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A história de uma modelo

 

Eu sou uma modelo, mas para mim não é nada mais que um hobby. Nem sempre fiz parte do “mundo da moda”, mesmo quando criança, nunca sonhei em me tornar modelo. Hoje eu trabalho na capital da Indonésia, Jakarta, em uma das mais famosas agências Indonesianas. Tive a chance de trabalhar em revistas mundialmente famosas, como a Cosmopolitan e a Narper’s BAZAAR (Indonésia). Trabalhei na maioria dos desfiles de moda em Jakarta, incluindo: Channel, DKNY e Calvin Klein. Antes de trabalhar na Indonésia, eu tinha um contrato com uma agência de modelos em Milão. Trabalhar em Milão não era exatamente um ofício, era um prazer! Claro que eu certamente tive um pouco de sorte porque meu primeiro contrato para trabalhar no exterior foi em Milão. Mas isso tudo não veio do nada como em um conto de fadas…

 

 

Na minha infância eu não tinha sonhos de me tornar modelo. Eu era magra e alta. Aos dezessete anos, quando voltei para a escola (último ano), uma garota veio até mim e me ofereceu um convite para um teste em uma agência, eu aceitei. Essa garota também era uma modelo na mesma agência e atualmente somos boas amigas. Ela saiu deste negócio há muito tempo atrás, enquanto eu tinha planos para Nova York e Paris! Enfim, eu tinha conseguido uma agência de modelos. Todavia, ela começou a participar em ensaios de revistas na semana da moda em meu país, depois saiu. Por quê? Porque ela realmente não se entregou ao trabalho. Ser modelo em meu país não é um negócio lucrativo. Naquele momento não poderia ir para o exterior, especialmente eu não queria, porque fazia universidade e havia muitas fofocas sobre modelos e como elas trabalhavam lá fora. Mas algo totalmente  inesperado aconteceu, fui convidada para Milão! É certo que, só aceitei, pois é a Europa, e é Milão. Desta vez eu já estava pronta, com bastante experiência em desfile de moda, também tive muitos ensaios em revistas do meu país. Em outras palavras, uma “bagagem” decente de conhecimento.

 

Talvez você pode perguntar: O clima era realmente dificil ou era só medo de ir a um lugar onde nunca estive? Não sei responder. Ainda não entendo por que, mas eu irrefutavelmente voei para a Itália (ensaios, desfiles para Cavalli, Ferre, etc.), ignorando este medo.

 

Há muitas pessoas em Milão vindas do Brasil. Eu morava com três garotas brasileiras. Ainda somos boas amigas. Eu até me lembro do dia que nos divertimos com apetrechos brasileiros durante a Copa do Mundo(2010). Engraçado que até agora posso cantar uma música brasileira que aprendi durante o campeonato. Tive muitas boas impressões das modelos que conheci no caminho. Aqui na Indonésia há um rapaz do Brasil em nossa agência, somos bons amigos.

 

 

Enfim, retornei para casa e percebi que gostaria de continuar trabalhando como modelo. Primeiramente eu trabalhei minha postura. Sempre tive a necessidade de buscar algo novo, informações que pudessem me aprimorar. Não posso negar que às vezes eu vou ao espelho e poso, esta é a melhor maneira de trabalhar consigo mesmo. Daí, tudo que aprendo no espelho, eu uso nos ensaios e os fotógrafos ficam encantados. Há um pequeno segredo: ame seu trabalho e ele te amará.

 

Se eu faço dieta? Não, nunca. Nunca segui nenhuma dieta, a única coisa que tento é prolongar minha saúde. Adoro nadar, é sempre bom para aliviar o estresse e sempre manter a forma. Infelizmente as pessoas têm uma idéia errada sobre o estereotipo de modelo. “Elas são as eternas garotas de festa, bêbadas”, até pior que isso, alguns diriam até viciadas em drogas. Bem, não há nada a ser feito, é claro, quanto a esses argumentos. Eu não uso drogas, não sou fã de álcool e festas.

 

Vamos falar sobre complexidades. Dificuldades existem em qualquer profissão. Outro estereótipo: “trabalhar com modelo é um trabalho para mulheres burras e lindas”. Nada disso. A maioria das modelos não são bonitas, apenas sabem a maneira de se portarem, sabem em qual perspectiva se parecem melhor. Dá trabalho? Sim, claro que dá. Você acha que as modelos de desfiles já nascem sabendo com fazer um ótimo “andar”? Durante a subida no podium, camufladamente, por meses e anos de treinamento, “damos o sangue”.  E ainda temos uma rotina irregular. Às vezes uma boa e tranqüila noite de sono é algo que existe no reino da fantasia. Isso é muito comum na Ásia. Na Europa também. Uma amiga minha estava me contanto como foi filmada a baixas temperaturas na praia com um biquíni, que supostamente deveria começar por volta das 6-7 horas da manhã, quando na verdade começou as 3 da matina. Isso não acontece sempre, mas…acontece.

 

Vida de modelo significa: eternas audiências. Quando você começa por ai, ninguém te conhece. Devemos nos mostrar em todos os aspectos. Na Europa, todas as garotas são modelos, e vivem através de casting. O trabalho pode ser muito difícil. Uma sessão de casting a tarde pode ser de um às dez da noite. Geralmente dez castings, permitem uma agência escolher ou não, uma modelo adequada de acordo com os requerimentos, às vezes mandam todas embora. Certamente, não é nada profissional. Você é arrastada de uma audiência a outra e acaba cansada, desperdiçando tempo. Tempo gasto com uma mala pesada de beech (portifólio de modelo) e salto alto.

 

 

Claro que há vantagens. Pessoalmente, é uma grande vantagem pode ver o mundo, vivendo um pouquinho em um país, depois em outro. Trabalho porque tudo é diferente, porque as pessoas são diferentes e a vida delas é diferente da minha. Talvez esse seja o ponto de vista para todas as modelos mais bem pagas. Mas é de extrema necessidade entregar-se de maneira efetiva a esse mundo.

 

Afinal de contas, não é tão simples quanto parece.

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Vive na ásia central. Modelo, trabalhou na itália(Milão) e Indonésia(Jakarta). Tem um hobby: Fotografia.

Um comentário

  1. Gostaria de viver essa experiencia, pois sei que estou caminhando pra isso.

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