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Quando, por que e como proteger uma marca

Quando uma empresa inicia suas atividades, geralmente ela solicita um design a criar uma marca para identifica-la, ou para identificar o seu produto ou serviço junto ao seu público consumidor. Isso normalmente é considerado no orçamento de marketing.

A marca é importante para que o consumidor faça uma ligação direta de identificação entre o produto ou o serviço ofertado e a própria empresa, para que seja estabelecido um elo de fidelidade e confiança entre ambas as partes.

A maioria das empresas que iniciam suas atividades não tomam o cuidado de verificar se já existe alguma empresa utilizando a marca que você pretende usar, ou se ela corre algum risco em relação a este assunto no futuro.

O número de empresas abertas todos os anos e o número de marcas registradas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão detentor de marcas, é sempre muito diferente. Se pensarmos que, historicamente, 20% dos pedidos de marca são depositados por empresas estrangeiras, chegaremos a um número próximo de 131.000 marcas depositadas por empresas brasileiras por ano. Muito pouco perto dos milhões de novos negócios criados por ano no Brasil.

Entenda neste artigo como, quando e por que proteger uma marca, atribuindo direitos autorais de uso e exibição. Vamos lá?

Fazendo as contas para proteger uma marca

Como dissemos, muitas empresas deixam essa tarefa para segundo ou terceiro planos, já que isso demanda um investimento que o empreendedor no começo geralmente não possui. A desculpa é quase sempre a mesma: “mais pra frente eu tomo as medidas necessárias”.

Entretanto, tudo indica que essa nem sempre é uma questão financeira, mas, sim, de uma falta de conhecimento a respeito de custos.

Como exemplo deste raciocínio, é fácil demonstrar que esta análise inicial não é tão cara como se imagina. Uma análise de viabilidade de uso de uma marca (o que chamamos de busca de marca no mercado) custa de R$ 100 a R$ 1.000,00, dependendo do profissional ou escritório especializado envolvido.

E, sendo viável de utilização, o empreendedor poderá fazer uso dela e protege-la, tornando-se exclusivo no mercado. A proteção da marca, por sua vez, também não envolve valores extremamente altos. A taxa governamental envolvida para isso gira em torno de R$ 142,00 para microempresas. O custo de um profissional especializado também irá variar muito (como no caso da busca), mas, em média, ficará em torno de R$ 1.000,00 ou até menos. Tudo dependerá do profissional escolhido.

Este investimento não é alto, se pensarmos que esta busca e o depósito da marca darão uma tranquilidade ao empreendedor para que ele invista em sua marca e na conquista do seu consumidor potencial.

Como registrar uma marca no INPI

O primeiro passo é verificar se a marca que você deseja registrar já não foi registrada anteriormente por alguém e se possível registrá-la de fato. Isso pode ser feito no site do Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI ou então, no caso de você contratar um escritório de marcas e patentes, ele mesmo poderá fazer essa busca para você, muitas vezes de graça.

Você precisará determinar em que classe de atividade econômica será feito o seu registro. Pela legislação brasileira, no Classificador NICE, existem 45 classes para registro de marcas, sendo 34 delas específicas para produtos e 11 outras para serviços.

Nessa etapa você deverá prestar uma atenção especial, pois dependendo do caso, talvez seja necessário fazer o registro em mais de uma categoria. Foque no que a sua empresa realmente faz ou pretende fazer no futuro, pois se fizer registros em muitas categorias, os seus custos acabam subindo sensivelmente.

O terceiro passo é o registro da marca em si, que pode ser feito de três formas diferentes:

  • Marca nominativa – Quando a marca é composta exclusivamente por palavras;
  • Marca mista – Quando a marca é composta por palavras, tipo de letras, cores e símbolos;
  • Marca figurativa – Quando a marca é composta exclusivamente por um ou mais símbolos.

Cumpridos todos os procedimentos legais e de posse do número do processo, você deverá acompanhar a Revista Eletrônica da Propriedade Industrial – RPI, onde você poderá saber se o processo cairá em exigências em função de erros nos formulários ou outras questões, como oposições ao registro e outras. Correndo tudo bem, o registro final da marca será publicado na RPI e deverá ser atualizado a cada 10 anos.

Formas e valores para proteger uma marca via INPI

Todo o processo de registro de marcas pode ser feito online através do e-marcas, seção do site do INPI dedicada à prestação desse tipo de serviço. Lá você encontrará um roteiro completo sobre os procedimentos necessário para fazer o registro da sua marca.

Outra opção é a de contratar um escritório especializado nesse tipo de serviço. O importante neste caso é verificar as credenciais desse dessa empresa para não ter problemas.

Todo processo de registro tem um custo, que envolve o pagamento de taxas de registro e no caso da contratação de um escritório para executar esse serviço, você terá também os custos de honorários.

O valor para o registro da marca, no que diz respeito às taxas varia entre R$ 40 e R$ 1400 reais, dependendo do caso. Quanto aos honorários, isso vai depender da empresa que você contratar.

Trâmites do processo de registro

Passo 1 – Pedido comunicado

É o reconhecimento do pedido de registro, de acordo com as normas legais do INPI. Nesta fase, qualquer interessado poderá apresentar oposição ao despacho no prazo de 60 dias, contados a partir da data da publicação na Revista da Propriedade Industrial (RPI).

Passo 2 – Deferimento

O INPI julga procedente o registro da marca por não haver coincidências com outras marcas ou por haver suficientes formas que a distingam de outras já registradas. Nesse período, é preciso pagar a retribuição relativa ao primeiro decênio (período de dez anos) de proteção da marca. O prazo é de 60 dias, contados a partir da data da publicação na RPI. O não pagamento da retribuição acarretará o arquivamento definitivo do processo, encerrando-se a instância administrativa. Para saber o valor da retribuição, deve-se observar a tabela vigente do INPI.

Passo 3 – Concessão do Certificado do Registro

Nesta fase, o certificado de registro estará à disposição do titular na representação do INPI (ou aos cuidados de procurador) por até 60 dias após a publicação na RPI. A data da publicação do despacho, referente à concessão de registro na RPI, é o marco inicial da vigência do mesmo.

No caso do pedido de registro não ser deferido, o requisitante tem o prazo de 60 dias para entrar com recurso para a revisão do processo. É aconselhável, mesmo não sendo um procedimento obrigatório, realizar uma busca para verificar se a marca escolhida já foi registrada anteriormente. A busca também pode ser feita gratuitamente no site do INPI.

Documentação necessária

  • Guia de recolhimento, obtida na Delegacia Regional do INPI;
  • Pedido de registro de marca (formulário) preenchido em três vias – disponível no site do INPI;
  • 15 etiquetas não adesivas em preto e branco, nas medidas 6cm x 6cm, contendo o logotipo no tamanho médio de 5cm (no comprimento ou na largura). Todas as etiquetas deverão ser apresentadas em preto e branco. Caso haja reivindicação de cores, elas deverão ser indicadas por meio de traços finos saindo do campo ocupado pelas cores e terminando no nome da cor. As etiquetas deverão ser apresentadas recortadas, em envelope tipo postal pequeno.

Se o requerente for empresa Ltda., deverá apresentar cópia e original ou autenticar cópia de:

  • Contrato social;
  • CNPJ.

Se o requerente for firma empresário (antiga firma individual), deverá apresentar cópia e original ou autenticar cópia de:

  • Declaração de firma empresário;
  • CNPJ.

Se o requerente for profissional autônomo, deverá apresentar cópia e original ou autenticar cópia de:

  • Inscrição no ISS;
  • Carteira de Identidade;
  • CPF.

Para maiores informações sobre como registrar a sua marca e acompanhar o seu pedido podem ser obtidas no portal do INPI, na seção Marcas, clicando em “Como registrar a sua marca passo a passo”

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Em resumo

Você viu neste artigo que:

1) Assim como outros ativos da sua empresa, a marca do seu negócio também faz parte do seu patrimônio;

2) Antes de fazer um pedido de registro, é fundamental realizar uma busca para saber se a marca está disponível;

3) O investimento não é alto, se pensarmos que esta busca e o depósito da marca darão uma tranquilidade ao empreendedor para que ele invista em sua marca e na conquista do seu consumidor potencial;

4) Todo o processo de registro de marcas pode ser feito online através do e-marcas, seção do site do INPI dedicada à prestação desse tipo de serviço;

5) Há também toda uma documentação necessária para a realização dos trâmites legais de registro;

5) No caso do pedido de registro não ser deferido, o requisitante tem o prazo de 60 dias para entrar com recurso para a revisão do processo.

E ai, ainda ficou alguma dúvida? Entendeu a importância de proteger sua marca, e também como fazer isso? Em caso de dúvidas, entre em contato conosco através dos comentários! Até o próximo artigo.

 

Psicologia das cores para aumentar conversões, vendas e cliques

As cores que você utiliza em seu site, nas peças criadas para redes sociais, no e-mail marketing e até em uma apresentação de slide show dizem muito sobre o que você quer transmitir.

Todos sabem da importância de escolher bem as cores na hora de criar uma logomarca, logotipo, ou mesmo definir o manual de identidade do seu negócio. O que muita gente nem se toca é que não é apenas uma questão estética: as cores podem ajudá-lo a conquistar novos clientes, aumentar conversões, impulsionar vendas e elevar o número de cliques em uma estratégia de marketing digital.

Como? É isso que este artigo vai te mostrar. A psicologia das cores tem muito a ensiná-lo, por ser um dos fatores com maior influência a nível “subconsciente” no processo de aceitação e decisão de compra. Mais vendas, mais inscrições, mais downloads.

É necessário entender que o design de um site, e-mail, peça ou apresentação em Power Point não deve ser pensado apenas para agradar visualmente, mas também deve ser otimizado para guiar o usuário ao longo de uma sequência de pensamentos, para que realize a ação que nós esperamos dele.

Nesse sentido, a cor é um componente fundamental que exerce influência em todo este processo e por isso é tão importante.

Aprenda aqui a utilizar a psicologia das cores para alcançar seus objetivos! As modificações que você poderá fazer são muito simples e podem significar mudanças bem significativas.

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A psicologia das cores em profundidade

Já existiram várias tentativas de classificar as reações do consumidor a diferentes cores individuais. Entretanto, a verdade é que a cor depende muito de experiências pessoais para ser universalmente traduzida em sentimentos específicos. São fatores de cunho pessoal como experiências passadas, preferências e diferenças culturais.

Estudo sobre impacto das cores no marketing apontam que 90% dos julgamentos iniciais de produtos podem ser baseados apenas na cor. Outras pesquisas falam sobre o sentido de maior influência na decisão de compra: o cérebro precisa de 90 segundos para realizar uma análise subconsciente do produto e ter uma opinião a respeito de algo.

Muita coisa, né?

Em outras palavras, isso quer dizer que as cores influenciam como os consumidores veem a personalidade da marca, e o que ela quer passar e imprimir. Levando em consideração que nosso cérebro prefere marcas reconhecíveis, fica ainda mais fácil perceber a importância das cores na criação da identidade da marca.

