazer gestos repetitivos durante uma seleção pode demonstrar também uma grande ansiedade, mostrando para o recrutador que você quer que a entrevista acabe logo. Por isso, nem pense em piscar muitas vezes, dar pequenos murros na mesa ou pisar o pé no chão repetidas vezes. Definitivamente, não vai pegar bem.

Há outras ações e comportamentos que devem ser evitados, como o olhar para baixo enquanto fala. O tom de voz do candidato também deve ser percebido, pois ele pode transmitir entusiasmo ou desânimo. Tenha cuidado com a forma como apresenta o seu discurso e preocupe-se em falar devagar para ser bem entendido. Falar depressa demais pode soar que seu discurso seja decorado, ou não corresponda à realidade.

Observação também para o movimento das sobrancelhas. Fala a verdade: é impossível não revelar informações através das sobrancelhas. Elas podem passar uma atitude positiva quando curvadas (mostrando interesse), ou quando franzidas podem significar certa dúvida (e consequentemente, uma atitude negativa).

Inspira, respira e não pira!

Também não pega bem ficar olhando a todo momento para o relógio. Isso demonstra preocupação com outro compromisso – e queremos ir embora o mais depressa possível.

Ao marcar uma entrevista, cancele os seus outros programas e atividades, e demonstre que está disponível (e interessado) em aproveitar aquele momento e aquela oportunidade. Portanto, não denuncie pressa ou impaciência olhando para o relógio ou em direção à saída. Até porque o recrutador pode emendar a entrevista com um pequeno teste, que vai demorar o tempo que você precisa se dedicar a ele (pode ser rápido ou pode demorar). Se a entrevista for no meio da manhã ou no meio da tarde, desmarque quaisquer compromissos ao longo do dia e fique por conta do processo seletivo. É melhor sobrar tempo para fazer outras coisas do que se comprometer com outra atividade e não dar prioridade ao processo seletivo.

E principalmente: não minta. Ao mentir você ficará preocupado em sustentar uma farsa ao ponto que não irá perceber seu corpo reagindo de outra forma. O receio de que o entrevistador pode descobrir a verdade cria um nervosismo no candidato que, inconscientemente, vai transmitir sua tensão em gestos. Piscar mais rápido, gaguejar ou até mesmo olhar para a porta, como se estivesse querendo fugir, são alguns dos sinais que podem denunciar que aquilo o que você está falando é uma mentira.

Definitivamente, não tente passar por uma situação como essas. Você pode até se sair bem, mas no futuro, pode ser cobrado por uma ação ou qualidade que foi citada na entrevista.

Situação 2 – Em uma reunião com colegas de trabalho

Pensando numa segunda situação, as orientações não são muito diferentes e devem ser igualmente percebidas.

O caso agora é uma reunião de trabalho, seja com colegas de equipe, parceiros ou fornecedores.

Os profissionais que têm domínio da linguagem corporal podem sair na frente no mercado de trabalho, isso é fato. É parte do bom marketing pessoal.

Assim como a linguagem do corpo pode ser determinante para contratar um profissional, ela pode servir de base para promover ou demitir um empregado.

Em uma reunião de negócios que você precisa apresentar algum projeto ou resultado para a equipe, esteja atento à sua movimentação no ambiente. Assim como a gesticulação, você deve sempre controlar os exageros e permitir que a harmonia e a simpatia prevaleçam.

Manter o contato visual com a plateia ou quem fala diretamente com você também é necessário para passar confiança, essencial para convencer outras pessoas a respeito do que você está falando.

Agora, se você está do outro lado (o que escuta), certifique-se se não está de barriga vazia para começo de conversa. Por mais que uma reunião seja taxada como “rápida”, no fundo, todos sabemos que é difícil controlar o tempo de duração. Por isso, garanta o mínimo de estabilidade para seu estômago não ficar muito tempo sem comer.

As condições físicas têm um grande impacto no estado emocional e, portanto, na linguagem corporal. Se você fica muitas horas sem comer, vai acabar demonstrando insatisfação e vontade que a reunião se encerre logo. Por isso, ao ter ciência de que entrará em uma reunião, faça um pequeno lanche e vá ao banheiro para não ter erro.

