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O profissional do futuro – qual será o perfil exigido pelo mercado em 10 anos

Em uma década, muitas competências profissionais terão fator determinante para a entrada e a sobrevivência de profissionais no mercado de trabalho. O acesso à informação está mudando a forma como os negócios são fechados, e as relações corporativas andam cada dia mais fluidas.

Se pararmos para pensar, um intervalo de dez anos é “logo ali”: é bem possível que a concorrência até lá só irá crescer, com mais pessoas em idade economicamente ativa disputando vagas e a tecnologia caminhando ainda mais a favor do trabalho.

Todo esse cenário pode ser bastante preocupante para quem não estiver bem qualificado(a) para encarar novos conhecimentos, novos desafios, novas práticas.

Profissionais dos setores comunicação, consumo, saúde e energia têm sido mais afetados pelas novas exigências de suas atividades e pela informatização de processos. Já as áreas de finanças, mobilidade e infraestrutura deverão ter transformações mais profundas nos próximos anos.

Veja só esse exemplo: há dez anos, quem tinha conhecimento avançado em trabalhar com o Pacote Office do Windows era visto com profissional diferenciado no mercado de trabalho. Em 2016, isso nem de longe impressiona um recrutador, muito menos se mostra como critério de desempate em um processo seletivo.

Nos próximos anos, alguns fatores sócio econômicos, geopolíticos e demográficos terão impacto direto no mundo que gira em torno do trabalho. Outro exemplo? Muitas profissões que ninguém conhece hoje irão surgir ou certamente outras que são comuns na atualidade irão desaparecer. No fim, quem estiver preparado(a) para aproveitar novas oportunidades, certamente vai prosperar e sair na frente.

Cada vez mais a qualificação é o grande diferencial para lidar com a concorrência. Se hoje ela já é fundamental, no futuro será ainda mais. A tendência é que profissionais menos qualificados estejam sempre competindo por vagas em longos e desgastantes processos, enquanto os profissionais bem qualificados serão disputados pelas organizações.

Este artigo é na verdade uma análise sobre a necessidade de se adaptar ao futuro, e a importância de ter um planejamento bem definido sobre o profissional que você quer ser. Portanto, vamos descobrir quem é o profissional do futuro – qual será o perfil exigido pelo mercado em 10 anos.

Vamos lá?

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1 – Uma boa e compatível formação

Esse item no currículo é e continuará sendo avaliado pelos recrutadores ainda por muito tempo. Sabe aquele sonho do diploma que seus pais certamente fizeram questão que você corresse atrás? Não foi em vão: muitas empresas analisam os cursos e a tradição das instituições por onde o candidato passou. As melhores escolas e faculdades são aquelas que têm a fama de exigir muito de seus alunos, e consequentemente, possuem os candidatos mais bem preparados na parte teórica, que é fundamental.

No entanto, somente a graduação não será capaz de garantir a entrada ou permanência de um profissional em uma organização. Hoje o acesso à formação superior está mais democrática e já não é mais um diferencial nos currículos.

As especializações continuarão contando muitos pontos a favor. Seja mestrado, doutorado, cursos de idiomas, capacitações, participação em workshops, pós-graduação ou MBA. Esses são alguns elementos que podem agregar muito valor para as empresas. Tudo, claro, se for compatível com a vaga e as atribuições exigidas pela cultura da empresa.

2 – Valores compatíveis

Por falar em cultura, as empresas continuarão em busca de profissionais que estejam alinhados com seus objetivos de atuação.

Para isso, até mesmo os perfis sociais na internet têm entregado cada vez mais candidatos – será que você está atento ao que posta e compartilha em sua rede social?

Experiências relacionadas à responsabilidade social e ambiental também contam quando a empresa possui programas e ações voltadas para esse tipo de política.

Portanto, uma dica é procurar conhecer a missão e os valores da empresa em que trabalha ou quer ingressar. E mais importante, assimilar àquela cultura com situações e características que tenham a ver com você.

Essa será ainda mais uma preocupação importante em 10 anos na hora de avaliar candidatos – e também o contrário. No futuro, cada vez menos empresas vão contratar profissionais sem levar em consideração as afinidades pessoais e comportamentais.

3 – Carreira planejada

O que move a sua vontade de trabalhar todos os dias? Existe um propósito para estar no seu emprego atual? Ele irá te levar para outro patamar?

Essas são perguntas que o profissional com a carreira planejada sabe responder sem pestanejar. Ter em mente aonde quer chegar, e quais os meios e caminhos que pretende passar até chegar lá é muito bem visto no mercado de trabalho e continuará sendo. Ter um propósito de carreira é fundamental para agir com determinação, sabendo o que precisa ser feito para conquistar o que deseja.

