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Trabalhar em home office compensa? Descubra vantagens e desvantagens na modalidade

O escritório doméstico é uma modalidade de trabalho que, aos poucos, vem ganhando espaço no mercado de trabalho brasileiro.

Esse é um dos principais tópicos quando se fala em “trabalho do futuro”.

Em primeiro lugar, o significado literal do termo pode não ser o mesmo da prática. Isso porque esse “local” pode não ser necessariamente a casa, mas sim um espaço alternativo ao escritório. Esse local pode ser também localizado em hotéis, parques, cafés, aeroportos… ou em casa. Não é uma regra ser em apenas um único espaço.

Na verdade, se formos parar para pensar, o significado de “home office” estaria mais para “trabalho portátil”, ou seja, aquele que você consegue realizar em (quase) todo lugar que estiver.

As vantagens que o esquema home office oferecem, à primeira vista, vêm seduzindo um número cada vez maior de brasileiros que miram essa opção como um objetivo profissional. Quem não gostaria de trabalhar sem um chefe chato ao lado?

Mas as coisas não são bem assim.

O que vamos mostrar neste artigo, é que a montagem de um escritório em casa oferece vantagens para empregados e empregadores, mas também desvantagens, que devem ser analisadas criteriosamente também do ponto de vista familiar.

A área de vendas, por exemplo, é a pioneira na adoção do home office no Brasil, como constatou essa reportagem da revista Exame na internet.

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Vamos pelos números

Um outro levantamento realizado por uma empresa especializada em recrutamento e seleção destacou que apenas 30% das instituições pesquisadas adotam a prática, que é muito comum em outros países.

Nos Estados Unidos por exemplo, há várias empresas que já utilizam o sistema de trabalho em home office – cerca de 40 por cento. Lá essa modalidade está prevista em legislação e pode ser vantajoso tanto para a empresa quanto o empregado. Os resultados são animadores e têm impulsionado outras empresas neste caminho.

O trabalho flexível foi destaque também em uma pesquisa feita pela consultoria PwC, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (São Paulo), com 113 empresas. Um grupo de 1,6 milhão de pessoas apontaram que uma das principais aspirações de seus funcionários é buscar formas alternativas de trabalhar. Essa revelação estava lado a lado com a busca por uma remuneração mais competitiva e um sistema de promoções baseado em méritos.

Mas não é para todo mundo

Antes de tudo tenha ciência que nem todo profissional pode trabalhar em home office.

A empresa e o cargo ocupado precisam ter características que possibilitam a realização das atividades, sem comprometer o resultado.

Alguns cargos exigem que o trabalhador utilize ferramentas que não podem ser retiradas da empresa – por uma questão de portabilidade e segurança. Outros, pedem que o profissional esteja em contato físico constante com outras pessoas – colegas de trabalho ou não.

Profissionais que possuem perfis mais dinâmicos, que precisam interagir com colegas no dia a dia para se sentirem inspirados e que não conseguem se organizar individualmente sem o “olhar do outro”, certamente terão dificuldades de adaptação.

Por outro lado, mães de filhos pequenos, pessoas com necessidades especiais, com problemas de mobilidade ou de saúde acabam se adaptando neste perfil de profissional.

Algumas empresas optam por designar cargos específicos para essa modalidade por uma questão de necessidade – para não desligar um funcionário ou por economia.

Nesse processo, é importante que o empregador analise o perfil de cada candidato a “trabalhador home office” e identifique quem está apto para atuar nesse método de trabalho. Quem não tem o perfil necessário para trabalhar em casa pode acabar prejudicando o negócio.

Outro risco é com relação ao desenvolvimento profissional de um empregado sob o olhar do empregador. Certamente os patrões levarão mais tempo para identificar qualidades e defeitos de um funcionário, para efeito de uma possível promoção. Quando a relação é diária, fica mais fácil para o empregador essa identificação.

Um estudo feito pela Universidade Stanford concluiu que a taxa de promoção de funcionários que trabalham em casa é 50% menor do que a de funcionários presentes nos escritório.

Essa é uma das razões pelas quais algumas empresas insistem em manter empregados apenas de um a dois dias da semana fora do escri­tório.

Mas vamos detalhar os pontos positivos e negativos mais pra frente.

Requisitos para se trabalhar em casa

Não só o colaborador precisa possuir características necessárias para que o home office funcione. É preciso ligar características também do ambiente que ele escolher, os equipamentos que facilitam o trabalho e o apoio da família nesse contexto.

Um boa mesa, computador com um monitor adequado, uma cadeira confortável… são alguns dos primeiros requisitos.

O ambiente escolhido precisa ser tranquilo, sem interferências externas constantes, de modo que você se sinta parte de um lugar profissional.

