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Lucro, custo e relações de produção

 

Durante toda a história, surgiram vários filósofos que buscaram entender o funcionamento da sociedade e suas relações econômicas junto aos processos de produção. O capitalismo iniciou-se após a idade media com um modelo totalmente artesanal, e apesar de haver concorrência, havia mercado para todos, pois cada artesão desenvolvia seu trabalho em casa, e o lucro nesse sistema era o fruto do tempo e a dedicação de cada um no desenvolvimento das atividades. Esse sistema possui as mesmas características do que conhecemos hoje como empreendedor individual.

 

Após esse modelo, com a necessidade de produção em grande escala, surgiram as cooperativas, onde vários artesãos reuniam-se para produzir em grande escada, mas mesmo assim o lucro era dividido entre todos em parte iguais. Não havia patrão nem empregado, além do mais o artesão ainda participava de todo o processo de produção da mercadoria. E no mundo capitalista de hoje ainda há cooperativas que trabalham nesse mesmo modelo, essa solução é utilizada para levar renda a famílias que moram em localidades pouco desenvolvidas, dessa forma a população trabalhando de maneira organizada consegue trazer capital para o município e fazer novos investimentos para o bem de todos.

 

Com a revolução industrial, a mão de obra artesanal foi substituída pelo maquinário, e o capitalismo começou a ganhar forças, e o estado passou a ficar na mão da nova burguesia, uma classe que se tornou totalmente dominante e extremamente exploradora pelo seu modo de produção. Assim, os pequenos artesãos foram obrigados a abandonar seu pequeno negocio, já que para produzir um tecido ele demorava dias, sendo que nas novas indústrias têxteis, os maquinários permitiam a redução do tempo alem do aumento na produção, e como consequência o preço da mercadoria despencava, fazendo com que o artesão perdesse totalmente sua capacidade de competição com os novos burgueses. A única alternativa era vender sua mão de obra para as indústrias deixando de ser um pequeno empreendedor para se tornar um empregado.

 

Esse conceito de lucro e custo de uma mercadoria foi defendido por Karl Marx com o conceito de “Mais Valia”. Um artesão, em um dia, construía 3 pares de sapato, e suas condições humanas não o permitiam aumentar essa produção sem aumentar a carga horária na confecção dos sapatos, e esse processo ganhou o nome de Mais Valia Absoluta. As cooperativas não alteravam em nada nesse processo de “Mais Valia” com relação ao artesão, a diferença era que o serviço era concentrado em um único local, facilitando a venda com a possibilidade de produção em grande escala.

 

 

 

Nas indústrias, o maquinário permitia que o capitalista burguês produzisse o mesmo tipo de sapato em maior quantidade com menos tempo sem precisar aumentar a carga horária, pois a tecnologia veio para superar essa barreira, esse processo ganhou o nome de Mais Valia Relativa. Para Marx o produto desde a matéria bruta vem agregando valores, por exemplo o valor final de um sapato, possui o preço gasto no tratamento do gado, o preço da confecção do couro, o preço da linha, da cola e do salário pago pelo tempo de confecção gasto pelo operário na confecção do sapato, etc. A tudo isso damos o nome de custo e alem disso, vem o lucro, o principal motivador das relações econômicas do mundo capitalista. O lucro é o ganho do empreendedor, esse lucro é o que consideramos a Mais Valia, quando relacionada ao tempo e a quantidade no processo de produção.

 

Esse modelo abaixo de Mais Valia Relativa foi encontrado no livro “Introdução a Ciência da Sociedade” escrito por Cristina Costa:

 

Faça as contas...

 

O mesmo artesão, na Mais Valia Absoluta, com o maquinário, produzirá mais sapatos em menos tempo sem aumentar a carga horária.

 

Karl Marx foi economista e cientista social, e contribuiu muito com a sua teoria para entender o funcionamento dos modelos econômicos na sociedade. Marx não considerava o capitalismo um modelo econômico ruim, muito pelo contrário, pois para ele o capitalismo foi necessário para que a sociedade evoluísse o meio de produção e saísse do modelo agrário do feudalismo. Porem o capitalismo como todos os outros passaram a ser ultrapassado, e que a sociedade tinha que sofrer uma nova evolução: o comunismo. Mas esse era apenas o seu ponto de vista.

 

Contudo o Brasil possui um espírito empreendedor que está sendo desenvolvido pouco a pouco através das oportunidades, um fato importante foi o apoio do governo ao projeto do empreendedor individual, que deu a oportunidade a milhares de brasileiros que trabalhavam na informalidade sem qualquer perspectiva de futuro de se tornarem uma “ grande empresa”, alem desse ser um passo para sair de um sistema de monopólio e exploração promovido pelas gigantes corporações.

 

A oportunidade está solta, basta a força de vontade de cada um para se abrir um negocio.

Criador do Grupo Exportanet. Dedicado a projetos no ramo da Tecnologia da Informação, e colaborador no crecimento da revista eletrônica EmpreendedorX.

2 comentários

  1. Obrigado Thais! em breve colocarei mais desses por aqui.

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