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Regras de etiqueta em redes profissionais como o LinkedIn

O “boom” das redes sociais tem transformado a maneira de se relacionar e fazer negócios entre as mais diferentes pessoas, promovendo até improváveis encontros entre indivíduos. O LinkedIn é hoje a maior rede social profissional do mundo, e a mais popular aqui no Brasil, onde até tem escritório próprio.

O site se transformou em uma rede social que tem como objetivo o relacionamento de pessoas interessadas em discutir questões de carreira e trabalho dentro de um ambiente mais formal e organizado que as redes mais populares como Facebook, Twitter e Instagram.

Este artigo é para você usuário, novo ou regular, que deseja conhecer as principais regras de etiqueta em redes profissionais como o LinkedIn, assim como é importante seguirmos algumas orientações quando estabelecemos um contato mais formal cara a cara.

Vamos ajudá-lo(a) a causar uma impressão mais positiva e certeira, para quem procura um novo emprego, uma recolocação ou mesmo manter-se valorizado(a) no mercado.

A maior rede profissional voltada para relacionamentos corporativos do mundo é também palco central de oportunidades online.

O que chamamos aqui de “regras de etiqueta”, na verdade, é um código de comportamento baseado na opinião de recrutadores e a partir de pesquisas que o próprio portal fornece. Além disso, a maioria das orientações que vamos passar aqui derivam de um raciocínio lógico e ampla compreensão da presença e atuação de usuários nas mídias sociais. O site possui um modelo de relacionamento, e é com base nisso que falamos sobre “regras”.

A importância de falarmos sobre esse assunto se dá, principalmente, em função do número cada vez maior de empresas que buscam o site profissional para preencher as vagas de trabalho. A presença e atuação de usuários nesta rede se tornou tão importante quanto um currículo bem estruturado e organizado, como era impresso e entregue nas empresas como antigamente.

Um estudo realizado pela Robert Half, uma das maiores empresas de recrutamento no mundo, apontou que 21% das empresas nacionais afirmaram que utilizam ferramentas de redes sociais para contratações. O Brasil lidera e está na frente de países como Espanha, Itália e a Holanda.

Muitas empresas, inclusive, apontam o desenvolvimento de um bom perfil online como característica do profissional do futuro.

Para não correr o risco de estragar sua imagem profissional, é interessante ficar de olho nos pontos que vamos destacar abaixo.

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Um resumo da força do LinkedIn

No ar oficialmente há mais de uma década, o LinkedIn é uma rede profissional passou por muitas transformações e adaptações para se tornar a mais relevante do momento.

O site é acessível em mais de 20 idiomas, tem mais de 433 milhões de usuários e está em 200 países e territórios. É possível criar um perfil usando as credenciais do Facebook, o que facilita o cadastro e faz aumentar as estatísticas.

A rede concentra o maior número de usuários entre todas os concorrentes e oferece planos em modalidades gratuitas e pagas com investimentos a partir de R$ 48,95.

Palco de networking

O LinkedIn se tornou uma estratégia recorrente às empresas no processo de seleção, permitindo aos recrutadores, gestores e empresários a coleta de informações sempre atualizadas dos profissionais. Além disso, permite o alcance a um grande número de candidatos com base nas atribuições das vagas e permite a troca rápida de mensagens. Tudo isso traz ganho de tempo e assertividade nas informações obtidas, já que normalmente o movimento em bancos de currículos gira em torno de 6 a 8 meses. Esse tempo todo acaba gerando uma grande desatualização de documentos, ao passo que, em redes profissionais, as informações se dão em constante atualização.

Ter um perfil adequado no LinkedIn, e a forma como ele é usado, virou inclusive um dos principais critérios de desempate em processos seletivos, tamanha sua importância.

Por ser uma rede social com foco no mundo corporativo, o LinkedIn virou ainda um verdadeiro centro de promoção, divulgação e aperfeiçoamento profissional. O networking nessa rede tornou-se uma prática comum e cotidiana para quem busca evolução profissional e tem familiaridade com os recursos que o site apresenta.

Primeiro passo: entenda a sua presença no LinkedIn

O caminho mais fácil para começar a entender a verdadeira “etiqueta” do LinkedIn é compreender como essa mídia funciona e qual a função da sua presença nela.

Como toda rede e suas diversas funcionalidades, muitos usuários acabam se perdendo e caindo em armadilhas que os deixam queimados com chefes e recrutadores.

