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Como construir boas listas de e-mails e conseguir novos clientes com isso

Vimos falando muito aqui sobre mídia online e as formas de se fazer presente na vida digital do seu público. É bem provável que você enquanto empreendedor já possua pelo menos um produto virtual bem estruturado – um site, fanpage no Facebook, conta no Twitter ou Instagram, por exemplo.

No entanto, existe um outro canal de comunicação que muitas empresas (principalmente as que estão engatinhando no mercado) não conhecem ou não sabem como começar a usar. É o e-mail marketing, ferramenta no qual conteúdos diversos chegam diretamente na caixa de entrada de quem você quiser – basta incluir o endereço de e-mail no campo do destinatário.

Já falamos por aqui sobre as boas maneiras do e-mail marketing: como evitar que ele caia no spam. Em resumo, demos as principais orientações de caráter estético e comportamental para que o e-mail seja mais assertivo em sua estratégia e layout – o que pode, o que não pode, como fazer, e por aí vai.

Dessa vez, vamos falar sobre um outro aspecto do e-mail marketing que é fundamental para o xeque-mate da estratégia de marketing e divulgação: as listas de e-mails. Nesta lista estão inseridos os contatos que receberão os conteúdos enviados pela sua marca ou empresa.

O ideal é que essa lista seja produzida “a mão”, com destinatários certos e, de preferência, tenham permitido o recebimento deles e naturalmente saibam que aquele e-mail pode chegar a qualquer momento.

O objetivo deste artigo é orientar sobre como construir boas listas de e-mails e conseguir novos clientes com isso, por meio de uma boa conversão em vendas e através da criação de um canal de diálogo direto e com quem quer interagir com seu negócio.

email symbol on row of colourful envelopes

A estabilidade do e-mail marketing

Você já reparou como as estratégias de marketing mudam em curtos intervalos de tempo, com o avanço frenético da tecnologia, desenvolvimento de softwares e a popularização da internet?

Hoje se fala muito em Periscope marketing, mas há três anos, isso não era realidade para todo mundo. Assim como o Whatsapp marketing e as novas funcionalidades do Youtube marketing, são novos adendos que ganharam uma força absurda nos últimos anos.

Enquanto as redes sociais mudam sua forma de interação radicalmente de tempos em tempos (até para sobreviver frente à concorrência), o e-mail parece ir na direção contrária, mantendo-se basicamente com a mesma lógica nos últimos dez ou quinze anos. Com uma adaptação ou outra, é claro, mas a estrutura e estratégia praticamente não se alteraram.

Acreditando que, graças à essa estabilidade, é muito provável que o e-mail marketing continue com a mesma importância nos próximos anos que virão, sem nenhuma grande transformação em seu processo.

Por isso, construir uma boa lista de e-mails hoje pode ser útil ainda por muito tempo. Não é como aquele velho cadastro de telefone fixo das empresas nos anos 90 – hoje em dia, quase ninguém possui telefone fixo em casa, não é mesmo? São poucos os casos. Todas essas empresas passaram a colher, além do telefone fixo, o número de celular e o e-mail do cliente, por exemplo.

Em resumo é o seguinte: a sua estratégia de comunicação pode (e deve!) mudar com o tempo, a partir do que vai aparecendo de novidade, mas o valor de uma boa lista provavelmente vai se manter ainda por um bom tempo.

E o que é uma lista de e-mails?

Apesar de toda a importância das redes sociais gratuitas e da publicidade paga na promoção de visitas e desenvolvimento de potenciais clientes, não podemos nos esquecer da força que o e-mail ainda possui.

O correio eletrônico ainda é uma ferramenta muito acessada na Internet – em especial para o público que estuda ou trabalha, por razões acadêmicas, profissionais ou pessoais.

Fato é que a tarefa de abrir, conferir e apagar e-mails faz parte da rotina de muita gente, e é nisso que muitas empresas apostam. O e-mail marketing, muitas vezes, é a certeza que aquele público em específico irá receber sua mensagem. Se ele irá abrir ou se a mensagem vai direto para o lixo eletrônico é outra história (que depende das orientações que falamos no outro artigo), mas de toda forma, o potencial do e-mail marketing ainda sim é muito grande.

Naquele espaço da caixa de entrada é onde sua marca vai ter mais atenção do público, pois até o fato de apagar um e-mail demanda uma ação, já que não é feito por um “simples olhar” (como desviamos de publicidade paga na internet, por exemplo).

Nesse sentido, uma boa lista e e-mails é o caminho para termos uma série de endereços eletrônicos de pessoas que podem se interessar pelo que você tem a dizer.

Corra das listas compradas

Vamos relembrar parte deste tópico que já abordamos no artigo que mencionamos, sobre a relação entre e-mail marketing e spam.

