Últimos artigos

Pesquisa de mercado como estratégia de negócio: como fazer de graça pela internet

Estamos em meados de 2016 e os próximos meses ainda reservam grandes desafios para empreendedores como nós, de todos os segmentos. Isso porque o país passa por uma crise financeira e política, que fez a economia desacelerar como em poucos momentos na nossa história recente. A insegurança das contas públicas e a insatisfação com o andar da economia faz com que o cenário não seja propício para o crescimento de muitos mercados.

No entanto, ao empreendedor que busca começar um novo negócio ou expandir os limites de uma empresa que já existe, a crise nem sempre é um impedimento para o crescimento, mesmo que seja forma mais tímida.

A verdade é que lemos muito por aí aquela máxima do “encontre oportunidades na crise”. E é bem verdade. Todo período não muito favorável acaba escondendo alguma boa oportunidade, mesmo quando tudo parece não ter solução.

Nesse sentido, ter organização financeira, uma boa estratégia de negócios no bolso e apostar na realização de pesquisas de diferentes naturezas (principalmente aquelas que apontem dados significativos sobre o mercado) se tornam diferenciais vantajosos.

Segundo dados de uma pesquisa feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas (Sebrae), mais da metade dos empreendedores fecham seus negócios por falta de clientes e dificuldade financeira nos primeiros meses. Dois problemas que poderiam ser resolvidos se houvesse um planejamento prévio e uma mínima pesquisa de mercado. É a partir das informações da pesquisa que ele vai saber sobre a realidade do mercado, entender os clientes, os concorrentes e fornecedores e ter mais embasamento para começar.

Se uma grande empresa já não pode se dar ao luxo de não conhecer seu mercado, uma empresa de pequeno porte não pode ter sucesso sem uma grande compreensão de seus clientes, de seus produtos e serviços e do seu mercado de atuação.

Bem por isso, precisamos fazer as perguntas certas, no momento certo, com as pessoas certas. Uma pesquisa mal feita pode guiar um negócio na direção errada e é justamente isso o que você não quer, não é mesmo?

Neste artigo, vamos relatar os conceitos básicos sobre pesquisa de mercado como estratégia de negócio: como fazer de graça pela internet. Definitivamente, isso pode ajudá-lo(a) a começar a sua própria pesquisa e não cometer certos erros e vícios que podem demandar mais tempo e dinheiro.

A competição é na maioria das vezes cruel e feroz, e operar sem os parâmetros de uma pesquisa de mercado pode dar aos seus concorrentes uma grande vantagem sobre você.

Vamos lá?

http://www.dreamstime.com/stock-image-colorful-graphs-charts-marketing-research-business-annual-report-background-management-project-budget-planning-financial-image42818821

Abrindo os olhos para a concorrência

O primeiro ponto que vamos abordar é com relação ao conhecimento da concorrência como ação estratégica para poder se posicionar de forma diferenciada no mercado.

O estudo da concorrência pode ser feito antes de abrir um novo negócio ou esporadicamente, quando a sua empresa já estiver ativa no mercado. Saber quem são seus concorrentes e como eles agem é essencial para propor um negócio diferenciado e que, claro, saia na frente.

Comece pensando nas respostas para as seguintes perguntas, em relação aos concorrentes: quais são os seus produtos? O que diferem os produtos deles dos seus? E o atendimento, é feito de forma diferente? Como é a atuação deles nas redes sociais? Com que frequência apostam em publicidade na mídia? Com que frequência apostam em promoções?

Aonde cabe a pesquisa de mercado

As diferentes metodologias de pesquisa podem apontar informações significativas para a sua empresa diante da crise. Uma pesquisa de mercado eficiente pode dar a uma empresa as respostas para dúvidas bem recorrentes, como “qual produto ou serviço dá mais lucro?”. Isso pode ser feito até mesmo antes desse produto ou serviço ser lançado, para dar uma certeza ainda mais na aposta a ser feita. Para produtos e serviços que já foram colocados no mercado, uma pesquisa de mercado pode dizer claramente se as empresas estão no caminho certo, indo de encontro às necessidades e expectativas dos seus clientes. Caso contrário, é hora de repensar a estratégia e mudar o rumo do barco.

Ao pesquisar as respostas para questões específicas, empreendedores que estão começando seu negócio podem saber com precisão se eles precisam ajustar o design da sua embalagem ou melhorar os métodos de entrega, e até mesmo se eles devem considerar a oferta de serviços adicionais.

Um plano de pesquisa de mercado indica ainda onde estão seus clientes, além de dizer quando eles estão mais propensos a comprar seus produtos ou utilizar seus serviços.

Quando você realizar uma pesquisa de mercado, você pode usar os resultados tanto para criar um plano de negócios ou um plano de marketing, quanto para medir o andar de seu planejamento atual.

