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Características de um negócio que sobrevive com tranquilidade na crise

Economia desacelerada e crise são mesmo sinônimos de tempo ruim para os negócios? Nem sempre: para quem sabe aproveitar, a recessão pode ser um momento de muitas oportunidades.

Se você está pensando em abrir seu próprio negócio “no olho do furacão”, é importante conhecer as características de um negócio que sobrevive em tempos de crise, pois isso irá reduzir suas chances de sentir grandes dores de cabeça.

Primeiro, você deve estar pronto para entrar em uma carreira que depende da sua disposição em assumir riscos. Com crise ou sem crise, ter um negócio é sinônimo de perigo. O que a gente tem de fazer é minimizá-lo, pelo controle das próprias ações.

Estamos vivendo um momento histórico: nunca se viu tantas empresas centenárias e bem estruturadas serem “engolidas” por startups. Há muita gente com ideias procurando dinheiro, e muita gente com dinheiro procurando ideias. Quem conseguir uma boa solução para isso certamente alcançará o sucesso, independente da crise.

Neste artigo vamos colocar as principais características de um bom negócio em tempos de crise para te ajudar na hora de escolher o rumo e o tempo do investimento. São dicas simples sobre gestão financeira, exposição ao risco e análise de negócios que ajudarão você a escolher as opções mais seguras e lucrativas.

Se abrir um negócio envolve assumir riscos, abrir um negócio em tempos de turbulência na economia é uma verdadeira arte.

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Perfil de um negócio que sobrevive à crise

1. Um time perfeito

Começamos pela formação do time que irá compor sua empresa. Não deixe de investir em pessoas qualificadas na empresa, já que há empreendedores que têm uma ideia ótima, mas coloca a implementação na mão de pessoas medianas ou ineficazes. Isso pode acabar com o negócio.

Isso vale tanto para sócios quanto para funcionários: contrate apenas o melhor, e não descarta completamente a ideia de abrir mão de alguma participação na companhia. As vezes, é mais inteligente não ser dono de tudo.

2. Pouco capital inicial

Na situação atual da economia, cercada de dúvidas em relação ao futuro, investir uma alta quantia de dinheiro em um determinado negócio pode ser arriscado.

Uma das principais características de um negócio que sobrevive à crise, principalmente para quem perdeu o emprego e decidiu empreender, é manter o investimento inicial no menor nível possível.

3. Capital de giro baixo

Essa é uma outra característica essencial para o seu futuro negócio, principalmente em um cenário de taxas de juros altas como estamos vivendo aqui no Brasil. Depender de um capital de giro alto é abrir a porta para as famosas dores de cabeça.

Procure trabalhar com fornecedores que ofereçam bons prazos de pagamento, justamente para não afetar seu fluxo de caixa e expor o negócio a crises de liquidez.

4. Estudo de mercado e perfil dos consumidores na ponta da língua

É preciso que seu conhecimento sobre o negócio esteja à altura do empreendimento. Ou seja: se você não empreenderá em uma área que já conhece, é preciso buscar um estudo técnico sobre cenários e viabilidades antes de abrir a empresa.

Por exemplo, se você decide empreender e vê que o setor de beleza e estética está crescendo e não tem se abalado, busque saber “como” atender ao público-alvo desse tipo de negócio. Pergunte-se: o que a nova geração de consumidores desse setor espera de uma marca?

O sucesso da sua empresa vai depender da relevância do problema que você irá resolver. Por isso, de nada adianta inaugurar um negócio para só depois verificar se há mercado ou não.

5. Comprometimento com gastos no tempo certo

Falamos agora há pouco sobre o capital inicial, certo? Pois bem. A ideia é que você só assuma gastos fixos (como aluguel e contratação de funcionários) depois de muita preparação.

Preparar-se é algo que pode ser feito sem nenhum custo. É preciso primeiro fazer cursos, pesquisas, teste de mercado e até mesmo uma pré-venda do seu produto ou serviço. Só depois você pode começar a contrair custos fixos.

6. Volume de estoques baixo

Na mesma linha da fuga das taxas de juros altíssimos, o ideal é trabalhar com um produto que não exija a manutenção de elevados níveis de estoque, de tempos em tempos, justamente para não ter que arcar com os custos financeiros desses produtos estocados.

Tente recorrer a fornecedores que ofereçam entrega rápida e com quantidades razoáveis, justamente para não ter que bancar sozinho o custo de estocagem. Com as taxas de juros atuais, as vezes o custo de logística é inferior à taxa de juros praticada pelo mercado.

7. Baixo valor agregado

Dê preferência ainda a negócios em que o produto apresente um baixo valor agregado, para ganhar volume de vendas. Tudo isso para manter um bom fluxo de caixa, já que é preciso ter um bom dinheiro na mão e vender mais e melhor.

Uma das características dos setores que estão sendo menos atingidos pela crise atual, como beleza, reparos e alimentação, é justamente trabalharem com produtos e serviços que não custam muito caro.

8. Um bom planejamento

Fazer um planejamento é essencial para qualquer empresa que queira criar sua identidade no mercado. É através do bom planejamento que você saberá aonde quer chegar.

Mas claro que não basta só planejar: é preciso ir acompanhando e alterando suas decisões, porque o mercado muda muito rápido. Com as inovações tecnológicas, o ciclo de vida de um produto ou serviço é mais temporário, daí que a criatividade sempre vai ser o principal ponto de um planejamento.

9. Escalabilidade

Outra característica de um bom negócio em tempos de crise é a escalabilidade, tão famosa nas startups que já falamos aqui.