As cores mais usadas pela indústria e o que elas transmitem

Você provavelmente já ouviu falar que verde converte mais do que vermelho ou que as cores usadas no seu site ou e-mail marketing podem influenciar uma ação. Muitos e-mails marketing inclusive, abusam dessas duas cores no texto ou layout, o que pode ser um fator determinante para ele parar direto na caixa de SPAM.

Fato é que não há uma única cor ou um par de cores que sejam os melhores para conversões. Segundo pesquisas, o princípio psicológico conhecido como “efeito isolamento” mostra que um item que se destaca tem mais chances de ser lembrado. Daí que as pessoas são capazes de reconhecer e recordar um item quando ele estava visivelmente destacado do seu entorno – ou seja, do contexto em que está inserido.

Se uma página é totalmente sóbria e você inclui uma peça vermelha, a cor vermelha irá se destacar graças ao efeito isolamento.

Veja o que cada uma das cores geralmente transmitem em uma mensagem (guardadas as suas proporções):

  • Vermelho é: agressivo, energético, provocativo e chama a atenção. É popular entre as indústrias relacionadas a: comida, tecnologia, automóveis e agricultura.
  • Roxo evoca: elegância, sofisticação, nostalgia, mistério, espiritualidade. É popular entre as indústrias relacionadas a: tecnologia, cuidado com a saúde, finanças.
  • Azul transmite: confiança, credibilidade, segurança, responsabilidade. É popular entre as indústrias relacionadas a: tecnologia, cuidado com a saúde, finanças, energia, agricultura, companhias aéreas.
  • Verde evoca: riqueza, saúde, prestígio, serenidade. É popular entre as indústrias relacionadas a: comida, tecnologia, finanças, energia, habitação.
  • Amarelo evoca: positivismo, luz, motivação, criatividade. É popular entre as indústrias relacionadas a: comida, energia e habitação.
  • Laranja evoca: vitalidade, diversão, exuberância, alegria. É popular entre as indústrias relacionadas a: tecnologia e cuidado com a saúde.
  • Marrom evoca: terreno, natural, simplicidade, duradouro. É popular entre as indústrias relacionadas a: roupa, automóveis e agricultura.
  • Preto evoca: prestígio, valor, atemporalidade, sofisticação. É popular entre as indústrias relacionadas a: tecnologia, automóveis e roupa.
  • Branco evoca: pureza, limpeza, suavidade. É popular entre as indústrias relacionadas a: roupa e cuidado com a saúde.

Apesar disso

Apesar de algumas cores realmente representem alguns traços, como mostramos, a maioria dos estudos acadêmicos sobre cores e marcas provam que é mais importante que a cor escolhida sustente a personalidade que você quer retratar do que tentar alinhar com associações de cores estereotipadas.

Um contexto faz toda a diferença. Ao mesmo tempo que o verde pode significar calma e tranquilidade também pode ser relacionado à natureza ou ao dinheiro.

Em resumo, as cores só entram em jogo quando podem ser usadas em harmonia com a personalidade da marca. Sem esse contexto, não há muito sentido em dar preferência a uma cor em detrimento de outra. Além do mais, é difícil afirmar que o vermelho fará mais sentido para a venda de produtos que o azul, pois não há nada que efetivamente prove isso.

O efeito das cores no cérebro

  • Cinza – afeta uma parte do cérebro que regulamenta a dopamina, um neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. O efeito da cor pode representar indecisão ou ausência de energia;
  • Preto – afeta uma parte do cérebro que regula o comportamento sexual, agressividade, medo e memória emocional. Seu efeito sugere mistério, curiosidade, luxo, superioridade, nobreza e luto;
  • Branco – afeta uma parte do cérebro responsável pela lógica e pela comunicação. Sugere pureza, higiene e paz, além de transmitir a ideia de frescor e calma;
  • Verde – Já o verde atinge uma parte do cérebro ligada às decisões e ao pensamento abstrato e criativo. Também é responsável pela respostas afetivas e julgamento social. Como resultado, possui o efeito de transmitir frescor, harmonia e equilíbrio;
  • Vermelho – Tem a função cerebral de transmitir prazeres. A cor pode causar efeito de emoção, virilidade, impulso, atenção, sexualidade e dinamismo;
  • Marrom – Essa cor atinge uma parte do cérebro ligada no gerenciamento de estados e respostas emocionais. Com isso, sugere estabilidade, conservadorismo e melancolia;
  • Roxo – atinge o polo frontal do cérebro, região responsável pelo planejamento de ações, movimento e pensamento abstrato. A cor estimula a fantasia, o mistério, a espiritualidade, o egoísmo e a ganância;
  • Amarelo e laranja – representam uma parte do cérebro que tem a função de gerenciar estados de recompensa e a liberação de dopamina. Com isso, estimula entusiasmo, alegria, energia, alerta e esperança;
  • Rosa – a cor rosa é capaz de controlar a sensação de recompensa pela saciedade da fome, sede e sexo. Consegue assim estimular a inocência, a pureza, a feminilidade, a delicadeza e a afeição
  • Azul – por fim, a cor azul tem a função crucial nas decisões, pensamento abstrato e criativo. Seu efeito é o seguinte: quanto mais escuro, mais poder. Quanto mais claro, mais produtivo, fresco, higiênico e tranquilo.

A psicologia das cores no marketing e os gêneros

Um estudo chamado “As Atribuições das Cores”, desenvolvido por Joe Hallock, mostra que há clara preferência por algumas cores por cada gênero.

Enquanto homens preferem azul (57%), verde (14%) e preto (9%), as cores preferidas das mulheres são azul (35%), roxo (23%) e verde (14%).

Em se tratando das cores menos preferidas, as dos homens são marrom (27%), roxo (22%) e laranja (22%), e as das mulheres, laranja (33%), marrom (27%) e cinza (17%).

Talvez, por isso, você não veja muitas lojas de material de construção com a cor roxa, ou lojas de roupa nas cores em tons de cinza e marrom.

Esses dados revelados pelo estudo sobre percepções e preferências de cores mostram que homens parecem preferir cores fortes, enquanto mulheres preferem cores mais suaves.

Por isso, mantenha essas informações em mente na hora de definir a paleta de cores inicial da sua marca, se a segregação por gênero for permitida pelo nicho de mercado e tipo de produto/serviço que você vende/oferece.

Entretanto, também é importante lembrar que o ambiente e as percepções culturais de cada um têm forte influência na determinação das cores mais apropriadas para cada gênero e, consequentemente, nas escolhas individuais. Em um ambiente praiano, o laranja e amarelo farão mais sentido que cores sóbrias. Do mesmo modo, uma peça criada para ser exposta em uma rede social como o Facebook (onde as cores predominantes são azul, branco e preto), uma peça de cor mais chamativa (como vermelho ou laranja) teoricamente tem mais chance de ter um destaque. Tudo vai depender do ambiente em que você está.

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Para concluir

Vimos aqui que:

1) Compreender o poder das cores e seus significados é muito importante, porque as cores não servem somente para chamar a atenção, mas principalmente para comunicar uma mensagem;

2) É necessário aproveitar cada momento do design para se comunicar com as pessoas que interagem com o seu site, e-mail, apresentação ou rede social – a intenção é que o público realize a ação que você precisa;

3) Cores podem, sim, provocar determinados efeitos em nós. Entretanto, eles nem sempre são universais e são afetados por experiências pessoais de cada um;

4) As cores só entram em jogo quando podem ser usadas em harmonia com a personalidade da marca;

5) E por fim, pesquisas indicam que homens e mulheres têm preferências por cores específicas;

E ai, o que achou do artigo? Faz sentido isso tudo que falamos sobre a psicologia das cores? Utilize os comentários para relatar suas experiências, dúvidas e sugestões para os próximos artigos! Até a próxima!

Pesquisa de mercado como estratégia de negócio: como fazer de graça pela internet

Estamos em meados de 2016 e os próximos meses ainda reservam grandes desafios para empreendedores como nós, de todos os segmentos. Isso porque o país passa por uma crise financeira e política, que fez a economia desacelerar como em poucos momentos na nossa história recente. A insegurança das contas públicas e a insatisfação com o andar da economia faz com que o cenário não seja propício para o crescimento de muitos mercados.

No entanto, ao empreendedor que busca começar um novo negócio ou expandir os limites de uma empresa que já existe, a crise nem sempre é um impedimento para o crescimento, mesmo que seja forma mais tímida.

A verdade é que lemos muito por aí aquela máxima do “encontre oportunidades na crise”. E é bem verdade. Todo período não muito favorável acaba escondendo alguma boa oportunidade, mesmo quando tudo parece não ter solução.

Nesse sentido, ter organização financeira, uma boa estratégia de negócios no bolso e apostar na realização de pesquisas de diferentes naturezas (principalmente aquelas que apontem dados significativos sobre o mercado) se tornam diferenciais vantajosos.

Segundo dados de uma pesquisa feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas (Sebrae), mais da metade dos empreendedores fecham seus negócios por falta de clientes e dificuldade financeira nos primeiros meses. Dois problemas que poderiam ser resolvidos se houvesse um planejamento prévio e uma mínima pesquisa de mercado. É a partir das informações da pesquisa que ele vai saber sobre a realidade do mercado, entender os clientes, os concorrentes e fornecedores e ter mais embasamento para começar.

Se uma grande empresa já não pode se dar ao luxo de não conhecer seu mercado, uma empresa de pequeno porte não pode ter sucesso sem uma grande compreensão de seus clientes, de seus produtos e serviços e do seu mercado de atuação.

Bem por isso, precisamos fazer as perguntas certas, no momento certo, com as pessoas certas. Uma pesquisa mal feita pode guiar um negócio na direção errada e é justamente isso o que você não quer, não é mesmo?

Neste artigo, vamos relatar os conceitos básicos sobre pesquisa de mercado como estratégia de negócio: como fazer de graça pela internet. Definitivamente, isso pode ajudá-lo(a) a começar a sua própria pesquisa e não cometer certos erros e vícios que podem demandar mais tempo e dinheiro.

A competição é na maioria das vezes cruel e feroz, e operar sem os parâmetros de uma pesquisa de mercado pode dar aos seus concorrentes uma grande vantagem sobre você.

Vamos lá?

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Abrindo os olhos para a concorrência

O primeiro ponto que vamos abordar é com relação ao conhecimento da concorrência como ação estratégica para poder se posicionar de forma diferenciada no mercado.

O estudo da concorrência pode ser feito antes de abrir um novo negócio ou esporadicamente, quando a sua empresa já estiver ativa no mercado. Saber quem são seus concorrentes e como eles agem é essencial para propor um negócio diferenciado e que, claro, saia na frente.