Por definição, o LinkedIn é uma rede social vertical que tem como objetivo o relacionamento profissional. Por isso, comece pensando o seguinte: se você não tem uma determinada atitude no mundo físico, não deve ter no mundo online. A internet não é “terra sem lei”, e os mesmos cuidados que você toma ao abordar ou responder alguém pessoalmente devem ser levados em consideração no LinkedIn.

Por essa razão, o posicionamento nesta rede requer uma série de cuidados, pois o ambiente não tem como objetivo as relações informais e sim as relações formais entre profissionais e empresas. O resultado é que, tanto o seu perfil quanto o conteúdo publicado nele, devem ser mais estruturados e selecionados.

Um dos maiores erros que usuários cometem no LinkedIn é tratá-lo como se fosse uma rede informal de relacionamento. Conversam e desabafam como se estivessem no Facebook ou fazem piada de situações cotidianas como se estivessem no Twitter.

Tudo isso pode trazer resultados desastrosos para sua estratégia de marketing pessoal na internet.

Esteja atento(a) ao título profissional

O título (headline) no topo do seu perfil no Linkedin é um dos elementos mais importantes que devem ser levados em conta quando se constrói a sua presença nesta rede profissional.

Quando fazemos convites, enviamos currículos, participamos de discussões em grupos e aparecemos nas pesquisas efetuadas por recrutadores, o título do seu perfil Linkedin surgirá em destaque.

São 120 caracteres que devem dizer um pouco do que fazemos e talvez do que desejamos fazer. Lembre-se: as primeiras impressões do seu perfil são feitas em função da informação que coloca neste título profissional.

Um estudo do site mostrou que que 37% de 677 entrevistados afirmaram que o título profissional é o elemento mais importante de um perfil.

Em muitos casos, um outro usuário ou recrutador não irá visitar o seu perfil se não tiver um título sugestivo e atraente.

Por isso, a regra é sempre optar pelo seu título profissional (cargo) que você atua (em caso de estar empregado) ou que atuou e deseja continuar (caso esteja desempregado). Se seu objetivo é um outro cargo ou área, deixe especificado no título para que você possa ser melhor encontrado(a) através de buscas.

Mas vamos supor que você já tenha atuado como Gerente de Projetos e Gerente de Operações, e deseja ser candidato para ambas. Por que não colocar “Gerente de Projetos / Operações” no seu título profissional?

Especialistas na área recomendam que o usuário não coloque no título algo como “em busca de novas oportunidades” ou “desempregado”, justamente por dificultar a busca. No máximo, dá para colocar o cargo que você pretende no título, e no campo “nome da empresa” inclui a expressão “em busca de novas oportunidades” ou “em busca de recolocação”. Jamais coloque a palavra “desempregado”. Apesar de parecer tudo a mesma coisa, a palavra tem uma conotação ruim e existem substitutos mais adequados, como mostramos.

Menos é mais

A próxima regra a ser seguida tem relação às sua conexões, ou seja, aos amigos, parceiros e colegas que fazem parte da sua lista. Existe uma ilusão de que “quanto mais contatos você tiver, melhor será o seu perfil”, o que não é verdade. O que prevaleça é aquela mesma regra que já falamos em outros artigos sobre interações nas redes sociais: menos é sempre mais!

Não convide pessoas com os quais você não tenha nada em comum, apenas para tornar a sua rede maior. Isso só vai sobrecarregar seu feed com notícias e movimentações desinteressantes. Também não se ofenda se alguém negar ou ignorar seu pedido de conexão, pois nesta rede profissional, as pessoas são mais seletivas.

Também pense duas vezes antes de aceitar um convite de um desconhecido. Será que aquilo irá somar? O usuário tem conexões em comum? Vocês estão no mesmo nicho de mercado? São perguntas que devem ser levadas em consideração antes de agir.

Quanto mais relevante você for para sua rede, mais fortes e assertivas serão suas conexões.

Da mesma forma, quando um dos seus contatos pedir para ser apresentado a outra pessoa da sua rede, pense antes de tomar uma atitude. Entenda quais as intenções nessa ação, se há afinidade entre ambos… Lembre-se que o que está em jogo no LinkedIn é a sua reputação enquanto profissional.

Recomendações e competências

No LinkedIn há um espaço para receber e produzir recomendações a respeito do trabalho e habilidades de outros perfis. Para que você receba boas recomendações, comece pensando na possibilidade de dar o primeiro passo. Não é legal pedir recomendações a ninguém. Quando fizer uma recomendação a alguém, identifique afinidades, como por exemplo, habilidades de interação, período em que trabalharam juntos, projetos feitos em parceria, e por aí vai. Claro, nem é preciso dizer que isso só deve ser feito com pessoas que você realmente conhece e já tenha trabalhado. Parentes e amigos que nunca foram colegas de trabalho não contam.