Quem trabalha com metas a curto, médio e longo prazo, e em prol do próprio desenvolvimento pessoal e profissional (sem se preocupar tanto com salário, poder e benefícios), têm mais chances de se dar bem. Algumas pessoas que só mantém o foco no salário costumam não refletir se o cargo escolhido realmente traz satisfação, e isso pode ser bastante prejudicial.

Como parte desse desenvolvimento pensado para você, queira sempre se motivar através de desafios. A sede por aprender algo novo, não se acomodar e sair da zona de conforto está entre as qualidades mais procuradas por recrutadores e chefes hoje em dia. Em dez anos, isso já não será mais novidade, e sim, essencial para distinguir bons e ruins profissionais.

4 – Capacidade de liderança

Dentro dessa perspectiva de desenvolvimento, as empresas têm se concentrado em contratar profissionais que possam não apenas crescer em suas funções, mas também assumir outras responsabilidades e se tornarem líderes de times.

Um perfil tendência é o do líder global. Tratam-se de pessoas que, além de cumprir tarefas, são também capazes de motivar, inspirar e se relacionar bem com colegas de trabalho. Em geral, esses profissionais se interessem por novas culturas e injetam inovação para o seu ambiente de trabalho, além de estarem conectadas com o que acontece lá fora.

O mercado mundial está 100% conectado e integrado, fazendo com que alterações econômicas, políticas, sociais ou climáticas tenham influencias além do próprio país e por consequência respinguem dentro das corporações. É preciso enxergar além do nosso escritório para antecipar possíveis mudanças de rota, ameaças de estabilidade e/ou oportunidades de sair na frente.

5 – Boa capacidade de tomar de decisões

Ainda dentro da competência do líder, pessoas hábeis em analisar ambientes e dados, e tomar decisões a partir disso, já se destacam no mercado e tendem a ser ainda mais disputadas até a próxima década.

A agilidade na tomada de decisões será ainda mais exigida. Diante da pressão, muitos profissionais, por não terem experiência e familiaridade, ficam paralisados. A maior cobrança é em cima da “atitude” diante do risco. Portanto, trabalhe a sua confiança para tomar decisões mesmo sem ter todas as informações disponíveis. Um bom líder identifica os problemas, propõe soluções, age quando é necessário e lidera a equipe rumo ao sucesso.

Essa competência era a oitava mais demandada na lista de previsões levantadas por um relatório produzido pelo Fórum Econômico Mundial até o ano passado. Nas previsões até 2020, ela subiu para a sétima posição.

6 – Visão estratégica de mercado

Além de tudo isso que vimos falando, o mercado do futuro vai exigir ainda mais que os profissionais tenham uma visão estratégica do campo profissional em que atua.

As pessoas que têm se mantém sintonizados com o as oscilações econômicas e sociais, e são antenados com a dinâmica do ambiente corporativo passam na frente daqueles que esperam sentados(as) a orientação de um superior. Por isso, esteja sempre atento(a) às novidades, leia, se informe, e observe o que a concorrência anda fazendo – e como você pode se destacar!

7 – Abertura a mudanças

Um perfil profissional de sucesso e com maiores chances no futuro será aquele que conseguirá não apenas se adaptar às mudanças econômicas e sociais, mas também conseguirá enxergar oportunidades vindas delas. Isso é estar aberto ao novo, à capacidade de se reerguer e reinventar. Somado à uma atitude positiva e otimista, certamente esse profissional terá um merecido destaque até 2026.

O mercado de trabalho da próxima década certamente irá “empurrar” os profissionais para fora de sua zona de conforto, porque as mudanças ocorrem de forma cada vez mais repentinas. Principalmente em profissões que fazem uso de tecnologia.

Veja um exemplo que até pouco tempo não era observado: um garçom, para exercer sua função, precisava até 5 anos atrás das habilidades básicas manuais, escrita e atenção, para dar conta de recepcionar clientes, anotar pedidos, servir e recolher o pagamento, certo? Hoje, com o uso da tecnologia em muitos bares e restaurantes, precisou-se além dessas habilidades, saber manusear aplicativos específicos para anotar pedidos e fazer controle de comissões. Essa é uma habilidade que é desenvolvida através de treinamento, e quanto mais aplicada, mais eficiência o garçom terá no seu trabalho: os pedidos não terão erro e, a depender da velocidade de registro, podem sair mais rápido. O cliente ganha agilidade e precisão com isso.

Se essa adaptação aconteceu num intervalo tão curto, imagine como será daqui 10 anos? Provavelmente mais funções consideradas “básicas” e “não intelectuais” passarão a exigir profissionais mais qualificados e com familiaridade à outras novas competências.

Estar aberto às mudanças e não se conformar com o que você já sabe é uma tendência que não pode ser ignorada.

