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Um breve esboço sobre a inovação e o futuro

Inovar advém de innovo, em latim, claro: a ideia, método, objeto, processo, função etc. que ao criado tem pouca similaridade com algo anterior já feito. Inovar é portanto apresentar ponto de ruptura: romper com o passado, no presente, para determinar o futuro.

Nem toda inovação rompe com o passado como se deve, pois a força de ruptura depende da força da ideia e do esforço para transformar o planejamento em execução efetiva. O que faz a inovação ser de ruptura, segundo Michael Raynor no livro The Innovator’s Manifesto (2011), é que a ela só surge quando a inovação apresenta vantagens em tecnologia ou no modelo de negócios que podem ser expandidas à medida que a empresa por trás da ruptura avança mercado acima em busca de clientes mais exigentes. Exemplo? Apple. Produto? O iPhone. Por que? Remodelou o que se entende por telefone diante da visão exigente dos clientes, e melhor: a ideia de exigência era cinzenta, clientes necessitavam por algo que os atendessem para mais de uma das suas necessidades, mas não se tinha ideia do que ou como reuni-las em algo. As necessidades apenas foram identificadas e a inovação tecnológica juntou necessidades que puderam ser atendidas em um único objeto. Ao romper com o passado, a Apple mudou o futuro. Pensou no futuro na medida em que se desligou de ideias preconcebidas ao passado.

Inovação

Guy Kawasaki, especialista em marketing e famoso pela cultura da mesma Apple já citada, define inovação como “(…) criar algo antes que as pessoas perguntem por isto” e acrescenta que “renovação é pegar o dinheiro que se fez através da inovação e desenvolver a empresa”.  Outras inovações existem, óbvio, a Microsoft, Oracle, Exxon Mobil, Ford, Eletronic Arts, Sony também são famosas por inovar etc. Mas o que ajuda a “(…) criar algo sem que as pessoas perguntem por isto”? É aprender a se comunicar com o cliente em um nível além do que ele diz precisar, é identificar no seu modo de vida as necessidades que podem ser atendidas de forma nova, criativa, ou melhor, Peter Drucker indica que o mais importante é escutar o que não está sendo dito, isto é, ir além da fala: buscar a relação dos indivíduos com o mundo.

Quando se diz que inovar é pensar no futuro, é definir que ao atender bem essas necessidades com originalidade, maior qualidade de vida existirá, a perpetuação da Organização aumenta, o nível de competição após uma inovação de ruptura cresce, que no meio dessa nova competição surgirá, com toda certeza, uma nova inovação. Inovar é pensar em garantir no futuro, aqui no presente, as ideias do passado que se deseja romper.

Administrador formado pela Universidade Católica do Salvador com uma missão: popularizar o verdadeiro conhecimento em Administração e sua real relevância para uma vida com mais qualidade para se viver em sociedade e individualmente. Escreve no Blog http://www.tutusadministratus.com/

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