E nunca, nunca peça recomendações. No máximo, peça àqueles que já foram seus chefes, tutores ou gestores diretos nas últimas empresas por onde passou.

No LinkedIn, as recomendações devem ser espontâneas. Por outro lado, fazer recomendações sobre pessoas com as quais você já trabalhou ou conhece o trabalho é uma iniciativa muito bem vista. Colete um bom número de recomendações: são elas que mais saltam aos olhos dos caça-talentos.

Já as competências servem, principalmente, para recrutadores identificarem mais facilmente algumas habilidades do usuário e terem uma visão geral das áreas em que você é especializado(a). Definir competências para alguém é mais fácil do que escrever recomendações, mas é importante não fazer isso apenas esperando que as outras pessoas façam de volta. Só peça e retribua apenas se você realmente perceber que há mérito.

Interaja e tenha conteúdo para oferecer

No feed de notícias da página inicial do LinkedIn há muita informação – mensagens de grupos, comentários feitos por conexões, atualizações de páginas que você segue… Neste campo, preste bem atenção ao que as pessoas estão discutindo ou em que projetos estão interagindo.

Você pode oferecer sugestões, enviar links úteis, compartilhar vagas de emprego ou apenas deixar um comentário construtivo. Além disso, você pode compartilhar ideias e oferecer orientações a partir da sua própria experiência. Com essas pequenas atitudes, você gera grande impacto sobre as suas conexões e fortalece os laços profissionais com pessoas que conhece, além da possibilidade de ser visto por aqueles que ainda não o(a) conhecem.

Não use o LinkedIn como se fosse uma rede social horizontal como o Facebook. O compartilhamento de conteúdo é uma poderosa ferramenta de networking, mas este conteúdo precisa ser relevante para a rede, e de preferência, que você tenha alguma contribuição significativa com o conteúdo compartilhado.

Personalize os convites de conexão

Esse talvez seja um dos erros de etiqueta no LinkedIn mais comuns. Ao solicitar uma nova conexão, o site te dá a opção de marcar qual a origem do contato, já que a regra máxima é que os convites só devem ser feitos entre pessoas que se conhecem.

Ali, existe uma resposta padrão pronta para ser enviada, mas o ideal mesmo é que você personalize cada convite ou resposta de solicitação de contato para criar um vínculo maior com a pessoa com a qual você está fazendo contato.

Após a pessoa aceitar o convite, lembre-se que o contato não acaba ai. Adicionar uma pessoa à sua rede de conexões e depois nunca mais interagir com ela é considerado um mau comportamento. Busque sempre manter um canal de interação com suas conexões, através de mensagens privadas ou outras interações abertas, como parabeniza-los por uma nova posição ou conquista profissional.

Respeito às regras de grupos

Uma das melhores funcionalidades do LinkedIn são os grupos. Para um melhor aproveitamento deste recurso, conecte-se a grupos e siga as empresas que façam parte do seu interesse. Participe, interaja e acompanhe de perto as instituições que deseja trabalhar ou que simplesmente admire.

Mas lembre-se: cada grupo costuma ter uma série de regras que precisam ser respeitadas. Caso contrário, isso pode acabar provocando situações conflituosas.

Isso geralmente acontece quando o participante se esquece o verdadeiro objetivo do grupo e passa a usar o espaço para autopromoção ou para a provocação de polêmicas sem a menor necessidade. Tenha cuidado quando participar de fóruns abertos para não se envolver em discussões que podem prejudicar sua imagem.

Mais dicas para um perfil adequado e certeiro

- Crie uma URL personalizada (por exemplo: www.linkedin.com/in/seunome) para dar mais credibilidade ao seu perfil. Aproveite que o Linkedin permite a customização sem precisar pagar por isso. Faça e divulgue este endereço em seus materiais de divulgação e e-mails profissionais.

- Escolha uma foto apropriada para o perfil, com boa luz e trajes adequados. Quanto mais profissional (aparência e natureza da foto), melhor. E claro, ela deve ser atualizada. O contrário disso pode transparecer desleixo e falta de profissionalismo. Fotos 3×4 não são uma boa pedida. Não precisa necessariamente estar sério(a), e não há problema se estiver sorrindo.

- Na descrição do perfil, não dê espaço para falhas: aposte na concisão, objetividade e autoconfiança.

- Não deixe de fazer a atualização de seu currículo regularmente. Liste todo o seu histórico profissional e acadêmico, e gaste mais caracteres para aquelas experiências em que obteve os maiores resultados.