Comece pensando nas respostas para as seguintes perguntas, em relação aos concorrentes: quais são os seus produtos? O que diferem os produtos deles dos seus? E o atendimento, é feito de forma diferente? Como é a atuação deles nas redes sociais? Com que frequência apostam em publicidade na mídia? Com que frequência apostam em promoções?

Aonde cabe a pesquisa de mercado

As diferentes metodologias de pesquisa podem apontar informações significativas para a sua empresa diante da crise. Uma pesquisa de mercado eficiente pode dar a uma empresa as respostas para dúvidas bem recorrentes, como “qual produto ou serviço dá mais lucro?”. Isso pode ser feito até mesmo antes desse produto ou serviço ser lançado, para dar uma certeza ainda mais na aposta a ser feita. Para produtos e serviços que já foram colocados no mercado, uma pesquisa de mercado pode dizer claramente se as empresas estão no caminho certo, indo de encontro às necessidades e expectativas dos seus clientes. Caso contrário, é hora de repensar a estratégia e mudar o rumo do barco.

Ao pesquisar as respostas para questões específicas, empreendedores que estão começando seu negócio podem saber com precisão se eles precisam ajustar o design da sua embalagem ou melhorar os métodos de entrega, e até mesmo se eles devem considerar a oferta de serviços adicionais.

Um plano de pesquisa de mercado indica ainda onde estão seus clientes, além de dizer quando eles estão mais propensos a comprar seus produtos ou utilizar seus serviços.

Quando você realizar uma pesquisa de mercado, você pode usar os resultados tanto para criar um plano de negócios ou um plano de marketing, quanto para medir o andar de seu planejamento atual.

Segundo as definições do Sebrae, deve-se utilizar as pesquisas sempre que tiver que tomar decisões, principalmente, sobre:

• Expandir a área geográfica de atuação;

• Entrar em novos segmentos de mercado ou canais de distribuição;

• Lançar ou aperfeiçoar produtos e serviços;

• Dimensionar a equipe de vendas;

• Credenciar revendedores ou distribuidores;

• Escolher um ponto comercial;

• Definir qualidade e variedade dos produtos e serviços a ser comercializados;

• Definir os meios de divulgação mais adequados;

• Ajustar preços;

• Posicionar produtos e marcas;

• Iniciar um novo negócio (deve fazer parte do plano de negócios).

Uma leitura sobre as pesquisas que são feitas por aí

Uma coisa é fato: a tendência é que o mercado mantenha-se em uma constante – modifica-se constantemente e é preciso compreender a sua dinâmica.

Como dissemos, as pesquisas de mercado podem mostrar informações relevantes sobre a sua clientela, a possibilidade de atuação em novos nichos e segmentos, evidenciar problemas em suas estratégias e negócio ou sobre os seus produtos, analisar o posicionamento da empresa e definir a melhor maneira de atingir onde se quer chegar, e por aí vai.

No caso das grandes mídias, como emissores de rádio, TV, jornais e revistas, as pesquisas de mercado geralmente são medidas através da audiência, fundamental para analisar o comportamento do público (o que consome), levantamento das características do público-alvo (qual sexo, idade, nível socioeconômico, etc.), e até mesmo na identificação dos valores de serviços publicitários em diferentes veículos e períodos (dias da semana e horários – manhã, tarde, o chamado horário nobre ou a madrugada).

Já a pesquisa de mercado conhecida como “top of mind” (termo em inglês utilizado para qualificar as marcas que são mais populares na mente), possibilita levantar os dados sobre a opinião pública no intuito de conhecer as marcas que tem mais confiança entre os consumidores.

Outra opção para alavancar as estratégias de negócio através das pesquisas aplicadas é fazer um levantamento sobre a imagem da marca, produto ou serviço. As pesquisas de opinião e pesquisas de satisfação dizem muito sobre como o seu público enxerga um produto ou serviço oferecido pela sua empresa. Com estas informações é possível tomar decisões mais assertivas sobre mudanças e posicionamentos do produto com o intuito de melhorar a relação com o público, evitando desgastes e arranhões de imagem.

Os tipos de pesquisa de mercado

Vamos explicar agora os dois tipos de pesquisa mais comuns, para que você tenha uma real noção do campo onde pisa.

1 – Pesquisa primária –Basicamente, essa primeira pesquisa é aquela que trata de coletar informações sobre seus resultados de vendas e do quão eficaz estão sendo suas ações de marketing.

Os métodos de coleta de informações da pesquisa primária podem incluir entrevistas (via contato direto, telefone ou e-mail), pesquisas através do site da empresa ou das redes sociais (enquetes, por exemplo), questionários no ambiente físico da empresa (impressos, deixados na recepção por exemplo), e/ou pesquisas com grupos específicos reunindo uma amostra de potenciais consumidores ou clientes (no caso, o seu público alvo).

Nessa pesquisa mais direcionada, são colocadas algumas questões, como o questionamento sobre o preço atual dos produtos (O que você acha que vale?), o que te leva a comprar esse produto? (Necessidade? Luxo? Facilidade de uso?), qual é o diferencial da marca? (Preço? Qualidade? Design?), e/ou quais os pontos de melhoria? (Atendimento? Funcionalidade? Mais estoque?), e por aí vai.

2 – Pesquisa Secundária –Já a pesquisa secundária tem o objetivo deanalisar os dados que já foram publicados por grandes instituições de pesquisa, como o IBGE e o IBOPE, instituições consolidadas e que há muitos anos fazem diversas pesquisas no Brasil. Com esses dados é possível estabelecer referências (principalmente relacionadas aos padrões de comportamento) e localizar alvos (target) mais segmentados onde você possa atuar.

Mas atenção para não ficar só na pesquisa secundária

Muitos empreendedores iniciantes acabam pegando certos atalhos e cortando alguns caminhos básicos que, cedo ou tarde, tornam-se uma bela dor de cabeça. Um deles é ter como base e roteiro apenas no trabalho e nas informações publicadas por terceiros, mesmo sendo de institutos de pesquisa competentes, que certamente não vão lhe dar a imagem completa do problema.

A depender do ramo do negócio até pode ser um ótimo ponto de partida, mas em geral, as informações que você analisar podem estar ultrapassadas. Em épocas onde os cenários mudam em alta velocidade, pesquisas do ano passado já podem não refletir o momento atual que se vive, por exemplo. Por isso, você pode acabar perdendo detalhes importantes para o seu negócio se confiar somente nessa categoria de pesquisa.

Métodos quantitativos x métodos qualitativos

Existem basicamente duas categorias distintas de coleta de informações: a quantitativa e a qualitativa.

A quantitativa, lógico, emprega uma análise mais matemática e exige uma grande amostragem de dados. Os resultados destas informações produzem estatísticas que podem ser acompanhadas em períodos de tempo diferentes, para efeito de comparação.

Quando você analisa a audiência mensal do seu blog (ou seja, a quantidade de acessos que ele recebe em um intervalo de 30 dias), você estará extraindo um dado quantitativo. Quando você compara os acessos do mês de janeiro de 2015 e o mês de janeiro de 2016 (estabelecendo uma comparação de 1 ano, nesse exemplo), você estará colocando em prática um método quantitativo de pesquisa.

Ainda nesse exemplo de blog, as informações que esse método traz ainda pode ajudá-lo(a) a determinar como seus visitantes estão chegando ao seu site, quais palavras-chave pesquisadas nas buscas estão trazendo mais visitas, quanto tempo os visitantes estão permanecendo em seu site, de que páginas estão saindo e até de que tipo de dispositivo eles estão acessando seu site – entre uma infinidade de informações.

Por outro lado, os métodos qualitativos ajudam a desenvolver e aperfeiçoar sua pesquisa quantitativa, como se você fosse fazer uma sintonia fina sobre os dados coletados anteriormente e aperfeiçoar sua interpretação.

Eles podem ajudar os empreendedores a compreender os problemas que enfrentam e em muitos casos, podem usar métodos de entrevista para aprender com as opiniões dos clientes e conhecer seus valores e suas crenças. Geralmente, o tamanho da amostra na pesquisa qualitativa é pequena, mais a título de conhecimento e ação rápida.

Fuja de pesquisas apenas com quem você conhece

A pesquisa mais informal, feita pelo próprio empreendedor, pode ser ponto de partida mas há algumas restrições. Dependendo do mercado, ela não substitui um estudo mais aprofundado para a elaboração do plano de negócios.

Proprietários de pequenas empresas (e até de algumas bem grandes), às vezes até por comodismo, entrevistam apenas os membros da família e os colegas mais próximos, quando estão realizando uma “pesquisa de mercado”. Saibam, no entanto, que os amigos e a família na maioria dos casos não são as melhores opções de “target”, pois seu feedback não será totalmente isento e desvinculado a você.

Para obter informações mais úteis e precisas para sua pesquisa de mercado, você precisa falar com seus clientes ou futuros clientes (conhecidos ou desconhecidos) sobre suas necessidades, desejos e expectativas.

O peso no bolso

A verdade é que muitos empresários acabam desistindo de colocar em prática alguma dessas modalidades quando esbarram nos preços.

Hoje, uma pesquisa básica pode custar mais de 10 mil reais, recursos que muitos não possuem ou não planejaram investir antes mesmo de abrir o negócio.

Imagino que seja o seu caso, certo?

10 ferramentas disponíveis na internet para fazer pesquisa de mercado

Para amenizar o problema do alto custo, existem ferramentas online e de graça que podem auxiliar o empreendedor a mapear seu mercado antes de arriscar.

Assim como já falamos de ferramentas gratuitas na internet para aumentar a produtividade no trabalho, também há ferramentas para realizar boas pesquisas de mercado na internet. O levantamento foi feito pelo portal da Revista Exame na Internet, e o foco é justamente para empreendedores como você.

Estas ferramentas foram desenhadas a partir de instrumentos quantitativos, e em algum momento será preciso estudar também através de métodos qualitativos, trazendo o contexto de vida dos entrevistados para o processo de análise e discussão. E aí sim, não tem jeito, pode-se gastar um pouco.

Mas vamos ao primeiro passo então.

1. Survey Monkey – pt.surveymonkey.com – O site permite que os empreendedores criem questionários e enviem por e-mail durante a pesquisa. A versão gratuita inclui 10 perguntas por questionário e até 100 respostas. Ele gera gráficos e tabulação automaticamente. A versão paga, a partir de 299 reais ao ano, dá acesso a formulários e respostas ilimitados e permite cruzar dados.

2. Google Drive – www.google.com/intl/pt-BR/drive – Alternativa ao Survey Monkey, o Google também tem uma opção de formulário que pode ser customizado e enviado aos entrevistados. Neste caso, o empreendedor precisa saber interpretar e cruzar os dados. O serviço só reúne as respostas.

3. Mercado de ações – Uma maneira barata de conhecer outros mercados é analisando os dados de empresas do mesmo segmento que têm capital aberto. Sites sobre o mercado financeiro e até a CVM reúnem informações sobre faturamento e lucro dessas empresas que podem ser úteis na hora de elaborar um planejamento financeiro, por exemplo.