A sua família precisa ter ciência que, enquanto você estiver naquela posição, você não será “marido” ou “esposa”, “pai” ou “mãe”, “filho” ou “filha”, e sim um profissional a serviço de um atividade que exige concentração e dedicação – tal como em um ambiente corporativo.

Você pode fazer uma reunião com os outros moradores da casa e explicar como será o trabalho e que, em determinado horário estará a serviço da empresa e, portanto, indisponível.

Modalidades e seus esforços

Existem basicamente duas maneiras de trabalhar em casa: como autônomo ou como contratado de uma empresa.

Se você pretende abrir o próprio negócio em casa como autônomo ou micro empreendedor individual, prepare-se para se adaptar a um esquema de trabalho diferente do habitual – incluindo horários e folgas diversificadas.

Mas se você trabalha em casa para uma empresa em específico, o preparo é para trabalhar de forma mais contínua e intensa, querendo ou não. Isso porque você provavelmente estará sozinho, salvo as ligações telefônicas que tiver que fazer ao longo do dia de trabalho.

Home office e suas vestimentas

Um erro bastante comum é o profissional home office se vestir em casa muito diferente da maneira que se vestiria em um trabalho tradicional.

Short, bermuda, pijama, roupão… nada disso é adequado para “se sentir” em uma atividade profissional. Por uma questão lógica mesmo, de associação que o celebro fará sem você perceber.

Isto não significa que seja necessário colocar roupas formais todos os dias. O importante é trabalhar com uma roupa confortável que transmita uma atitude profissional para si mesmo e para os outros – via reunião video conferência ou mesmo numa ligação, onde a voz demonstra um estado de espírito tanto quanto uma imagem.

Para homens, camisa polo e jeans, por exemplo, são peças-coringa. Associados a uma barba aparada. Já as mulheres podem prezar por jeans e camisa de botão, além de maquiagem leve. São apenas sugestões, pois moda também é uma questão de gosto pessoal e cada um se sente confortável de um jeito.

Tudo isso pode ajudá-los com a motivação no ambiente do lar.

Algumas doses de disciplina

Para que o trabalho home office funcione com produtividade, é preciso um auto controle fora do comum e disciplina para atuar de acordo com o que a atividade manda.

Por incrível que pareça, tem gente que acha que ao trabalhar em casa, haverá tempo de sobra para o lazer – já que teoricamente irá economizar tempo com trânsito, por exemplo.

Mas não é bem assim. É preciso disciplina para definir (e cumprir) horários de início, dosar as pausas e o fim do expediente.

A gestão do tempo deve ser feito de maneira ainda mais rigorosa que o habitual, principalmente em relação ao cumprimento de prazos.

O segredo é tentar estabelecer um ritmo de trabalho próprio, objetivo e eficiente.

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Aproveite as vantagens

Tendo ciência de alguns “poréns”, vamos à parte boa disso tudo.

Quem consegue passar pelos desafios de começar e se adaptar ao ritmo de trabalho home office poderá usufruir de algumas vantagens.

Como dissemos, o tempo que você economiza escapando do trânsito ou no trajeto casa-escritório pode ser utilizado para praticar alguma atividade relacionada à saúde, resolver compromissos médicos, bancários ou mesmo pessoais. Ah, evita também o desgaste ocasionado pelos famosos atrasos, que não são bem vistos internamente nas organizações.

Dá ainda para controlar a alimentação, reduzindo até gastos com refeições fora de casa ou economizando a grana do ticket alimentação para outras ocasiões.

Outra vantagem é que, geralmente, os critérios de avaliação do trabalho passam a considerar mais a qualidade do produto final do que os caminhos que você utiliza para produzir – que envolvem tempo, disposição e métodos.

Para quem tem um ritmo biológico com tendência maior para a noite ou madrugada, essa é uma excelente opção.

A possibilidade de morar fora dos grandes centros urbanos possibilita redução do preço e aluguel dos imóveis, e com isso, economia para o empregado.

Do ponto de vista pessoal, essa modalidade pode proporcionar uma maior proximidade da família, e mais tempo para se dedicar ao planejamento financeiro dos seus rendimentos.

Mas se ligue no outro lado: as desvantagens

Toda história tem dois lados, não é mesmo?

O lado ruim dessa é, sem dúvida, a possibilidade de excesso de carga de trabalho. Como os horários serão mais indefinidos, conforme combinado com a empresa ou por vontade própria (no caso dos autônomos), o profissional acaba atendendo clientes e demandas em finais de semana e horários não habituais.

Colocando no papel, pode até ser que você trabalhe mais tempo do que se comparecesse ao escritório em horário comercial.