A escalabilidade é a capacidade de aumentas ou reduzir a produção facilmente, se adequando à demanda do mercado. O segredo é manter o ponto de equilíbrio do negócio no ponto mais baixo possível.

Uma das características das crises econômicas é a volatilidade da demanda. Por isso, fuja de negócios que para se manterem funcionando precisam de uma produção é um nível constante, ou seja, que tem um ponto de equilíbrio muito sensível às variações de venda.

10. Marketing de baixo custo

Outra dica para sobreviver em tempos de crise é anunciar, mas manter esse marketing pode sair muito caro, dependendo do canal que você utilizar. Portanto, definir uma estratégia de marketing de baixo custo é fundamental.

A melhor opção tem sido partir para o marketing digital, dedicando parte do orçamento para estratégias na internet. Embora também precise de investimento, esses são bem menores que os do marketing convencional. As redes sociais, por exemplo, dependendo do segmento, podem ser grandes aliadas de venda a têm um baixo custo.

11. Mentes e processos inovadores

Um ponto muito relacionado com a criatividade, e que está presente em todo empreendedor de sucesso, é a atitude inovadora.

Muitos acham que inovação é algo apenas para empresas grandes, que têm uma área de pesquisa e desenvolvimento. No entanto, essa inovação pode ser algo básico, algo que o diferencie do seu concorrente. Por exemplo, mudanças no atendimento, na divulgação, nos processos e na entrega já contam como inovações.

12. Liquidez de máquinas e equipamentos

Por fim, opte por negócios que em caso de encerramento de atividades, você tenha uma boa liquidez para máquinas e equipamentos. Se você puder vender esses ativos com facilidade, poderá pagar com mais facilidade credores e ainda salvar um dinheiro no final das contas.

Exemplos de negócios que crescem até na crise e como eles conseguem

A revista Exame preparou uma lista com 20 exemplos atuais de empresas de diferentes ramos e tamanhos, que têm conseguido crescer, dobrar o faturamento, com a adoção de estratégias como renegociar preços com fornecedores, diversificar produtos e investir parte do orçamento em marketing. Veja aí.

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Características de um negócio que sobrevive no furacão em resumo

Listamos neste artigo as principais características de um negócio com chances de sucesso mesmo em tempos de recessão econômica.

1) Com crise ou sem crise, ter um negócio é sinônimo de perigo. O que a gente tem de fazer é minimizá-lo, pelo controle das próprias ações;

2) Uma das principais características de um negócio que sobrevive à crise é manter o investimento inicial no menor nível possível;

3) O sucesso da sua empresa depende da relevância do problema que você irá resolver;

4) Os empresários de sucesso não gastam primeiro para conhecer seu negócio depois;

5) Outra característica dos setores que estão sendo menos atingidos pela crise atual é justamente trabalharem com produtos e serviços que não custam muito caro;

6) Inovação não é algo apenas para empresas grandes, que têm uma área de pesquisa e desenvolvimento. A inovação pode ser algo básico, algo que o diferencie do seu concorrente;

E ai, o que achou do artigo? Tem alguma outra característica de um negócio que sobrevive e transita bem na crise que você gostaria de acrescentar? Utilize o espaço dos comentários e compartilhe sua opinião conosco. É assim que podemos fazer artigos cada vez melhores, com assuntos e pontos relevantes para o seu negócio. Até a próxima!

Quais são e como administrar melhor os principais impostos do seu negócio

Acabou de montar um negócio ou está pensando na possibilidade de abrir um? Além de uma boa ideia na cabeça, vontade de empreender e capital para investir, é preciso conhecer e estar em dia com as obrigações fiscais.

Não há para onde correr. A burocracia existe para deixar as coisas na legalidade e proporcionar um mínimo de ordem nas finanças do país.

O importante no final é entender todos os elementos fundamentais envolvidos nos cálculos de tributos da sua empresa e, com isso, controlar bem os custos tributários. A compreensão de como ocorre o processo de tributação é fundamental para o desenvolvimento (e sucesso!) do negócio.

Os tipos e valores das taxas são determinados pelo porte da empresa e podem ser pagas através de uma parcela fixa, ou proporcionalmente ao faturamento da empresa (que é o caso da micro e pequena empresa).

Quem recebe é o governo, e pode atender as esferas municipais, estaduais e federais. Na teoria, é uma obrigação imposta às pessoas físicas e pessoas jurídicas e tem a função de atender às necessidades públicas. São (ou deveriam ser) transformados em bens e serviços para a população, tais como: educação, saúde, segurança pública, e tudo aquilo que a gente precisa para viver bem. Nem sempre é o que acontece mas esse não é assunto para nós.

Vamos mostrar mesmo neste artigo os principais impostos das categoriais empresariais mais comuns para empreendedores como você: o microempreendedor individual e a micro empresa. Isso pode ajudá-lo(a) até a poupar dinheiro!

Na dúvida, é sempre bom consultar um profissional contábil que pode te orientar melhor. Essa é inclusive uma sugestão do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), já que o contador é o profissional mais capacitado a esclarecer as particularidades da legislação e do pagamento de tributos de cada empresa.

No entanto, uma compreensão genérica sobre o processo de tributação pode gerar novas oportunidades a você microempreendedor ou micro empresário, além de ampliar as possibilidades de crescimento e expansão do seu negócio. Conhecimento nunca é demais.

Vamos lá?

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Microempreendedor Individual

A primeira categoria que vamos falar é para os autônomos, ou microempreendedores individuais (também chamados de MEI).

Essa modalidade de empresa jurídica surgiu no Brasil há quase 10 anos para auxiliar empreendedores do setor de comércio ou serviços que trabalham sozinhos ou com, no máximo, um funcionário.