4. Sua Pesquisa – www.suapesquisa.com – O site Sua Pesquisa é uma versão brasileira do Survey Monkey. É possível fazer questionários, espalhar a pesquisa e coletar os dados para decisões. Há uma versão gratuita que permite enviar um formulário e ter até 30 respostas e é possível cruzar os dados.

5. Redes sociais – Usar as suas redes sociais para coletar dados pode ser uma boa opção. O principal cuidado é ao escolher quem será o público. Para um negócio de cosméticos, por exemplo, um caminho seria participar de grupos sobre o tema e interagir, com autorização, fazendo perguntas pontuais.

6. BizStats – www.bizstats.com – Este site reúne informações e estatísticas financeiras de vários setores, tudo de graça. É possível encontrar relatórios financeiros, análises de risco e lucratividade, e ferramentas úteis de finanças. A dica é buscar empresas que são referências na área do seu negócio e encontrar valores de faturamento e investimento.

7. CrunchBase – www.crunchbase.com – Para startups, o site TechCrunch e sua base de dados de empresas é o ponto de partida. Ali, é possível encontrar quais negócios já receberam investimento, quais fundos de interessam pelo seu setor e outras informações sobre startups de todo o mundo.

8. Google Trends – www.google.com/trends - Para quem ainda só tem uma ideia ou precisa definir um setor de atuação, a ferramenta Google Trends pode ajudar. É possível saber o que as pessoas mais estão pesquisando na internet, inclusive definindo um território para a busca e comparando dois ou mais termos.

9. IpeaData – www.ipeadata.gov.br – Conhecer melhor os índices sociais e econômicos da região em que se pretende atuar é uma das premissas do plano de negócios. Hoje, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) reúne diversos dados do país em seu site, como indicadores macroeconômicos, regionais e sociais.

10. PiniOn – www.pinion.com.br – Este aplicativo funciona como uma ferramenta de coleta de dados para empresas. É útil para negócios que já estão em operação e tem algum capital para investir. O empresário cria uma missão e os usuários recebem recompensas em dinheiro para dar opiniões e ideias sobre os produtos. O serviço custa a partir de 2 mil reais.

Não fique restrito(a) aos recursos da Internet

Destrinchamos ao longo do artigo a pesquisa de mercado como estratégia de negócio: como fazer de graça pela internet.

Como dissemos (e vamos reforçar), é importante deixar claro que você não deve apostar apenas naquilo que é apurado através da internet. Ou seja, o “quantitativo” apurado, por exemplo, nessas 10 ferramentas que mostramos aqui.

Muitas vezes, quando você usa os recursos disponíveis na internet para coletar informações, acaba recebendo apenas o que está disponível para todos e nem sempre as informações podem estar 100% precisas.

Se você não for um(a) especialista e não conhecer muito bem a sua área (a maioria das vezes o empreendedor está justamente pesquisando para conhecer mais sobre seu mercado), você será facilmente levado(a) a dar valor a tudo o que vier logo nas primeiras páginas das pesquisas, e nem sempre é por aí. Teste outros mecanismos de busca similares para comparar dados. Se você já pensa instantaneamente no Google como ferramenta de busca, experimente também utilizar o Yahoo, o Bing, ou qualquer outro mecanismo de busca como outra fonte de informações a título de comparação.

Existem ainda instituições públicas e privadas que fazem um trabalho regular de pesquisa, que pode auxiliá-lo(a) tanto em aspectos quantitativos (potencial do mercado, participação da empresa no mercado, por exemplo) e qualitativos (estilo de vida dos consumidores, características comportamentais, hábitos de consumo, escolaridade, renda, etc.);

Sebrae, Endeavor, Fecomércio e Serasa são ótimas referências, que realizam pesquisas encomendadas pelo menos 1 vez por mês em diversas áreas e com diversas características.

Procure fundações e institutos de pesquisa estaduais e municipais na área onde você está, e também federações, associações, conselhos e qualquer outro tipo de organização setorial. Além do vasto acervo e bastante conteúdo para explorar, essas informações podem ser consultadas a qualquer hora do dia pela internet. Não é ótimo?

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Conclusão

E ai, o que achou das orientações e dicas que passamos? Há alguma outra estratégia diferente usada por você que deu certo? Compartilhe conosco e com os outros leitores através dos comentários!

E lembre-se: para garantir bons resultados com essas ferramentas e orientações que passamos, tenha sempre em mente que o público para colocar uma pesquisa em prática deve ser composto por pessoas que tenham a ver com o perfil do seu negócio. Uma pesquisa com um público-alvo diferente do pretendido pode trazer resultados confusos e levar a erros. Boa sorte e até o próximo artigo do EmpreendedorX!

Como aproveitar melhor o orçamento de marketing para entrar de vez no digital

Das micro e pequenas empresas até os grandes negócios, todos que de alguma forma têm relação com um consumidor final possuem algum potencial de marketing para aproveitar. Se isso ainda não está nos planos, deveria estar.

Quando se inicia um negócio, empresários e empreendedores em geral têm o mau hábito de dizer que não há dinheiro em caixa para investir em marketing. Muitas vezes isso é dito sem ao menos ter considerado a possibilidade de inclui-lo no ato de planejamento do negócio.

No entanto, é unânime dizer que, ao separar uma parcela do faturamento para investir em campanhas de marketing, as chances para se conseguir novos clientes e negócios aumentam consideravelmente. Além dos novos, também serve parar reter o público que você já conquistou, e fazer com que mais pessoas conheçam ou ouçam falar sobre o que você faz.

A sugestão é que o investimento envolva pelo menos 10% do valor total da receita da empresa. Mas isso pode variar, e a intenção desse artigo não é determinar “quanto” e sim “como” essa verba pode ser melhor aplicada, em especial para tornar o negócio mais digital.

Quando o orçamento é mais limitado, é necessário considerar algumas ações e campanhas específicas, principalmente quem atua ou deseja atuar na web. O importante é que cada centavo precisa ser direcionado para o caminho certo.

Gastar dinheiro com marketing digital pode ser mais eficiente que os métodos de divulgação tradicionais, como comerciais de TV, espaços em jornais e revistas ou exposição de outdoors pelas ruas. Isso porque os anúncios online podem ser vistos por milhões de pessoas todos os dias e horários, enquanto comerciais pagos na TV ou no rádio geralmente duram trinta segundos e tem um número limitado de exibições diárias, por exemplo.

O orçamento associado a um bom planejamento pode fazer o seu negócio se destacar diante da concorrência. Se a grana está curta e não há muito para investir, aposte na criatividade.

Escolher o que é prioridade ou por onde começar é um desafio para todos os empresários, mas tudo pode ficar bem mais simples com as orientações que preparamos.

Não devemos, porém, deixar de recomendar o auxílio de um profissional especializado em marketing para estudar e colocar em prática algumas das ações pensadas e propostas aqui. Seja pela complexidade de execução, ou até pela experiência de um profissional em lidar com todos os percalços que o caminho pode exigir.

Aqui vamos aprender, de fato, como aproveitar melhor o orçamento de marketing para entrar de vez no digital. Vamos lá?

orçamento de marketing

Tenha um bom plano na manga

O primeiro passo do planejamento é elaborar uma análise do fluxo de vendas de produtos e serviços de sua empresa.

Coloque tudo que você oferece, quais são os concorrentes diretos, os principais desafios do nicho de mercado, e quais os objetivos de marketing: o que você quer atingir?

Depois, é hora de saber quais os canais de marketing que você vai considerar dentro do seu plano e orçamento.

Uma coisa é se pensar é que o orçamento pode ser pensado de uma forma mensal ou anual, a depender da estimativa. Isso porque em alguns negócios, é necessário dedicar um investimento maior em determinadas épocas do ano – meses ou estações. Por exemplo: se você tem uma marca de roupas, é certo que em datas comemorativas terá que abrir mais o bolso para conquistar grandes objetivos. Da mesma forma, ainda nesse exemplo, as coleções verão e inverno exigem mais do comportamento humano do que as de outono e primavera.

Por isso, uma sugestão é fazer uma estimativa de gasto por mês, pensando no tipo de situação e estratégia que será executada.

Saiba quem é seu público alvo

Para uma campanha de marketing ter mais sucesso, o ideal é que ela seja pensada especificamente para um público, de forma personalizada.

Você sabe “quem” compra seu produto ou adquire os serviços oferecidos pela sua empresa? Se a resposta for algo específico (jovens em idade escolar, adultos em busca de recolocação no mercado, idosos aposentados, etc), fica mais fácil pensar e executar a estratégia de marketing. Agora, quando o público é mais amplo, as possibilidades de divulgação aumentam, mas por outro lado, não dá para controlar bem “quem” será atingido.

A segmentação de mercado funciona melhor na internet do que em qualquer outro meio off-line, como as mídias tradicionais que falamos agora há pouco. Se você anuncia no rádio, televisão, outdoor, jornais ou revistas, a possibilidade de “qualquer um” ver, ouvir ou ler aquilo é maior, mas nem sempre é interesse que a mensagem seja “desperdiçada” para qualquer um.

Na internet é mais fácil direcionar uma comunicação para um público específico, e com isso, gastar menos e obter mais resultados, como vamos explorar mais adiante.

Marketing digital versus marketing tradicional

Hoje em dia é bem mais fácil para o pequeno e médio empresário investir e marketing e publicidade, por uma facilidade maior de acesso a recursos que antes eram exclusivos de quem tinha mais dinheiro para pagar.

A dúvida entre usufruir do marketing digital ou do marketing tradicional é uma discussão que gera muitas dúvidas. Fato é que se há a possibilidade dos dois canais funcionarem juntos, o marketing será muito mais forte e bem sucedido.

Mas como dinheiro não está nascendo em árvore, em especial em épocas de recessão econômica como a que estamos vivendo, vamos focar aqui na possibilidade de aproveitamento maior que o marketing digital oferece.

Isso se mostra ainda uma tendência: algumas pesquisas indicam que, nos próximos anos, cerca de 75% do orçamento de marketing das empresas será voltado para o meio digital.

As opções de personalização que aparecem com o marketing digital são extensas, possibilitando até um controle maior sobre suas ações de divulgação. As análises feitas conforme o andamento das estratégias online permitem que o impacto de suas campanhas sejam acompanhados. Esse sistema é muito mais prático e eficaz do que outros meios off-line, além de mais barato. Isso pode ser feito através do acompanhamento do que o seu público quer e quem ele é – por exemplo, quem chega até seu site, de onde ele vem? Qual sua idade? Quais as palavras-chave usou ou procurou?

Há uma infinidade de resultados que podem ser obtidos através de uma campanha direcionada na internet, enquanto campanhas feitas por meios tradicionais são mais difíceis de serem mensuaradas.

Onde você pensa que vai?

Não é porque os valores são menores no marketing digital que não é preciso traçar metas.

