Últimos artigos

Do fracasso da empresa ao sucesso: uma reflexão sobre erros

Criar uma empresa requer um esforço descomunal: é documentação para abrir, o tempo gasto para escolha do local e recrutamento dos funcionários, o orçamento, o suor para se gerar receita, etc. São tarefas e responsabilidades diárias que consomem o empreendedor todos os dias. Dotado da consciência e do prazer de estar tocando o barco, segue firme e motivado no sucesso da empresa. Segue firme acreditando até nas horas mais ruins que a eminência de um fracasso não passaria de uma mera fase no momentâneo lapso da existência de sua empresa.

Mas e quando a empresa vem realmente a fracassar? O que aprender com essa derrocada?

Fracasso não é o fim

O que fazer quando o fracasso acontece?

Assim como em qualquer erro praticado em vida, seja vindo da queda de uma organização ou do fracasso individual, parece ser consenso que dos erros podemos retirar muitas lições. O fracasso de uma empresa não é diferente: é possível extrair das sucessões de acontecimentos internos e externos lições que podem servir de alerta para aqueles que desejam, no mínimo, dar a volta por cima.

 

A humildade em reconhecer erros próprios ajuda na compreensão do fracasso

A empresa falha e de quem é a culpa?

Possíveis justificativas seriam: a culpa é “do cenário externo que estava muito competitivo”, “do governo que tributa e onera a minha empresa”, “dos funcionários que são produtivos e não posso demitir porque o custo é alto” e assim vai numa interminável lista de desculpas.

Não. É necessário a humildade para reconhecer imperfeições e comportamentos impertinentes em si próprio. A humildade é fundamental quando se deseja realizar uma autoanálise. A culpa pode ser por fatores externos, pode ser tributação, pode ser o clima organizacional, mas, apesar de poder ser algumas dessas, ou todas, é necessário verificar uma que é muito importante: a culpa individual, pessoal. Pois ressaltou Napoleon Hill uma vez, em seu livro A Lei do Triunfo, que “nenhum homem terá uma chance para desfrutar um triunfo permanente se não começar por olhar-se num espelho para descobrir a causa real de todos os seus erros”.

É fundamental a virtude da humildade para saber identificar a parcela de erro dentro da condução das atividades feitas (ou que deixaram de ser) cujas quais foram as responsáveis por desencadear no fracasso da empresa.

O pedido de recuperação judicial da OGX é um exemplo claro: quando Eike Batista escreveu a sua carta no jornal globo no dia 19 de julho de 2013, ele teve a lucidez de reconhecer as razões e seus erros dentro da grande complexidade de eventos que resultaram na situação delicada que se encontrava: “mais do que ninguém, me pergunto onde errei. O que deveria ter feito de diferente?” disse Eike, ao cogitar as possíveis ações que, uma vez tomadas, poderiam resultar em um quadro diferente do período central de sua crise, ou seja, diferente da reestruturação do controle acionário da OGX e sua saída do controle da petroleira.

 

O fracasso não é o fim

Haverá sempre a oportunidade para recomeçar. E, dessa vez, com experiência.

Abraham Lincoln, antes de ser eleito presidente dos Estados Unidos, havia fracassado nas três tentativas anteriores.

Donald Trump quebrou e depois voltou duas vezes mais rico do que quando perdeu tudo.

A IBM quase já faliu, se reestruturou e voltou mais forte.

A Ford teve de fechar as portas uma vez porque, quando a GM lançou sua nova linha de produção, com economia de tempo, obrigou a Ford, que produzia um carro em 90 horas, a rever seus conceitos. E a Ford voltou com todo o gás.

 

Fracassos sempre existem, são parte integrante do sucesso

Sucesso e fracasso caminham juntos e, para atingir um, é necessária a existência do outro.

Para recomeçar, deve-se ter a noção de que “o tempo é um grande mestre que cura as feridas das derrotas temporárias” como ensinou Napoleon Hill, ele “corrige as desigualdades e os erros do mundo. Com o tempo nada é impossível”. É saber tomar o tempo necessário para agir.

Fracassou com uma empresa? Separe o tempo para uma reestruturação, procure oportunidades de fazer análise dos erros e recomece.

sucesso-fracasso

Quando Arnold Schwarzenegger explicou as razões de seu sucesso em 6 regras disse na 3ª: “não tenha medo de falhar” esclarecendo que tudo o que ele tentou na sua vida ele sempre estava disposto a falhar, explicando que ninguém consegue sempre vencer, mas não deve ter medo de tomar suas próprias decisões. “Você não pode ficar paralisado pelo medo de falhar ou você nunca vai pra frente. Você precisa ir caminhando por que você acredita em si próprio, em sua visão, e sabe que é a coisa certa a se fazer” disse Arnold, antes fisiculturista, ex-governador da Califórnia e hoje ator e empresário multimilionário.

As razões de Arnold são o reflexo das lições que ele aprendeu ao longo da vida por via das falhas, dos erros. Com a reflexão necessária para avaliá-las ele não parou. Ao que parece, Arnold, fez pela atitude, o que Napoleon Hill já ensinara há bastante tempo atrás: “cada fracasso é uma benção disfarçada, pois nos dá sempre uma lição que de outra maneira talvez nunca aprendêssemos. Quase todos os fracassos são apenas derrotas temporárias”.

Administrador formado pela Universidade Católica do Salvador com uma missão: popularizar o verdadeiro conhecimento em Administração e sua real relevância para uma vida com mais qualidade para se viver em sociedade e individualmente. Escreve no Blog http://www.tutusadministratus.com/

Um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>