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As armadilhas do perfil social que te deixam queimado(a) com chefes e recrutadores

As redes sociais são instrumentos importantes para apoio à uma estratégia de carreira. O site Linkedin é um exemplo disso: várias empresas abandonaram a análise do velho currículo vitae para se dedicar à análise do perfil nessa rede social-profissional.

Pois bem. O Linkedin têm se consolidado como uma ferramenta eficaz para a prática do networking, ajudando profissionais a obterem uma colocação ou a se reposicionarem no mercado de trabalho.

Por outro lado, profissionais que estão empregados usam as redes para postar fotos, comentar conteúdos e compartilhar assuntos que são do seu interesse pessoal.

O problema é que muita gente confunde o que é público do que é particular, e acaba se queimando profissionalmente antes ou depois de entrar em uma empresa.

Por isso, fique atento ao que está exposto nas suas redes sociais!

A melhor maneira de regular isso é alterando dados e ajustando o seu perfil.

Nesse artigo vamos mostrar algumas armadilhas mais comuns, dar exemplos e propor soluções para acender o sinal vermelho.

Afinal de contas, ninguém quer se auto boicotar, não é mesmo?

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Redes e processos seletivos

Cada vez mais é comum que seus perfis sociais públicos sejam monitorados por recrutadores em busca de profissionais.

E isso não se restringe à redes profissionais como o Linkedin. Também se estendem ao Facebook, Twitter e Instagram, as mais populares no Brasil atualmente.

São nessas redes que candidatos podem mostrar realmente quem são: aspectos de personalidade, visão sobre temas da atualidade, comportamento social, e muitas outras características. A somatória delas pode determinar uma contratação ou não, já que os processos seletivos estão mais focados no que o empregado pensa e como ele se comporta.

Veja que dado forte: um levantamento feito pela empresa Robert Half, especializada em RH, revelou que 44% dos recrutadores brasileiros dizem que aspectos negativos nas redes sociais são suficientes para desclassificar um candidato em um processo de seleção.

Portanto, tenha ciência que muitos processos seletivos começam muita antes da primeira entrevista. Um recrutador pode sim procura-lo(a) para reunir algumas informações importantes sobre seu perfil. Dificilmente ele se pautará por algo isolado, mas em uma junção de conteúdos que determinam quem você é.

Tudo isso faz parte da sua reputação online.

Para perder pontos em um processo seletivo basta um comentário infeliz sobre política ou uma indireta para um ex-chefe ou ex-colega de trabalho.

A verdade é que as empresas utilizam as redes sociais pessoais para checar informações, analisar comportamentos e buscar referências.

Redes e convivência no trabalho

Da mesma forma que as redes são analisadas em um processo seletivo, você pode estar sendo constantemente vigiado por um chefe, colegas de trabalho e por parceiros/clientes.

É natural que, a partir do momento que existe uma relação profissional, algumas pessoas queiram transportar isso também para o lado pessoal.

Quantas pessoas que não tão próximas mas fazem parte do nosso círculo de amigos e seguidores nas redes sociais?

Muitos, garanto.

Por isso também é preciso ficar atento ao que se posta, curte ou comenta na internet e que está no olhar dessas pessoas – as vezes, por coincidência ou acaso. Ao mesmo tempo que esses contatos podem ver coisas boas sobre seu comportamento, eles também podem estar de olho (mesmo sem querer) no que você anda fazendo de negativo.

O negativo no caso é em relação àquilo que pode não ser bacana para a sua imagem profissional.

Não cabe a nós julgar o que você faz nas suas folgas, por exemplo. Mas como você mostra isso nas redes sociais deve ser, ao menos, levada em consideração e com atenção.

Mas não se desespere!

Não é porque há tantos olhos em cima que você precisa ficar paranoico e parar de usar as redes sociais – ou até mesmo excluir todos os perfis.

A ideia é que você enxergue algumas atitudes com o olhar de outras pessoas.

O que meu chefe pensaria de me ver compartilhando isso? E um recrutador, gostaria de saber que eu posto fotos dessa maneira?

São questionamentos a se fazer, e não podem passar desapercebidos.

Os biotipos das redes sociais

Vamos mostrar alguns típicos perfis que encontramos por aí nas redes sociais. São aspectos comportamentais que revelam contextos e podem te deixar queimado(a) nas organizações.

1. O viciado – Todo passo que dá, precisa expor nas redes sociais. Para onde vai, o que come, o que lê, o que ouve. Tudo é motivo para uma postagem. Essa compulsão por abastecer as redes sociais com conteúdos sobre a sua vida (mesmo sem ser uma celebridade) é chata e você pode ser taxado(a) de exibicionista.

