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O que deve ser levado em consideração na hora de escolher um ponto comercial

A localização de um negócio é o ponto chave para uma série de questões, entre elas, o sucesso do empreendimento. O ponto ideal não precisa ser no lugar mais caro, ou no lugar onde circulam um número maior de pessoas. Muito menos deve ser levado apenas em consideração o fato de estar longe dos concorrentes. O que vai determinar é uma série de fatores que vamos mostrar neste artigo.

A ideia é ajuda-lo a escolher o ponto comercial ideal para a sua proposta de comércio e/ou atendimento presencial, com o objetivo, claro, de vender mais e melhor.

Afinal de contas, não basta ter um ótimo produto, preço compatível com o mercado e vendedores bem treinados, se a localização de seu comércio não for realmente adequada.

Vamos lá?

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Escolher o ponto comercial através de uma localização estratégica

Lembra quando falamos da importância de fazer uma pesquisa de mercado para avaliar bem o cenário antes de abrir uma empresa?

Pois é. Nessa pesquisa, há de se fazer também um trabalho sobre a localização do seu negócio presencial. Como falamos na introdução, dizer que a rua movimentada é o melhor local pode um tanto precipitado: para alguns empreendimentos até é, mas para outros, nem tanto. Se o seu cliente é de alto poder aquisitivo e procura por qualidade, por exemplo, não será interessante estar em ruas muito movimentadas – já que esse público foge de muita gente no mesmo lugar.

O movimento do local deve ser analisado ainda em dias e horários diversos, já que temos a ideia de que um centro comercial ou um shopping vive sempre movimentado. Verifique os hábitos de quem transita e se os horários de movimento coincidem com a utilização de sua loja ou serviço.

A proximidade a outros serviços como padarias, ponto de táxi, agência dos correio, banco 24 horas e até mesmo supermercados pode ser uma associação interessante. Esse, aliás, é um dos atrativos dos shoppings – a reunião de “quase tudo” em um mesmo lugar. Nesse caso, evite os finais de corredor, o último andar e outros locais de pouca movimentação. Localizar-se perto das escadas rolantes, elevadores, entradas via estacionamento e das praças de alimentação é mais interessante.

Fora desse ambiente fechado de um shopping, fique de olho também nas questões de segurança. Mantenha-se afastado de ruas e avenidas mal iluminadas, ou onde a polícia não dá muito as caras.

Outra questão: concorrência. Você já reparou que lojas similares costumam ficar perto uma da outra? Isso não parece burrice, e se for parar para pensar, é bastante lógico. Estar em um espaço próximo da concorrência é algo saudável para sempre tentar se destacar, e oferecer melhor aquilo que o outro não oferece. Se um potencial cliente entra no concorrente e não encontra o que precisa, é na sua loja que ele vai continuar a busca. Quando se trata de empresas no ramo alimentar, isso funciona ainda mais. Já pensou que monótono se as pessoas comessem o mesmo tipo de comida todos os dias? A maioria quer mesmo é variar… e é aí que estar perto do concorrente pode beneficiá-lo.

Uma loja de roupas pode procurar estar ao lado de outras marcas do mesmo ramo e para o mesmo público, porque a característica do negócio é o consumidor ir olhando diversas vitrines. Já uma loja de itens elétricos e hidráulicos deve estar em uma área que seja caracterizada por esse tipo de serviço.

Tendências e movimentos populacionais

Analisar a tendência populacional de uma ou mais regiões é muito importante. Além de analisar a situação presente, é preciso estudar os índices de crescimento e as expectativas gerais de um local. Os grandes e saturados centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, por exemplo, têm experimentado uma redução populacional nas regiões centrais e uma forte elevação na periferia e bairros emergentes.

Em uma mesma cidade, sempre há áreas que estão em declínio de poder aquisitivo e outras em ascensão. Um bom exercício para isso é analisar o valor dos alugueis e preços de imóveis em determinados bairros, e fazer uma comparação com o nível de renda que seu público consumidor tem, em média.

É preciso traçar um perfil do consumidor potencial, levando em conta itens como renda, recolhimento do ICMS e estilos residenciais e comerciais, entre outros. Em outras palavras, é preciso certificar-se das chances que seu futuro cliente tem de realmente passar pelo local em vista.

Espaço para reposição do estoque

O tipo de mercadoria que você vende, ou o tipo de serviço que oferece, tem um papel importante da escolha do ponto comercial.

Se você lida com um número grande de fornecedores, que fazem ou irão fazer muitas entregas, certifique-se de optar por um local mais espaçoso, onde esse “entra e sai” não cause nenhum grande incômodo aos vizinhos.