8 – Adaptação às novas formas de trabalho

Ainda falando sobre novidades, outra questão que já falamos em outros artigos é a mudança que o mercado passa nas formas tradicionais de se trabalhar.

O tradicional escritório e horário comercial (bem como as 40 horas semanais) estão com os dias contados.

O home office, com suas vantagens e desvantagens, tem se mostrado uma alternativa para empresas que passam por crises e precisam economizar, e no futuro, servirá cada vez mais para diminuir os problemas causados pelos grandes centros urbanos – como trânsito e mobilidade, além de agregar mais saúde física e mental para os funcionários.

No futuro, o profissional deverá estar mais adaptado a trabalhar sob diversas circunstâncias: em casa, hotéis, parques, aeroportos… e também em diferentes horários. Isso também inclui mais flexibilidade para jornadas de trabalho, já que horários fixos de trabalho também não farão mais sentido em algumas profissões. Com a popularização e apropriação da tecnologia, as pessoas estarão ainda mais conectadas 24 horas por dia nos próximos anos, ficando mais disponíveis para manter clientes mais próximos e para colocar as demandas em dia.

9 – Inteligência emocional

A gestão das emoções é um dos pontos mais avaliados e cobrados dos profissionais. Se hoje isso já é cobrado, em uma década certamente será ainda mais. Isso porque o “espírito de luta” é um atitude que faz os profissionais passarem por “sucessos” e “crises” com mais facilidade.

Para muitos especialistas na área de recursos humanos, essa é a competência do século 21, portanto, será um diferencial nos perfis profissionais ainda por muito tempo.

Algumas empresas têm criado simulações de tensão para verificar a reação de candidatos em processos seletivos. Por isso, é preciso focar não apenas no intelecto quando gerenciamos nossa carreira, mas dar atenção também ao bem-estar emocional. Aí entra uma boa rotina de exercícios físicos, alimentação saudável e um tempo separado para atividades de lazer. Afinal de contas, mente sã, corpo são.

Se quiser mais detalhes sobre essa competência, veja esse artigo que preparamos há algum tempo. Lá falamos sobre como usar a inteligência emocional para conquistar colegas e melhores salários.

10 – Mente criativa e inspiradora

Criatividade, desde sempre, não é algo que se compra ou adquire facilmente. É como cantar: muitas pessoas nascem com o dom, e outras aperfeiçoam com o tempo.

Um mercado competitivo necessita, sempre necessitou e sempre necessitará de profissionais criativos, que tragam ideias diferenciais para atrair público e converter isso em algo de sucesso – uma grande campanha, uma grande venda, um grande alcance… não importa.

Diante desse cenário, as empresas estão sedentas por mentes revolucionárias, capazes de criarem produtos e serviços que o consumidor ainda nem sabe que precisa. Os ideais de consumo, desde sempre e sempre, movimentarão boa parte das engrenagens trabalhistas no mundo.

Uma excelente formação técnica associada a habilidades pessoais criativas certamente apresentam melhorias para empresas e estratégias inovadoras diante da concorrência.

Profissionais criativos sabem como ninguém tirar vantagem de cenários em rápidas transformações. Não é à toa que os robôs não irão substituir a capacidade humana de ser criativo, ter ideias inusitadas ou desenvolver alternativas para resolver problemas.

11 – Capacidade de negociação

Estamos sempre negociando, não é mesmo? Quem atua no setor de compras ou suprimentos dentro de uma empresa então, lida com isso o tempo todo e mais do que ninguém aplica isso no dia a dia.

A negociação nada mais é que um processo pelo qual duas partes buscam um acordo mutuamente satisfatório, em que cada parte procura sair satisfeito.

Por isso, a arte de negociar e buscar o firmamento de bons acordos será exigido em todas as áreas, por se tratar de uma competência cognitivo comportamental. Quanto mais preparado(a) está, mais fácil ganhar uma negociação.

Em especial nas áreas de computação, matemática, artes e design, a exigência de negociação será ainda mais essencial nos próximos dez anos.

12 – Grande conhecimento sobre dispositivos móveis

Os smartphones ganharam uma popularidade absurda, mas a grande maioria das pessoas não conhece ou não sabe usar a maior parte das funções existentes no aparelho.

Mal mal fazem o básico: acessam seus e-mails, atendem e fazem chamadas. Em um futuro bem próximo, será necessário apropriar-se cada vez mais das possibilidades presentes nos smartphones e sua capacidade de integração com outros dispositivos móveis, como notebooks e tablets.

Como relatamos agora há pouco sobre a adaptação às novas formas de trabalho, é preciso ter consciência que plataformas de videoconferência e trabalho remoto irão depender ainda mais dos recursos tecnológicos de dispositivos móveis. No futuro, todos precisarão saber como se conectar e como usar sistemas de trabalho à distância.