Outra questão é deixar de lado os problemas que você eventualmente possa ter outros membros da reunião. Não tem jeito: se você não simpatia com alguém que está em um mesmo ambiente que você, seu corpo irá responder negativamente o seu estado emocional de irritação. Isso é ruim para você e também para essa pessoa, pois ela pode se sentir inibida de fazer uma contribuição, por exemplo.

Esteja sempre atento à todas as irritações antes de entrar em uma reunião, e se preciso, dê uma volta para esfriar a cabeça. Procure controlar também suas inquietações e ansiedades, que são facilmente notadas em um grupo grande de pessoas – acredite, alguém ali estará reparando no seu mal comportamento.

Outra dica é se policiar com relação às contribuições que você dá à reunião. Ser participativo, promover discussões e dar sua opinião não é o problema. Complicado mesmo é quando o profissional interrompe demais um debate, e principalmente, interrompe demais o orador. Se você faz isso constantemente, seus colegas podem achar que você não está disposto a ouvir o que eles têm a dizer – ou que está tentando compensar sua ignorância.

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Situação 3 – Reuniões com chefes

Quando a reunião é restrita a tutores, gerentes, coordenadores ou diretores, é ainda mais importante se preocupar com a linguagem do corpo.

São esses contatos que determinam a sua imagem no trabalho e ajudam a costurar boas relações a ponto de fazer sua carreira evoluir.

Para começar, existe uma regra que é antiga, provavelmente já conhecida pelo seus pais ou avós. Diz respeito a vestimenta em uma reunião com o chefe: o ideal é estarmos vestidos como eles, nunca melhor que eles. Parece uma coisa ultrapassada, mas na prática, faz sentido: o profissional que se assemelha visualmente ao que o chefe vê tem mais chances de se dar bem. É como a teoria do espelho. Mas se você der a impressão de que quer superá-lo, pode acabar tendo dificuldades.

Quando iniciada a conversa, evite encarar demais o seu superior, e não crie falsas intimidades – principalmente se a reunião for em casa ou em um ambiente menos formal. Trabalho é trabalho. Não tente chamar a atenção falando alto, elogiando ou dando gargalhadas além do necessário. A visão que fica é a de que você está tentando aparecer ou que é um tremendo puxa saco.

Também não tente esconder nada, pois certamente seu corpo entregará que há algo estranho no ar. Claro que ninguém gosta de levar problemas para o chefe, mas omiti-los é ainda pior. Seja franco e deixe que seu corpo transmita serenidade, mesmo se o assunto for delicado e envolver “a sua cabeça”.

Mais erros

Há ainda outras ações que podem ser prejudiciais em qualquer uma das três situações que descrevemos.

Uma delas é usar o celular ou acessar os e-mails. Por mais urgente que possa parecer, não fique a todo momento de olho no celular para o recebimento de mensagens ou ligações – mesmo o telefone sendo corporativo.

Não é preciso nem dizer que quando o celular é pessoal e a tela mostra redes sociais pessoais é uma tremenda falta de respeito. E nem tente justificar dizendo que consegue fazer as duas coisas ao mesmo tempo, já que a visão e a audição são sentidos diferentes. Eles trabalham juntos e em um reunião de negócios é preciso prestar ainda mais atenção no que o outro fala. Não é como ver TV e ficar no celular.

Fique atento ainda se o aparelho está no modo silencioso, vibratório, ou em um escandaloso volume. Tudo isso pode te deixar desconcertado e colocar por água abaixo aquele bom comportamento que você estava se policiando a controlar.

Outra situação é ficar “mudo” durante uma reunião. Quem evita se expor pode ser interpretado como desinteressado ou incompetente. Portanto, junte-se à discussão mesmo que as suas palavras não sejam cruciais para a conversa. Reafirme uma opinião afirmativa e não deixe de colocar na mesa algo que considera equivocado ou arriscado.

Linguagem de um líder

Um bom exercício para se inspirar é observar as atitudes de um líder. Ele não será necessariamente o seu chefe – há uma grande diferença entre quem dá ordens e quem lidera.