Segundo a regulamentação, o faturamento do MEI não deve ser superior a R$ 60 mil por ano e o empreendedor não deve ter participação em outra empresa como sócio ou titular.

Existem ainda uma série de atividades que são permitidas para o modelo. Precisamente 470 atividades. A lista completa está disponível neste link.

Neste caso, o pagamento do imposto não é proporcional ao faturamento, mas é uma parcela fixa, o que facilita o entendimento das obrigações.

A orientação é que o microempreendedor individual emita o boleto, carnê ou guia de recolhimento chamado de Documento de Arrecadação Simplificada, o DAS-MEI através do Portal do Empreendedor, disponível neste link.

O prazo para pagamento é sempre até o dia 20 de cada mês.

O regime tributário para o MEI é sempre o Simples Nacional – que vamos explicar daqui a pouco o que é. Esteja ciente que neste carnê emitido no Portal do Empreendedor estão inclusos todos os impostos devidos pelo microempreendedor.

O valor pago vai variar de acordo com a categoria que a atividade exercida pelo MEI se enquadra. Mas não tem mistério: o valor de R$ 45 é para os empreendedores do comércio ou indústria, R$ 49 para prestação de serviços e de R$ 50 para comércio e serviços.

O cálculo desses valores corresponde a 5% do salário mínimo atual (a título da Contribuição para a Seguridade Social), acrescido de R$ 1 de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e/ou R$ 5 de Imposto sobre Serviços (ISS) – mais para frente, a explicação sobre o que é cada um desses impostos. Em resumo, o ICMS é uma taxa estadual e o ISS é municipal, e a depender do Estado ou município podem sofrer um acréscimo.

Hoje, o máximo que um MEI pode pagar de impostos é R$ 50,00 por mês, se estiver incluído nas categorias comércio e serviço. É o caso de um pequeno salão de barbearia que também vende algum produto, como linhas para limpeza de pele, por exemplo.

Mas a regra geral são esses valores que mostramos.

Ao entrar no Portal do Empreendedor, basta digitar o número do CNPJ e acessar o menu. O pagamento deve ser feito na rede bancária ou em casas lotéricas.

Regimes tributários

Antes de entrarmos a fundo na situação de microempresas, entenda em qual sistema ela pode se encaixar. Existem basicamente três, que variam de acordo com o faturamento e o lucro: o lucro real, o lucro presumido e o Simples Nacional.

Por ser o mais vantajoso, o Simples Nacional reúne os impostos em uma única guia mensal de pagamento que pode ser proporcional ao faturamento do negócio.

Esse sistema existe no Brasil há quase 10 anos para facilitar e incentivar a formalização de pequenos negócios – ou seja, os microempreendedores individuais e as micro e pequenas empresas.

O regime de tributação simplificada é facultativo. Apenas o microempreendedor individual não tem escolha: quando ele se constitui, já está automaticamente no Simples Nacional.

Como dissemos, o importante é optar pelo melhor regime com a consultoria de um contador de confiança. Ele é que vai saber verificar a melhor opção para o seu negócio, já que uma escolha apropriada pode significar uma grande economia de recursos.

Microempresa e pequenas empresas

Se o faturamento do seu negócio ultrapassa ou estima-se que irá ultrapassar os R$ 60 mil máximos para ser um MEI, é preciso avaliar inseri-lo em outra modalidade.

Se o valor chega a até R$360 mil, seu negócio se enquadrará como microempresa – e terá mais impostos para serem quitados.

Caso o faturamento for abaixo de R$ 60 mil e você contar com mais de um sócio, também é considerado uma microempresa e terá que cumprir com obrigações fiscais maiores.

Como funciona o Simples Nacional

A partir do momento que a renda anual do empreendimento ultrapassa o valor de R$ 60 mil, ele deixa de ser MEI, mas ainda pode contar com a tributação do Simples Nacional.

Quando o faturamento fica entre R$ 60 mil e R$ 360 mil por ano, o negócio é classificado como micro empresa. A partir de R$ 360 mil e até R$ 3,6 milhões, caracteriza-se como pequena empresa, mas não é o caso do nosso artigo.

Fato é que as duas categorias pagam, no máximo, oito tributos mensais, também reunidos em uma única guia de recolhimento.

Mas existem também exceções que vamos falar mais à frente.

A alíquota de arrecadação é definida de acordo com o faturamento da empresa nos últimos 12 meses, e fica entre 16 e 22%. A regra é: quanto menor o faturamento, mais reduzida é a alíquota, pois as empresas podem ficar isentas de alguns desses tributos dependendo da faixa de renda.

Atividade – Alíquota Mínima / Alíquota Máxima

Veja:

  • Comércio – 4% / 11,61%
  • Indústria- 4,5% / 12,11%
  • Locação de bens – 6% / 17,42%
  • Serviços – 4% / 16,85%
  • Serviços profissionais – 16,93% / 22,45%

Analisando esses valores, fica evidente que as alíquotas iniciais são baixas, entretanto tornam-se maiores para quem possui um faturamento próximo ao limite máximo.

O optante pelo Simples Nacional tem outras vantagens, como a facilidade para apuração mensal dos tributos, poucas obrigações acessórias, dispensa da manutenção de uma contabilidade de acordo com as Leis Comerciais, entre outras.

Mas o Simples Nacional não é para qualquer um

É, nem toda micro e pequena empresa pode se enquadrar nesse sistema tributário. Cartórios, bancos de investimentos, atividades de design e atividades de acupuntura, por menores que sejam suas rendas, são alguns dos exemplos que não são permitidos pelo regime.

Ao todo, são 232 atividades que não podem ser enquadradas no sistema. A lista completa está disponível para consulta neste link aqui, do portal O Globo.