Segundo as definições do Sebrae, deve-se utilizar as pesquisas sempre que tiver que tomar decisões, principalmente, sobre:

• Expandir a área geográfica de atuação;

• Entrar em novos segmentos de mercado ou canais de distribuição;

• Lançar ou aperfeiçoar produtos e serviços;

• Dimensionar a equipe de vendas;

• Credenciar revendedores ou distribuidores;

• Escolher um ponto comercial;

• Definir qualidade e variedade dos produtos e serviços a ser comercializados;

• Definir os meios de divulgação mais adequados;

• Ajustar preços;

• Posicionar produtos e marcas;

• Iniciar um novo negócio (deve fazer parte do plano de negócios).

Uma leitura sobre as pesquisas que são feitas por aí

Uma coisa é fato: a tendência é que o mercado mantenha-se em uma constante – modifica-se constantemente e é preciso compreender a sua dinâmica.

Como dissemos, as pesquisas de mercado podem mostrar informações relevantes sobre a sua clientela, a possibilidade de atuação em novos nichos e segmentos, evidenciar problemas em suas estratégias e negócio ou sobre os seus produtos, analisar o posicionamento da empresa e definir a melhor maneira de atingir onde se quer chegar, e por aí vai.

No caso das grandes mídias, como emissores de rádio, TV, jornais e revistas, as pesquisas de mercado geralmente são medidas através da audiência, fundamental para analisar o comportamento do público (o que consome), levantamento das características do público-alvo (qual sexo, idade, nível socioeconômico, etc.), e até mesmo na identificação dos valores de serviços publicitários em diferentes veículos e períodos (dias da semana e horários – manhã, tarde, o chamado horário nobre ou a madrugada).

Já a pesquisa de mercado conhecida como “top of mind” (termo em inglês utilizado para qualificar as marcas que são mais populares na mente), possibilita levantar os dados sobre a opinião pública no intuito de conhecer as marcas que tem mais confiança entre os consumidores.

Outra opção para alavancar as estratégias de negócio através das pesquisas aplicadas é fazer um levantamento sobre a imagem da marca, produto ou serviço. As pesquisas de opinião e pesquisas de satisfação dizem muito sobre como o seu público enxerga um produto ou serviço oferecido pela sua empresa. Com estas informações é possível tomar decisões mais assertivas sobre mudanças e posicionamentos do produto com o intuito de melhorar a relação com o público, evitando desgastes e arranhões de imagem.

Os tipos de pesquisa de mercado

Vamos explicar agora os dois tipos de pesquisa mais comuns, para que você tenha uma real noção do campo onde pisa.

1 – Pesquisa primária –Basicamente, essa primeira pesquisa é aquela que trata de coletar informações sobre seus resultados de vendas e do quão eficaz estão sendo suas ações de marketing.

Os métodos de coleta de informações da pesquisa primária podem incluir entrevistas (via contato direto, telefone ou e-mail), pesquisas através do site da empresa ou das redes sociais (enquetes, por exemplo), questionários no ambiente físico da empresa (impressos, deixados na recepção por exemplo), e/ou pesquisas com grupos específicos reunindo uma amostra de potenciais consumidores ou clientes (no caso, o seu público alvo).

Nessa pesquisa mais direcionada, são colocadas algumas questões, como o questionamento sobre o preço atual dos produtos (O que você acha que vale?), o que te leva a comprar esse produto? (Necessidade? Luxo? Facilidade de uso?), qual é o diferencial da marca? (Preço? Qualidade? Design?), e/ou quais os pontos de melhoria? (Atendimento? Funcionalidade? Mais estoque?), e por aí vai.

2 – Pesquisa Secundária –Já a pesquisa secundária tem o objetivo deanalisar os dados que já foram publicados por grandes instituições de pesquisa, como o IBGE e o IBOPE, instituições consolidadas e que há muitos anos fazem diversas pesquisas no Brasil. Com esses dados é possível estabelecer referências (principalmente relacionadas aos padrões de comportamento) e localizar alvos (target) mais segmentados onde você possa atuar.

Mas atenção para não ficar só na pesquisa secundária

Muitos empreendedores iniciantes acabam pegando certos atalhos e cortando alguns caminhos básicos que, cedo ou tarde, tornam-se uma bela dor de cabeça. Um deles é ter como base e roteiro apenas no trabalho e nas informações publicadas por terceiros, mesmo sendo de institutos de pesquisa competentes, que certamente não vão lhe dar a imagem completa do problema.

A depender do ramo do negócio até pode ser um ótimo ponto de partida, mas em geral, as informações que você analisar podem estar ultrapassadas. Em épocas onde os cenários mudam em alta velocidade, pesquisas do ano passado já podem não refletir o momento atual que se vive, por exemplo. Por isso, você pode acabar perdendo detalhes importantes para o seu negócio se confiar somente nessa categoria de pesquisa.

