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Inteligência emocional para conquistar os colegas e melhores salários

Até pouco tempo as empresas avaliavam o bom profissional pelas suas habilidades técnicas e experiências acumuladas ao longo da carreira. Essa foi a máxima do mundo corporativo por décadas, até chegar num modelo de recrutamento e seleção que acumula, além dessas questões, um perfil psicológico que engloba um comportamento inteligente de suas emoções.

A sensibilidade de se relacionar com os outros é coisa rara dentro das organizações, e não saber lidar com situações incômodas ou inesperadas prejudicam a imagem e o desempenho do profissional inserido em um mercado bastante competitivo como o de hoje.

Mesmo quem desconhece ter essas competências, saiba que é possível trabalhá-las para se tornar um profissional melhor, e alçar novos degraus na carreira.

Conquistar os colegas e alcançar novos cargos e salários é um dos principais incentivos.

Então, concentre na leitura e absorva essa visão diferente sobre o seu comportamento no trabalho.

Vamos te mostrar que, através da inteligência emocional, você pode conquistar o sucesso com mais facilidade e consistência. E para aqueles que desejam um dia ocupar cargos de liderança, sabia o seu desenvolvimento é essencial para melhorar a gestão e a organização de pessoas e processos.

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O que diz a teoria

Uma pesquisa encomendada pela consultoria Talent Smart afirmou que profissionais dotados de inteligência emocional estão à frente de seus colegas no mercado de trabalho. Quem possui um QE (Quociente Emocional) mais elevado, pode ter mais sucesso na carreira do que aqueles que possuem um QI (Quociente de Inteligência) significativo.

O estudo mostrou ainda que cerca de 90% dos funcionários mais bem avaliados por seus empregadores conseguem fazer uma boa gestão do seu lado emocional. E são valorizados por isso.

Definições de termos

Em tempos de crise econômica, onde o mercado anda saturado e os bons profissionais são garimpados com mais critério em processos seletivos, é o desenvolvimento da inteligência emocional que pode ser um diferencial em seu perfil.

Para que não haja dúvidas, vamos à algumas definições sobre o que é a tal habilidade.

Pois bem.

A inteligência emocional nada mais é que a capacidade de administrar as suas próprias emoções para alcançar objetivos. Das emoções nós entendemos os medos, as inseguranças, as insatisfações e até o entusiasmo que, por demais, pode atrapalhar.

Quando falamos em “conquistar os colegas”, é por que esta competência permite desenvolver um ambiente de trabalho mais harmonioso e, ao mesmo tempo, dá a chance do profissional ser produtivo. Nada mais harmonioso que uma equipe que dá resultado e caminha em prol da excelência, não é mesmo?

Um profissional com personalidade calma, firme nas decisões e resiliente para gerenciar imprevistos e tumultos tem muito mais chances de alcançar o sucesso que um profissional estressado e impulsivo.

Reforçando o conceito, inteligência emocional é, também, saber compreender e gerenciar as emoções de pessoas à sua volta, não somente as suas.

Vamos explicar mais à frente essa relação direta com os colegas de trabalho.

Aprenda primeiro a identificar as principais características de um ser humano dotado de inteligência emocional.

Em cada um deles, você pode percebê-los em você, ou em colegas de trabalho. Esse exercício é importante para que passe a admirar suas qualidade e reconhecer a força que essas características possuem em uma equipe alinhada.

Como descobrir

Pra saber se você tem mesmo essa competência dentro de si, há de se obter a resposta cientificamente por meio de testes psicológicos. O que gera um custo.

Mas existem alguns traços psicológicos que são característicos de profissionais que conseguem administrar bem seus sentimentos.

Vamos à eles.

1. Sabe fazer bons julgamentos
A primeira e importante característica da pessoa que tem inteligência emocional é a habilidade natural para ser sensível e interpretar sentimentos e ações alheias.

2. Sabe ser generoso
Já ouviu aquele ditado que diz “fazer o bem sem olhar a quem?”. Pois é. Saber oferecer ajuda sem pedir nada em troca é uma característica típica de quem tem inteligência emocional. Com isso, a pessoa consegue construir relacionamentos duradouros porque consegue pensar nos outros e não somente em si.

3. Sabe se colocar no lugar do outro

Saber ouvir está ligado à essa característica. Se você presta atenção no que o outro está falando e sentindo, logo procura compreender e entrar em seu mundo. Isso é o que se chama de empatia, e está ligado ao que leva as pessoas a ajudarem umas às outras.

Está intimamente ligada ao altruísmo – amor e interesse pelo próximo – e à capacidade de descobrir afinidades e se identificar.