Nesses casos, as empresas devem se enquadrar nos outros dois tipos de tributação do país, que são o Lucro Real e o Lucro Presumido. No primeiro, a tributação está sujeita ao lucro da empresa. No último, a alíquota é calculada a partir do lucro que a empresa espera alcançar. Mais detalhes lá para frente.

Continuando: apesar do nome, o Simples Nacional não é tão “simples” assim e requer conhecimento da legislação para que os empresários e empreendedores não se cometam irregularidades, não paguem tributos a mais e nem fiquem expostos a questionamentos fiscais.

Principais tributos cobrados no Brasil

a)  Tributos federais

  • Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ);
  • Imposto sobre Produto Industrializado (IPI);
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido):
  • Contribuição Social sobre o Faturamento das Empresas (COFINS);
  • Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS);

b)  Tributos estaduais

  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS);

c) Tributo municipal

  • Imposto Sobre Serviços (de qualquer natureza) (ISS);

d) Contribuição previdenciária

  • INSS (Instituto Nacional do Seguro Social – Previdência Social).

Agora, entendendo cada imposto

Independentemente do regime tributário escolhido, os principais impostos pagos pelas empresas são basicamente os mesmos.

Vamos explicar agora o que é cada um dos 8 impostos cobrados.

1 – IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica): o IRPJ, assim como o imposto da pessoa física, é calculado de acordo com o faturamento da empresa e é recolhido pela Receita Federal. A base de cálculo, a periodicidade de apuração e o prazo de recolhimento variam conforme a opção de tributação (lucro real, presumido ou arbitrado), podendo ser trimestral ou mensal.

2 – IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): é um tributo que incide sobre todos os produtos industrializados nacionais e estrangeiros. A alíquota varia de acordo com o produto e é pré-fixada pela legislação, através da Tabela de Incidência de Imposto sobre Produtos Industrializados. Dentro do território nacional, é calculado sobre o preço de venda do produto. Apurado a cada dez dias, é recolhido até o 3º dia útil do decêndio subsequente – no caso de cigarros e bebidas (ou até o último dia útil do decêndio seguinte) para os demais produtos.

3 – CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido): contribuição do empregador para a Seguridade Social, administrado e fiscalizado pela Receita Federal. Ela é calculada de acordo com o regime de tributação escolhido para o recolhimento do IRPJ. O prazo de recolhimento é o mesmo do IRPJ.

4 – COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social): contribuição previdenciária federal calculada sobre as receitas (faturamento) da empresa. Para os optantes pelo Simples Nacional a alíquota é de 3%, e já vem embutida no pagamento único; para os demais é de 7,6%. A periodicidade da apuração é mensal e o prazo de recolhimento é até o último dia útil da quinzena do mês seguinte.

5 – PIS (Programa de Integração Social): outra contribuição do empregador para a Seguridade Social. A alíquota de recolhimento varia de 0,65% (para micro e pequenas empresas) a 1,65% (para empresas tributadas pelo Lucro real). O prazo de recolhimento é até o último dia útil da quinzena do mês seguinte.

6 – INSS (Previdência Social) – Todas as empresas que possuem folha de pagamento devem recolher o INSS (Contribuição Previdência Patronal). A alíquota varia de 25,8 a 28,8%, dependendo da atividade da empresa. O cálculo da contribuição é feito em cima da folha salarial.

7 – ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços): imposto estadual (e do Distrito Federal) faturado quando há movimentação de mercadoria. Incide também para serviços de transporte (interestadual e intermunicipal) e de comunicações, à entrada de mercadoria importada, ao fornecimento de mercadorias com prestação de serviço e ao fornecimento de alimentação e bebidas por qualquer estabelecimento. A alíquota varia de estado para estado – cada um possui sua própria tabela e lista de serviços isentos. A tributação depende ainda de uma série de variáveis e os produtos podem gozar desde a isenção até alíquotas superiores a 25%. Em regra geral, as alíquotas internas variam de 17% a 19%, dependendo do Estado. De tudo que é arrecadado, 75% ficam para o governo estadual e 25% são repassados aos municípios.

8 – ISS (Imposto sobre Serviços de qualquer natureza): imposto devido por prestadores de serviço, que varia de 2 a 5% do valor do serviço prestado, a depender da natureza do serviço e do município. A base de cálculo é o preço do serviço, obtido pela receita mensal do contribuinte de caráter permanente ou pelo valor cobrado na prestação de serviço eventual. Há ainda a necessidade de pesquisar se o ISS é devido para município de domicílio do prestador ou no local de prestação de serviços.

Algumas exceções

Porém, como já adiantamos, nem todas as atividades necessitam do pagamento desses 8 impostos.

Um exemplo: Uma atividade de comércio, por exemplo, é isenta de IPI e de ISS – taxas referentes a produtos industrializados e de prestação de serviços.

Outro exemplo: no âmbito estadual, microempresas com faturamento até R$ 12 mil estão isentas de ICMS.

Para conhecimento – os outros dois regimes tributários

Falamos do Simples Nacional mas não explicamos os outros dois regimes tributários existentes: Lucro presumido e lucro real.

Ter ciência de como funcionam ajuda a entender um pouco outras realidades, e também para o caso da sua micro empresa crescer muito nos próximos anos.

a) Lucro presumido

Empresas que faturam até 78 milhões de reais por ano possuem esta opção de tributação, onde a margem de lucro utilizada para fins de cálculo de impostos é pré-definida pela legislação, e varia de acordo com a atividade realizada.