Elas podem variar desde uma venda direta de produto ou contratação de um serviço, passando pela fidelização ou mesmo só chamar a atenção do público-alvo para a criação ou existência da marca/empresa.

Tenha ciência se serão feitos apenas anúncios ou se a empresa tem interesse em oferecer conteúdo aos seus clientes. Para oferecer conteúdo, ele precisa ser bem pensado e produzido. As redes sociais são bons caminhos, que permitem um canal direto para falar com o consumidor e publicar anúncios e conteúdos bem segmentados.

Além da venda e do conteúdo, é preciso pensar e se dedicar em uma estratégia de relacionamento, que o marketing está aí para somar.

O marketing digital vai muito além de ter um site ou uma página oficial da empresa no Facebook. Quem não está presente na internet, precisa estar. Quem já está, precisa trabalhar ainda mais para se tornar referência no que faz, independentemente da área de atuação.

As redes sociais são a maneira mais fácil e rápida de uma empresa se comunicar com potenciais clientes que venham a demonstrar interesse em seus produtos ou serviços. Para o trabalho fazer sentido, pense na interação correta com seguidores e leitores, que pode ser crucial para conseguir e manter a fidelização de usuários.

Conhecendo bem as ferramentas disponíveis, é preciso estar atento ainda na possibilidade constante de se fazer ajustes. Isso é perfeitamente natural no mundo da internet, e feito de uma maneira mais fácil que no marketing tradicional.

De olho na identidade visual

Se a sua empresa ou marca não possui uma identidade visual (isso é, logomarca, cores relacionadas e até um slogan), esse é o primeiro investimento certo a se fazer.

Não pense que é desperdício de dinheiro contratar um profissional para estudar e propor algumas opções. Existem muitas agências e designers autônomos que trabalham com isso há anos, e são especialistas em oferecer soluções que estejam de acordo com o ramo de negócio e com a “alma” da marca, mesmo que ela ainda esteja em construção. Isso vai desde uma pesquisa sobre as atividades, a concorrência, e como a comunicação visual pode conversar melhor com seu público.

A marca diz tudo o que você quer transmitir, incluindo sensações e sentimentos. Muita gente acaba “matando” o negócio por achar que este processo é dispensável, ou pode ser feito pelo profissional que cobrar mais barato. Não funciona assim.

A identidade visual serve para que o cliente saiba quem você é, e é capaz de transmitir a personalidade que você deu ou quer dar ao negócio. É isso que o consumidor irá lembrar antes de adquirir um produto ou serviço.

Tenha um negócio #diferentão

O mercado exige cada vez mais que empresas apostem nos diferenciais para se sobressaírem, ainda que estejam no mesmo setor. Por meio do marketing isso pode ficar cada vez mais evidente para os seus clientes e novos consumidores.

O fundamento da segmentação de mercado baseia-se na ideia de que um produto não é capaz de satisfazer necessidades e desejos de todos. Como eles costumam ser muitos, acabam por possuir hábitos de compra e gostos diferentes, além de distintas necessidades, desejos e preferências. Desse modo, não se pode tratar todos da mesma forma, assim como também não se pode tratar todos de forma diferente. O caminho está na reunião de grupos de pessoas com características, preferências e gostos semelhantes, associado ao tratamento de todos eles como se fossem iguais. Cada segmento deve ser constituído por grupos de consumidores que apresentem o mínimo de diferenças entre si e o máximo de diferenças em relação aos demais segmentos.

Por isso, concentre os esforços de marketing em determinados alvos que a empresa considera adequados para serem explorados comercialmente. Isso pode ser feito por partes: primeiro se foca em um, depois em outro, e assim por diante.

O negócio ou produto diferenciado, que pode te manter à frente da concorrência, pode ter uma única característica que o faça ser especial. Pode ser no atendimento personalizado, no preço, nas condições de pagamento, ou mesmo na concepção do produto ou serviço em si, que agrega algo que ainda não foi visto por aí.

A “busca por fazer diferente” requer originalidade, rompendo com paradigmas e ousando, o que às vezes pode trazer um ônus, já que é mais fácil e confortável fazer tudo como sempre foi feito.

A partir da segmentação é possível ampliar o processo de tornar um produto ou serviço inovador, enquanto fator condicional para criar, manter e prosperar em mercados cada dia mais exigentes.

A criatividade é a chave

Do ponto de vista organizacional, “criatividade” é a capacidade de construir alternativas mercadológicas para gerir melhor um negócio e/ou resolver problemas de gestão anteriormente construídos.

O “ser criativo” está fortemente vinculado à capacidade de compreender o mercado e propor soluções que mantenham e valorizem uma marca, que a façam capitalizar e obter lucro. Capacidade essa capaz de determinar o reconhecimento e o desejo por um novo produto lançado, o impacto e visibilidade de uma campanha, o crescimento das vendas e da base de clientes, e por aí vai. Um leque infinito de opções.

As referências e os casos de sucesso são importantes para se inspirar, mas eles não podem ser amarras para o pensamento novo, arejado, pois é esse que traz inovação e diferenciação para as marcas. E isso deve ocorrer em todos os esforços mercadológicos da empresa para definir um novo modelo de negócio ou mesmo um novo canal de vendas.

O processo de criação precisa de uma mente aberta, com forte uso da imaginação e sensibilidade. Ela não precisa estar necessariamente na concepção de um novo produto ou serviço, mas pode estar presente em um processo de melhoria e aperfeiçoamento.

É importante destacar ainda que as novas tendências de mercado, preocupadas com a responsabilidade social e ambiental, enfatizam o papel estratégico da criatividade enquanto capacidade de alinhar os interesses econômicos das empresas com o desenvolvimento socioambiental. Pense nisso.

Investindo no marketing de conteúdo

O universo do marketing de conteúdo é muito amplo, e passa por estratégias que ajudam a manter uma relação empresa-cliente desde o momento de apresentação até o pós venda.

O processo serve para manter o consumidor informado sobre características do produto/serviço, promover ações da empresa, lançamentos, promoções, receber feedbacks e uma infinidade de opções. É uma maneira de engajar seu público-alvo e fazer crescer sua rede de clientes e potenciais clientes. Mas tudo isso deve ser feito de uma forma que seja relevante para o consumidor, afinal, ele não irá embarcar em qualquer onda. É preciso que aquilo que se divulga seja interessante e realmente útil para o público alvo.

As divulgações não precisam ser necessariamente feitas nos meios comuns na web esfera, através de textos publicados no Facebook ou Twitter. Elas podem ser feitas através de vídeos dinâmicos e criativos no Youtube ou Snapchat, meios onde os jovens estão mais concentrados na internet. Sem bem feito, isso pode favorecer o posicionamento de sua marca até nos mecanismos de busca.

Campanhas de e-mail marketing

Trabalhar com o e-mail marketing é uma das ações-chave em qualquer estratégia de marketing de baixo custo. Ao fornecer o e-mail pessoal para a empresa em um ato de cadastro, por exemplo, o usuário fica mais próximo de virar um cliente ou de adquirir um novo produto ou serviço.

Aproveite essa confiança para oferecer um conteúdo relevante e se fazer presente na vida do usuário. Se isso vier acompanhado de algo vantajoso (como um cupom de desconto), as chances de ter o e-mail aberto, lido e engajado são ainda maiores.

Só é preciso tomar cuidado para que ele não caia no Spam, e para isso, preparamos um artigo específico que mostra o que fazer para ter um e-mail marketing bem sucedido – desde o processo de criação até o envio – quando e como fazer. São estratégias que não custam muito caro e, se bem usadas, trazem um bom retorno.

Novas formas de se relacionar com os clientes

Já ouviu falar naqueles programas de fidelização de clientes com base nas indicações? Algo como “indique um amigo e obtenha 10 por cento de desconto”.

Essa é uma forma de aproveitar o relacionamento entre pessoas para criar verdadeiros “defensores da marca”. Isso prevê formas de estimular clientes atuais satisfeitos a indicarem sua empresa, normalmente em troca de algum tipo de benefício.

Hoje isso é feito principalmente através de celebridades e influenciadores digitais, tema de um outro artigo que fizemos. Vale a pena dar uma olhada.

Anunciar nos buscadores e SEO

Outra possibilidade de investir o orçamento destinado ao marketing para ganhar visibilidade na internet é de anunciar nos buscadores, como o Google Adwords. Funciona assim: o cliente escolhe quais serão as palavras-chave e os anúncios aparecem conforme o valor é atribuído.

A vantagem é que mesmo com orçamento baixo é possível chegar até o público-alvo.

As estratégias que envolvem recursos digitais são interessantes pela possibilidade de visualizar e avaliar os resultados, mesmo antes de uma campanha terminar. Dá para avaliar, portanto, os aspectos mais relevantes e o que pode ser melhorado de forma mais eficiente, de acordo com os dados de acesso. Dessa maneira, você pode testar todas as opções disponíveis, e quando a ação de marketing realizada se transformar em leads, oportunidades ou vendas, você saberá exatamente qual caminho deve seguir.

Outro método de publicidade, como links patrocinados, permite alcançar grandes audiências com pouca despesa. Usando SEO, é possível melhorar a posição do seu site ou blog nos resultados de busca do Google, o que traz mais visibilidade. E outra: atrair novos visitantes é criar condições de fazer conversões, isto é, conseguir que se transformem em clientes.

Invista também em campanhas que envolvam dispositivos móveis. Afinal, grande parte dos usuários de internet está se conectando através de smartphones e essa mídia não pode ser ignorada: você pode utilizar aplicativos ou criar novos, mantendo seu site ou blog compatível para as telas de celulares.

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Separando o orçamento para o próximo ano

Durante o passar dos meses do ano, preste atenção para cada canal de marketing utilizado e mensure os resultados.

Se você criou uma campanha que custou R$ 10.000,00 mas apenas teve de retorno R$ 3.000,00 em novos negócios, você certamente deverá reduzir seu orçamento para o próximo ano.

Mas se por outro lado o investimento lhe trouxe mais exposição de marca e conhecimento de seus produtos do que vendas efetivamente no primeiro ano, você deverá de alguma forma avaliar se valerá a pena insistir nas mesmas estratégias no próximo ano. A ferramenta que lhe traz maior retorno sobre o investimento feito deve ser replicada e aumentada de maneira proporcional.

Não tenha medo de mudar tanto o seu plano de marketing quanto o seu orçamento a cada ano, ou até mesmo em períodos mais curtos como dissemos no começo.

Não se esqueça porém da importância do planejamento estratégico, pois essa é uma parte fundamental no processo de traçar estratégias assertivas para o seu negócio. Através dele é possível realizar uma análise detalhada do mercado, o diagnóstico da marca, estudo da concorrência, definição do público-alvo, entre outras etapas. Esse trabalho é realizado por meio da criação da estratégia de comunicação para a geração de tráfego, leads e vendas, que consiste em estabelecer e conceituar a experiência que será vivida pelos seus clientes em cada canal digital escolhido.