Grandes supermercados por exemplo, costumam ter a frente principal voltada para uma rua movimentada, enquanto a parte dos fundos fica em uma via mais tranquila. Não é por acaso: basta alguns passeios por lá para reparar muitos caminhões estacionados e estoquistas trabalhando.

Cada local, bairro ou cidade possui necessidades específicas que você pode explorar em seu ponto comercial. Por isso, é bom que você verifique se o tipo de mercadoria que você pretende oferecer e o sistema de trabalho que está pensando implantar vão ao encontro dessas necessidades.

Acesso fácil a estacionamento

É importante se colocar no lugar do cliente para identificar questões técnicas, como a facilidade no acesso à sua loja.

Há estacionamento perto? Ou a rua é cheia de empecilhos para possibilitar que seu cliente pare o carro para dar uma olhada? Ruas muito difíceis de parar desanimam o cliente a parar o veículo e conhecer a loja.

De olho na vizinhança ao escolher um ponto comercial

Se você está de olho em algum local muito isolado, essa pode não ser uma boa ideia. Isso porque a “solidão”, ou a incompatibilidade com alguns serviços é notável e afasta o cliente. Imagine, por exemplo, uma loja de perfumes ao lado de uma peixaria. Nada a ver, né?

Ter um ponto de ônibus como vizinho pode ser uma boa estratégia como não pode. Vai depender do que você vende ou do serviço que oferece. Pode ser bom para produtos de alta circulação e baixos valores como, por exemplo as franquias de alimentos, mas ruim para produtos e serviços de maior valor aquisitivo. Nesse caso, acaba desvalorizando o empreendimento, concorda?

Vidros na frente ou não?

Uma loja com vidros na frente e aquela plaquinha escrito “aberto” ou “entre sem bater” pode ser uma boa saída para deixar o clima interno mais agradável (com a circulação do ar condicionado), mas também pode afastar alguns clientes mais receosos.

Clientes de menor poder aquisitivo têm uma repulsa maior à ambientes de portas fechadas, por acharem que os preços são mais altos. É algo que não dá bem para explicar o porquê, mas têm. Mas isso não significa que se possa descuidar do visual ou da comodidade. Já as classes média e média-alta exigem um espaço com mais conforto e segurança. A nova geração de consumidores está cada vez mais exigente, já reparou?

No fim das contas, a escolha vai variar a partir do público que você deseja atingir.

Afaste a ansiedade

Nada mais propício para atrapalhar a escolha de um ponto comercial que a sua ansiedade na hora de negociar. Não vá com pressa e tenha somente uma carta na manga. O ideal é que você tenha em mente de três a cinco pontos comerciais bons na hora de escolher onde irá abrir seu negócio. Quanto menos opções o empreendedor tem, menor é sua chance de sucesso, já que ele perde seu poder de barganha.

Gastos extras

Nem só de um aluguel vive um ponto comercial. Na hora de escolher, você deve considerar também alguns gastos extras, inclusive para seus funcionários.

Alguns exemplos: se o lugar é muito grande, terá um custo alto para manutenção (elétrica, limpeza…). Se o local é em um centro comercial, terá que disponibilizar outro espaço para seus funcionários estacionarem carros e motos. Se o local é afastado, talvez tenha que gastar em segurança.

Verifique os antecedentes do local

Que tal uma conversa franca com o antigo dono ou locador do ponto comercial? Comece perguntando por que ele está deixando ou deixou o ponto. Pode ser por motivos pessoais ou talvez ele tenha tido alguma dificuldade com o negócio que você precisa ficar atento. Muitas vezes o imóvel era ocupado por outra empresa que alugava, por isso, peça para o proprietário o contato da empresa anterior para pegar referências. Não custa nada se certificar.

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Resumo e até logo!

Você viu aqui que:

1) Na hora de escolher onde abrir o negócio, é preciso pesquisar muito sobre qual será o modelo de operação, quem serão seus clientes e como a empresa se relacionará com os futuros vizinhos;

2)Não basta ter só o endereço, tem que ver a localização melhor dentro dele. O ideal é procurar marcas que concorram ou que complementem seu negócio;

4) Não adianta conseguir um local movimentado e ficar escondido no segundo andar de outro estabelecimento;

3) Ao conhecer a idade do público e uma média da quantia de dinheiro que ele tem disponível para gastar, você consegue saber se a sua mercadoria ou serviço será procurado pelos consumidores e qual o preço ideal para cobrar;

4) Verifique se o local em vista oferece facilidades para clientes e funcionários, e se você não terá que arcar com algum custo extra ar optar por um ponto “mais em conta”. O barato pode sair caro!

E ai, o que achou das dicas que passamos aqui? Há algum outro ponto importante que você acha relevante na hora de escolher o ponto comercial ideal? Deixe sua opinião através dos comentários! Até o próximo artigo!

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