O setor de comércio, por exemple, presume um lucro de 8%. O de serviços, 32%. O empresário paga então 15% sobre o lucro, relativo aos impostos Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Os outros impostos são calculados separadamente, de acordo com a movimentação financeira da empresa.

b) Lucro real

Esta terceira modalidade é optativa para as empresas que faturam até 78 milhões por ano, mas obrigatória para quem movimenta acima desse valor.

Nesse regime tributário, o IRPJ e a CSLL são calculados em cima do lucro efetivamente apurado e demonstrado durante o período contábil. Pode ser interessante para quem fatura abaixo da faixa preestabelecida pela legislação do lucro presumido.

Loja exclusivamente virtual

Outro tipo de negócio que gera muita dúvida em relação aos impostos são as lojas que vendem ou oferecem serviços pela internet. É cada vez mais comum vermos esse tipo de comércio feito digitalmente – chamado de e-commerce.

O que acontece é que muitos empresários acreditam que, por não possuírem uma instalação física, não precisam se preocupar com fiscalizações e multas. No entanto, para manter o e-commerce funcionando legalmente, é preciso pagar os impostos em dia, como qualquer outra modalidade de trabalho.

Para as operações de e-commerce que envolvam a venda de produtos através de lojas virtuais (que negociam mercadorias), o principal imposto incidente é o ICMS – Imposto Sobre Circulação de Mercadorias, que como dissemos, é de competência estadual.

Já as operações de e-commerce que negociam a prestação de serviços, também funciona como o modelo tradicional: o principal imposto continua sendo o ISS – Imposto Sobre Serviços, de competência municipal.

Porém, uma nova regra que entrou em vigor em 2016 específica para o ICMS já vem alterando a vida de quem vende em lojas virtuais para outros estados.

Essa nova regra impacta diretamente as transações não presenciais (seja por telefone ou por internet) entre dois Estados diferentes, com destino a um consumidor final. A ideia é “repartir” o imposto recolhido, gradativamente, com o Estado de destino da venda do produto – na tentativa de compensar Estados que não sediam centros de distribuição, mais concentrados nas regiões Sul e Sudeste.

Essa é uma guerra antiga, discutida entre governantes, já que os Estados que recebiam essas mercadorias não ficavam com “nenhuma parte do bolo”.

A regra diz que o Estado de origem ficará com a alíquota interestadual, e caberá ao Estado de destino a diferença percentual entre sua alíquota interna e a interestadual.

Ficou confuso?

A análise completa sobre essa mudança, com a opinião de especialistas e infográfico explicativo está disponível nesta matéria, elaborada pelo site do Estadão. Vale a pena dar uma olhada e se informar melhor.

O importante para quem ainda está na etapa do planejamento da sua loja virtual é ter esses parâmetros bem claros, pois esses aspectos da tributação no comércio eletrônico influenciam no resultado final do seu negócio.

E quem já possui uma loja virtual em funcionamento, deve estar ciente sobre o que é novidade.

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Fique atento!

Esteja em dia para realizar o pagamento dos tributos certos, na data certa, para evitar a cobrança de multas, juros e correções monetárias.

A inadimplência não chega a cancelar o CNPJ, mas impossibilita a realização de negócios em que seja necessário apresentar a Certidão Negativa de Débitos.

Existem ainda penalidades pesadas pelo não cumprimento de outras obrigações, como a não entrega da Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, da DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais) ou da Escrituração Contábil Digital, que podem chegar a R$ 5.000,00 por mês de atraso, por exemplo.

Em resumo, a escolha do melhor regime tributário demanda muito conhecimento da legislação tributária e das peculiaridades de cada negócio.

A análise deve ser realizada anualmente e um erro na tomada de decisão pode prejudicar a sua competitividade e por em risco a saúde financeira do seu negócio. Por isso, mais uma vez reforçamos: tenha sempre um profissional contábil para dar suporte e consultoria quando precisar. É o mais indicado para todos os casos e tipos de negócio.

Por mais que a maioria dos empreendedores reclame do alto valor e da grande quantidade de impostos, no fim, a quantidade de negócios existentes no mercado é a prova de que é possível empreender com eles, não é mesmo? É uma questão de bom senso e organização.

E então, você está pronto para arcar com todos esses impostos a partir da abertura da sua empresa? E se você está começando, deu para ter uma boa noção sobre o que virá pela frente? Esteja à vontade para compartilhar suas experiências através dos comentários. Boa sorte!

25 atitudes que te impedem de poupar dinheiro

Dinheiro é bom, todo mundo gosta e a grande maioria das pessoas batalham muito para consegui-lo, não é mesmo?

Mais difícil que ganhar está o ato de separar uma parte para poupar. Seja para realização de um sonho ou para uma emergência: esse é o sonho de muita gente.

Além de poupar, devemos ir aprendendo a encontrar formas de aumentar nossas reservas. Assim fica mais fácil acumular um valor suficiente para deixar mais tranquilo.

Pois bem. Vamos identificar nesse artigo algumas ações e atitudes simples que podem estar te atrapalhando neste objetivo.

Para uma porção de pessoas, o comportamento de “gastar” é um hábito tão natural que não sobra nem tempo para priorizar a economia – e aí não sobra dinheiro.

Mudar essa realidade, realizar sonhos e conquistar o que você quer (e merece!) é possível, com organização e planejamento. Isso é educação financeira.

Foque em desenvolver suas competências, habilidades e caminhar a passos largos na direção dos seus sonhos.

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Escravos e domadores

Você trabalha para o dinheiro ou o dinheiro trabalha para você?

Quem escolhe trabalhar apenas pelo dinheiro uma hora ou outra acaba virando refém dele: almejam ter “tudo ao mesmo tempo agora” e não conhecem o gosto da conquista. É aquela coisa: quando tem dinheiro estão felizes, agora quando não tem, ficam deprimidas.