4. Sabe dizer “não”
Conseguir recusar tarefas e compromissos sem causar mal-estar ou comprometer resultados. Colocar limites em suas atividades e transparecer a honestidade de não poder abraçar o mundo demonstra total competência emocional.

5. Tem noção da realidade
A realidade de cada um é composta de pontos fortes e fracos, como todos nós temos. Uma consciência realista de si te ajuda a compreender seus próprios sentimentos, como a irritação. Se você sabe o que te deixa irritado, é mais fácil controla-la, não é mesmo? Isso é ter uma boa noção da realidade que o cerca. As pessoas que têm inteligente emocional conseguem ver que perfeição não existe, portanto, não deve ser um objetivo de vida e de trabalho. Como não podemos evitar os problemas, o mais certo a fazer é enfrenta-los e seguir em frente.

Ter uma noção da realidade é importante também no relacionamento com os colegas: sabendo quem é melhor ou pior em determinada atividade, te dá uma injeção de confiança para repassar tarefas, por exemplo.

6. Sabe descrever emoções com palavras precisas
“No que você está pensando?”, é a pergunta principal do Facebook quando você vai criar uma publicação não é? Nessa etapa há a opção para marcar como estamos nos sentindo – se triste, muito feliz, zangado, determinado, apaixonado, ansioso, confuso, em paz…

Essa variedade de sentimentos bons e ruins no vocabulário, ao contrário de dizer apenas de “está bem ou está mal”, é uma característica rara, de quem tem conhecimento e sabe gerir seus próprios sentimentos e emoções.

7. Tem consciência de suas fragilidades
Conhecer as suas forças e intensidades, e como usá-las a seu favor é essencial na hora de administrar o seu comportamento. Da mesma forma, saber impedir que as suas fraquezas atrapalhem atividades do dia a dia também é um característica de resiliência e equilíbrio emocional.

8. Sabe rir de si mesmo e não se ofender
Ter autoconfiança. Essa é a palavra para as pessoas suficientemente fortes o bastante para aguentar ofensas, abrir a mente e saber lidar com brincadeiras, críticas e piadas fora de hora. Esse espírito é típico de pessoas emocionalmente inteligentes e seguras de si.

9. Tem o dom do auto perdão
Nada pior do que aquele que anda com um chicote para se auto destruir. Quem tem domínio sobre o que sente avalia seus próprios fracassos de forma tranquila, sem ignorá-los. O “dom” de remoê-los leva à ansiedade, enquanto fingir que eles não existiram pode fazer com que se repitam.

10. Sabe se relacionar

Seus colegas de trabalho conseguem rir ou sorrir com facilidade pelo que você fala? Esse é um sinal de pessoas com comunicação convincente: as pessoas à sua volta se sentem envolvidas e motivadas pelo que você diz.

11. Sabe perdoar e seguir em frente
Assim como são capazes de passar por cima dos próprios erros, pessoas com inteligência emocional também costumam perdoar os outros com igual ou superior capacidade, e também se desligar de rancores.

A mágoa leva ao estresse e pode fazer mal pra saúde. Quem consegue dominar seus próprios sentimentos, naturalmente, prefere fugir desses gatilhos de mal-estar do que esbarrar com eles de tempos em tempos. Pense nisso.

12. Consegue se recuperar facilmente de um baque

Essa é uma capacidade de automotivação: você consegue avançar sem se desvirtuar, apesar dos pesares. Você permanece calmo sob pressão e se recupera com rapidez dos golpes.

Quer ver na prática? Numa situação de crise, as pessoas olham para quem tem inteligência emocional para se tranquilizarem: é uma referência natural. Essa pessoa dificilmente vai entrar em pânico, devido a seu forte equilíbrio emocional.

Como desenvolver

Falamos das características que são insíntricas de quem tem inteligência emocional.

Mas afinal, ela também pode ser desenvolvida mesmo em quem não conseguiu identifica-las em sua totalidade?

Existem avaliações de personalidade que medem níveis de autoconhecimento, e até o trabalho feito pelo coaching, por meio do qual, a pessoa pratica formas de comportamento diferentes para se desempenhar melhor em suas interações com colegas de equipe.

Não queremos portanto diminuir ou invalidar o trabalho de um profissional ligado à psicologia, que trabalha como ninguém esses aspectos comportamentais.

Existem, porém, algumas premissas que se observadas diariamente, e que podem te ajudar a desenvolvê-las sem mistério. Veja.

1. Conheça melhor suas emoções

Comece prestando mais atenção em suas emoções ao longo do dia, e nas reações geradas por elas. Analise como seu comportamento afeta suas variações de humor e produtividade no trabalho, e também quem trabalha perto de você.