Na prática, o líder é aquele que tem um carisma natural, aquela pessoa que quando entra numa sala todos olham ou quando fala todos escutam. Seu comportamento pode motivar equipes, aumentar a produtividade e influenciar os clientes. Em resumo, criam impacto positivo.

Veja à sua volta quem é um líder nato e procure formas de observá-lo melhor, sem ser inconveniente.

A postura de um líder é sempre um exemplo a ser seguido: desde a forma como se senta numa reunião, como se veste, como fala, a frequência com que olha nos olhos ou a forma como o seu corpo comunica.

Tomar iniciativa é uma grande sugestão de confiança e liderança. Por isso, em situações que forem pertinentes, seja aquele primeiro que oferece o aperto de mão, o primeiro que inicia um debate, e aquele que propõe um olhar diferente quando a conversa parece tomar uma única direção.

Essa é uma característica bem comum de palestrantes, vendedores e políticos. Eles usam gestos e expressões corporais para mostrar convicção sobre um ponto de vista, e convencer as pessoas a respeito do que está sendo dito.

Conclusão

Diante de tantas informações novas e já conhecidas sobre si mesmo, tente adaptar tudo que foi absorvido para a sua realidade.

Ainda que existam maneiras de utilizar a linguagem corporal a seu favor, é preciso respeitar a naturalidade dos seus gestos. Uma pessoa naturalmente tímida que for a uma entrevista de emprego e começar a gesticular muito, por exemplo, pode deixar evidente que está atuando e que não se comporta daquela maneira no dia a dia.

Um exercício interessante para perceber os atos falhos da sua linguagem corporal é simular conversas na frente de um espelho, ou gravando um vídeo curto no celular ou câmera digital. Dessa forma, você consegue analisar se a mensagem que o seu corpo está mandando é coerente com o que você quer passar.

Domine a arte de usar estas técnicas de maneira natural para que você possa projetar mais confiança e autoridade. Isso vai permitir que você conquiste os colegas, ganhe novos desafios, novos clientes e novas apostas.

E acima de tudo, seja sincero para que seu corpo transmita verdade. Mesmo que você chegue em uma reunião ou entrevista de emprego chateado por ter batido o carro no caminho, seja franco a ponto de dizer que está impactado com uma situação que viveu. Assim, seu interlocutor passará a ter um olhar diferente em relação à seu comportamento corporal, diminuindo a margem para más interpretações.

E ai, o que achou do artigo? Se tiver alguma contribuição a fazer, ou mesmo um caso que se sentiu “traído” pelo próprio corpo, conte para a gente através dos comentários!

Principais critérios de desempate em um processo seletivo

Muitas pessoas se perguntam “o que poderia ter feito a mais” após participar de uma entrevista de emprego. Outras vezes, diante da negativa, o questionamento é algo em torno de “o que o profissional escolhido(a) tem que eu não tenho?”.

São dúvidas que apontam certeiras para estatísticas que ajudam a entender o que os recrutadores analisam. Os resultados nem sempre são fáceis de prever, mas existem alguns gatilhos comportamentais e competências técnicas que fazem um profissional ter destaque em uma situação de dúvida – como um empate.

O que normalmente acontece quando há mais de um candidato qualificado para uma vaga é a percepção de qualidades mais intangíveis e subjetivas, além de competências imateriais, como postura, atitude, o fato de ser simpático, agradável… tudo depende do processo, da área, da empresa e do cargo pretendido.

A dúvida por parte dos recrutadores só é sanada quando se estabelece algum critério de desempate que se adapte às políticas de contratação e qualificação da empresa.

Portanto, vamos mostrar aqui alguns dos fundamentos mais utilizados para determinar contratações em empresas. São características que, se estudadas, ajudam a compreender o que houve e também se preparar melhor para uma entrevista futura.

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O que dizem as pesquisas sobre o assunto

Várias empresas especializadas em Recursos Humanos promovem levantamentos e pesquisas para tentar entender as avaliações feitas dentro de organizações no mundo todo.

Na pesquisa mais recente (2014) do site Catho Online, a maior nota conseguida para a determinação de uma contratação está atrelada às competências comportamentais do candidato.

Já a CarreerBuilder, site americano especializada em divulgação de vagas e aconselhamento de carreira, consultou um grupo com mais de 2 mil profissionais na área para tentar entender os critérios avaliados em um desempate. O resultado?