2. O que se ama muito – Esse aí publica selfies a todo momento e em todos os lugares, inclusive no trabalho. Por esse motivo, acaba passando uma imagem de extrema vaidade e ego inflado, o que pode ser muito ruim para a convivência em um ambiente de trabalho em que “equipe” é mais importante que o “eu”.

3. O ácido –Tudo é motivo para dar opinião e avaliar criticamente um assunto. Vai de análise de comportamentos a política: nada escapa de suas observações. Essa pessoa acaba se queimando porque, vez ou outra, certamente irá ofender alguém.

4. O indireto – Esse vive postando fotos e textos com a intenção de cutucar alguém. Seja um ex-namorado(a), um colega de trabalho, ou simplesmente por ter a “síndrome do recalque” – acha que todo mundo tem inveja dele(a). Isso passa a ideia de que você é competitivo demais, e pode causar mal estar dentro das empresas.

4. O adicionador – Ele(a) não tem critério: sai adicionando pessoas nas redes e também aceita qualquer perfil. Quantidade para essa pessoa vale mais que qualidade. Não é incomum encontramos essas pessoas reclamando de outras pessoas se intrometendo na sua vida, sendo que eles(a) próprios deram abertura para isso. Fora isso, um perfil com contatos inúteis que não interagem na rede não te acrescenta em nada. No final são só números e não vale a pena acumulá-los.

5. O ausente – Esse não está muito preocupado em atualizar perfis. Só usa mesmo as redes para ver, e não para ser visto. Em redes profissionais isso é ruim pois pode diminuir sua visibilidade, e com isso, você pode perder oportunidades. É aquela frase: quem não é visto não é lembrado.

Limites entre o público e o privado

Uma outra questão importante quando se fala em redes sociais, é saber diferenciar bem aquilo que é público e o que é privado. Ou seja, aquilo que é da nossa intimidade e aquilo que queremos que as pessoas vejam e percebam sobre nós.

Para muitas pessoas falta exatamente esse filtro: saber até onde misturar público e privado, ou pessoal e profissional.

Um bom exercício é pensar que temas que só são tratados em conversas reservadas aos mais próximos devem se manter longe das redes sociais. Não é de bom tom, por exemplo, associar sua imagem pessoal com vulgaridade, preconceito ou vícios. Isso certamente respingará no seu lado profissional – ou como as pessoas enxergam você.

Um profissional que frequentemente posta fotos em churrascos, com bebida na mão, pode dar a impressão de que vive de ressaca e chega atrasado no trabalho. Se isso for feito durante a semana, pior ainda.

O ideal mesmo é nos preservarmos. A exposição do nosso “privado” deve ser sempre revista quando pensamos em torna-la “pública”.

Configurações de privacidade

Quando criamos uma conta em uma rede social, ela é automaticamente pública. Ou seja, todos podem acessá-la e visualizar os conteúdos postados.

Mas existem formas de torna-la privada, ou seja, disponível apenas para quem você quer que veja.

No Twitter e no Instagram você pode filtrar quem você quer que te siga.

Já no Facebook, você pode controlar quem pode ver cada uma de suas postagens, individualmente. Para isso, você pode criar grandes grupos (amigos próximos, colegas de trabalho, contatos profissionais, etc), e designar separadamente o que cada um desses grupos pode ver no seu perfil.

Ou você pode simplesmente ocultar a publicação para uma determinada pessoa.

Nesse link, há um guia que explica melhor como configurar as políticas de privacidade do Facebook.

Nesse outro, para Twitter e nesse para Instagram.

Cuidado com o que diz

O que não podemos controlar porém, é a dimensão das coisas que nós dizemos. Mesmo quando você publica algo para um único grupo visualizar, algum usuário pode dar um print screen da tela e reproduzir aquilo que você disse.

Isso não dá pra controlar.

A sua voz na internet tem força, mesmo que num raio curto e restrito. Ao contrário do que muita gente pensa, aqui não é uma terra sem lei, onde qualquer pode dizer o que quiser sem sofrer as consequências.

Por isso, é preciso ter muito cuidado com o que se diz e como se diz.

A depender do que você escreve (e como escreve), aquilo pode ganhar uma grande repercussão, afetando negativamente sua imagem enquanto pessoa e enquanto profissional.

Atenção ao bom português!

Para começar, tenha muito cuidado com o uso do português. Por mais descontraído que seja um post ou comentário, um simples erro pode detonar sua reputação.