Outro problema (e bastante recorrente) é uma tendência ao isolamento e confinamento. Mesmo para quem não mora sozinho, pode acontecer uma sensação de “anti socialismo”. Isso porque quando você mantém trabalhadores lado a lado, a tomada de decisões é feita de maneira mais ágil. Sem esse contato constante com os colegas de trabalho, esse isolamento certamente pode ocorrer.

De acordo com uma pesquisa feita pela empresa Steelcase, 70% dos profissionais que trabalham de casa dizem não conseguir executar uma tarefa como esperavam porque a distância do escritório e dos colegas influencia negativamente.

Já 43% deles afirmaram que muitas vezes é difícil ter o mesmo nível de entendimento de uma tarefa ou demanda por telefone ou vídeo, do que presencialmente.

Por isso, é preciso estar sempre atento.

Mas por outro lado, isso pode ser revertido com a possibilidade de frequentar a empresa alguns dias por semana/mês, ou mesmo na convivência pessoal através de reuniões presenciais, a depender do ramo da atividade do profissional.

Atento às responsabilidades da empresa

As responsabilidades para início de uma atividade home office devem partir também da empresa, se essa for a modalidade.

É importante que a empresa dê todo o suporte necessário para que o seu empregado execute as atividades com toda a estrutura necessária. Na maioria dos casos, isso significa custos como, por exemplo, a disponibilidade de uma internet de banda larga na residência, mobiliário e computador próprio, licenciamento de softwares de conectividade com a empresa, programas como o Pacote Office, antivírus, e todas as funcionalidades tecnológicas necessárias para a atividade.

Fique de olho no que for combinado antes de iniciar o trabalho. Essas questões podem estar redigidas via contrato, prevendo todas as questões trabalhistas para que nenhuma das partes tenha prejuízo ou possa ser cobrado(a) no futuro.

É preciso ainda avaliar o custo-benefício da atividade home office. Será que o investimento vale a pena?

A transição de um modelo presencial para um esquema remoto exige muita confiança entre empregador e empregado, pois do contrário, haverá sempre uma sensação que “o funcionário não está trabalhando”, ou o empregado pode entrar em uma paranoia de que, se não estiver 100% disponível, causará essa impressão de desleixo ao superior imediato.

Tudo isso faz parte de um protocolo de relacionamento entre chefes e empregados que envolvem, mais uma vez, confiança.

Uma solução para intensificar esses laços é passar por um treinamento em que as duas partes aprendem sobre o novo sistema e a maneira ideal para trabalhar longe do escritório.

Para empregadores

Sob a ótica das empresas, a modalidade home office acaba reduzindo o consumo de energia elétrica, combustível, e em alguns casos, alimentação e vestuário para funcionários. Além disso, reduz a necessidade de espaço físico e infraestrutura na empresa.

Para os clientes isso pode ser benéfico também: a partir da redução de custos de operação, a empresa pode oferecer produtos e serviços a custos menores.

A depender do ramo da atividade, a empresa pode oferecer atendimento ao cliente 24 horas por dia.

Por outro lado, um problema pode estar relacionado ao preconceito no mercado formal. Muitas pessoas ainda tendem a achar que um trabalho em casa significa pouco rendimento, salário baixo… mas isso é fácil de ser superado, e no fim das contas, não deve ser levado em consideração.

Um bom profissional é aquele que desempenha bem suas funções, e entrega resultados. Todo bom líder sabe e reconhece isso.

Dicas para se dar bem e não cair nas armadilhas do conforto

Tendo ciência dos prazeres e dissabores do trabalho em casa, vamos a algumas dicas para se ambientar melhor e fazer a prática se tornar menos angustiante.

Se você já é adepto dessa modalidade de trabalho, compartilhe também pelos comentários algumas experiências vividas por você, que te ajudaram a melhorar o rendimento.

1 – Fuja das tentações – Pode ser a geladeira, a televisão, as visitas em casa… qualquer coisa pode ser motivo de tentação para um profissional que não está 100% concentrado e dedicado a uma atividade. Por isso, mais uma vez batemos na tecla da disciplina. Na dúvida, se pergunte: será que eu faria isso no escritório? Se a resposta for não, pare e tire isso do seu automatismo. Trabalho é trabalho.

A mesma regra vale para as redes sociais e o celular – use com moderação, e tente diminuir a frequência de dar uma olhadinha pelo menos uma vez ao dia. No montante, fará uma diferença enorme!

2 – Respeite o início, meio e fim – Tenha bem definidos os horários de trabalho, de acordo com a sua avaliação e de seu empregador. Tente ainda se desligar de tudo aquilo que te rodeia externamente enquanto estiver trabalhando.