O “senso de humor” foi o fator escolhido por 27% dos entrevistados para bater o martelo. Em segundo lugar, está o “envolvimento com a comunidade”, bem encostado, com 26% dos votos. Já o quesito “estar bem vestido” ficou em terceiro lugar, de acordo com 22% dos recrutadores que responderam os questionários do site.

Ou seja, segundo esse levantamento, temos três critérios de naturezas distintas – uma comportamental (senso de humor e simpatia), outra relativa às experiências (envolvimento com a comunidade, que se dá por trabalhos voluntários por exemplo) e por um aspecto visual (estar bem vestido e ter uma boa aparência).

Por esse motivo, vamos trabalhar com essas três vertentes para determinar o que pode te ajudar em um processo de empate, com algumas dicas extras.

Um bom currículo

Antes de explorarmos mais essas características, vamos falar um pouco sobre a importância de um bom currículo.

Até chegar à etapa da entrevista, recrutadores fazem uma análise curricular para saber se o candidato possui as habilidades técnicas, conhecimentos e experiências compatíveis com a vaga em aberto. Desde os lugares por onde passou, passando pelos conhecimentos de informática e também a familiaridade com outros idiomas fora o português.

O bom currículo, bem escrito e bem dividido, é um instrumento que determina a convocação para uma próxima fase. Ele é a sua apresentação pessoal e primeiro contato com as empresas.

E bem por isso, este é um dos critérios de eliminação de muitos candidatos, pois currículos mal feitos nem mesmo são totalmente lidos pelos entrevistadores.

Por isso, se dedique na redação do seu currículo e não desperdice a chance de ser chamado para uma etapa presencial, onde você pode convencer melhor de que merece ocupar aquela vaga.

A primeira impressão

Depois de ser aprovado na triagem de currículos, o que geralmente é a primeira etapa de um processo seletivo, chegou a hora da entrevista. Agora, o candidato ficará frente à frente com o profissional do Recursos Humanos ou o responsável direto pela sua contratação na empresa. Ela pode ser feita por video conferência também.

Uma entrevista de emprego dura, em média, 40 minutos. E segundo especialistas, 1 em cada 3 recrutadores determinam se vão contratar o candidato nos primeiros 90 segundos!

Para eles, 1 minuto e meio é tempo suficiente para uma análise visual, comportamental e verbal do recrutado.

Essa é uma constatação muito forte que revela a importância da frase que diz que “a primeira impressão que fica”.

Comportamento – o senso de humor no topo

Os gestores das empresas têm uma preocupação grande em avaliar não só as competências profissionais, como também pessoais dos candidatos. Hoje é comum que as empresas valorizem o comportamento do profissional e a facilidade de se relacionar, uma vez que a experiência e os outros conhecimentos técnicos podem ser adquiridos ou aprimorados no cotidiano.

Se o senso de humor tem mesmo um poder decisivo para desempatar uma seleção concorrida como mostrou a pesquisa da CarreerBuilder, vamos analisa-la melhor.

O fator “rir de si mesmo” é algo muito valorizado nas relações pessoais. Demonstra maturidade e leveza para levar, superar e transformar adversidades e contratempos.

Conseguir debochar de situações cotidianas (e até as desagradáveis) deve ser feito no momento certo. Nenhuma empresa vai querer alguém que conta piadas o tempo todo, mas alguém que demonstre positividade e boa visão da vida e do cotidiano.

Uma brincadeira deve tanger sempre o próprio ambiente de trabalho, nunca a respeito da sua vida pessoal ou de outras pessoas.

Nas entrevistas e dinâmicas de grupo, o senso de humor deve vir acompanhado do bom senso. Devemos ter cuidado com a linha que separa uma pessoa com senso de humor e outra que seja inconveniente.

Fundamental mesmo é notar a abertura que o recrutador dá ao candidato. Um bom recrutador é aquele que consegue quebrar o gelo e deixar o entrevistado à vontade, e um bom candidato é aquele que responde bem à este estímulo.