Métodos quantitativos x métodos qualitativos

Existem basicamente duas categorias distintas de coleta de informações: a quantitativa e a qualitativa.

A quantitativa, lógico, emprega uma análise mais matemática e exige uma grande amostragem de dados. Os resultados destas informações produzem estatísticas que podem ser acompanhadas em períodos de tempo diferentes, para efeito de comparação.

Quando você analisa a audiência mensal do seu blog (ou seja, a quantidade de acessos que ele recebe em um intervalo de 30 dias), você estará extraindo um dado quantitativo. Quando você compara os acessos do mês de janeiro de 2015 e o mês de janeiro de 2016 (estabelecendo uma comparação de 1 ano, nesse exemplo), você estará colocando em prática um método quantitativo de pesquisa.

Ainda nesse exemplo de blog, as informações que esse método traz ainda pode ajudá-lo(a) a determinar como seus visitantes estão chegando ao seu site, quais palavras-chave pesquisadas nas buscas estão trazendo mais visitas, quanto tempo os visitantes estão permanecendo em seu site, de que páginas estão saindo e até de que tipo de dispositivo eles estão acessando seu site – entre uma infinidade de informações.

Por outro lado, os métodos qualitativos ajudam a desenvolver e aperfeiçoar sua pesquisa quantitativa, como se você fosse fazer uma sintonia fina sobre os dados coletados anteriormente e aperfeiçoar sua interpretação.

Eles podem ajudar os empreendedores a compreender os problemas que enfrentam e em muitos casos, podem usar métodos de entrevista para aprender com as opiniões dos clientes e conhecer seus valores e suas crenças. Geralmente, o tamanho da amostra na pesquisa qualitativa é pequena, mais a título de conhecimento e ação rápida.

Fuja de pesquisas apenas com quem você conhece

A pesquisa mais informal, feita pelo próprio empreendedor, pode ser ponto de partida mas há algumas restrições. Dependendo do mercado, ela não substitui um estudo mais aprofundado para a elaboração do plano de negócios.

Proprietários de pequenas empresas (e até de algumas bem grandes), às vezes até por comodismo, entrevistam apenas os membros da família e os colegas mais próximos, quando estão realizando uma “pesquisa de mercado”. Saibam, no entanto, que os amigos e a família na maioria dos casos não são as melhores opções de “target”, pois seu feedback não será totalmente isento e desvinculado a você.

Para obter informações mais úteis e precisas para sua pesquisa de mercado, você precisa falar com seus clientes ou futuros clientes (conhecidos ou desconhecidos) sobre suas necessidades, desejos e expectativas.

O peso no bolso

A verdade é que muitos empresários acabam desistindo de colocar em prática alguma dessas modalidades quando esbarram nos preços.

Hoje, uma pesquisa básica pode custar mais de 10 mil reais, recursos que muitos não possuem ou não planejaram investir antes mesmo de abrir o negócio.

Imagino que seja o seu caso, certo?

10 ferramentas disponíveis na internet para fazer pesquisa de mercado

Para amenizar o problema do alto custo, existem ferramentas online e de graça que podem auxiliar o empreendedor a mapear seu mercado antes de arriscar.

Assim como já falamos de ferramentas gratuitas na internet para aumentar a produtividade no trabalho, também há ferramentas para realizar boas pesquisas de mercado na internet. O levantamento foi feito pelo portal da Revista Exame na Internet, e o foco é justamente para empreendedores como você.

Estas ferramentas foram desenhadas a partir de instrumentos quantitativos, e em algum momento será preciso estudar também através de métodos qualitativos, trazendo o contexto de vida dos entrevistados para o processo de análise e discussão. E aí sim, não tem jeito, pode-se gastar um pouco.

Mas vamos ao primeiro passo então.

1. Survey Monkey – pt.surveymonkey.com – O site permite que os empreendedores criem questionários e enviem por e-mail durante a pesquisa. A versão gratuita inclui 10 perguntas por questionário e até 100 respostas. Ele gera gráficos e tabulação automaticamente. A versão paga, a partir de 299 reais ao ano, dá acesso a formulários e respostas ilimitados e permite cruzar dados.

2. Google Drive – www.google.com/intl/pt-BR/drive – Alternativa ao Survey Monkey, o Google também tem uma opção de formulário que pode ser customizado e enviado aos entrevistados. Neste caso, o empreendedor precisa saber interpretar e cruzar os dados. O serviço só reúne as respostas.

3. Mercado de ações – Uma maneira barata de conhecer outros mercados é analisando os dados de empresas do mesmo segmento que têm capital aberto. Sites sobre o mercado financeiro e até a CVM reúnem informações sobre faturamento e lucro dessas empresas que podem ser úteis na hora de elaborar um planejamento financeiro, por exemplo.