2. Aprenda a controlá-las

Além de conhece-las, também é preciso estar no controle total sob suas emoções, pois suas respostas e decisões depende unicamente delas. E isso é um fator decisivo para o rendimento e um melhor clima no trabalho.

3. Pratique empatia

Como dissemos, a empatia é a arte de se colocar no lugar do outro. No nosso dia a dia, existem situações que podemos levar “por outro lado” se pararmos para “pensar com a mente de outra pessoa”, como ela reagiria, entendendo suas dificuldades.

Quando você passa a enxergar com os olhos dos outros, as emoções são melhor compartilhadas. O difícil fica menos difícil, e sentir o gosto do que é fácil fica ainda mais prazeroso.

4. Pratique o respeito

Sempre trate seus colegas com respeito, e procure ajudá-los, respeitando as dificuldades e limitações, e valorizando os pontos fortes. Essa é uma característica de quem não está só preocupado com o próprio umbigo, mas que tem prazer em estender a mão.

5. Seja um bom motivador

Promover motivação não é uma tarefa exclusiva de líderes. Ela não surge do nada, ou é “implantada” nas pessoas. A motivação é algo individual, que vem de dentro de cada um e pode ser desenvolvida quando você ajuda seu colega a encontrar sua própria motivação, ou seja, o motivo que vai fazê-lo seguir em frente com determinação.

Compartilhar conhecimento é uma ótima forma de motivar também.

6. Saiba elogiar

Saber reconhecer o esforço de um colega ou subordinado é uma ação que, sem dúvidas, o ajudará a compreender melhor sua função e a importância dos bons relacionamentos no trabalho.

Seu colega está atrasado com uma demanda? Diga que ele vai conseguir, incentive, ajude e tente fazer com que ele se sinta mais animado para recuperar o tempo perdido. Isso prova que você é um bom colega e tem o dom das palavras para motivar e não promover competições internas.

Com palavras de incentivo aos colegas próximos, você demonstra que se preocupa com a qualidade de trabalho e no produto final, que afinal, é resultado de um trabalho conjunto.

7. Aprenda a observar a linguagem do corpo

Fazer uma leitura dos sentimentos por trás das pessoas através do seu corpo é um passo importante para observar melhor um colega. As expressões faciais, movimento das mãos e do corpo como um todo podem mostrar um pensamento que não condiz com as palavras, o que é muito comum.

Pratique a observação em relação ao tom de voz das pessoas que trabalham com você, que pode demonstrar como elas avaliam sua capacidade de relacionamento. Um tom de voz mais alto indica que a pessoa está estressada, por exemplo. Já um tom de voz mais doce demonstra, geralmente, envolvimento.

8. Perceba que efeito você causa nas pessoas

Além de entender seus próprios sentimentos e características, também é preciso perceber a visão que seus colegas possuem sobre suas atitudes e reações no trabalho.

Claro que não precisa entrar em uma paranoia: ninguém é obrigado a gostar ou concordar sempre com você, nem te achar a melhor pessoa do mundo.

Qual reação você provoca nas pessoas? Você faz as pessoas se sentirem entretidas, distraídas, nervosas? O que acontece com a conversa quando você não participa dela? As pessoas sorriem mais quando você está na roda?

Se seus colegas costumam se fechar quando você chega na sala, pode ser que você precise mudar alguns padrões para ter um efeito emocional melhor nas pessoas.

Uma pequena “pesquisa de opinião” costuma funcionar. Questione seus amigos ou colegas mais próximos o que eles acham das suas reações emocionais. Essa leitura sob um olhar de fora pode ajudá-lo a entender melhor e virar o jogo.

9. Não julgue as emoções

As boas e más emoções tem papel na vida de todo profissional. Viva e supere todas elas, pois todas são passageiras.

Ao condenar uma emoção, você inibe a habilidade de sentir plenamente as coisas. Já ouviu alguém falando que “não se arrepende de nada”, pois cada erro ou acerto faz parte do crescimento? É a mesma coisa: cada emoção que sente é um pedaço novo de informação que é ou será útil algum dia.

Sem passar pelos traumas, você não saberia como reagir de forma adequada. Por isso, sentir e reagir corretamente às emoções é uma forma de ser inteligente.

10. Perceba padrões que se repetem

Se essas emoções, boas ou ruins, sempre se repetem, é sinal que devem ser melhor observadas e trabalhadas.

Quando você sentir uma emoção forte, como um entusiasmo por uma demanda nova que se perde com o tempo, pergunte-se qual foi a última vez que se sentiu assim.

Quando notar os padrões, você poderá ter mais controle sobre si mesmo. Observe como lidou com uma situação, o que agregou de bom ou ruim, e como você gostaria de lidar com ela na próxima vez.