E ai?

Visualizou novas formas de destinar os recursos de marketing para seu negócio? De fato, os meios digitais têm se mostrado a melhor alternativa para ter resultados sem gastar uma fortuna. Se você concorda ou discorda em algum dos pontos que relatamos, esteja à vontade para compartilhar suas experiências através dos comentários!

Através da sua participação, você pode ajudar outros empreendedores a descobrirem como aproveitar melhor o orçamento de marketing para entrar de vez no digital. Além disso, nós do EmpreendedorX, conseguimos elaborar conteúdos cada vez mais relevantes e úteis com a sua opinião e sugestão de temas. Participe!

Como atrair atenção da grande mídia para sua marca ou negócio

Os grandes veículos de comunicação impressos, digitais, radiofônicos e televisivos se interessam muito por boas histórias. Seja para o rádio, TV, jornal impresso ou revistas. É isso que move o interesse público, logo, o que atrai anunciantes e faz a engrenagem girar.

Se você tem um negócio de qualquer dimensão, entenda que de alguma forma ou em algum momento você pode encaixa-lo em uma pauta que esteja sendo desenvolvida por algum veículo de comunicação.

É um trabalho que exige paciência e prática de boas maneiras que vamos mostrar pra vocês.

Press conference

Entenda primeiro…

Existem dois tipos de publicidade em meios de comunicação: a paga e a não paga.

É preciso entender a diferença, para não começar errando.

Publicidade paga é aquela que você investe um valor x (determinado pelo veículo de acordo com o tamanho ou duração do material), e tem a garantia de veiculação. Pode ser uma propaganda no intervalo comercial da TV, ou uma seção do jornal específica para a inserção do seu material publicitário.

Já a publicidade não paga – ou indireta – é aquela que você obviamente não paga por ela, e pode correr o risco de não ter a sua marca citada, mas mostrada de uma forma diferente.

 

Promoção sem custo

Os meios de comunicação entendem que divulgar o nome do seu produto ou da sua marca sem receber algo em troca não é conveniente.

Existem exceções, como matérias especiais de cadernos e portais específicos, que prestam serviço ao consumidor. Alguns exemplos: caderno especializado em automóveis no jornal de domingo. Nele há a menção de marcas de carro, preços, vantagens e uma análise completa do mercado. Outro exemplo é um portal de tecnologia na internet, que avalia o desempenho de aparelhos celulares, podendo designar um especialista para comparar as questões técnicas de várias marcas, e citá-las.

Agora, quando falamos do mercado televisivo, o mais comum é tratar a empresa ou marca de forma mais genérica, sem mostrar logomarcas. Porém, há alguns detalhes que podem “entregar” qual é a empresa que eles estão falando.

Um exemplo: em 2013, o Jornal Nacional (TV Globo) noticiou uma ideia simples e útil que um motorista de uma empresa de ônibus desenvolveu. Na reportagem não há menção à empresa, mas pelas cores do ônibus e pelo local onde a matéria foi feita (Espírito Santo), todo telespectador de lá saberá que se trata da Viação Águia Branca.

A mesma coisa acontece quando um profissional da sua empresa (ou o dono) é convidado para participar de uma reportagem. O nome da empresa não é falado, mas pela imagem da pessoa entrevistada, ou por elementos que o repórter irá contar (e ilustrado através de imagens), acaba se tornando uma propaganda indireta.

 

Não comece errando

Entendido isso, compreenda também que você nunca deve começar um relacionamento com a imprensa achando que ela deve fazer o que você quer.

Se você está pagando pelo espaço, tudo bem. Mas se não, entenda que as regras quem faz é o veículo, e você tem o direito ou não de aceita-las.

Vamos começar então contando o que chama a atenção da grande mídia.

 

O argumento é a cereja do bolo

Quando o objetivo é conseguir que algum veículo de comunicação importante escreva ou filme algo que você vende ou fornece, o seu esforço só conta em 10%.

Os outros 90% vêm do interesse da mídia para a história que você tem a contar.

Não importa se você acha que seu produto ou serviço é incrível. A grande mídia está à procura de um acontecimento ou de uma notícia que possa contar uma história atraente.

Então comece pensando como aquilo pode ser encaixado em algo maior, de uma forma que cause interesse para o jornalista que irá “comprar sua ideia” e para o público que irá ler, ouvir ou assistir.

 

Separando histórias de personagens

Existe uma diferença entre uma boa história e um bom contador de história.

A história que você vai usar como recheio para sua marca pode ser algo inédito e curioso, como pode ser algo banal e rotineiro.

Como?

Explicando melhor, são duas situações.

Na imprensa em geral, existe uma fome pela curiosidade. Então, se você tem um produto ou oferece um serviço que seja inédito, ou investe em um nicho de mercado ainda em crescimento na sua região, a imprensa local pode se interessar pelo assunto.

Um exemplo claro hoje em dia são lojas e marcas especializadas em produtos sem glúten. É um assunto relativamente novo, e que a imprensa em geral costuma abordar uma ou várias vezes ao ano.

Agora, existem outros assuntos que sempre vão circular na imprensa de um modo geral. São assuntos relacionados a momentos que vem e vão, como as estações do ano e as datas comemorativas.

Se a sua marca de roupas faz coleções de verão e inverno, tenha em mente que há pelo menos 2 oportunidades no ano de divulgação. Fora isso, há as promoções de Dia das Mães, Dia das Crianças, e por aí vai… São infinitas possibilidades de abocanhar uma publicidade indireta.

 

Trabalhando com press release

O press release é um documento que o assessor de imprensa – profissional contratado por empresas – elabora para desenvolver em algumas linhas um determinado assunto, iniciando assim o “start” para uma comunicação com a imprensa.

Todos os meios de comunicação recebem diariamente uma infinita quantidade de releases sobre os mais diversos assuntos, através de listas de e-mails que são organizadas ao longo dos anos.

Por isso, entenda que mais importante que contratar um assessor de imprensa ou elaborar um release por conta própria, é saber que esse e-mail pode nem ser lido.

No texto, utilize sempre uma linguagem clara, objetiva, e se necessário, use metáforas, exemplos e demais ferramentas para ser didático. Quanto mais didático, melhor.

 

Invista numa comunicação por telefone ou face a face

Jornalistas são seres comunicativos, que adoram e tem facilidade em se relacionar.

Por isso, antes de sugerir uma pauta, ligue ou procure conhecer os jornalistas que trabalham na redação do veículo em que você quer aparecer.

O contato pode ser de forma superficial mesmo, mas será suficiente para que sua ideia tenha destaque perto de tantas que chegam até ele.

As redações recebem sugestões através de ligações e e-mails todos os dias, em um número difícil de ser calculado. Se destacar nesse mar é uma tarefa que deve ser trabalhada aos poucos, e com cuidado.

 

Relações entre fonte e mídia

A partir do momento que você inicia um relacionamento com um jornalista, você se torna o que é chamado de fonte.

Todo jornalista tem em mãos o contato com uma série de profissionais no mercado (e cidadãos comuns também!) nos quais em algum momento ele pode contar.

Queira sempre que um profissional da sua empresa – jornalista ou não – seja a forma de contato entre a marca e a mídia.

Definido quem é essa pessoa, precisamos entender que a relação entre fonte e veículo de comunicação deve ser algo saudável e profissional.

Qualquer variação disso – para mais ou para menos – pode trazer prejuízos. Não tente virar amigo do jornalista, muito menos inimigo.

E não o subestime. A relação com a impressa é construída com tempo e envolve muitas trocas e respeito mútuo.

 

Ofereça disponibilidade

Tendo essas noções em mente, despertar o interesse de alguém com um e-mail intrigante deve vir acompanhado de uma total disponibilidade.

Vou explicar melhor.

O jornalista do outro lado precisa entender que você está apto e disposto a ajuda-lo na confecção de uma pauta ou reportagem.

Por isso, tenha em mãos o máximo de detalhes sobre aquele assunto que você deseja vender.

O “vender” aqui é apenas um termo técnico usado no jornalismo. Uma pauta que é vendida não quer dizer que tenha dinheiro envolvido.

Esteja preparado para atender o jornalista da melhor maneira possível.

 

Não crie expectativas

Tenha em mente que nem sempre se consegue sair em qualquer veículo. Um dos principais motivos é justamente a sua história. Ela pode não ser interessante para o veículo naquele momento, ou o assunto proposto pode estar desgastado.

Quando receber uma negativa, converse com o jornalista e tente entender o porquê. Não discuta ou tente argumentar muito. Aceite e tente aprender algo com a explicação, que possa ser usado em um futuro contato.

Saiba que emplacar uma reportagem de primeira é difícil. Então, não vá com muita sede ao pote ou faça promessas a alguém de que irá conseguir o feito.

Infelizmente isso não dá pra controlar.

O veículo pode simplesmente não realizar a pauta por um motivo externo, como por exemplo, assuntos mais importantes para serem tratados naquele momento.

Por isso é importante ter paciência.

 

Alvos fáceis

Há uma fonte infinita de jornalistas e blogueiros considerados “alvos fáceis” no jornalismo. São veículos com linha editorial mais flexível, que vez ou outra precisa de pauta para preencher páginas ou minutos.

Uma boa estratégia para começar é entrar em contato com profissionais no mercado que tem o costume de se relacionar com jornalistas. Eles podem te dar uma lista de pessoas para você iniciar um contato também.

 

Um pouco de sorte e tato

Tenha em mente também que a sorte conta (e muito!) para um assunto ser comprado pela mídia de forma espontânea. Vai depender de um fator que está fora do seu alcance: o ritmo de produção do veículo.

Em uma semana onde há muitos assuntos em repercussão, dificilmente uma pauta mais leve será desenvolvida.

Em redações onde o número de equipes é menor, acontece muito. Do mesmo modo em que há épocas em que essas equipes procuram assuntos para preencher lacunas, elas podem estar totalmente focadas em uma única cobertura. E aí não vai ter espaço para você.

Por isso, conte com a sorte e com um pouco de percepção de que tipo de cobertura o veículo está envolvido naquele momento.

Se há um avião caiu naquele dia, nem tente fazer com que compre sua ideia.

 

Procurando contato

A internet é um ótimo meio para descobrir o contato (e até o histórico) de um jornalista. As matérias impressas em jornais ou revistas costumam vir assinadas com o nome do repórter, e as de TV, creditadas no momento em que ele aparece.

Em televisão o contato geralmente é feito com os produtores de reportagem, profissionais que ficam fixados na redação, e que entram em contato com os repórteres na rua por telefone.

Sendo assim, é melhor que a relação se dê com o produtor do que com o repórter, pois é o produtor quem trabalha as sugestões de matérias e organiza as pautas.

Portanto, seja criativo para encontrar formas de contato com produtores, blogueiros e repórteres. Você pode encontrar seus e-mails em seus blogs pessoais e até tentar falar com eles via Facebook ou Linkedin.