Durante o momento da entrevista, os profissionais que se adaptam e interagem positivamente com o que é proposto pelo recrutador, têm grandes chances de contribuir para a manutenção de ambientes corporativos saudáveis.

A identificação entre recrutador e candidato foi, inclusive, o quarto fator de desempate mais citado na pesquisa do Career Builder que citamos no começo.

Envolvimento – trabalhos voluntários

Como constatado, a contribuição do candidato junto à sociedade também é algo muito valorizado e apontado como diferencial.

Para muitas empresas, esse envolvimento com ações sociais e engajamento com o próximo é tão importante quanto à responsabilidade sobre sua vida profissional.

Uma pesquisa realizada pela empresa de auditoria Deloitte revelou-se que 81% dos executivos da área de gestão de pessoas consideram a experiência adquirida pelos candidatos no voluntariado e 76% julgam que os mesmos já possuem um diferencial pelo fato de terem se engajado em trabalhos deste tipo.

No entanto, aqui no Brasil somente 25% da população já se envolveu com algum tipo de ação voluntária. Você já participou de alguma atividade desse tipo?

Quando uma pessoa se envolve com ações sociais acaba mostrando que consegue se motivar a fazer algo sem esperar nada em troca. E isso no trabalho é importante: desde auxiliar um colega em uma demanda, até o fato de encarar novas responsabilidades sem necessariamente ter uma mudança de cargo e salário.

Quem realiza ações voluntárias e sociais vivencia realidades distintas e tende a perceber o mundo de uma forma mais sistêmica e colaborativa.

A atividade de mesário nas eleições também pode ser um ponto a favor.

No entanto, é preciso que a pessoa busque sua atuação no voluntariado somente se tiver uma motivação para isso, pois certamente ela será questionada no processo de seleção. O recrutador vai querer saber o porquê do envolvimento.

Se você é, foi ou pretende ser voluntário(a) para resolver conflitos pessoais, ocupar um tempo ocioso ou simplesmente para constar no currículo, esqueça. Ou pelo menos tente não demonstrar isso na entrevista.

O trabalho voluntário é algo que demanda dedicação, amor e proatividade.

Muitas empresas (principalmente as que causam algum impacto social ou ambiental) possuem programas voltados para a responsabilidade social e contam com seus colaboradores para participarem de ações. Em geral, são ações ligadas à geração de renda, educação e empreendedorismo.

Para os gestores, a experiência do candidato em causas sociais tem um peso ainda maior na seleção.

Pensando pelo lado de quem precisa, as práticas voluntárias sociais são importantes para o alcance de metas das organizações do terceiro setor, que em geral por não possuem recursos financeiros para a contração de pessoas. Ao se dedicar a uma causa, um voluntario passa a desenvolver capacidades e habilidades como altruísmo e, por consequência, pode gerar um ambiente mais espiritualizado dentro das organizações.

Visual – a aparência como diferenciador

À primeira vista, parece futilidade pensar que o aspecto visual conte mais que outras características do candidato.

De fato não conta “mais”, mas conta! Mesmo inconscientemente, as pessoas associam melhor o fator psicológico com o que vemos na nossa frente.

Não adianta discutir, é fato. Obviamente o critério “beleza” é relativo, e o mundo não é feito de modelos impecáveis de revista.

Mas o que tem contado mesmo são aspectos ligados a cuidado e preocupação em manter uma aparência compatível com a atividade profissional.

Segundo pesquisas, a grande maioria (cerca de 70%) dos empregadores não procuram candidatos que estejam na moda e que sigam as últimas tendências das passarelas. No entanto, 65% dizem que a roupa pode ser o fator de desempate entre dois candidatos.

O critério também não é o preço das peças ou relacionado à formalidade da vestimenta. O segredo é estar vestido de acordo com o processo e o ambiente.

Ir de bermuda surfista para entrevista para vaga de cozinheiro não combina assim como não cabe ir de terno e gravata para seleção de vendedor de loja de artigos esportivos na praia.

Monte o figurino de acordo com o cargo desejado. Tenha em mente que é possível se vestir com elegância mesmo com um traje informal. Mais uma vez, é uma questão de bom senso na escolha e mistura de cores, texturas e estampas.