Quando os problemas aparecem

Se você consegue pensar nesses 10 passos que mostramos, mais seguro e confortável para uma transformação você passará a sentir.

Com maior autocontrole não será difícil decidir entre uma coisa e outra quando os inevitáveis problemas surgirem.

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Como o mercado enxerga e reage

Cada empresa tem sua forma de gerenciar seus contratados. O Recursos Humanos (RH) é um setor facilitador de todos os departamentos de uma organização e tem a função de estimular o desenvolvimento profissional dos funcionários.

Por isso, em um processo seletivo ou em avaliação periódica, cada vez mais são levados em consideração os aspectos de evolução psicológica, compartilhamento entre a equipe e a avaliação de seus superiores em parceria com psicólogos.

O tempo de empresa e maturidade adquirida em intervalos de tempo ajudam os profissionais a desenvolverem certas habilidades com maior precisão, mas não significa que alguém com mais tempo de casa ou com mais idade tenha a inteligência emocional mais desenvolvida do que um profissional recém contratado ou formado, pois isto depende também de fatores sociais.

A nova geração de profissionais que saem da faculdade direto para o meio corporativo é considerada pelos psicólogos como mais ativa e com alto poder de iniciativa e entrega.

Várias organizações selecionam seus principais gestores com base nos resultados de eficientes testes psicológicos, aplicados no processo de seleção. Os conhecimentos e experiências profissionais contam, obviamente, mas os melhores líderes e profissionais que se destacam têm em si a capacidade de gerenciar pessoas plurais, de qualquer origem, sexo ou idade – o que cada vez mais comum dentro das empresas.

Convivência em grupo

A inteligência emocional contribui significativamente para a criação de um ambiente de trabalho colaborativo, o que promove melhor a interação entre os profissionais de diferentes origens e experiências.

Quem possui essa competência tem mais facilidade para interagir em um grupo misto, não importa o quão diversificado seja o perfil dos outros membros do time.

O alinhamento sendo maior, os profissionais conseguem ser interdependentes e possuir uma relação harmoniosa. Com isso fica fácil conquistar os colegas e contar com eles em todos os momentos em que a união se fizer necessária.

Essa conquista nada mais é que se fazer 100% presente no ambiente de trabalho. Você com certeza não quer ser o excluído da equipe, aquele que não é convidado para happy hours, o que as pessoas não sabem exatamente o que você faz ou o básico de sua vida fora do trabalho – onde mora, tempo de empresa, etc. Há profissionais que gostam de passar desapercebidos no trabalho, mas isso pode ser um ponto a menos a seu favor.

“Quem não é visto não é lembrado”, já dizia aquele ditado. Quem não é notado no trabalho, não é lembrado quando há a possibilidade de promoção, pois não cultivou um bom relacionamento com a equipe. A possibilidade de melhores salários saem pela janela desse jeito.

Por isso, é importante ser lembrado pelos pontos positivos e não negativos. Não se envolver em fofocas, brigas entre setores ou “queimação” contra um funcionário também são características de quem está bem com seu psicológico emocional.

Vários estudos já mostraram que profissionais que são percebidos ou identificados com pouca ou nenhuma inteligência emocional acabando impactando negativamente os colegas e a organização como um todo. Há um dado inclusive que mostra que dois terços das pessoas prefere evitar o contato com esse tipo de profissional.

A alta performance, em torno de um objetivo comum, acaba sendo alcançada mais naturalmente quando uma boa relação com os outros e consigo mesmo são trabalhadas.

Cada cargo um desafio

Como dissemos, ter inteligência emocional não é pré-requisito para uma determinada função ou cargo dentro de uma empresa. Mas especialmente para quem ocupa cargos de liderança, ou simplesmente tem algum subordinado para gerir, a inteligência emocional é fundamental.

Quem ocupa esses cargos geralmente dependem do próprio resultado para sobreviver no mercado, mas também precisam estimular a motivação constante para a equipe produzir.

Quando o profissional é colocado de cabeça em um grande desafio, acaba expondo seu comportamento e lidando com subidas e descidas. Geralmente quem lida e depende do bom relacionamento com pessoas, como aqueles profissionais que precisam captar clientes, também precisam desenvolver a inteligência emocional.

Profissionais da área da saúde e segurança, como bombeiros, médicos e policiais, lidam a todo momento com situações extremas. Já pensou como uma forte emoção pode atrapalhar um socorrista na hora de resgatar uma vítima presa às ferragens? Um médico também não pode estar abalado quando realiza uma cirurgia complicada.

Na sua profissão também é assim? Em que situação? Compartilhe através dos comentários!

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