Para quem está começando um negócio, um recurso muito utilizado acaba sendo a compra de listas de e-mails em massa, ou até mesmo segmentados, como alguns sites oferecem.

No mercado há sites que vendem até 500 mil leads (destinatários) para alavancar seus produtos. Mas quem garante que entre esses 500 mil leads não existem endereços de e-mails incorretos? As chances desse e-mail cair nas mãos de pessoas que não estão interessadas no que você tem a oferecer é enorme. Maior ainda é a chance do servidor de e-mail classificar sua mensagem como imprópria, e você ser identificado como spammer. Com isso, cai sua reputação e credibilidade.

O ideal mesmo é que cada empresa tenha sua própria lista de clientes, criada a partir de cadastros feitos por eles mesmos.

Comprar endereços de e-mails pode fazer com que esses remetentes denunciem suas mensagens como spam. Fora a baixa taxa de interações (porque não houve um contato anterior entre a marca e o consumidor) e a alta taxa de rejeição de pessoas que optam por sair da lista com o tempo.

Da mesma forma, também não vale a pena trocar listas com parceiros (mesmo que estejam dentro do mesmo nicho de mercado), nem capturar e-mails aleatórios na internet.

A palavra-chave, nesse caso, é permissão.

Construção e manutenção de bons listas de e-mails

Uma coisa é fato e não há como negar: o sucesso de uma estratégia de marketing é diretamente proporcional à qualidade da sua lista de e-mails. Não vai adiantar de nada ter um e-mail bem elaborado e atraente se ele não vai chegar até as pessoas certas.

Entende-se por qualidade aquele público que compreende a sua língua, conhece o seu produto/serviço e se interessa pelo que você tem a oferecer: promoções, informações, ofertas, benefícios, e por aí afora.

O processo de captação de e-mails certeiros pode ser das mais variadas formas, desde o boca a boca até o uso de ferramentas na internet.

No seu site ou blog, você pode incluir uma ferramenta de inscrição de newsletter, que pode ser um quadro pequeno, grande, no canto ou aparecendo na tela principal do internauta (através de landing page, página de captura, squeeze pageou em janela pop-up, por exemplo).  Quanto mais possibilidades de adesão/inscrição, mais chances da sua lista ter bons contatos.

Veja as opções de localização que são bem populares:

  • Feature Box – aqui a caixa fica em destaque no topo do site, com certamente uma grande visibilidade.
  • Sidebar – Essa é a barra que fica de lado e também costuma ser bem visualizada.
  • Topo e final de páginas internas – Se você tem um blog dentro do site, por exemplo, pode inserir uma caixa logo após as postagens. Se o leito ficar satisfeito com o que leu, são grandes as chances dele querer assinar a newsletter para ficar sabendo de novas postagens.
  • Através dos comentários – Existem plug-ins que permitem a adição de uma caixa de inscrição à newsletter como opção na seção de comentários de um site ou blog.
  • Através de cadastros – Muitos portais de compras deixam a opção “você autoriza cadastrar seu e-mail para receber conteúdos?” logo na ficha de cadastro do usuário. Se o seu site trabalha com cadastro de clientes para compra ou reserva de serviços, pode ser um pontapé.

Uma outra estratégia para conseguir esses e-mails através de landing pages é oferecer descontos ou conteúdos exclusivos para quem se interessar em assinar a newsletter. As pessoas adoram saber que estão recebendo algum benefício – e quem não gosta? Isso vale principalmente para negócios B2C – business-to-consumer, ou seja, negócios em que um produto ou serviço é direcionado ao consumidor comum – e não a outros setores específicos da cadeia de produção.

Coloque-se no lugar do seu público e tente perceber o que o faria inscrever o e-mail na lista de uma empresa, oferecendo informações básicas como nome, cidade e claro, o endereço de e-mail.

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Para fechar

Você viu aqui que:

1) Nas listas de e-mails estão inseridos os contatos que receberão os conteúdos enviados pela sua marca ou empresa;

2) O ideal é que essa lista seja produzida “a mão”, com destinatários certos e, de preferência, tenham permitido o recebimento deles e naturalmente saibam que aquele e-mail pode chegar a qualquer momento.

3) A sua estratégia de comunicação pode (e deve!) mudar com o tempo, a partir do que vai aparecendo de novidade, mas o valor de uma boa lista provavelmente vai se manter ainda por um bom tempo.

E ai, descobriu como construir boas listas de e-mails e conseguir novos clientes com isso? Não existe fórmula de sucesso, mas ao seguir algumas orientações, o caminho pode ser bem encurtado.

Aproveite a seção de comentários para compartilhar experiências que você já passou usando listas e e-mail marketing. Tem alguma sugestão de assunto para abordamos no próximo artigo? Participe!

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