Roupas limpas e sem grandes amassos são fundamentais. As unhas também devem estar limpas e bem cuidadas.

Para mulheres, maquiagem leve, sapatos de salto médio ou sandálias e cabelos bem cuidados. Uma outra pesquisa feita pela Catho Online com 16 mil recrutadores de empresas privadas mostrou que os recrutadores preferem mulheres de calça e blazer (aquele terninho).

Comparando com pesquisas anteriores, o tal terninho para as mulheres passou a ser mais valorizado pelos selecionadores do que o tailleur (o conjunto de blazer e saia do mesmo tecido).

No caso das unhas femininas, elas não precisam estar necessariamente pintadas com esmalte, mas uma base discreta é o ideal. A discrição alias torna a candidata mais confiável para determinadas empresas.

Existem cargos que a sobriedade e formalidade não são requisitos necessários – como para a área artística e de comunicação, por exemplo. Nesse caso, não tem problema se for um pouco mais moderno, com uma roupa mais descolada, ou um cabelo com corte diferente.

Lembre-se sempre que além das nossas capacidades intelectuais e comportamentais, nós vendemos também nossa imagem.

Estar bem vestido(a) não ajuda apenas a passar uma boa impressão para os avaliadores, mas também uma forma de manter a autoestima! Não há dúvidas que quem está confortável se sente mais confiante e, por consequência, transmite segurança.

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A (in)fluência em diferentes idiomas

O domínio de outros idiomas pode aumentar em até 30% a renda mensal de um trabalhador, ainda segundo os estudos feitos pela Catho. Por outro lado, são poucas as pessoas que possuem fluência em um segundo idioma – por isso se torna um diferencial muitas vezes raro.

O inglês é o idioma campeão na procura. Ainda de acordo com o levantamento da Catho, os profissionais de níveis hierárquicos mais altos são os que possuem mais conhecimento no idioma, como presidentes (18,2%), vice-presidentes (16,1%) e diretores (18,6%). O nível hierárquico de trainee também mostra maior conhecimento na língua inglesa. Na pesquisa do ano de 2007, 22,4% dos respondentes falava inglês, enquanto dois anos depois, esse número subiu para 24,5%.

Às vezes a fluência nem é um item tão fundamental, visto que um conhecimento intermediário já ajuda bastante e faz candidatos ultrapassarem outros mais limitados. Uma coisa é conhecer um idioma, outra é dominá-lo.

Para quem possui uma segunda língua no currículo, é bom dar uma treinada antes e pesquisar no site oficial quais são os termos mais utilizados pela empresa. Isso pode evitar a famosa “travada” na hora da entrevista e transparece familiaridade com o negócio.

Algumas frases por exemplo são comuns no mundo dos negócios, e incorporadas pelas empresas brasileiras. Em inglês, temos alguns termos e expressões como feedback, networking, job, call, home office, core business, entre outras, que são diariamente utilizadas dentro das corporações, tornando-se essenciais para a comunicação entre colaboradores, empresas e parceiros.

E para quem quer desenvolver a habilidade de um novo idioma, existem hoje programas específicos para aliar o aprendizado de uma nova língua ao desenvolvimento profissional. É possível combinar um curso de idiomas com aulas particulares de negociação e apresentação em público, por exemplo.

Basta pesquisar e ir atrás.

Um pouco mais sobre comportamento e postura

Outros aspectos que contam muito em um processo de seleção é a capacidade do candidato em saber se vender. Empregadores não estão só procurando pessoas que são profissionais qualificados para a posição, mas também alguém que vai se encaixar na equipe e somar.

Claro que esse critério pode sofrer variações de acordo com a empresa, área ou cargo – já que existem diferentes critérios para vagas operacionais e gerenciais, por exemplo.

Mas a forma como você vende seu peixe também pode determinar sua contratação.

A expressão corporal conta bastante. O corpo diz muito mais sobre você do que o que você diz realmente na entrevista, e alguns profissionais de RH (psicólogos em geral) são especialistas em decifrar alguns gestos. Além disso, a sua postura, posição de pernas e braços… tudo revela o que realmente você é e sente, mesmo que esteja tentando esconder atrás das palavras “certas”.