Já as pessoas que trabalham por uma missão, tem um domínio maior da situação e fazem com que o dinheiro trabalhe para elas. O capital conseguido é multiplicado porque é investido na realização de sonhos, e isso só alimenta um ciclo de riquezas.

Essa é a diferença entre alguém que tem “tudo”, mas se sente como não tivesse “nada” e aqueles que têm tudo e verdadeiramente sabem disso (e têm de fato).

A satisfação de conseguir algo que lutou muito para ter, com muito esforço, é a sensação de quem faz o dinheiro trabalhar para si. E é isso que devemos buscar.

Para tal, temos que abrir mão de certos comodismos e alterarmos o nosso comportamento.

O que de fato te impede de poupar – são muitos “nãos”

Vamos elencar algumas atitudes que, ao serem evitadas, vamos acabar caminhando para outro lado, mais próximo da riqueza e plenitude.

Muitas vezes dizemos “sim” ao dinheiro, mas dizemos “não” para uma infinidade de ações que poderiam mantê-lo mais perto por mais tempo.

Veja se você consegue se identificar em alguns desses atos, e tente avalia-los enquanto mudança.

1. Não planejar

O primeiro e talvez mais importante é o planejamento.

Se não existe um plano a ser seguido, como você vai conseguir juntar algum capital? Isso não acontecerá como um passe de mágica.

Todo mundo sonha com uma aposentadoria tranquila, com qualidade de vida e disposição para aproveitá-la, certo?

É… mas são poucas pessoas que se preocupam de fato em seguir diariamente um plano de independência financeira. O sucesso nesse caso é construído, e não vai aparecer aleatoriamente quando você precisar dele mais para frente.

Inicie um processo de “ganhar, investir e multiplicar” seu dinheiro. E claro, siga o próprio plano que traçou.

Este é um erro muito comum entre as pessoas: não ter um propósito central a ser atingido.

Comece pensando em uma meta específica para poupar. Depois monte um planejamento financeiro e determine exatamente o destino desse acúmulo de dinheiro.

Ao definir a motivação para poupar, automaticamente estamos mais confiantes e seguros para mudar nosso comportamento.

Quer um bom exemplo de meta? Está ai: conseguir dinheiro suficiente para realizar uma festa de casamento, pagar uma pós graduação à vista (e com desconto), bancar um intercâmbio para o filho no exterior… cada um tem uma vontade própria de realizar algo. E isso deve servir de motivação.

Portanto, tenha em mente que você deve criar um plano de ações. Ele indicará o que deve ser feito para que você consiga reter parte de sua renda todo mês, por exemplo.

2. Não se informar sobre investimentos

Se você vai poupar também é preciso investir e fazer esse dinheiro trabalhar a seu favor. Quanto mais cedo você começar a investir, mais tempo você tem para que os juros multipliquem seu capital.

O dinheiro não pode ficar parado.

Por isso, se informe sobre os investimentos adequados para a realidade dos seus rendimentos. Na internet há diversos blogs e artigos que podem te ajudar a dar o primeiro e os próximos passos.

3. Não confiar em especialistas

Sem dúvida, um especialista no assunto pode te ajudar muito na busca pelo investimento certo.

Muita gente não confia ou não acredita nesse tipo de assessoria, e quer fazer tudo sozinho por se tratar de dinheiro.

A decisão final precisa ser sua, mas contar com a ajuda de um especialista pode ser determinante no sucesso do investimento.

Por isso, é fundamental conhecer juros, impostos e se manter informado sobre os rumos da economia. É preciso sentir prazer nesse processo, e não sentir um martírio.

4. Não arriscar

O risco sempre vai existir.

Quem não se arrisca, geralmente acaba seguindo aquilo que os outros estão fazendo e nem sempre isso determinará a sua independência.

Ser cauteloso demais é tão ruim quanto não ter cuidado nenhum. É justamente o investimento e o risco que farão você ganhar mais.

Calcule o risco, use sua inteligência e tato para o cenário e comece a investir valores baixos inicialmente.

E principalmente: arrisque-se com confiança. Muitas pessoas que não conseguem acumular fortuna têm o hábito de tomar decisões de forma lenta e de mudá-las com frequência. Não seja assim. Confie no que você faz.

5. Não ter a cabeça aberta

Muita gente cultiva uma mania de achar que “quem tem dinheiro não o merece”. Ou que quem tem dinheiro usou de artifícios ilegais ou imorais para consegui-lo.

Essa é uma péssima maneira de começar. O fato de “ter dinheiro” não pode ser algo negativo.

Se você acredita que quem tem muito dinheiro explora outras pessoas, deixa a família em segundo plano, rouba, mente, não aproveita a vida ou outras coisas negativas, dificilmente você será rico.

Se você ainda não tem muito dinheiro, provavelmente é porque associa mais “dor” do que “prazer” ao fato de ganhar muito dinheiro.

Pense nisso.

6. Não querer sair da zona de conforto

É muito fácil nos acomodarmos à uma situação de extremo conforto e tranquilidade.

Quando conquistamos um salário e posição que achamos ideal e conseguimos pagar as contas, acabamos entrando em uma perigosa zona de conforto.

A sensação de tranquilidade e garantia atrapalha a realização das nossas metas.

7. Não valorizar os fracassos

As crises existem para serem vividas e superadas. Tanto na vida pessoal, profissional, como na financeira. Esse é o caminho para a independência.

É preciso dar o devido valor às perdas e fracassos, o que não significa se acostumar e concordar com eles.