A nossa língua é traiçoeira e complicada em alguns aspectos.

Fique atento a regras básicas do uso da crase, acentuação, diferenças entre os porquês, o uso do “agente”, “mais” no sentido de “mas”, as palavras que levam X e CH, e também com as abreviações como “vc”, “mto” e “pq”.

Na dúvida, escreva suas postagens no Word e verifique as correções automáticas na revisão.

Fuja dos assuntos polêmicos

Aquela velha regra de “não discutir sexo, religião e política” vale muito para as redes sociais.

Na dúvida é melhor evitar. Ninguém está dizendo que você não possa ter suas convicções e, em uma conversa pessoal e restrita, coloca-las em prática. Mas na rede social, onde tudo ganha uma dimensão (e é compartilhado de uma maneira que não podemos controlar), é melhor evitar.

Se a sua opinião política for contrária à do recrutador, por exemplo, você pode perder pontos porque, mesmo inconscientemente, ele pode simpatizar mais com outro candidato que demonstrar identificação com o “seu lado”.

Evite tratar conversas com colegas e amigos publicamente nas redes sociais, por meio de comentários por exemplo. Lugar de bate papo não é através de comentários. Para isso existem as conversas inbox e os aplicativos específicos para conversas restritas.

Também evite apologias ao ódio, seja em comentários, posts ou curtindo páginas que promovam esse tipo de discussão.

Nenhum extremismo é visto com bons olhos no campo profissional. Procure guardar qualquer preferência social que possa ser interpretada como preconceito para você, distante de redes sociais.

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Preocupação com as imagens

Lembra do que falamos sobre postar fotos consumindo bebida alcoólica?

Uma outra pesquisa realizada pela Robert Half apontou que um em cada três recrutadores entrevistados considera que fotos inadequadas são motivo para cortar um profissional de uma seleção.

O problema não é você tomar uma cerveja no final de semana, mas se você aparece o tempo todo com um copo de bebida nas mãos pode passar a imagem de alguém que só quer se divertir. Quem posta fotos assim durante a semana (mesmo se referindo à uma comemoração passada) certamente pode se dar mal.

Fotos com pessoas dançando bêbadas ou em situações muito inusitadas podem até ser engraçadas a princípio, mas isso pode acabar caindo nas mãos das pessoas erradas – mesmo você protegendo a privacidade da publicação como dissemos.

Também não dá para controlar quando uma outra pessoa posta esse tipo de foto que aparece você. O que dá para fazer é evitar que te marquem. Acessando as políticas de privacidade das redes sociais dá para ativar essa função. Aí você consegue ter o controle se será associado ou não àquela foto.

A mesma coisa com fotos tiradas dentro do local de trabalho. Essa é uma observação que precisa ser analisada de acordo com o emprego, e à abertura que chefes e gestores dão para isso. Não há problema se tudo for uma prática comum e a empresa encarar com naturalidade. Comemorações de aniversário costumam ser mais “livres” para esse tipo de registro e publicação. Só tome cuidado para não expor na foto alguma situação que possa comprometer a reputação da empresa (desorganização, certos gestos, equipamentos fora do lugar, etc). Em ambientes onde o funcionamento depende de uma série de normas e regulamentos, essa exposição precisa ser mais cautelosa.

Não compartilhe imagens ou mesmo conteúdos que estejam denigrindo alguma pessoa, como aqueles virais que expões homens traídos ou suspeitos de praticar algum crime. O direito de se expressar e sentir raiva ou revolta é humano e comum, mas tenha muito cuidado ao se manifestar. Não use palavras de baixo calão e nem acuse uma pessoa sem provas.

Além do mais, você pode responder processo por difamação e calúnia.

O que pode ser exposto

Do outro lado, temos algumas orientações para incrementar o perfil e deixa-lo mais atraente do ponto de vista profissional. Isso pode dar visibilidade e valorizar o caráter empregatício do profissional – candidato ou não à uma vaga.

Manter as informações atualizadas e participar de fóruns de discussão é ótimo para o desenvolvimento pessoal e para a ampliação da rede de relacionamento.

Uma boa dica é ler e compartilhar notícias do seu setor, mostrando que você está antenado. Siga perfis de portais noticiosos da sua área, acompanhe as novidades e espalhe essa cultura.

Promova interações e posicione-se sobre temas discutidos entre os seus contatos, sem extremismos.

No caso do Linkedin, tenha ciência que aquele espaço não deve ser usado para questões pessoais. Portanto, ali, use-o somente para questões profissionais.