3 – Controle bem o tempo – Para ganhar em produtividade, uma boa dica é dividir o tempo em blocos de trabalho. Não importa quantos, mas a intensidade que eles terão.

4 – Trabalhe também com pausas – Não há trabalho em sequência que não sugue o trabalhador. Por isso, opte por realizar pequenos intervalos de descanso entre um bloco de trabalho e outro, ou uma atividade grande e outra menor. Quinze minutos são suficientes para você recarregar as energias antes de partir para uma outro pedaço. Levante da cadeira, saia da frente do computador e vá fazer um lanche, uma limpeza na mesa, brincar com o animal de estimação ou mesmo colocar o lixo para fora. Isso é o bastante para esvaziar um pouco a cabeça para tornar ocupá-la de trabalho em seguida.

5 – Seja proativo – Sem o chefe por perto, não pense duas vezes antes de trabalhar com antecipação. Seja seu próprio gestor no sentido de se auto motivar e auto cobrar. Não espere o telefone tocar com o número da chefia na tela para te lembrar de algo que você poderia ter monitorado sozinho.

6 – Não se isole – Não é porque você não frequenta o escritório que deixará de ficar em contato com colegas de trabalho ou parceiros. Promova almoços e happy hours com eles da mesma forma. Faça cursos em sua área, frequente eventos especializados, e mantenha-se atualizado. Se a empresa tiver um grupo no Whatsapp ou Facebook para compartilhar informações e demandas, seja atuante, de sugestões e contribua para a sintonia da equipe. Peça sempre o feedback para se manter alinhado com o chefe.

7 – Peça ajuda se precisar – O trabalho em casa não precisa ser solitário. E você nunca será capaz de abraçar o mundo. Se tiver dificuldades, não hesite em pegar o telefone e entrar em contato com alguém capaz de te ajudar. Se precisar de uma mão extra para começar ou concluir um trabalho específico, você pode contratar também um profissional freelancer ou pedir um favor à um amigo para te ajudar em uma determinada tarefa. Isso pode ajudá-lo a ficar mais tranquilo em relação ao prazo.

8 – E por fim, faça o que você ama! – Se a sua praia for ficar de pijama e dormir, certamente o home office não é para você. Pergunte-se sempre se aquele trabalho contribui para a realização de um sonho ou missão de vida, se você contribui para os resultados da empresa, e se aquilo é o que você faz de melhor.

Utilize ferramentas de gestão de projetos

Para facilitar o trabalho home office, existe na internet uma infinidade de ferramentas disponíveis para auxiliá-lo, principalmente, na organização.

Falamos sobre elas nesse artigo aqui.

São ferramentas chamadas de “colaborativas”, e auxiliam na produtividade do trabalhador.

Tem opções para armazenamento online (Dropbox, Sugarsync), ferramentas de quadros de Kaban (Trello, Todoist, Wunderlist, Toodledo), agenda pessoal (Google Agenda), gestão de tarefas (Google Keep, Evernote), trabalho colaborativo (Google Docs, BaseCamp,Ágil Social), video conferência (Hangouts, WebEx), gestão do tempo (RescueTime, Toggl) e alertas inteligentes (Clínica nas nuvens, iDone).

Não deixe de conferir. A grande maioria tem versão em português e com planos gratuitos. Tudo detalhado no artigo para você.

Sites em português para encontrar trabalho home office

Para quem adquiriu um outro olhar para a modalidade, finalizamos com a sugestão de 4 portais brasileiros que publicam vagas diariamente.

- Vagas Home Office – www.vagashomeoffice.com.br Para acessar as vagas é preciso se cadastrar. Após isso, os candidatos cadastram seus currículos e as empresas podem publicar vagas remotas. Ambos possuem filtros para pesquisa à disposição, e os dados são cruzados para combinação de perfis. Há também vagas para PCD.

- Vagas.com – www.vagas.com.br/vagas-de-home-office – Acessando por esse link direto, você encontra as opções de vagas no site com a especificação “home office” na descrição. Esse é um dos portais mais utilizados por recrutadores no Brasil. Também é preciso cadastrar o currículo no site.

- Adoro Home Office – www.adorohomeoffice.com.br – Já este portal produz um boletim semanal com novas vagas. É só clicar nos links para ver mais detalhes e em alguns casos é necessário usar o login e senha do cadastro.

- Trampos – http://trampos.co - Colocando “home office” no campo de busca “onde quero trabalhar”, você consegue encontrar as oportunidades por ordem de publicação. Caso alguma lhe interesse, clique para obter mais detalhes e, para candidatura, efetue o login no site.

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