Outra alternativa é ligar para a redação e pegar esses meios de contato também.

 

Não pare depois do primeiro e-mail

Seja persistente! Algumas pessoas só se interessaram pelo que você tem a dizer depois de ver o e-mail pela segunda ou terceira vez na caixa de entrada, ou depois de um contato via telefone ou presencial.

A melhor forma é mesmo por telefone, explicando a sugestão de maneira sucinta, e pedir um e-mail para o envio de mais detalhes. Depois é só esperar o retorno.

Se você já tiver um relacionamento com o jornalista, ligue sempre antes de mandar uma nova sugestão. Só o fato de alertá-lo que chegará uma sugestão, já o fará ver com outros olhos.

 

Nunca ofereça dinheiro

Lá no começo, explicamos a diferença entre publicidade paga e não paga justamente para chegar nesse momento. Na redação, é comum ouvir propostas para incluir uma empresa ou marca numa determinada pauta.

Isso não existe. O jornalista pode se sentir ofendido.

Nunca tente oferecer dinheiro, presentes, recompensas ou benefícios para conseguir emplacar uma pauta, ou incluir um funcionário como fonte de reportagem.

Isso pode acabar de vez com a relação entre vocês.

 

Mas pode… agradar

Diferente de oferecer algo como recompensa, o que pode ajudar a iniciar ou manter um relacionamento com a imprensa é agradar os jornalistas de uma forma simpática.

Isso pode acontecer com o envio aleatório de brindes (principalmente no final do ano), ou a oferta de um produto ou serviço da sua empresa para 1 ou mais funcionários.

É uma gentileza comum no mercado, e que não soa mal.

Mas isso deve ocorrer independentemente de estar negociando ou não alguma pauta. É como agradar um amigo que você não vê sempre, mas não quer que ele te esqueça.

 

100 é melhor que 10

Quanto mais veículos e jornalistas você entrar e manter contato, maior a probabilidade de emplacar sua marca na mídia.

Mas lembre-se que isso deve ser feito de maneira personalizada (nada de mandar um mesmo e-mail para 100 contatos diferentes), tratando cada caso de forma separada.

Cada veículo tem suas especialidades, caminhos e empecilhos.

Filtre sempre aqueles veículos que tem mais a ver com seu nicho de negócio.

 

Não queira garantir que a matéria vá sair do seu jeito

Os jornalistas podem mudar completamente a sua sugestão. Isso é absolutamente comum no meio.

Para deixar um assunto mais interessante, ou com ares de inédito, produtores e repórteres podem usar menos de 10% da sua ideia, e adaptá-las a um outro contexto.

Ao receber essa devolutiva, avalie se ainda assim a sua empresa pode ser encaixada.

Pense nos prós e contras.

Nem sempre os jornalistas são totalmente sinceros quanto à verdadeira pauta, então tente observar outros caminhos tortos que o repórter poderá abordar.

Estabeleça limites e coordene bem o porta voz da empresa.

 

Prepare-se para uma entrevista

A depender do assunto, você deverá designar um profissional de uma área ou segmento específico para conversar com o repórter.

Isso porque há assuntos mais técnicos que, dependendo da pauta, um profissional é mais adequado a falar que outro.

Por isso conheça bem os diferentes perfis existentes dentro da empresa.

Para uma matéria escrita (blog, jornal ou revista), é mais fácil, pois a conversa pode feita ser por telefone, e o repórter fará uma interpretação daquilo que foi dito.

Mas se a entrevista for para rádio ou TV, separe alguém com facilidade de se expressar, com profundo conhecimento do assunto, e previamente orientado para responder os questionamentos.

Essa orientação deve ser no sentido de “o que falar”, e também “o que não deve ser falado”.

reuniao-cliente

Respeite o deadline do repórter

Seja para dar uma entrevista ou apresentar uma resposta, você deve estar atento ao horário determinado pelo veículo.

Todas as redações tem horários específicos para apresentar seus conteúdos à população. Na TV é o horário que antecede a exibição do telejornal, e na revista ou jornal, é o fechamento antes da impressão. Em blogs e portais de notícias, é o tempo antes da publicação online.

Se o jornalista estipulou um retorno para até tal dia e horário, cumpra.

 

Respeite também o horário da entrevista

Da mesma forma é o cumprimento de um horário para entrevista presencial. Equipes de TV tem tempo apertado, pois as reportagens (com exceção das especiais) geralmente vão ao ar no mesmo dia em que são executadas. A produção dela costuma ser de 1 dia de antecedência.

A equipe pode atrasar por vários motivos (trânsito, demora entre uma marcação ou outra), mas você deve prezar pela pontualidade. Se a marcação for dentro da empresa, esteja disponível no horário que o veículo marcar e deixe tudo pronto, conforme combinado com o produtor.

 

Fale sempre a verdade

Não tente esconder quaisquer informações ou mentir.

Se há algum assunto ou linha que você prefere não tocar no assunto, simplesmente explique que não é do interesse da empresa abordar determinado tema.

Mas o ideal mesmo é que você (ou o profissional designado) tenha propriedade para falar sobre qualquer assunto.

Para os casos mais complicados, que envolvem a justiça, isso pode ficar a cargo do advogado.

Explico isso pois uma pauta positiva pode ser transformada em negativa por vários fatores alheios ao que você quer.

A opção por não dar entrevista para rádio ou TV pode ser substituída (e deve!) por um retorno até o dead line do veículo.

 

Numa crise, não se esconda

Se a sua empresa, serviço ou produto é citado em uma reportagem negativa, esteja preparado para dar uma resposta.

A “não resposta” é a pior saída.

Como dissemos, um advogado ou técnico no assunto pode lhe dar o apoio jurídico necessário para embasar uma boa resposta.

 

Nunca fale mal de outro jornalista

Esse é um péssimo hábito que pode prejudicar a sua imagem.

Se você teve uma experiência ruim com outro veículo ou jornalista, não passe adiante. O meio de comunicação é pequeno, e a rotatividade é grande.

Um jornalista pode conhecer ou até ser amigo do outro, e isso pode pegar mal para você.

 

Avaliação prévia não existe!

Nunca peça para ler, assistir ou ouvir a matéria antes de ir ao ar.

Isso não existe no jornalismo. A partir do momento que a sua empresa fala, a informação está na mão do jornalista e ele vai usar de acordo com a reportagem e ética do veículo.

O máximo que você pode fazer é, após a gravação para TV, pedir para ver um trecho da gravação na câmera, sem edição, para saber se ficou bom ou não.

Se não fica bom, geralmente o próprio repórter tem o cuidado de pedir para gravar novamente. Se ele diz que está bom, não se preocupe. Em TV, os 4 minutos que você dá de entrevista são editados para poucos segundos irem ao ar.

O jornalista usa somente aquilo que vai complementar a reportagem.

Ajude-os com a divulgação

Lembre-se: o trabalho do jornalista é atrair leitores ou espectadores para seus textos escritos ou falados. Então se eles chegarem a escrever sobre você, ajude na divulgação da notícia.

Se a sua empresa forneceu uma entrevista que sairá no jornal das 19 horas, informe antes nas redes sociais para que seus seguidores possam assistir. Mas só faça isso se tiver garantia de exibição (o que nem sempre é dado).

O mesmo caso para uma publicação online ou impressa. Compartilhe o link ou tire uma foto e ajude a divulgar.

Se o jornalista ou produtor ver que você também contribui para a audiência, terá mais motivos para estreitar ainda mais o relacionamento.

Uma reportagem positiva para sua empresa também vira um case de sucesso. Use as redes sociais para espalhar e compartilhar a matéria após a publicação/veiculação.

 

Não esqueça de agradecer

Independentemente de ter conseguido emplacar ou não uma pauta, sempre agradeça àquele que foi sua ponte no veículo de comunicação.

Isso é importante para que ele entenda seu trabalho sendo valorizado pela sua empresa.

 

Mas se preferir, invista em um assessor de imprensa

Uma boa assessoria de imprensa são especialistas em deixar os editores interessados no seu produto. Existem no mercado agências de comunicação para fazer isso, de forma a poupar tempo e – muitas vezes – dinheiro. Pesquise algumas agências antes de decidir fazer tudo sozinho: pode não sair tão caro.

O papel da assessoria é transformar uma história comum numa pauta interessante, saber para quais veículos oferecê-la e manter o bom relacionamento da empresa com a mídia.

Muitas vezes eles já tem esse relacionamento pronto, e com credibilidade.

Esses profissionais não vão escrever um release do jeito que você quer. Eles sabem exatamente como transformar palavras em verdadeiras joias.

Se quiser compartilhar experiência e/ou outras ações implantadas pela sua empresa, utilize os nossos comentários!

Demanda, clientes, necessidades e desejos: o que é tudo isso?

A empresa, ao iniciar suas atividades, tem na sua finalidade um fator determinante da sua direção no mercado. Como o cliente é o elemento principal que justifica a perpetuação da empresa, é nele que qualquer empresário, empreendedores e ou funcionários devem se concentrar. Em todo os casos, por ser quem possibilita a sua sobrevivência, é lógica a afirmação de Peter Drucker quando disse em seu livro Management: Tasks, Responsibilities, Practices (Administração: tarefas, responsabilidades e práticas): “a finalidade de uma empresa encontra-se fora, ela consiste em criar um cliente”. Para obter êxito, portanto, toda a ação deve ser pensada considerando o cliente como um ser de necessidades e desejos. Aqui vamos explicar melhor sobre esses conceitos.

 

Conceito de cliente

Clientes e diversidade

Clientes e diversidade

O Dicionário de Negócios de Francisco Lacombe diz que cliente é (1) aquele que usa bens e serviços proporcionados por uma empresa para satisfazer suas necessidades, mas também é (2) aquele que decide sobre a compra dos bens e serviços vendidos por uma empresa, ou (3) aquele que paga os bens e serviços que são comprados da empresa.

Existem dois tipos de clientes, o mais comum é o cliente externo: pessoa jurídica ou física fora da Organização. Os clientes internos, são “pessoas ou unidades operacionais da organização”, explica Lacombe, “que usam serviços ou bens gerados por outro órgão ou outra pessoa da própria organização”. Outra definição, por fim, é que cliente são pessoas físicas ou jurídicas que trocam valor com outras pessoas, tanto físicas ou jurídicas.

Antes de tudo se faz necessário ressaltar que, o cliente, é um ser humano e, portanto, um ser social. Contudo, apesar de humano, existe junto a ele uma outra forma de cliente que, assim como de natureza social, é constituída também da humana: a organização. E assim como o ser humano precisa atender suas necessidades, as organizações também precisam, ainda que em nível mais complexo.