Todo erro deve ser absorvido para ser superado em seguida. Aprenda com eles, tome as rédeas das frustrações e não se deixe ser dominado(a). Cada obstáculo deve ser encarado de frente, e cada dificuldade não impõe um fim. No fim, é apenas mais uma etapa.

8. Não negociar as dívidas

Esse é um passo fundamental. Só se economiza e enriquece quem não tem dívidas.

Utilizar o cheque especial, atrasar o pagamento de cartão de crédito ou realizar o pagamento mínimo vai te fazer pagar juros altíssimos – e cá entre nós, a taxa de juros só aumenta a cada ano que passa. Em um cenário de recessão econômica então…

O pagamento de todas as dívidas e a negociação de prazos junto aos bancos irá te deixar mais próximo de um planejamento financeiro adequado à sua realidade.

Estar todo mês no vermelho só vai gerar uma dívida crescente. Corte o mal pela raiz.

Mapear suas dívidas e entender sua renda real é o primeiro passo para aproveitar melhor seu dinheiro.Planeje uma forma de quitá-las totalmente, mesmo que optando por algo que diminua os juros.

Uma solução para isso é centralizar suas dívidas através de um empréstimo pessoal, por exemplo. Na prática, essa ação tem taxas de juros muito menores do que cartões de crédito. É algo a ser pensado.

9. Não resistir às tentações

Corra do descontrole, e não em direção às lojas. Às vezes pode parecer “imperdível”, mas é preciso controlar os gastos principalmente em se tratando de consumo.

Lojas e sites oferecem descontos e promoções para atrair você e seu dinheiro. Será que você realmente precisa daquilo?

Não gaste mais do que precisa. Respeite sempre os limites e prioridades do orçamento estabelecido por você.

Aprenda a administrar os gatilhos que te levam a consumir mais e mais. Toda vez em que surgir a vontade de comprar por puro impulso, faça o exercício de imaginar “se este gasto vai impactar na sua meta a médio ou longo prazo”.

Tenha consciência do seu consumo. Uma boa solução é não agir por impulso e pesquisar bastante antes de decidir comprar. A espera pode te fazer concluir a não necessidade de adquirir certo produto ou serviço.

10. Não procurar sempre o melhor preço

Sinta prazer em pagar menos por produtos e serviços. Isso não é defeito, pelo contrário.

A possibilidade de encontrarmos descontos é grande, e muitas vezes as empresas fazem parcerias que facilitam essa conquista. Veja a lista de oportunidades que a sua empresa oferece através dos parceiros.

O importante não é só conseguir o desconto em si, mas sentir prazer por gastar um valor menor em algo que normalmente custaria mais.

Conseguir desconto em uma passagem de avião, que geralmente custa caro, é um dos grandes prazeres da vida, acredite. O serviço muitas vezes é o mesmo que alguém que pagou mais irá receber. Da mesma forma, você pode usufruir de produtos e serviços pagando menos que a maioria das pessoas.

O resultado é mais dinheiro sobrando para quitar dívidas ou ser revertido para um investimento. Ao planejar seus gastos, não tenha preguiça e pesquise: sempre pode haver uma opção mais barata.

11. Não utilizar a lógica

Os especialistas dizem que um dos grandes problemas de quem não consegue poupar é porque o dinheiro é visto com olhos de emoção, e não com a razão.

Tomar decisões financeiras sob forte influência da emoção pode arruinar suas finanças e seu planejamento inicial.

Muitas vezes o investimento tem muito mais a ver com o controle de suas emoções do que com o que fazer com o dinheiro. Um exemplo? A emoção leva investidores inexperientes a comprar ações na alta e vender na baixa, quando deveria ser o contrário.

Parece obvio mas para muita gente não é. Emoções criam situações de perigo, e o ideal mesmo é deixar as emoções de lado e utilizar a objetividade quando lidar com dinheiro.

12. Não saber usar o cartão de crédito

Ao contrário do que muita gente pensa, não é preciso deixar o cartão de crédito de lado.

Ele pode ser muito útil quando você precisar adquirir produtos pela internet, ou mesmo passagens aéreas. Portanto, deve ser reservado para ações específicas, que não podem ser feitas com dinheiro vivo ou via débito.

O parcelamento de compras sem juros as vezes se mostra uma boa opção para equilibrar o orçamento do mês.

Além do mais, várias empresas de cartão oferecem bons programas de pontos, que garantem os descontos que falamos antes.

Se você consegue ter controle do cartão, não há problema em usá-lo com moderação. É preciso portanto saber usufruir desse recurso com inteligência e cautela.

13. Não cortar coisas supérfluas

Nessa mesma linha, há coisas que já constam no seu orçamento que poderiam ser eliminadas, por serem supérfluas. Isso é diferente de gastar menos… é identificar e cortar aquilo que não é importante.

O uso de telefone fixo ou franquias altas para celular ou TV a cabo (que não são amplamente aproveitadas) são exemplos.

Cortar gastos supérfluos aos quais você está acostumado é extremamente desafiador e, para alguns, um estímulo. Para isso é preciso ter autocontrole e muita disciplina.

Uma boa maneira de conseguir cortar superficialidades é trabalhar com seu orçamento mensal. Ele será o ponto de partida para que você tenha 100% de controle sobre suas finanças. As vezes você não precisa cortá-los, mas sim diminui-los.

Esse orçamento precisa ser realista.

14. Não registrar todos os seus gastos e acompanhá-los rotineiramente

Diferente do orçamento, que você planeja o que vai gastar, é importante registrar aquilo que você gastou ao longo do mês.

Faça o controle daquilo que realmente aconteceu no mês, com o objetivo de verificar se o orçamento previsto foi ou está sendo cumprido.