A capacidade de desenvolver conteúdo que utilize novos formatos de mídia será essencial para alavancar uma comunicação mais persuasiva e assertiva. São coisas que caminham juntas.

13 – Familiaridade com a cultura digital

Quem conhece e sabe onde encontrar na internet algumas ferramentas, informações, e sistemas para cumprir as mais diferentes tarefas com precisão, tem uma cultura digital avançada.

O profissional que se diferencia em um mercado competitivo tem uma grande capacidade de responder rapidamente às mudanças, como falamos. Por isso é tão importante ter um bom repertório de referências tecnológicas para acompanhar esse ritmo com agilidade.

Existem diversas ferramentas gratuitas criadas justamente para facilitar a vida do profissional e aumentar a sua produtividade.

Exercite outras formas de comunicação e mantenha-se atualizado(a) em relação a blogs, redes sociais, internet, intranet, processos, sistemas de informação e transmissão de dados.

14 – Familiaridade com segurança de dados

Os benefícios do armazenamento de nuvem são muitos, e cada vez mais empresas tem aderido à essa nova forma de armazenar dados com segurança.

Em um futuro próximo, essa tendência afetará ainda mais a rotina de trabalho em diversos setores. É evidente que o mercado deve valorizar o profissional que entenda os fundamentos do processo de computação em nuvem e entenda a importância de manter dados em segurança.

A consciência sobre os riscos de vazamento de dados então, deverá fazer parte de treinamentos em diversas áreas, para profissionais de diferentes níveis hierárquicos. Com tantas ameaças virtuais (e armadilhas!), todos precisam estar atentos aos procedimentos de segurança dentro das empresas. Quem já possui familiaridade certamente sairá na frente.

15 – Noções de programação e análise de dados

Essa é uma habilidade que fará a diferença na hora de lidar com setores mais técnicos dentro e fora das empresas. Fato é que profissionais de áreas tão distintas quanto TI, RH ou vendas precisarão adquirir conhecimentos cada vez mais profundos de tecnologia para desempenhar suas funções de uma maneira mais assertiva.

Por mais que muitos profissionais não dominem linguagem de dados, um mínimo de conhecimento será útil para ir direto ao ponto ao fazer uma solicitação ou acompanhar uma demanda tecnológica.

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10 setores em crescimento

O site americano Business Insider publicou uma lista com alguns setores da economia que terão crescimento na próxima década, e certamente terão seu ápice em 2026.

Destacamos aqui os 10 mais promissores. São áreas em sua maioria com profissões ligadas a informática, indústria e prestação de serviços a idosos, já que a idade média da população mundial tende a crescer.

1 – Desenvolvedores de software – Com o boom dos aplicativos, os profissionais que criam e prestam suporte para programas mobile terão ainda mais espaço nos próximos anos.

2 – Serviços de apoio vocacional – O futuro mercado de trabalho será cada vez mais exigente do profissional, e por isso, serviços que orientem as pessoas sobre mudanças e adaptações em suas carreiras serão muito demandados.

3 – Aluguel de maquinário industrial e de comércio – Segundo o site, embora a mecanização tenha extinto empregos, empresas que alugam esse tipo de equipamento vão tirar proveito desse cenário, por medida de economia.

4 – Setor de construção – Após uma queda na produção nos dias atuais, a estimativa é que o setor se recupere na próxima década. Com isso, profissionais que atuam nessa indústria serão beneficiados com um novo respiro. Os investimentos na infraestrutura devem continuar, o que torna os engenheiros civis profissionais de destaque também nos próximos 10 ou 15 anos. É uma profissão clássica que deve continuar forte.

5 – Indústria de cimento e concreto – Com a recuperação da construção civil, essa indústria também terá uma grande demanda já na próxima década.

6 – Indústria de marcenaria – Também puxada pelo crescimento do setor de construção, empresas que trabalham com produção de objetos em madeira terão oportunidades expandidas.

7 – Prestação de serviços em edifícios – Porteiros, seguranças particulares e recepcionistas serão necessários com a prevista retomada do crescimento da economia na próxima década.

8 – Profissionais de saúde – O envelhecimento da população criará uma demanda maior para médicos, dentistas e profissionais de saúde em geral.

9 – Prestação de serviços de saúde em casa – Ainda nessa onda, e com a expansão das grandes cidades, o serviço de saúde doméstico tende a crescer ainda mais.

10 – Profissionais de laboratórios de análises clínicas – Desenvolvimento e maior acesso a serviços de diagnóstico cenários certeiros para procura de profissionais que trabalhem em laboratórios.

Para finalizar

E ai, conseguiu identificar o profissional do futuro – qual será o perfil exigido pelo mercado em 10 anos?

Fique à vontade para compartilhar suas experiências e apontar outras características essenciais no profissional do futuro.

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