 

As necessidades e desejos

Necessidades, já dizia Kotler, são requisitos humanos básicos como ar, comida, água, vestimenta, abrigo, locomoção, higiene, segurança, amizade, família, auto estima etc. Kotler ainda diz que “necessidades se torna um desejo quando eles são direcionados para um objeto específico que talvez possa satisfazer a necessidade”. Se um brasileiro necessita beber água (necessidade de hidratação), ele tem, todavia, ao invés do desejo de beber água mineral natural sem gás, beber a do tipo alcalina. Se uma empresa no ramo de redes sociais necessite proteger seus dados (necessidade de segurança) com o intuito de para preservar a privacidade das informações do seu cliente, ela deseja então por um sistema de encriptação de dados que satisfaça essa necessidade.

A necessidade preexiste, o desejo não. A lição ensinada por Kotler é que não se cria a necessidade, o que pode ser feito é através de fatores sociais, influenciar o desejo. Influenciar, porque a decisão final é sempre do cliente e ele é quem, afinal, decide pela compra. Diferente do que se imagina, não se faz uma pessoa comprar algo que ela não queira, o que se faz é influenciar o desejo por comprar algo que satisfaça uma necessidade, esta que preexiste.

Hierarquia das Necessidades de Maslow

As necessidades são classificadas em diversos níveis. Para Abraham Maslow, por exemplo, as necessidades humanas são divididas numa hierarquia de cinco partes:

Fisiológicas: a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo são manifestações de necessidades básicas ou fisiológicas

De segurança: sentir-se seguro dentro de casa, ao caminhar na rua, no trabalho (emprego estável) são exemplos. Por que você acredita que existe plano de saúde? Existe uma razão de segurança.

De relacionamento (sociais): necessidade de pertencer a um grupo, de amar uma pessoa, de afeito, afeição, de diálogo, amizade etc.

De estima: sobre esta necessidade Maslow uma vez escreveu que “todas as pessoas em nossa sociedade (exceto algumas com patologias mentais) tem necessidade ou desejo por uma estável, firme, uma [comumente] alta avaliação de si mesmo, de auto respeito e pela estima de outras pessoas”. São necessidades de conquistar, de confiança em encarar o mundo, de adequação, de liberdade, reputação, prestígio etc.

De auto realização: Maslow explica a manifestação dessas necessidades variam de pessoa para pessoa, em algumas, diz ele, pode ser o desejo de ser uma mãe ideal em outras o de ser atleta, outros de pintor e assim por diante.

É possível de enxergar uma outra forma de abordar as necessidades, como por exemplo, as divisões de McClelland, onde ele e sua equipe as distribuiram em três:

(1)   Necessidade de realização: a busca pelo sucesso, excelência, da luta pelo sucesso. Os cursos universitários são muitas vezes procurados por alunos por causa desta necessidade.

(2)  Necessidade de poder: Robbins descreveu como “a necessidade de fazer outras pessoas se comportarem de uma maneira que não o fariam naturalmente”.

(3)  Necessidade de associação: referente a necessidade de relacionar-se com amigos ou comunidade. Uma Organização, por exemplo, representada pelo seus Administradores, se relacionam com os stakeholders. É uma necessidade se relacionar com eles e não um mero procedimento desejoso.

 

Demanda

Assim como necessidades e desejo são importantes na compreensão do cliente alvo, entender quantos deles desejam e estão dispostos a pagar é vital para saber se o empreendimento é viável no seu desempenho econômico. A isso chama-se de demanda. Demandas são “desejos por um produto específico apoiada na capacidade de pagar [pelo produto]” explica Kotler em seu livro Marketing Management (Administração de Marketing). Em outras palavras, a demanda é a reunião de total de todos aqueles que além de desejarem possuem a condição de arcar com os custos por um determinado serviço ou produto.

Uma suíte no Grand Resort Lagonissi

Uma suíte no Grand Resort Lagonissi

A suíte Royal Villa no Grand Resort Lagonissi na Grécia, por exemplo, apesar ser desejada por muitos, a demanda por ele só abarca aqueles que desejam e têm condição suficiente para pagar por tal serviço. O empreendedor deve compreender que ele deve medir não só quantas pessoas desejam aquele produto, mas também quem está disposto e capaz de pagar por ele.

 

Considerações finais

Quando um cliente demanda por algo, ele está desejando por algo que atenda suas necessidades. Aquela empresa ao atender uma demanda, satisfaz o desejo dos clientes ao dar um produto capaz de preencher as suas necessidades em plenitude. Suprir a demanda é suprir desejos através das necessidades preexistentes.

Por fim, a pergunta “as necessidades do cliente estão bem atendidas?” deve sempre ser lembrada. O êxito na entrega do serviço ou produto é ainda melhor revelado quando o cliente comunica a um amigo seu do quanto o produto ou serviço foi capaz de atende-lo, aumentando assim a sua demanda.

Marketing Empresarial: 5 dicas de como promover sua empresa

Algumas pequenas empresas podem ser vistas como grandes organizações através do uso do Marketing digital, tendo em vista que esta é uma ferramenta muito utilizada para alavancar os negócios e criar novas expectativas com relação aos clientes. A capacidade de adaptação é maior quando inseridas nas redes e mídias sociais, essa diferenciação no mercado faz com que empresas se destaquem no meio empresarial e passam a servir de exemplo nas ações de marketing empresarial.

Cinco dicas sobre como melhor utilizar o marketing empresarial na era digital:

1 – O Blog: Criar conteúdo novo e de qualidade atrai muitas pessoas, mesmo que você não tenha um público fixo, pois a busca do Google facilita os processos. Através do blog, você pode ser descoberto pelos clientes e as informações que você posta se tornam material de grande alcance, ampliando constantemente a cartela de clientes. Pesquise o nicho de mercado, verifique o tipo de informação que estão buscando no Google sobre o assunto. Depois, utilize ferramentas como: Suggest, Adwors, Zeitgeist ou Google Trends, que são peças chave para ligar seu público ao seu produto ou serviço. Crie posts interessantes e que contenham um diferencial para quem busca pela primeira vez. Destaque produtos, crie promoções, invente nomes, revolucione e terá sempre um aumento de pessoas e visitas em seu blog.

2- Email Marketing: São ferramentas que ajudam o cliente a se interessar diariamente pelo seu produto. O email marketing funciona, estabelecendo uma frequência que você pode usar e se beneficiar do mesmo.  Envie emails mas forneça tempo para reenviar essas informações. Procure não entrar nas listas negras de SPAM/ANTI-SPAM dos servidores dos emails. Busque horários alternativos para não fazer parte da enxurrada de emails marketing que chegam de uma só vez. Sempre ofereça a opção para a pessoa sair da sua lista de email e, caso ela queira sair, certifique-se de que o email dela realmente não esteja mais na lista.

Informações relevantes que devem constar no seu email-marketing: preço competitivo, facilidade de pagamento, promoção, imagens e layout bem desenvolvido, brindes e serviço diferenciado. Assim você se destaca dos concorrentes.

3- Redes sociais: Hoje toda empresa possui pelo menos uma página no Facebook e Twitter. Pense na finalidade de cadastrar sua empresa no Facebook, se você irá atender as necessidades que pedem a mídia social, avalie se isso irá gerar lucros e crie com atualizações constantes na sua página na internet. Não entre pelo modismo, mas para a prática profissional do mesmo. Procure executar as funções que se pedem nessas redes, dados, informações, fotos e respostas aos clientes. Aqui no EmpreendedorX já demos várias dicas sobre mídias sociais, confira aqui.

4- Help Desk: (“balcão de ajuda”). Muito explorada nos Estados Unidos, o Help Desk é uma ferramenta onde seu cliente terá acesso a toda informação de compra em seu site, formas de pagamento, entrega e devoluções. É um self-service dos seus negócios ao cliente, pois possuem perguntas e respostas sendo configurado de forma rápida, servindo de autoatendimento. No Brasil, Netimovies e Rint usam muito esse recurso pelos mecanismos de busca.

5 – Google Adwords: Links patrocinados são anúncios que vem direto do Google, assim que você realiza uma pesquisa e os resultados são relacionados ao tema dessa busca. Você pode definir seu público alvo selecionando palavras chaves que podem ser usadas pelo Google Adwords, também uma forma de anúncio.

Marketing Empresarial

Marketing Empresarial

Se utilize do meio virtual a fim de promover sua empresa. Com boa imagem, layout e organização você atrai mais clientes e novos consumidores.

Esteja atento! Ofereça qualidade nos posts do Facebook, caixa de informações adicionais, entrada para mensagens pessoais para esclarecimento de dúvidas. se for Twitter procure atualizar com dados empresariais que atraiam novos clientes e divulgue em blogs que estejam ligados ao seu ramo de trabalho.

Independente da ferramenta utilizada, o importante é que o empreendedor conheça sua clientela, essa é uma regra importante. Se utilize de nome, telefone, contatos e registros que identifiquem seu cliente e através de seu perfil você possa aprimorar seu produto de venda. Ofereça brindes ou promova sorteios para conhecer seu público alvo, analise quem participa das promoções e estabeleça um canal de comunicação oferecendo o que eles buscam.

Estabeleça vínculos, seja no mundo online ou offline, procure clientes que falem bem de seu produto, que insira sugestões e opine. Agradeça a visita de cada cliente a seu site ou página no Facebook criando laços que permitam uma avaliação de seu serviço.

Quando o cliente é reconhecido ele nota que sua presença fez a diferença e isto o fará voltar algumas vezes mais. Tenha um registro dessas visitas, controle os pedidos e avalie seus produtos de acordo com as respostas recebidas dos clientes. Ofereça brindes e gratificações que estimulem novos clientes.

Faça com que o cliente enxergue o valor da sua marca, e não seu preço

Conquistar cliente pelo preço nem sempre é o principal, pois este sempre irá buscar preço e não qualidade, o que pode ser um agregador do produto ou serviço. Ao invés de oferecer pequenos preços ofereça ajustes e, se necessário, alguns mimos.  Estabeleça um relacionamento fiel com o cliente, pois este se sentirá estimulado a recomendá-lo a outros possíveis clientes. O marketing mais importante é o boca-a-boca!

Marketing tradicional x Marketing Digital – Entenda as diferenças

O marketing tradicional e o marketing digital se complementam, embora sejam distintos. Como sabemos, o marketing em geral é utilizado para buscar e manter novos clientes no mercado, através de um bom planejamento, concretização de tarefas e outros que possam atender as necessidades de sua clientela. Leia Mais »

Mas afinal, o que é marketing pessoal?

Todo mundo já ouviu falar sobre marketing, é algo que hoje faz parte diretamente da nossa vida. Esse nome ficou famoso principalmente por causa da necessidade de determinar quais produtos ou serviços possam interessar aos consumidores. O marketing existe para gerar valor e satisfação para o cliente, criando estratégias de vendas, comunicações e desenvolvimento do negócio. Leia Mais »

O poder e a importância do Marketing nas organizações

Em pleno século XXI é impensável que ainda existam organizações alheias ao poder do marketing, e os valiosos resultados que esta magnífica ferramenta gerencial pode trazer. Leia Mais »