Leia um pouco sobre expressão corporal e, principalmente, trabalhe a transparência e a verdade numa entrevista.

Claro que não precisa sair contando detalhes e coisas que não vão acrescentar em nada à conversa só para descontrair o ambiente e transparecer sinceridade. Nem sempre a sinceridade é sua aliada. A entrevista é, na verdade, umarelação de compra e venda, você está vendendo o seu serviço e o recrutador está querendo adquirir. O bom vendedor é aquele que atente uma necessidade, logo, é interessante que você demonstre que o seu serviço é o melhor para empresa que está oferecendo a vaga. É necessário mostrar que você é a melhor opção para preencher a vaga de emprego. Por isso, só se candidate e coloque a cara à tapa em empresas e vagas que realmente tenham a ver com o seu perfil, com o que você gostaria de fazer dali para frente.

Nesse aspecto, o marketing pessoal se mostra muito importante, mas isso não significa ficar a todo momento falando de si mesmo e parecer o melhor profissional do mundo – um egocêntrico de carteirinha. O ideal mesmo é que o recrutador reconheça em você o perfil que ele ou ela procura.

De olho nas redes sociais

Já pensou se um recrutador, em processo de dúvida, resolve checar as redes sociais dos candidatos na berlinda? É uma grande possibilidade.

Por isso, dê uma olhada nesse artigo que fizemos sobre o características dos perfis sociais que podem te queimar com chefes e recrutadores.

Muitas pessoas mostram justamente nas redes sociais quem elas realmente são: aspectos de personalidade, visão sobre temas da atualidade, comportamento social… Por isso é preciso seguir algumas regrinhas para não chamar atenção em um aspecto negativo.

Há também as dicas para incrementar as redes e agregar pontos positivos para quem te visita. Educação e bom humor são algumas das virtudes que são facilmente identificadas em poucos minutos com o olhar na tela.

Lidando com o preenchimento de fichas

Essa também pode ser uma etapa classificatória e, por isso, é importante ficar atento. As fichas são instrumentos que muitos recrutadores utilizam para coletar dados e organizar informações mais facilmente. Apesar de simples, algumas são longas e exigem um certo preparo e familiaridade. Na prática, você precisa destrinchar partes do seu currículo – resumo dos dados pessoais e experiências mais recentes.

Por isso, responda todos os itens com clareza, e não se esqueça de ter todos os documentos à mão, ou pelo menos o número deles. Uma estratégia é anotar tudo no bloco de notas do smartphone ou deixar como rascunho no e-mail.

Além dos dados básicos como identidade e CPF, tenha sempre o número da carteira de trabalho, número de reservista (para o sexo masculino), número do PIS/NIS, título de eleitor e CEP correto. Algumas empresas somente contratam funcionários que colocaram estes números na ficha, pois é uma forma prática de consultar os dados e verificar a veridicidade das informações, tanto no diálogo quanto no aspecto textual.

Não deixe nenhum campo vazio. Responda tudo de forma correta, objetiva e direta. Caso tenha que fazer texto de introdução ou algo do tipo, organize as ideias na clássica ordem de dissertação que aprendemos no colégio – início, meio e fim (ou pra ser mais exato, “introdução desenvolvimento e conclusão”).

Aprenda com os erros

Um exercício a se fazer em cada processo seletivo que você passa é anotar suas percepções logo depois, enquanto a mente ainda está fresca.

Pontue em um papel ou no computador aquilo que você acha que deu certo, que falou bem, e também aquilo que você “falou demais” ou pecou por não falar.

Toda entrevista deixa uma sensação de “eu poderia ter feito ou falado isso”, não é verdade?

Talvez o “isso” fosse realmente determinante para um passo a mais no processo.

Se ouviu perguntas das quais não soube responder na hora, repense como poderia ter respondido. Se possível, peça ajuda de algum amigo mais experiente no mercado de trabalho para opinar.

Focando no que faltou, você poderá se preparar melhor para o próximo processo e avançar mais casas quando estiver no páreo para uma vaga.

E você?

Há experiências em que acredita ter ficado muito próximo de conseguir uma vaga e acabou não conseguindo? Conte sua experiência através dos comentários. E para quem está esperando uma resposta, boa sorte!