Com base nestes registros você irá conseguir identificar oportunidades de passar a tesoura e conhecerá a representatividade de cada gasto diário, tornando-lhe mais crítico em relação ao que consome.

Coloque numa planilha de orçamento todos os seus gastos mensais e registre as saídas e entradas de dinheiro extra.

Trabalhe também com o estudo de alternativas para economizar dinheiro dentro da sua rotina. Por exemplo, a avaliação de custos caso mudasse para um apartamento menor. Isso só consegue ser analisado quando se têm a exata noção do quanto se gasta.

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15. Não viver de acordo com seu padrão de vida

Pense sempre na sua renda e no padrão de vida que ela pode te proporcionar. Essa é uma questão que faz com que a maioria das pessoas fracassem, pois elas tendem a ter um padrão de vida superior ao que sua renda pode oferecer.

As despesas precisam ser divididas de forma proporcional. Caso contrário, o endividamento pode se transformar em uma bola de neve.

Não conte com o dinheiro que você não tem. Batalhe por uma margem de segurança e evite assim ficar frustrado e passar apertos.

16. Não se abrir para múltiplas possibilidades

Quem é rico, pensa diferente de você. Comece por aí.

Se você tiver e mantiver uma mente fechada, dificilmente a prosperidade virá com o tempo. Não se conforme com o “hoje”, procure se atualizar em várias frentes e dê valor à outras ideias das quais você não está acostumado(a).

17. Não ter um plano B

Para se conseguir guardar mais, também é preciso pensar em formas alternativas de ganhar mais.

Se apenas o seu salário fixo não é o suficiente para você conquistar seu objetivo, pense em estratégias (como batalhar por um aumento por exemplo) ou em fazer atividades extras que possam complementar sua renda.

18. Não ter ambição

Tenha em mente que para avançar, é preciso querer muito e pagar os pedágios da estrada.

Ir além do medíocre e pensar alto para conseguir uma fonte de riqueza é um dos primeiros passos para o sucesso.

19. Não se dedicar à sua formação

Estar sempre atualizado e em constante aprendizado é o exercício dos mestres. Conhecimento é adquirido e inteligência pode sim ser desenvolvida.

Ter somente um diploma universitário não é suficiente. Não basta ter apenas bagagem, mas ela precisa ser persistentemente aplicada.

“Os homens são pagos não apenas pelo que sabem, mas particularmente por aquilo que fazem com o que sabem”.

Leia, se informe e se mantenha antenado(a) com o que há de novidade e o que pode auxiliá-lo(a) a enxergar o dinheiro com outros olhos.

20. Não cuidar do corpo

Não se esqueça de prezar pela sua saúde.

Do que adianta acumular um dinheiro se não terá disposição para colocar seu objetivo final em prática? Ninguém consegue desfrutar do sucesso sem estar bem consigo mesmo.

Reserve um tempo para se exercitar, mesmo começando aos poucos.

O corpo saudável ajuda a mente a estar também saudável para aproveitar melhor as oportunidades.

21. Não lembrar do lazer

Da mesma maneira, é preciso lembrar que o lazer também é importante na vida de qualquer um. Ninguém vive somente para fazer contas e trabalhar, mesmo que essas sejam experiências prazerosas.

Se for para gastar com o lazer, que seja algo importante e fundamental para você. Claro que há opções de diversão sem gastar, mas se for preciso, não sofra por isso.

22. Não fazer o que gosta

Essa regra é fundamental e talvez deveria ocupar a primeira das ações fundamentais para poupar dinheiro, pois ela deve vir ainda na escolha da profissão.

Você só conseguirá empreender aquilo que gosta. Não leve em frente um emprego que te deixe frustrado(a) ou irritado(a). Abandone-o sem dor e procure outras formas de fazer o que gosta. Claro, isso se o cenário for propício para tal.

Isso com certeza dará uma injeção de entusiasmo e irá retirar uma porção de pedras do seu caminho.

23. Não pensar a longo prazo

Procure não pensar somente no “hoje”, mas também no que você terá e fará “amanhã”.

Reforçamos portanto o valor das metas, o motivo pelo qual está fazendo pequenos sacrifícios diários. Sem esse objetivo é mais fácil você se desmotivar, ceder aos impulsos e, consequentemente, gastar mais do que deve.

24. Não ser otimista

Evite a transmissão de negatividade. O “não” (que mencionamos aqui tantas vezes) pode ser crucial para você deixar de conseguir grandes conquistas.

Uma pessoa negativa certamente não atrairá coisas boas para si. Se suas emoções positivas dominam você, é mais fácil ter prazer em colocar em prática cada uma dessas atitudes.

25. Não ter persistência

Não desista quando perceber sinais de derrota. A fraqueza não é defeito permanente e sim momentâneo.

Se começou animado, termine com a mesma empolgação ou até mais.

A vitória e o fracasso fazem parte, e como dissemos, serve de aprendizado.

Quem acumula fortunas têm o hábito de estar sempre pronto para decidir, arriscar e persistir.

Para finalizar

Ao seguir estes conselhos, com certeza você irá abrir um grande atalho para chegar até onde quer, sem sofrimento.

Passe a administrar sua vida financeira com mais rigor para descobrir o destino do seu dinheiro. E se for o caso, corte excessos e desperdícios.

O tempo que cada uma dessas ações levará será diferente, por isso, é preciso acreditar que no final o sucesso virá. É preciso ter prazer em caminhar por essa estrada.

Se você constantemente esbarra em algumas atitudes, conte para a gente através dos comentários. Da mesma forma, se você tem alguma experiência interessante que o ajudou a conquistar a independência financeira, compartilhe conosco. Boa sorte!