- Compartilhe seus trabalhos e dons. Divulgue apresentações em PowerPoint, vídeos, teses defendidas, trabalhos apresentados em congressos, por exemplo. Tudo isso servirá para valorizar sua imagem.

E para quem tiver interesse: benefícios da conta premium

O LinkedIn possui um plano específico com foco no usuário, com o nome de “Job Seeker” (ou “procurador de emprego”). Você pode usufrui-lo durante o primeiro mês sem custo, com direito a cancelar quando quiser. Após esse período, você paga uma mensalidade de quase 50 reais por mês.

O plano dá direito ao envio de mensagens diretas a recrutadores, visualizar aqueles que visitaram seu perfil (e como seu perfil foi encontrado entre tantos), coloca o candidato em destaque no topo da lista que aparece para recrutadores, e ainda tem uma opção para comparar perfis.

Buscando o auxílio de um profissional coach

Um profissional especializado em técnicas de coaching pode auxiliá-lo(a) a fazer um check-up completo e impulsionar sua atuação nas redes sociais, em especial no LinkedIn.

Seja com foco em profissionais desempregados que buscam uma recolocação no mercado ou quem já está empregado, mas deseja melhorar o desempenho para se destacar e não correr o risco de ser demitido.

Outras duas redes sociais profissionais em comparação com o LinkedIn

Além do LinkedIn existem ainda outras redes profissionais com menos atuação e popularidade no Brasil. O Google é prova disso: essas duas opções que vamos mostrar têm poucas visitas quando o assunto é busca orgânica no site de buscas mais famoso do mundo.

1 – Bayt – www.bayt.com (em inglês) - A Bayt tem por objetivo anunciar as oportunidades de carreira na região do Golfo Pérsico e Oriente-médio, em países como Tunísia, Iraque, Emirados Árabes. Está disponível ainda nos idiomas árabe e francês, o Bayt oferece recurso de login e de criação de perfil usando as credenciais do Facebook ou do Google.

Para quem deseja conquistar um emprego em algum desses países, pode ser uma boa opção

Diferente da liberdade do LinkedIn, o Bayt é quem determina o grau de experiência de cada perfil a partir do currículo – para saber quem é nível junior, pleno ou sênior, por exemplo. O site leva em conta principalmente os anos de atuação e semelhanças entre as experiências do candidato, além dos conhecimentos extras.

Dá ainda para criar um currículo em vídeo, incorporado ao seu perfil através do YouTube. Basta informar o link no formulário de perfil do Bayt e aguardar que seja aprovado. Para profissionais em que determinada aparência é desejada, ou em casos de demonstração de habilidades de fala e comunicação, este recurso é bem interessante.

O site não trabalha com planos mensais, mas há uma versão premium anual que possibilita ao usuário a promoção de mais pedidos de emprego, avaliação de perfis, melhor localização de contatos com recrutadores e gerentes, redação de carta de apresentação, além de outros acessos ilimitados.

2 – Xing – www.xing.com/pt (versão em português) - Essa é a maior rede profissional online em países de língua alemã, com mais de 10 milhões de membros no mundo inteiro. Quem deseja trabalhar na Alemanha, Áustria ou Liechtenstein, pode apostar nesta opção.

Além de pesquisar por vagas fixas, dá para procurar vagas temporárias através de projetos com prazo de duração determinado usando palavras chave. O portal não tem relação com Facebook ou Google, portanto, é preciso fazer um cadastro no próprio sistema. Existe ainda uma versão em aplicativo disponível para download no Windows Phone, iOS e Android.

Enquanto o LinkedIn informa o número de visualização de perfil, mas limita os relatórios aos cinco últimos visitantes, o Xing não informa a identidade dos usuários. Visíveis ficam apenas os avatares de quem viu seus dados e a descrição de um ou de dois critérios de busca usados para chegar ao seu perfil. No entanto, com a adesão da conta premium, o usuário tem recursos mais avançados, como estatísticas mais detalhadas sobre os visitantes do seu perfil, enviar mensagens para aqueles que não estão nos seus contatos, destaque nos resultados de pesquisa (e com isso, maior visibilidade do perfil), entre outros.

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Conclusão

E ai, o que achou das orientações que passamos aqui? Fique à vontade para compartilhar alguma experiência boa ou ruim que você já passou ou presenciou no Linkedin.

Como vocês perceberam, regras de etiqueta em redes profissionais como o LinkedIn têm como base a prática do bom senso e compreensão da finalidade dessa rede.

Não deixe de dar uma conferida em um outro artigo que fizemos sobre o assunto, mas com outro foco: como incluir sua empresa nas redes profissionais da internet.

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