Tenha bom senso ao abordar um profissional nessa rede. Apresente-se antes de enviar convites para se conectar com outras pessoas. Não saia pedindo empregos na rede social.  Aproveite o espaço para trocar informações sobre carreira e o mercado de trabalho.

Tente criar a sua própria identidade online, escrevendo sobre coisas que te interessem e possam interessar seus contatos. Isso aumenta as chances de interação e o networking.

E principalmente, tenha cuidado com o que você publica sobre empresas que trabalha ou que já trabalhou. Não fale mal delas ou de profissionais que estão ou passaram por elas. Para muitos recrutadores isso pode parecer antiético, e como muitas áreas são bastante circulares, “o mundo pode dar voltas” e você acabar precisando de alguém que ajudou a queimar.

O que pode ser explorado nos perfis sociais

Quando alguém fizer uma revista nas suas redes, certamente ficará de olho em alguns pontos que podem prejudica-lo e também fazê-lo ganhar pontos.

Nesse último caso, a educação é a primeira delas. Quem costuma perder a paciência e entra em brigas e discussões na internet pode se dar mal. Não entre na pilha de alguém que quer te atacar. A melhor maneira de reverter situações assim é usando o bom humor e propensão ao diálogo – de preferência fora dali. Isso vai fazer com que você ganhe admiração das pessoas que te seguem e são seus amigos virtualmente.

Nessa mesma linha do humor, procure ser simpático e mostrar espiritualidade em certas situações. A própria forma de escrever pode dar várias interpretações para quem lê. A linha entre a escrita e a grosseria é muito tênue – se você é objetivo demais numa resposta, pode dar a impressão de ser grosso. Uma sugestão é usar emoticons ou emojis, e evitar escrever em caixa alta.

Tenha cuidado com as histórias que você compartilha na sua linha do tempo do Facebook. Lembre-se que a sua credibilidade está sempre em jogo. Por isso, não saia acreditando em tudo que lê. Tenha sempre a certeza de que aquelas informações são verdadeiras e confiáveis. Se seus contatos perceberem que um ou vários conteúdos que você replica são inverdades, aos poucos as pessoas vão perder a confiança. Na visão de um profissional então isso é péssimo.

Exposição desnecessária

Vamos falar agora de algumas informações que não são proibidas, mas que merecem uma dose de cuidado.

São dados pessoais que, por uma questão de bom senso, vale a pena chamarmos atenção para que você mesmo(a) avalie se vale a pena ou não expor.

Muitas vezes, é apenas a regra de se perguntar: será mesmo necessário essa divulgação?

Espalhar um aumento de salário, uma nova promoção, um novo e caro presente ou até mesmo toda a felicidade que está vivendo… são alguns exemplos de situações que gerar fofocas e cobiça de terceiros, e em alguns casos, podem ser usadas para aplicação de golpes e roubos.

Separamos 4 exemplos rápidos.

1 – Data de nascimento/aniversário: Essa é uma opção que muita gente deixa exposta para receber mensagens no dia do aniversário, principalmente no Facebook. A sugestão é que você defina uma privacidade para esse dado – deixe somente que amigos tenham acesso à ela. Quando você divulga a data de nascimento publicamente, pode ser alvo de ladrões de identidade na internet e isso definitivamente não é interessante para ninguém.

2 – Status do relacionamento: Expor uma relação que está começando, principalmente se for com um colega de trabalho, pode gerar fofocas dentro das empresas. Na dúvida, melhor esperar para divulgar apenas quando já for de conhecimento de todos. Não deixe que a “primeira mão” seja via rede social.

3 – Check-in: Muita gente tem essa mania de compartilhar a localização de onde está nas redes sociais. Em viagens principalmente é muito comum. Quando se está a trabalho, isso deve ser feito com cuidado. O que seu chefe achará de ver que você esteve em um outro lugar (que não predeterminado) dentro do horário de trabalho? Do ponto de vista da segurança, essa divulgação pode trazer riscos: alguém saber que a sua casa está vazia, por exemplo.

4 – Foto e nome dos filhos: Isso é algo que também merece cuidado. Colocar o nome completo dos filhos nas redes sociais se torna risco quando falamos em aplicação de golpes, bem como postar imagens dos pequenos. Lembre-se: quanto menos informações postadas, melhor para a sua real privacidade e integridade.

E ai, o que achou do que mostramos? De fato, essas orientações fazem sentido para você? Utilize os comentários para contar alguma experiência ou tática usada para melhorar a sua reputação nas redes sociais.

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