4. Sua Pesquisa – www.suapesquisa.com – O site Sua Pesquisa é uma versão brasileira do Survey Monkey. É possível fazer questionários, espalhar a pesquisa e coletar os dados para decisões. Há uma versão gratuita que permite enviar um formulário e ter até 30 respostas e é possível cruzar os dados.

5. Redes sociais – Usar as suas redes sociais para coletar dados pode ser uma boa opção. O principal cuidado é ao escolher quem será o público. Para um negócio de cosméticos, por exemplo, um caminho seria participar de grupos sobre o tema e interagir, com autorização, fazendo perguntas pontuais.

6. BizStats – www.bizstats.com – Este site reúne informações e estatísticas financeiras de vários setores, tudo de graça. É possível encontrar relatórios financeiros, análises de risco e lucratividade, e ferramentas úteis de finanças. A dica é buscar empresas que são referências na área do seu negócio e encontrar valores de faturamento e investimento.

7. CrunchBase – www.crunchbase.com – Para startups, o site TechCrunch e sua base de dados de empresas é o ponto de partida. Ali, é possível encontrar quais negócios já receberam investimento, quais fundos de interessam pelo seu setor e outras informações sobre startups de todo o mundo.

8. Google Trends – www.google.com/trends - Para quem ainda só tem uma ideia ou precisa definir um setor de atuação, a ferramenta Google Trends pode ajudar. É possível saber o que as pessoas mais estão pesquisando na internet, inclusive definindo um território para a busca e comparando dois ou mais termos.

9. IpeaData – www.ipeadata.gov.br – Conhecer melhor os índices sociais e econômicos da região em que se pretende atuar é uma das premissas do plano de negócios. Hoje, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) reúne diversos dados do país em seu site, como indicadores macroeconômicos, regionais e sociais.

10. PiniOn – www.pinion.com.br – Este aplicativo funciona como uma ferramenta de coleta de dados para empresas. É útil para negócios que já estão em operação e tem algum capital para investir. O empresário cria uma missão e os usuários recebem recompensas em dinheiro para dar opiniões e ideias sobre os produtos. O serviço custa a partir de 2 mil reais.

Não fique restrito(a) aos recursos da Internet

Destrinchamos ao longo do artigo a pesquisa de mercado como estratégia de negócio: como fazer de graça pela internet.

Como dissemos (e vamos reforçar), é importante deixar claro que você não deve apostar apenas naquilo que é apurado através da internet. Ou seja, o “quantitativo” apurado, por exemplo, nessas 10 ferramentas que mostramos aqui.

Muitas vezes, quando você usa os recursos disponíveis na internet para coletar informações, acaba recebendo apenas o que está disponível para todos e nem sempre as informações podem estar 100% precisas.

Se você não for um(a) especialista e não conhecer muito bem a sua área (a maioria das vezes o empreendedor está justamente pesquisando para conhecer mais sobre seu mercado), você será facilmente levado(a) a dar valor a tudo o que vier logo nas primeiras páginas das pesquisas, e nem sempre é por aí. Teste outros mecanismos de busca similares para comparar dados. Se você já pensa instantaneamente no Google como ferramenta de busca, experimente também utilizar o Yahoo, o Bing, ou qualquer outro mecanismo de busca como outra fonte de informações a título de comparação.

Existem ainda instituições públicas e privadas que fazem um trabalho regular de pesquisa, que pode auxiliá-lo(a) tanto em aspectos quantitativos (potencial do mercado, participação da empresa no mercado, por exemplo) e qualitativos (estilo de vida dos consumidores, características comportamentais, hábitos de consumo, escolaridade, renda, etc.);

Sebrae, Endeavor, Fecomércio e Serasa são ótimas referências, que realizam pesquisas encomendadas pelo menos 1 vez por mês em diversas áreas e com diversas características.

Procure fundações e institutos de pesquisa estaduais e municipais na área onde você está, e também federações, associações, conselhos e qualquer outro tipo de organização setorial. Além do vasto acervo e bastante conteúdo para explorar, essas informações podem ser consultadas a qualquer hora do dia pela internet. Não é ótimo?

34_pesquisa_mercado1

Conclusão

E ai, o que achou das orientações e dicas que passamos? Há alguma outra estratégia diferente usada por você que deu certo? Compartilhe conosco e com os outros leitores através dos comentários!

E lembre-se: para garantir bons resultados com essas ferramentas e orientações que passamos, tenha sempre em mente que o público para colocar uma pesquisa em prática deve ser composto por pessoas que tenham a ver com o perfil do seu negócio. Uma pesquisa com um público-alvo diferente do pretendido pode trazer resultados confusos e levar a erros. Boa sorte e até o próximo artigo do EmpreendedorX!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>